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16 coisas que sinto falta quando estou fora do Brasil

Brasil, estou voltando. Depois de 70 dias fora, amanhã embarco de volta ao nosso país. O último dia na Argentina foi para aproveitar as coisas típicas daqui, claro, mas também para pensar (e vibrar) com coisas que temos em nosso país. Está chegando a hora de matar a saudade.

Toda vez que eu fico um longo período no exterior é a mesma coisa – a viagem pode ser incrível, o país lindo, as novas descobertas fantásticas. Mas há certos aspectos do estilo de vida brasuca que fazem uma falta danada. Pensando nisso, listei 16 coisas que costumam me dar muita saudade. Não coloquei na lista o óbvio – tipo família e amigos, que afinal de contas não são coisas. E também evitei itens tipo meu quarto e meu travesseiro – os itens listados são mais gerais.

Quer participar? Então deixe sua sugestão nos comentários.

1 – Feijão

Em 2012, quase surtei ao encontrar um restaurante na Indonésia que servia Prato Feito – assim mesmo, em bom português. E que tinha a combinação de arroz e feijão. Arroz é fácil de encontrar fora do Brasil, mas feijão? Quase nunca. E quanta falta faz o feijão, viu.

Observação: a primeira coisa que este blogueiro vai fazer em Belo Horizonte é ir ao restaurante mais próximo e pedir o PF mais farto que existir.

2 – Chuveiro elétrico

Certa vez vi um gringo que vivia no Brasil dizer que achava assustador o tal do chuveiro elétrico. “Como assim esse povo mistura eletricidade e água?” Pois bem, por mim o mundo acabava numa tempestade de chuveiros elétricos.

Tomar banho fora do Brasil nem sempre é fácil. Você gira a torneira e espera a água quente cair. Ok, está quentinho, vou entrar AHHHHH. Ferveu essa desgraça, deixa eu abrir só um pouquinho da água fria AHHHH. Congelei. Não é assim em todos os países, óbvio, mas em muitos é essa saga. True Story.

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3 – Pão de queijo

Em Buenos Aires tem. E dos bons – melhores do que aquele negócio duro e ruim que costumam vender em São Paulo e chamar de pão de queijo. De qualquer forma, normalmente ele faz falta. Ainda mais para um mineiro de Beagá.

4 – Restaurante de comida a quilo (bom)

25 pesos (uns 5 reais). É isso que eu costumo pagar nos restaurantes de comida a quilo do centro de Buenos Aires. Sim, eles existem e nem são ruins. Mas também passam longe da abundância dos nossos. Saudade.

Observação: sim, quase todos os itens dessa lista são comidas.

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5 – Café da manhã reforçado de hotéis e hostels

(Não disse?) Pode apostar: aquela reclamação no TripAdvisor sobre o café da manhã do hotel ser ruim e sem fartura foi feita por um brasileiro. Culpa dos nossos hotéis, pousadas e hostels, que sempre colocam muita coisa na mesa do café. Pena que o mundo não segue essa regra.

6 – Chinelo de qualidade (leia, Havaianas) quando o seu arrebenta

Quer ficar rico? Venda Havaianas para gringos. O famoso chinelo brasileiro é caríssimo lá fora. E um equivalente estrangeiro raramente é bom.

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7 – Rodízio de pizza

Ok, voltamos para a comida. Tem invenção melhor do que um bom rodízio de pizza? O Ministério do Turismo deveria usar isso como propaganda para levar mais gringos ao Brasil.

8 – Açaí

Açaí, também conhecido como felicidade. Chame um estrangeiro em viagem pelo Brasil para tomar um (num dia quente, óbvio). Ele te agradecerá para sempre. Eu não estava sentido falta de Açaí aqui na Argentina, afinal o frio não é muito convidativo para isso. Mas foi só fritar no calor de Salta, no norte do país, que passei a sonhar com Açaí.

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9 – As praias brasileiras

Eu garanto: não há praias como as brasileiras. Podem até existir prais tão bonitas quanto as nossas, mas experiência de praia melhor não existe. Aquele negócio de tomar uma cerveja olhando para o mar e comendo um queijo feito na brasa? Esquece.

