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Atlas: Santa Marta, Colômbia

O que fazer em Santa Marta, Colômbia: roteiro e dicas de viagem

As pequenas casinhas coloridas que formam o centro histórico de Santa Marta podem até lembrar um pouco Cartagena, mas as semelhanças param por aí. Menor e certamente mais tranquila que a irmã famosa, Santa Marta é uma alternativa caribenha para quem não curte as ruas apinhadas de gente e o agressivo apelo turístico de Cartagena das Índias.

O que fazer em Santa Marta:

  • Conhecer o Centro Histórico
  • Museo del Oro Tayrona
  • Museo Antropológico e Etnológico
  • Ver o pôr do sol na orla
  • Curtir a vida noturna nas ruas.
  • Passar o dia nas praias de Rodadero, Taganga e Playa Blanca
  • Visitar o Parque Nacional Tayrona
  • Visitar Minca
  • La Quinta de San Pedro Alejandrino
  • Partir para uma expedição para a Ciudad Perdida

Para ver as atrações dentro de Santa Marta são necessários apenas dois dias ou três (um para o centro, um ou dois para praias). Mas, se você pretende explorar a região, pode ficar mais, bem mais. Recomenda-se pelo menos mais dois ou três dias para ver o Tayrona. Minca pode ser feito em um bate-volta ou em dois dias e, para a trilha da Ciudad Perdida, é preciso mais cinco. Por isso, é importante saber o que você quer fazer antes de programar sua estadia em Santa Marta.

Leia também:
Guia completo para visitar o Parque Nacional Tayrona
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Centro histórico de Santa Marta

Centro Histórico de Santa Marta

Não deixe de conferir a Catedral de Santa Marta (carrera 4 com a calle 17). Esse é um dos prédios históricos mais importantes da cidade. Além de ter sido a primeira basílica a ser terminada na América Latina, em 1765, o lugar foi o palco da cerimônia fúnebre de Simón Bolívar.

Ali perto está o Parque de los Novios, principal espaço verde da cidade e que recebe esse nome porque é um dos lugares favoritos dos casais de namorados. Ao redor dele ficam diversos bares e restaurantes, alguns entre os melhores e mais badalados da cidade. É uma boa ideia almoçar ou jantar por ali e fazer uma pausa na correria em meio a árvores e escutando o barulho do mar.

Quem se interessa pela história das civilizações pré-colombianas tem duas paradas certas em Santa Marta: o Museo del Oro de Tayrona, que reúne peças dessa cultura que habitava a região antes da chegada dos espanhóis e que tinha grande habilidade no manejo do ouro; e o Museo Antropológico e Etnológico  também voltado para a arte dos índios Tayrona e para os povos que os sucederam e habitam a Serra Nevada até hoje. Ambos os museus funcionam dentro da Casa de la Aduana (Calle 14 nº 2-07).

Catedral de Santa Marta

Catedral de Santa Marta

A Avenida Rodrigo de Bastidas corre à beira-mar e é o melhor lugar de Santa Marta para observar o pôr do sol ou fazer uma caminhada na praia. Todos os fins de tarde, o lugar se enche. Pegue sua cerveja e junte-se aos passantes que relaxam na mureta até o sol desaparecer no horizonte. Se a fome bater, experimente alguma das delícias da comida de rua do Caribe Colombiano vendidas pelos ambulantes que batem ponto ali.

Para comprar o belo artesanato indígena produzido na região, o local é o Centro Artesanal Cultural (Calle 20, 202), onde artesãos locais vendem seus trabalhos a preços muito convidativos.

Orla de Santa Marta

Orla de Santa Marta ao entardecer

Praias próximas a Santa Marta

Embora nos presenteie com um belo entardecer, a praia no centro de Santa Marta não é a melhor para banho. Para tostar embaixo do sol e depois se refrescar no Mar do Caribe, as melhores opções exigem certo deslocamento. Rodadero está a apenas 10 minutos do centro, na baía de Gaira, e é uma das preferidas de quem visita a cidade, tanto pela praticidade e pela enorme oferta hoteleira na região, quanto pela badalação dos bares, boates e restaurantes da orla. É uma região mais moderna e de maior poder aquisitivo, perfeita para quem quer sair de festa.

Na mesma baía de Gaira fica a Playa Blanca. Bem mais tranquila que a vizinha – em especial durante a semana-, só pode ser acessada através de uma trilha ou uma curta viagem de barco a partir de Rodadero. O local é famoso por atividades aquáticas, como o snorkeling.

De alma mais hippie, o pequeno vilarejo de pescadores de Taganga costuma atrair mochileiros e interessados em mergulho e vida natural. Está a 6 quilômetros do centro de Santa Marta, de onde saem ônibus diretos para lá. O local também é uma das portas de entrada para o Parque Nacional Tayrona, por mar e por terra, e base para muitos passeios de barcos vendidos nas pequenas agências locais.

Esse é um dos pontos de mergulho mais famosos do país, por isso há diversas escolas do esporte espalhadas pelo centrinho. Certifique-se de que a que você escolher possui todas as certificações de segurança. A praia dentro do povoado é bem pequena, mas dá para o gasto se o que você quer é um banho e uma refeição local boa e barata.

Vista aérea de Taganga

Vista aérea de Taganga. Foto: Shutterstock, Lucie Parizkova

As melhores opções, no entanto, ficam mais distantes do centro de Taganga. Com uma trilha de 30 minutos através de um morro que corta o litoral, chega-se a Playa Grande,porém o caminho não é muito recomendado pelos moradores locais, já que há vários relatos de roubo nesse percurso. O local também é acessível de barco (6 mil pesos colombianos, ida e volta).

