Novas regras para visitar Machu Picchu a partir de julho de 2017

Novas regras para visitar Machu Picchu a partir de julho de 2017

O Ministério do Peru anunciou, em fevereiro de 2017, novas regras para proteger Machu Picchu do intenso fluxo de turistas que acaba colocando o patrimônio em risco. Veja quais são elas.

Atenção: As regras começam a valer para ingressos comprados a partir de 01 de junho para visitas agendadas para de 01 de julho de 2017  em diante. Durante o mês de maio, só será possível comprar ingressos para maio e junho.

Os bilhetes que tenham sido comprados com antecedência para datas a partir de 01 de julho de 2017, serão automaticamente transferidos para o primeiro turno. No entanto, as autoridades informaram que serão flexíveis com as pessoas que tenham adquirido seus ingressos antecipadamente.

Leia: Como comprar o ingresso de Machu Picchu

Horário de visitação restrito

A principal mudança é que não será mais possível comprar ingressos para o dia inteiro. Durante o processo de compra, o visitante terá que optar entre dois turnos:

  • Turno da manhã, que vai das 6h às 12h
  • Turno da tarde, que vai das 12h às 17h30

Em cada turno poderão ingressar aproximadamente entre 45 e 55 % dos visitantes.

Lembrando que os horários de subida à Huayna Picchu não mudaram e, portanto, se você pretende visitar a montanha deverá comprar o seu ingresso para o primeiro turno.

Machu PIcchu, Peru

Exigência de guia de turismo

A partir de agora, todos os visitantes deverão ser acompanhados por um guia de turismo. Tal como acontece hoje, o serviço poderá ser previamente contratado por você ou arranjado na entrada do parque, porém agora a contratação é obrigatória. Ainda não se sabe como isso vai funcionar: se o parque vai organizar os grupos com guias oficiais ou se isso ficará por conta das agências de Cusco e Águas Calientes. Ou ainda se vai haver uma tabela de preços para o serviço ou isso ficará a cargo do livre mercado.

Os grupos deverão ter no máximo 16 pessoas, mas você também poderá contratar um serviço privado, o que é uma alternativa para desburocratizar o passeio. Não será permitido ao visitante afastar-se ou mudar de grupo no meio da visita. Assim que tivermos mais informações sobre a aplicação da regra, o post será atualizado.

Circuitos de visitação fechados

Três circuitos visitação foram instituídos, cada um com duração entre duas e três horas. Na prática, isso quer dizer que o visitante não poderá mais vagar aleatoriamente pelo Parque: precisará seguir um roteiro previamente estabelecido com seu grupo, o que, ao meu ver, vai empobrecer e enrijecer a experiência.

O circuitos são:

  • Circuito 1:  Subida à parte alta da cidade e visitação completa da parte baixa. Duração estimada de 3 horas.
  • Circuito 2:  Visitação completa da parte baixa. Deve durar cerca de 2 horas e meia.
  • Circuito 3: Visitação abreviada da parte baixa. Cerca 2 horas.

O visitante poderá optar pelos circuitos no momento da visita e o passeio pode ser combinado com a subida a Huayna Picchu ou à montanha Machu Picchu.

Proibição do reingresso

Uma vez terminado o passeio pelo circuito escolhido, não será permitido ao visitante retornar à cidadela.

Proibição do Pau de Selfie

O uso de pau de selfie ficará restrito a certas regiões do parque, para evitar aglomeração de pessoas em becos e vielas.

Já chamei de casa a Cidade do Cabo, Chandigarh, Buenos Aires e Barcelona, onde vivo no momento. Gosto de literatura, cervejas, música e artigos de papelaria, mas minha grande paixão é contar histórias. Por isso, desde 2011 viajo o mundo e escrevo sobre o que vi. Também estou no blog sobre escrita criativa Oxford Comma.

17 comentários em Novas regras para visitar Machu Picchu a partir de julho de 2017

  1. Acredito que as medidas privam um pouco o turista de ter uma experiência singular, mas infelizmente são necessárias. Uma correção: “guia turístico” se refere ao folhetinho de papel que recebemos, falando sobre a pessoa usamos “guia de turismo”. (Só uma correção da estudante de Turismo com amigos guias de turismo que já foi muito corrigida hahaha) Aliás, sobre precisar de um guia acredito que o conhecimento deles só acrescenta na experiência, o ruim é não poder se desvincular do grupo.
    Enfim, aproveito a oportunidade pra falar que admiro muito o trabalho que vocês fazem aqui no 360.
    Abraço!

    • Natália, claro, o problema não é o guia. É a exigência. Porque tem gente que pode preferir ter guia e gente que não, mas ser abrigado a se juntar a um grupo de 15 pessoas deixa a experiência mais rígida. Até porque, não é todo viajante que pode contratar um guia particular né…

      hahah e vou corrigir a confusão com os guias lá no post 😛

      Abraços e obrigada por comentar!

  2. Essas medidas engessam bastante a visitação, mas infelizmente são necessárias…
    Visitei no ano passado e fiquei assustada com a quantidade de gente lá dentro e, o pior, com as barbaridades que as pessoas fazem: sobem nas construções para tirar fotos, largam lixo, entram em áreas onde não é permitido…
    Só achei que as regras ficaram de uma hora para a outra rigorosas demais, não precisava “ser 8 ou 80”.

    • Helen, concordo com você. Acredito que são necessárias mais medidas para protejer a cidade, mas não sei se vai funcionar bem da forma como fizeram….

      Abraços!

  3. Visitar Machu Picchu é um sonho antigo. Em 2017 tive a chance de ir, mas por falta de foco decidi adiar mais um pouco essa viagem. Sempre imaginei que seria necessário um guia, logo, essa mudança não faz diferença. Penso que esse é um roteiro para ter uma experiência mística, algo que transcende a curiosidade, o querer aparecer; ou apenas ir por ir… Acredito que independente das mudanças, se tivermos sensibilidade, por menor que seja o tempo da visita, a quantidade de pessoas e limitação do circuito poderemos ter uma experiência rica e inesquecível já que estaremos conectados com o nosso melhor EU.

    • Mayara, eu acredito que a visita continuará sendo incrível, porém acho que se perde um pouco de liberdade, sim. Enfim, é preciso preservar o local e algumas restrições tinham que aparecer mesmo…

      Abraços!

  4. São mudanças que empobrecem a experiência e aumentará substancialmente o valor da visita ao parque,que já é bem elevado.Fico feliz de já ter ido, andado livremente e ter tido também uma ótima guia para nos acompanhar por algumas horas.

  5. Quando estive em junho 2012 o movimento ja era intenso, fico feliz de ter tido a chance de ficar um bom tempo em todos os roteiros, sozinha e com guia. A experiencia foi unica e maravilhosa e principalmente inesquecível!!! Mas precisamos preservar para futuras geraçoes…

    • Patrícia, sim. As mudanças são ,de certa forma, necessárias. Mas também fico feliz de ter tido a oportunidade de ir em 2012…

      Abraços!

    • Alice, muita gente não sabe se comportar, mas só o fato de receber tantas vistas, todos os dias, já desgasta naturalmente o patrimônio… É possível que ainda se restrinja mais a visitação no futuro…

      Abraços

  6. Triste ver o que é necessário fazer para proteger o patrimônio da exploração pelo turismo.
    Fico feliz de ao menos ter tido a chance de explorar o parque por conta própria, porque acho que a sensação nunca mais será a mesma.

    • Carlos, também fico muito feliz de ter conseguido visitar Machu Picchu antes. Acredito que quem for agora terá uma experiência muito diferente…

      Abraços 🙂

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