Só tive experiência parecida em Bali, na Indonésia, numa praia dominada pelo público… brasileiro.

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10 – Parcelar compras no cartão de crédito

Quer achar um brasileiro no exterior? Vá a uma loja e procure pela pessoa que tenta pagar tudo parcelado no cartão. Até aquela comprinha de 90 reais, que é dividida em três vezes sem juros.

11 – Máquinas de cartão de débito onipresentes

Durante a Copa, em Belo Horizonte, um vendedor ambulante de queijos nos ofereceu um tira-gosto. Uns minutinhos depois ele voltou, perguntando quantos iríamos levar. “Só temos cartão, moço. Fica pra próxima”.  E não é que o cara tinha uma máquina para passar cartão no bolso? Ele e os taxistas, a vendinha da esquina, a padaria, o boteco.

Aqui na Argentina, por outro lado, nem me lembro qual foi a última vez que passei alguma coisa no cartão. Além do câmbio paralelo tornar o dinheiro vivo mais vantajoso, muitos estabelecimentos ou não aceitam cartão ou então cobram uma taxa para esse tipo de pagamento.

12 – Garçons que servem mais cerveja sem você pedir

Nada de lutar por mais uma cerveja. A garrafa esvaziou? O garçom vai trazer. Basta tirá-la do isopor e, 5 segundos depois, uma nova cerveja estará lá. E assim fechamos engradados.

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13 – Farofa e vinagrete

Arroz. Feijão. Farofa. Vinagrete. Felicidade. Chega logo, Brasil.

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14 – Guaraná Antártica

A gente só nota a falta que faz o Guaraná Antártica quando pede uma Coca e o garçom pergunta se pode ser Pepsi. Ou, pior, quando você é surpreendido com esse presente.

15 – Viagens de ônibus relativamente confortáveis

Não vale para a Argentina, onde fiz viagens muito confortáveis em ônibus incríveis. Mas minha experiência ao redor do mundo nem sempre foi assim – na Europa você quase não cabe nas cadeiras, enquanto em partes da Ásia não é incomum que o veículo esteja caindo aos pedaços.

De qualquer forma, uma coisa o resto do mundo – inclusive a Argentina – deveria abolir dos ônibus: a televisão. Pergunte-me como sobreviver a 20 horas dentro de um ônibus com a TV sempre ligada no volume máximo. Sempre. Até de madrugada.

Na boa, não sei. Só tenho vontade de quebrar a TV.

16 – Frutas, frutas e mais frutas

A Claire, francesa que no ano passado escreveu para o 360, surtou com o que ela chamou de “frutas exóticas” que encontrou aqui. Tipo manga e melancia. Na Europa até tem, mas você venderia um rim para comprá-las.

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Olá, somos a Luíza Antunes, o Rafael Sette Câmara e a Natália Becattini. Há 10 anos fazemos o 360meridianos, um blog que nasceu da nossa vontade de conhecer outras terras, outros povos, outras formas de ver o mundo. Mas nós começamos a sonhar com a estrada ainda crianças e sem sair de casa, por meio de livros sobre lugares fantásticos. A gente acredita que algumas das histórias mais incríveis do mundo são sobre viagens: a Ilíada, de Homero, Dom Quixote, de Cervantes; Harry Potter, Senhor dos Anéis e Guerra dos Tronos. Todo bom livro é uma viagem no tempo e no espaço. E foi por isso que nasceu o Grandes Viajantes: o clube literário do 360meridianos. Uma comunidade feita para você que ama ler, escrever e viajar.

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Rafael

Siga minhas viagens também no perfil @rafael7camara no Instagram - Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014, voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura.