A 5 quilômetros de Santa Marta, em direção ao Parque Tayrona, Palomino é conhecida por ser uma das praias mais bonitas da região, onde o mar encontra rios, montanhas e um charmoso povoado. O mar é bonito, mas bem bravo para banho. Uma das atividades favoritas dos visitantes é descer o rio em kayaking ou boias enormes. Essa atividade será oferecida a você por vendedores caça-turista assim que você chegar a Palomino e, com guia, custa cerca de 30 mil pesos. Dali saem também trilhas pela Serra Nevada, onde você poderá ver comunidades indígenas. Há ônibus do centro de Santa Marta até Palomino.

La Quinta de San Pedro Alejandrino

 Avenida del Libertador s/n

Simón Bolivar morreu nessa fazenda no ano de 1830. Hoje, o lugar abriga um jardim botânico, o Museo Bolivariano de Arte Contemporáneo, com obra de artistas dos países bolivarianos (Colômbia, Panamá, Venezuela, Peru, Bolívia e Equador) e uma casa-museu com objetos pessoais de Bolívar, incluindo o quarto no qual ele passou os últimos meses de vida.

Parque Nacional Tayrona

Parque Nacional Tayrona

Localizado aos pés da mágica Sierra Nevada de Santa Marta, o Parque Nacional Tayrona é um refúgio natural que esconde entre suas montanhas praias de areia branca e mar azul caribe, quatro culturas indígenas intactas (koguis, arhuacos, wiwa e kankuamos) e uma densa floresta tropical. Com 12 mil hectares em terra e 3 mil hectares em mar, o Tayrona é um importante local de preservação de biodiversidade e um dos melhores passeios que você vai fazer no país. Para chegar às praias próprias para banho é preciso enfrentar um trekking de 7,5 quilômetros entre natureza exuberante e praias completamente selvagens. Por lá, a dica é alugar uma das barracas de camping de frente para o mar (incluem colchonete e roupa de cama) e curtir alguns dias de desconexão completa.

A melhor praia para se hospedar é Cabo San Juan, embora ali não seja possível cozinhar e a gente acabe refém do único restaurante (e dos ambulantes que vendem deliciosas empanadas). Embora um pouco mais caros que no resto da Colômbia, os preços lá dentro são aceitáveis. Aconselho, no entanto, a levar pelo menos alguns lanchinhos e garrafas d’água.

Não deixe de fazer a trilha que sai de Cabo San Juan até Pueblito, uma vila indígena que preserva as casas tradicionais dos Tayrona, bem como seus espaços de culto. O caminho montanha acima é desafiador, mas a recompensa vale a pena.

Um ônibus que parte da rodoviária central de Santa Marta deixa na entrada do parque. Quem preferir pode chegar de barco desde Taganga. O parque fecha em fevereiro para a purificação dos indígenas.

Minca

Minca é um pequeno povoado localizado na Sierra Nevada. Dá para fazer a viagem em um bate-volta desde Santa Marta, mas muita gente prefere passar a noite por lá, em alguma das hospedagens rústicas que se espalham na região, que é um polo de produção cafeeira. O hostel campeão de vendas é o Casa Elemento, o favorito dos mochileiros por causa de sua rede sobre o precipício que garante o sucesso no Instagram, mas há diversas opções espalhadas pela serra, algumas delas dentro de fazendas e casas rurais.

Por ali, a natureza é a grande atração, seja nos passeios até as cachoeiras, na observação de pássaros ou nas diversas trilhas que saem e chegam ao povoado. Além disso, é possível fazer um tour até uma fazenda de café orgânico e ver de perto como o principal produto nacional é feito. Não deixe de passear pelas tranquilas ruas de Minca para ver a vida bucólica do povoado.

Trekking até a Ciudad Perdida

Trekking Ciudad Perdida, Colômbia

Trekking até a Ciudad Perdida dura entre quatro e cinco dias. Foto: Shutterstock, Cameron John Jones

Uma caminhada de quatro ou cinco dias (ida e volta) de Santa Marta leva você até uma antiga cidade Tayrona perdida no meio da floresta tropical, inacessível de outra forma. Esse trekking não pode ser feito por conta própria, já que grandes são as chances de que você se perca no caminho. Diversas agências oferecem o passeio com guia indígena em Santa Marta. Os tours custam cerca de 900.000 pesos colombianos, ou cerca de 300 dólares, e incluem transporte, alojamento durante o trajeto e comida. 

Onde ficar em Santa Marta

Não há dúvidas de que o centro histórico é o melhor lugar para se hospedar em Santa Marta. É ali que está a maior oferta hoteleira e também grande parte dos bares e restaurantes locais. O Mango Tree Hostel tem uma pequena piscina no amplo pátio interior, café da manhã incluído e é ideal para mochileiros que não se importam em dividir o quarto com muita gente. Um albergue recomendadíssimo na região é o Masaya Hostel, que conta com piscina, cobertura e quartos privados ou coletivos. Quem quiser pagar pouco e não se importa de caminhar pode conferir o Hostel Smile, localizado a 1,5 quilômetros do centro histórico em uma tranquila zona residencial.

Encontre hotéis em Santa Marta

 


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Natália Becattini

Já chamei de casa a Cidade do Cabo, Chandigarh, Buenos Aires e Barcelona, mas acabo sempre voltando pra minha querida BH. Gosto de literatura, cervejas, música e artigos de papelaria, mas minha grande paixão é contar histórias. Por isso, desde 2011 viajo o mundo e escrevo sobre o que vi. Também estou no blog sobre escrita criativa Oxford Comma e compartilho minhas impressões de mundo também no instagram @natybecattini e no twitter.

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