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Atlas: Xangai, China

Onde ficar em Xangai: dicas de 15 hotéis em bons bairros

Maior cidade do mundo, com 24 milhões de habitantes, e a segunda maior região metropolitana do planeta. Essa é Xangai, centro econômico da China e porta de entrada para muitos turistas que passam pelo país. Por ser gigantesca, percorrer a cidade de ponta a ponta pode levar horas, ainda mais em horário de pico. Por isso, escolher onde ficar em Xangai é uma das decisões mais importantes no planejamento da sua viagem.

Xangai se espalha ao longo das margens e ilhas do Rio Huangpu, que tem 113 quilômetros de extensão e deságua no Mar da China Oriental. Duas das principais áreas da cidade estão em margens opostas, uma de frente para a outra. The Bund, nome que significa algo como “aterro” ou “dique”, é uma das áreas mais antigas. Do outro lado do rio fica Pudong, nome que significa “margem leste”.

Veja também: Pelas ruelas de um labirinto chinês – a cidade velha de Xangai

Onde ficar em Xangai: as regiões

  • The Bund

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The Bund

Eu fiquei no The Bund e acho que essa é a melhor opção para se hospedar em Xangai. Em primeiro lugar, porque é uma região lindíssima, com prédios em estilo europeu, marcas da colonização e forte presença ocidental em Xangai, se misturando com construções, letreiros e pontos turísticos totalmente chineses. Além disso, é do The Bund que é possível ter a melhor vista de Xangai, que é a de Pudong. Como o Skyline de Xangai é o mais bonito da China (e um dos mais belos do mundo), garantir a melhor vista é certamente uma boa decisão.

É também no The Bund que começa a Nanjing Road, que em português você pode chamar de Rua de Nanquim, muito prazer. Essa é a principal rua comercial de Xangai e uma espécie de Times Square da China, sempre movimentada, dia e noite, e o coração da cidade. Procure por um hotel no começo dessa via e perto da estação de metrô Nanjing East Road. Ficar ali significa que o transporte do aeroporto até esse ponto é facílimo e feito rapidamente, numa combinação entre o maglev, o trem de alta velocidade, e o metrô. Em termos de localização você não poderia escolher lugar melhor em Xangai, mas tenha em mente que isso tem um preço, ainda mais se o hotel tiver uma vista legal.

Por ali, o Fairmont Peace Hotel é um dos mais tradicionais, uma espécie de Copacabana Palace de Xangai. Não estranhe se observar gente tirando fotos da fachada do hotel, que é quase uma atração turística. Outro hotel do mesmo nível e nessa região é o The Peninsula Shanghai.

Eu fiquei no The Bund, mas a 10 minutos de caminhada da Nanjing Road, no Hyatt on the Bund, que tem uma vista espetacular da cidade. Piscina aquecida, spa, vários bares e restaurantes e uma equipe que fala inglês foram outros pontos positivos do hotel, que foi um dos melhores em que já me hospedei na vida. Valeu o investimento, mas lembre-se de pedir na reserva um quarto com vista para o rio e para Pudong. Fez toda diferença.

A opção mochileira que encontrei no The Bund é o Captain Hostel, que parece excelente: quartos confortáveis, vista para o rio a partir do terraço e localização estratégica, a 10 minutos de caminhada de pontos importantes e da estação de metrô. E um hotel mais barato, mas com vista e nessa região, é o Riverview on the Bund – você estará mais próximo da Cidade Velha, mas a uns 20 minutos de caminhada da Nanjing Road e do metrô.

Veja mais opções de hospedagem no The Bund

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Pudong vista a partir do The Bund

  • Praça do Povo, o centro de Xangai

Principal praça, sede do governo e onde fica o museu mais importante de Xangai. Essa é a Praça do Povo, que está no lado sul da Nanjing Road, a pouco mais de dois quilômetros do The Bund. Essa região concentra muitos dos hotéis de Xangai, incluindo mais opções econômicas do que as que você encontra na frente do rio. Há várias estações de metrô por perto e dá para ir a pé até o The Bund, caminhando pela Nanjing Road, que em vários trechos é uma rua só para pedestres. A Cidade Velha e a French Concession também não estão longe.

Opções nessa área são o Yitel East Nanjing Road Pedestrian e o Radisson Blu Hotel Shanghai New World. Viajantes econômicos podem conferir o Mingtown Etour Youth Hostel e o The Phoenix Hostel Shanghai-LaoShan hostel.