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67 comentários sobre o texto “16 coisas que sinto falta quando estou fora do Brasil

  1. Parabéns pelo texto! Vivo em Dublin e muitos desses itens se encaixam perfeitamente, até tem um restaurante Brasileiro aqui e ali mas como disse o sabor da nossa casa sempre será diferente, valorizo muito nossa cultura então sinto falta de simplesmente acordar com o som do samba do vizinho rs, ou um bom MPB, claro que o Spotify está ai pra isso, além da comida, música, as praias concordo plenamente, nada como ir Nordeste e ter um mar quentinho para entrar rs. Claro que a Europa tem seus pontos positivos, se não aqui não estaria, qualidade de vida, trabalho e vida acadêmica é inquestionável, por isso um pouco de cada pra equilibrar. O importante é nunca esquecer das raízes e se abrir para o novo!
    Bom ano, bons conteúdos, vou acompanhar! Abraço!

  2. Rafael, vc descreveu muito bem o sentimento que temos qd estamos fora do Brasil. Eu me sinto exatamente assim – louca para voltar, de tanta saudade! Não há terra como a nossa. Não há povo como o nosso. Ah, e a comida…meu Deus – sem igual! Aqui, em Portugal, é um horror! Êta povinho mais tosco para cozinhar…aliás, eles, não sabem cozinhar; as comidas são sem tempero, sem graça, sem sabor, enfim, uma droga! No Brasil, em qualquer “pé sujo” encontramos um prato feito saboroso.
    Curti cada item que vc descreveu.
    Parabéns!!!

    1. Ahh, eu gosto muito da comida portuguesa também, Lucia. Até porque muito da nossa vem daí.

      Mas é aquela coisa: o gosto que nos lembra nossa casa é sempre melhor.

      Abração e obrigado pelo comentário.

  3. Brasileiro sempre quer achar uma maneira de fazer o Brasil ser melhor que a Europa, coisa que definitivamente nao é. Serio mesmo, falar mal de “onibus na Europa” como se “Europa” fosse um lugarzinho pequeno com uma unica frota de onibus – comentario ridiculo esse. No Brasil deve ser melhor mesmo, ainda mais com os riscos de assalto! Feijao? Se encontra em qualquer super mercado e basta fazer em casa.Comprar “3x no cartao”? Nao, meu chapa. Graças a Deus aqui podemos comprar a vista o que aí no BR voces precisam trabalhar 4 x mais pra adquirir. Cara, voce vem como turista e fica tirando conclusoes ridiculas pra tentar fazer o BR melhor e por este meio tentar sentir melhor. Vem morar em algum pais da Europa por 2 anos, dai sim tu será capaz de escrever algo coerente.

    1. Moro na Europa há 3 anos e meio, tá bom para você, Ted?

      E sinto falta de todas as coisas listadas no post

      Sabe do que eu não sinto falta? De brasileiro que se acha superior porque mora fora do Brasil. Desses eu fujo mesmo

      1. Bem, eu nasci no Brasil mas meu pai é Dinamarques e minha mae do país Basco…Ja estou fora do Brasil a 20 anos, e concordo com voce: Brasileiro que mora no exterior e se acha superior é algo horrivel

  4. Boas,

    Por aqui na Tuga tem tudo isso…do Feijão ao Maravilhoso Pão de queijo:)

    A ùnica coisa que não é o Chuveiro Electrico…ah, isso e as temperaturas agradaveis de certas regiões do Brasil

    Obrigado e bom dia

  5. Rafael,

    parabéns pelo texto, sempre dou muitas risadas com seu bom humor a respeito das dificuldades que todo bom mochileiro vive na pele!!!
    sinto falta de todos os itens da sua lista tb, mas o chuveiro elétrico, ah o chuveiro elétrico(suspiro), odeio ficar torrando e congelando também,?? fora Ásia onde a maioria dos hostels baratos não tem nem água quente, e pra mim, mesmo em dia quente, um banho eh sempre mais prazeroso com uma água morna, hehe…

    Bjs

  6. Ei, Rafael! Adorei e me identifiquei com alguns itens. Inclusive, alguns coincidem com os que eu tinha escrito no meu blog (blogminhacasaeomundo.wordpress.com/2015/11/04/10-coisas-maravilhosas-do-brasil ) ehehehehehe
    Quem não gosta de chuveiro elétrico é pq não sabo como é um bom banho morno, né?

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