Lago di Como: lindo bate-volta a partir de Milão

Depois de ter sido duramente bombardeada na Segunda Guerra Mundial, Milão acabou sem tantas atrações históricas quanto outras cidades italianas. Mas a natureza foi muito gentil com a região: Lagos, lagos e mais lagos. Assim é a Lombardia, região italiana cuja capital é Milão, e que pode até não ser tão famosa quanto a Toscana, mas com certeza tem seus atrativos. Entre eles, o mais famoso e acessível é o Lago di Como, que impressiona pela vista da cidadezinha à suas margens e cercada de montanhas.

O Lago di Como é o terceiro maior lago da Itália, somando 146 km2, e fica a Z horas de Milão, do lado da fronteira com a Suíça. Veja agora o roteiro completo do bate-volta de Milão até o Lago di Como.

O Lago di Como e os outros lagos da Lombardia

São quatro lagos. O Garga é o maior da Itália, com direito até a ilhas. O segundo em tamanho é o Maggiore, o que é engraçado, afinal em bom português o nome dele é Lago Maior. O menorzinho é o Lago de Iseo, enquanto o Lago di Como é o terceiro maior do país, mas um dos preferidos quando o assunto é celebridade – gente como Madonna e George Clooney têm casa por ali (conheci uma blogueira de lá que já tinha se encontrado com o Clooney no supermercado. Ou pelo menos com o sósia dele).

Como, a cidade que cresceu às margens do lago de mesmo nome, tem cerca de 90 mil moradores e jeitão de cidade pequena. Se os habitantes são poucos, os anos são muitos – a cidade está ali, de frente pra água, desde antes de Roma ser um Império. Inclusive, foi o personagem mais importante da Roma Republicana que estabeleceu o local atual de Como. Júlio César ordenou a mudança da cidade, que ficava nas montanhas próximas, para a beira do Lago di Como. Sei lá o motivo dele, mas pelo menos na paisagem o cara acertou.

Igual qualquer cidade com dois mil anos de vida, Como tem igrejas, casarões e prédios históricos para ninguém reclamar. Uma das praças da cidade, a Piazza Cavour, tem uma fonte relativamente famosa. Ou melhor, tinha, já que no começo do século 20 a fonte foi vendida para o empresário William Rockefeller, da família que batizou o Rockefeller Center, em Nova York. Ou seja, gente pobre. O cara levou a fonte para os Estados Unidos, que atualmente é uma atração legítima de Como no Zoológico do Bronx, muito embora atenda pelo nome de seu pai adotivo: agora ela se chama Fonte Rockefeller. Ou seja, você não vai ver a Fonte Rockefeller em Como, mas felizmente há outras atrações que os norte-americanos não compraram.

O passeio pelo centro da cidade é uma das atividades preferidas dos turistas. Nós fizemos isso até achar um restaurante ideal, de frente para a Catedral de Como, uma das últimas igrejas góticas que foram construídas na Itália. Depois do almoço, mais caminhada. O calçadão na beira do Lago di Como é uma ótima escolha, já que lá você vai encontrar esse visual aqui, ó:

Se você curtiu a paisagem, saiba que é possível fazer um passeio de barco e até mesmo navegar para outras das cidades que ficam ao redor do Lago. Nós não fizemos esse passeio, pois preferimos ver a cidade do alto, mas se for do seu interesse, basta ir até o cais, que fica pertinho da estação de trem. Você também consegue mais informações nesse site aqui.

Nós seguimos para o funicular de Como, que liga a cidade a uma vila chamada Brunate, com menos de dois mil habitantes. Essa vila fica numa das montanhas ao redor de Como e tem vista para toda a cidade, que está só 500 metros abaixo. Ou, dependendo do ponto de vista, 500 metros morro acima. Pois é, ainda bem que tem funicular, usado por turistas e moradores.

O funicular foi construído em 1894 e lembra um pouco os de Valparaíso, no Chile. Já a paisagem lá de cima é diferente – Lago, casinhas, Catedral, tudo fica mais legal visto do alto. De vez em quando dá até para ver a neve dos Alpes Suíços, que ficam pertinho. Nós não tivemos essa sorte, mas a Anna, do blog Finestrino, tem até foto para provar.

Catedral vista a partir do funicular

Além da vista, Brunate tem igrejas, restaurantes e casarões e também já serviu de casa para gente famosa, tipo o Alessandro Volt. Alessandro quem? Embora o nome dele possa ser desconhecido para a galera não-nerd, o sobrenome não é: o volt, unidade de tensão elétrica, foi batizado em homenagem a esse físico italiano, que inventou a pilha, viveu em Brunate e nasceu em Como.

Lago e trilhos do funicular, na parte de baixo da foto

Uma vez lá, você pode se sentar em algum restaurante para aproveitar a vista. Ou pode encarar o estilo aventureiro e iniciar uma trilha pelas montanhas. É claro que nós optamos pelo sedentarismo, por isso ficamos só relaxando. Quando descemos de funicular já era  hora de pegar o trem para voltar a Milão.

Chegar no Lagodi Como a partir de Milão

Basta seguir até a estação Cadorno, que fica bem no centro de Milão e perto de alguns dos pontos turísticos mais importantes. O ticket custa só 4 euros o trecho e em cerca de uma hora você estará em Como. Desça na última estação da linha, a Como Nord Lago, e você já estará de frente para o lago e pertinho do centro de Como. É só caminhar.

Onde ficar perto do Lago di Como

Sim, Como é perfeita para um bate-volta, mas se você preferir passar a noite por lá, saiba que encontrará uma cidade agradável para relaxar, mesmo que as principais atrações possam ser conhecidas em pouco tempo. Se não quiser errar, procure por opções no centro histórico e perto da catedral, região que concentra bons restaurantes e bares. Veja aqui uma lista com opções de hospedagem.

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Rafael Sette Câmara

Sou de Belo Horizonte e cursei Comunicação Social na UFMG. Jornalista, trabalhei em alguns dos principais veículos de comunicação do Brasil, como TV Globo e Editora Abril. Sou cofundador do site 360meridianos e aqui escrevo sobre viagem e turismo desde 2011. Pelo 360, organizei o projeto Origens BR, uma expedição por sítios arqueológicos brasileiros e que virou uma série de reportagens, vídeos no YouTube e também no Travel Box Brazil, canal de TV por assinatura. Dentro do projeto Grandes Viajantes, editei obras raras de literatura de viagem, incluindo livros de Machado de Assis, Mário de Andrade e Júlia Lopes de Almeida. Na literatura, você me encontra nas coletâneas "Micros, Uai" e "Micros-Beagá", da Editora Pangeia; "Crônicas da Quarentena", do Clube de Autores; e "Encontros", livro de crônicas do 360meridianos. Em 2023, publiquei meu primeiro romance, a obra "Dos que vão morrer, aos mortos", da Editora Urutau. Além do 360, também sou cofundador do Onde Comer e Beber, focado em gastronomia, e do Movimento BH a Pé, projeto cultural que organiza caminhadas literárias e lúdicas por Belo Horizonte.

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