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Atlas: Brasil

7 lugares incríveis (e diferentões) para conhecer no Brasil

Hora de trocar o calendário e começar a sonhar com o ano que se aproxima. E como já é tradição nessa época aqui no 360, separei sete lugares incríveis no Brasil para você viajar em 2018. Mas, ao contrário do que fizemos nos anos anteriores, dessa vez não tem praia na lista – a ideia é ajudar você a olhar para o interior desse Brasil sem porteira, mesmo em estados conhecidos por seu litoral. Vamos fazer as malas?

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, Minas Gerais

Uma novidade. Esse é o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, que fica no norte de Minas, a 45 km de Januária. Belo Horizonte está a quase 700 km, e o aeroporto mais próximo fica em Montes Claros, a 220 km dali. Criado no fim da década de 1990, mas aberto ao público somente em 2016, esse parque foi idealizado após a descoberta de centenas de pinturas rupestres, espalhadas por mais de 140 cavernas e 80 sítios arqueológicos. Algumas dessas pinturas têm pelo menos 10 mil anos.  

Embora ainda seja desconhecida pelo viajante brasileiro, a direção da reserva já começou esforços para que o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu seja declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O principal atrativo ali é a Gruta do Janelão, que guarda a Perna da Bailarina, maior estalactite do mundo. 

Veja também: Como visitar o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no site do ICMBio

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Dolina dos Macacos, Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (Foto: Faagoncalves, Wikimédia Commons)

Presidente Figueiredo, Amazonas

Cerca de 130 quilômetros separam Presidente Figueiredo, uma cidade do Amazonas com 30 mil habitantes, de Manaus. Distância curta e que faz desse um dos destinos favoritos do manauara. Por ali, a atração é o turismo ecológico – existem pelo menos 100 cachoeiras nos arredores da cidade, além de cavernas, rios e outros atrativos. Se relaxar numa cachoeira já é um programão em qualquer lugar, imagine uma centena de quedas d’água emolduradas por paisagens amazônicas?

Qualquer pesquisa no Instagram, é suficiente para te convencer a correr para lá. Minha vontade nasceu com os posts do blog Mala de Aventuras, que esteve em Presidente Figueiredo no fim deste ano. Um dos destaques é a Cachoeira do Mutum, que exige uma trilha de seis quilômetros e tem piscininhas naturais redondas – e muito fotogênicas. A Gruta da Judeia e a Caverna Refúgio do Maroaga são outros lugares interessantes.

Veja também: 4 cachoeiras imperdíveis em Presidente Figueiredo, no Mala de Aventuras

Por Beto Junior (Shutterstock.com) 

Corumbá, Mato Grosso do Sul

Já passou da hora do brasileiro olhar para o oeste e conhecer o Pantanal. Eu até tive a chance de desembarcar por lá em 2017, mas acabei adiando o sonho – de 2018 não passa. O Pantanal é gigante, uma das maiores áreas alagadas contínuas do planeta, e uma boa base para conhecê-lo é Corumbá, cidade de 110 mil habitantes que fica no Mato Grosso do Sul, bem na tríplice fronteira com Bolívia e Paraguai.

Todo mês de junho, quando as águas do Pantanal atingem seu nível máximo, ocorre em Corumbá o Arraial do Banho de São João, uma das mais importantes festas juninas do país. Além do tradicional cortejo, a imagem do santo é banhada, um batismo no rio Paraguai. Festa cheia de sincretismo religioso, com elementos do catolicismo e de religiões de matriz africana.

Para observar o Pantanal, uma boa maneira é cruzando aos 120 km da Estrada Parque, entre Corumbá e Miranda. Uma road trip que inclui quase 100 pontes, travessia de balsa no rio Paraguai e várias chances para ver de perto alguns animais do Pantanal. Junte isso com passeios de barco – pronto, tá aí uma viagem e tanto.

Veja também:  O que fazer no Pantanal: cinco atrações para viagem valer a pena, no Esse Mundo é Nosso

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Foto: FCG, Shutterstock.com

Chapada do Araripe, Ceará

Das principais chapadas brasileiras, nenhuma é menos conhecida que a do Araripe, no Ceará. Além de ser onde fica a Floresta Nacional do Araripe-Apodi e preservar serras e quase 400 nascentes, essa chapada também é um local importante pelo valor arqueológico: existem vestígios de presença humana ali datadas de milhares de anos. Esse também é o maior sítio arqueológico de peixes do planeta. É tanto, mas tanto, peixe fossilizado, que é difícil controlar o negócio ilegal de venda de fósseis e proteger a região, que é enorme.

A área foi transformada em Geoparque, o primeiro da América Latina, e declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, duas iniciativas que visam proteger seu valor histórico e natural. E quem sabe atrair turistas de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentável da região. O aeroporto mais próximo fica em Juazeiro do Norte, que está perto do geoparque, enquanto Fortaleza está a 550 km. Ainda não conheço, mas já entrou na minha lista de destinos favoritos para 2018.

Veja também: As belezas e encantos da Chapada do Araripe, no site do Ministério do turismo

lugares para viajar no Brasil 2018

Foto: Augusto Pessoa, Wikimedia Commons

Piranhas, Alagoas

Já tinha tempo que eu queria conhecer o Cânion do Xingó, área alagada após a construção da usina de mesmo nome, na década de 1990, e que fica na divisa entre Alagoas e Sergipe. Essa viagem finalmente aconteceu em 2017. E me deixou com uma certeza: além do cânion, há por ali outro lugar interessantíssimo. É Piranhas, cidade histórica do lado alagoano, um destino turístico por si só.

