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Atlas: Kuala Lumpur, Malásia

Como virar comida de peixe

Não que eu evite testar coisas diferentes, mas virar comida de peixe nunca me pareceu uma boa ideia. Ainda assim, acabei topando. Para a alegria dos peixes, que saíram de barriga cheia.

Isso aconteceu na Malásia, durante nossa viagem de volta ao mundo, em 2012. E já tinha até virado vídeo aqui no blog, mas por algum motivo nos esquecemos de escrever sobre o assunto. Até agora.

Foi assim: entramos no Mercado Central de Kuala Lumpur, capital do país, para fazer aquilo que mercados têm de melhor, não importa o país que você esteja – perambular pelas lojinhas vendo coisas legais que não iríamos comprar.

Só que no meio do caminho tinha um aquário. E dos grandes. A ideia era simples, mas não necessariamente convidativa. Por um valor baixo, você podia colocar seus pés dentro do aquário. Sabe aquela pele morta que se acumula no calcanhar e nos pés? Bem, os peixes chamam isso de banquete. Você, por outro lado, perde peso ao virar comida. Dá uma olhada no vídeo abaixo.

Mas como diabos isso começou?

A terapia envolvendo peixes ficou mundialmente famosa na década passada. Começou na Turquia, mas logo se espalhou pelo restante da Ásia. Virou mania na Malásia, na Tailândia e em outras partes do continente. Alcançou também o Reino Unido e os Estados Unidos.

Em tese, o objetivo é ajudar pacientes com psoríase, uma doença de pele. Como os peixes comem somente a pele morta, a pele saudável consegue crescer novamente. Não há nada que indique que o Doutor Peixe seja capaz de curar quem tem a doença, mas há muitos indicativos de que a situação do paciente de fato melhora.

Como tratamento que serve para um acaba sendo bom para outro, logo os peixes passaram a ser contratados como pedicures e massageadores. Não sem polêmica, é verdade.

Doutor Peixe

Dina Middin, Wikimedia Commons

A prática é proibida em vários estados norte-americanos. Além disso, o governo britânico já alertou para as condições nem sempre higiênicas dessas “clínicas”. Houve até um certo alarmismo sobre o assunto, com alguns jornais destacando que a prática poderia espalhar infecções de pele e até AIDS. Embora a primeira situação seja de fato possível, a segunda foi descartada. Por via das dúvidas, melhor escolher um Doutor Peixe que pareça limpinho, né?

Mas voltemos ao assunto: nossa experiência na Malásia. Eu gostaria de dizer que foi legal. Ou então que foi horrível. Mas, na realidade, o que posso dizer é que fez cócegas. Muitas. Imagine centenas de peixes mordiscando seus pés. Eu morri de rir, mas até hoje não sei de gostei.

Para piorar, a Naty amarelou e tirou os pés dela da reta, deixando o aquário todo pra mim e pra Lu. Bom, você pode perceber pelo vídeo que os peixes tiveram um favorito na hora do banquete da pele morta.  Azar o meu.

Reza a lenda que meus pés devem ter saído melhores da experiência. Isso eu não posso garantir, mas uma coisa é certa: se é para virar comida de peixe, então melhor que seja dessa forma.

Clube Grandes Viajantes

Olá, somos a Luíza Antunes, o Rafael Sette Câmara e a Natália Becattini. Há 10 anos fazemos o 360meridianos, um blog que nasceu da nossa vontade de conhecer outras terras, outros povos, outras formas de ver o mundo. Mas nós começamos a sonhar com a estrada ainda crianças e sem sair de casa, por meio de livros sobre lugares fantásticos. A gente acredita que algumas das histórias mais incríveis do mundo são sobre viagens: a Ilíada, de Homero, Dom Quixote, de Cervantes; Harry Potter, Senhor dos Anéis e Guerra dos Tronos. Todo bom livro é uma viagem no tempo e no espaço. E foi por isso que nasceu o Grandes Viajantes: o clube literário do 360meridianos. Uma comunidade feita para você que ama ler, escrever e viajar.

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Rafael

Siga minhas viagens também no perfil @rafael7camara no Instagram - Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014, voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura.

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6 comentários sobre o texto “Como virar comida de peixe

  1. Eu fiz e achei fantástico! E muito barato…
    Fiz na Tailândia, paguei 150 Baht por uma hora eu acho. Moro em Brasília e tem alguns lugares que oferecem também este tipo de serviço, mas é umas 10 vezes mais caro e não chega nem aos pés (literalmente hahaha) da experiência que tive.
    Enquanto os peixes “massageavam” meus pés, a dona do estabelecimento me ofereceu umas frutinhas que eu não achava em mercado algum, conversamos bastante, foi legal.

    Ps.: 150 baht é aproximadamente 10 reais

    1. O seu parece que foi mais legal – eu não ganhei frutas. 🙂 Mas a experiência valeu a pena mesmo assim. Deu pra rir bastante. hehehe

      Abraço

  2. Ah, vá!! É legal, pô! Faz “cosquinha” no pé! 🙂

    EU fiz e confesso que não senti nada disso da pele ficar renovada e tal – esfoliantes de farmácia dão um efeito muito melhor – mas que aumenta a endorfina, isso aumenta: eu não conseguia parar de rir! 🙂

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