Veja mais opções de hospedagem perto da Praça do Povo

  • French Concession

A guerra do ópio levou aos tratados desiguais, que permitiram que partes do território que hoje é Xangai fossem colonizadas e governadas por potências ocidentais – eram as concessões estrangeiras. Delas, nenhuma é mais charmosa que a French Concession, que foi território da França por quase 100 anos, até a Segunda Guerra Mundial.

Situada entre a Praça do Povo e a Cidade Velha, essa região é hoje uma das mais bonitas de Xangai: tem prédios em estilo colonial, ruas arborizadas e boulevards. Algumas áreas da French Concession estão repletas de bares e boates, que ocupam antigos casarões coloniais. Essa é a região para quem prefere ficar numa pousada do que num hotel; para quem prefere ruas charmosas do que a muvuca da metrópole.

Por ali, destaque para duas pousadas que funcionam em casarões de estilo colonial: a Shanghai Fenyang Garden Boutique e a Shanghai Hengshan Moller Villa. Apartamentos também são escolhas boas e baratas nessa área, como o Best Location-616 e o Best Location 201.

Veja mais opções de hospedagem na French Concession

  • Pudong

Cruze o rio e você estará em Pudong, a região onde estão os arranha-céus mais famosos da cidade e na ponta oposta ao The Bund. O crescimento de Pudong é impressionante e se deu principalmente a partir da década de 1990, quando Xangai ocupou de vez seu lugar como uma das capitais do mundo. Como essa é uma área enorme e que engloba toda a margem leste do Rio Huangpu, da ponta oposta ao The Bund ao aeroporto, confira bem a localização antes de reservar seu hotel. Quando mais perto das torres modernonas, melhor.

Um bom hostel nessa área é o Shanghai Haowanmei, que parece ser um estabelecimento novo, enquanto o Beehome International Youth é outro albergue elogiado pela localização. Já o Grand Kempinski é uma boa alternativa de hotel por ali.

Veja mais opções de hospedagem em Pudong

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Pudong

  • Aeroporto de Xangai

Passei meu último dia na China em Pequim, de onde peguei um trem para Xangai. É que meu voo de volta ao Brasil sairia de lá, do Aeroporto Internacional de Pudong, que está a 40 quilômetros do coração da cidade e a 60 da Hongqiao, a principal estação de trens de Xangai. Como o voo era na manhã seguinte, optamos por passar essa última noite perto do aeroporto, no Shanghai Deco Hotel, que tem transfer gratuito, custo/benefício muito bom e está a menos de 10 minutos do aeroporto. É uma boa opção caso você tenha um voo cedo no dia seguinte.

Onde ficar em Xangai: dicas importantes

Tenha em mente que as tarifas mais econômicas dos estabelecimentos, mesmo os de luxo, não costumam incluir café da manhã. Você até poderia pagar um pouco a mais por isso e acrescentar o serviço na reserva, mas acho que essa é uma boa desculpa para sair mais cedo do hotel e testar as muitas opções de café da manhã da cidade. Vai ficar mais barato, inclusive.

Lembre-se que os preços mostrados podem não incluir impostos e são feitos com base numa cotação informal e do dia da pesquisa, estimada pelo Booking. Para não ter erro, veja os valores em yuans, que é a moeda em que você pagará, e verifique o que está e o que não está incluso no valor.

Não se esqueça de ter anotados o nome e o endereço do seu hotel em chinês. O Booking tem essas informações na reserva (basta imprimir) e você também pode pedir um cartão de visitas com esses dados, na hora do check-in. Isso vai ser fundamental caso você se perca, tenha que pedir informações ou pegar um táxi. Parece óbvio, mas não custa dizer: muitas vezes os hotéis têm dois nomes, um chinês e um mais ocidental. Taxistas e mesmo moradores tendem a só conhecer o nome chinês.

Por fim, uma dica importante: não viaje para a China sem um seguro de viagem. Nesse texto explicamos a razão e damos dicas de como escolher um seguro com boa cobertura no país – e com cupom de desconto.

*O 360meridianos faz parte do programa de afiliados do Booking.

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Rafael

Siga minhas viagens também no perfil @rafael7camara no Instagram - Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014, voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura.

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