Pense em casinhas coloridas, mirantes e igrejas no alto de morros, tudo com uma vista espetacular para o Rio São Francisco. Para completar, Piranhas foi testemunha de um dos capítulos mais importantes da história brasileira – Lampião e seus cangaceiros lutaram e morrerem por ali.

Piranhas, Alagoas

Piranhas à noite (e o rio São Francisco)

Se o Cânion do Xingó já é pouco conhecido no mapa turístico nacional, Piranhas é menos ainda, afinal quem passa por ali costuma fazer isso no esquema bate-volta a partir de Aracaju. Aí só dá tempo para visitar Canindé de São Francisco, no lado sergipano, fazer um passeio de barco e pronto.

Piranhas ainda precisa de mais estrutura turística, é verdade. São poucas pousadas e restaurantes, por exemplo. Mas isso, acredito, não demora a mudar. Fique ao menos duas noites em Piranhas, para dar tempo de conhecer a cidade com calma e também fazer os passeios nos arredores. A melhor época para ir é entre agosto e fevereiro, quando quase não chove. Março também não é um mês ruim, mas convém evitar maio, o período mais molhado na região.

Veja também: Piranhas, em Alagoas: o que fazer na terra do Cangaço

Lampião, Maria Bonita e a história do Cangaço

O que fazer em Piranhas

Centro histórico de Piranhas

São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul

São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, talvez tenha o Patrimônio Histórico da Humanidade menos conhecido pelo brasileiro. Em parte, isso pode ser explicado pelos 480 km que separam a cidade de Porto Alegre. E, para dificultar ainda mais, as ruínas jesuíticas mais importantes do Brasil também não estão perto do eixo turístico do Rio Grande do Sul, que gira em torno de Gramado, Canela e Bento Gonçalves.

Onde ficar em São Miguel das Missões

Situação que tende a mudar a partir de agora, já que em 2017 a Azul começou a voar para Santo Ângelo, cidade que está a apenas 55 km de São Miguel. Além disso, o destino ganhou mais planejamento turístico: conseguiu um financiamento de 30 milhões de dólares junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, o que deve significar um aumento na estrutura turística. Uma alternativa é incluir a cidade num roteiro mais amplo por essa parte do Rio Grande do sul, que incluiria São João Batista, São Lourenço do Sul, São Nicolau, Santo Ângelo, São Luiz e São Borja.

Mas as ruínas de São Miguel são mesmo as grandes atrações – o sítio arqueológico é o mais bem conservado dos sete povos das missões. Destaque para igreja, projetada em estilo barroco pelo arquiteto Giovanni Battista Primoli, e onde à noite ocorre um show de luzes e sons.

Veja também: São Miguel das Missões: história e turismo no RS

são miguel das missões

Jalapão, Tocantins

Presente na lista de indicações nacionais para 2016 e já famosinho no Brasil, o Jalapão volta às nossas sugestões para 2018. A culpa, é claro, é da novela “O outro lado do paraíso”, que fez multiplicar nas redes sociais as imagens da Serra do Espírito Santo e dos fervedouros, alguns dos principais cartões-postais do Jalapão.

O que fazer no Jalapão

Fervedouros no Jalapão

Isolado no Tocantins e a 200 km de Palmas, o Jalapão é uma das áreas mais remotas e menos povoadas do Brasil – a população é maior em boa parte da Amazônia do que ali. É possível visitar o parque com agências de viagens especializadas, que montam acampamentos permanentes e bem estruturados na região. E também, para os mais aventureiros, por conta própria, aproveitando o turismo de base comunitária.

Veja também: Jalapão, Tocantins: o Brasil que você ainda precisa conhecer

Jalapão o que fazer

Serra do Espírito Santo, Jalapão

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Autor

  • Rafael Sette Câmara

    Siga minhas viagens também no perfil @rafael7camara no Instagram - Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014, voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura.


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Rafael

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9 comentários sobre o texto “7 lugares incríveis (e diferentões) para conhecer no Brasil

  1. Boa tarde…gostaria de indicação de lugares proximos a BH….pousadas para passar 1 semana.
    Pretendo fazer issso várias vezes no ano. 1 semana de cada vez.
    Abraço carinhoso.

  2. Obrigada a vocês pelas dicas maravilhosas, algumas delas eu já estava priorizando!
    Esse trabalho de vocês é fascinante/1
    parabéns e
    muito obrigada!

  3. Ótimas sugestões… eu com 52 anos de idade e mais de trinta anos viajando pelo Brasil e pelo mundo, cheguei a conclusão que para conhecer tudo que quero preciso viver mais uns 250…

  4. Ótimas indicações! Sugiro uma correção sobre a Chapada do Araripe, o aeroporto mais próximo é sim em Juazeiro do Norte e a cidade faz parte do Geoparque, onde inclusive encontra-se o Geossítio Colina do Horto. Por isso a informação que o aeroporto fica a 130km do Geoparque está incorreta. Venham nos visitar! Abraços!

  5. Já viajei bastante pelo Brasil (viajo muito mais por aqui do que para o exterior) e já consegui tirar vários destinos da minha “bucket list”. Mas ainda falta taaanto! Não conheci nenhum destes destinos, mas São Miguel das Missões, Jalapão e Pantanal estão no topo da listinha! Abraços e um 2018 cheio de viagens lindas!!!

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