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Atlas: Bangkok, Tailândia

Deuses e sereias ganham vida no teatro de marionetes da Tailândia

A história de amor entre a princesa sereia Suvannamaccha e o deus hindu Hanuman, uma importante passagem da versão tailandesa do poema épico sânscrito Ramayana, se desenrola diante dos olhos de cerca de uma dúzia de espectadores. As estrelas da peça são bonecos de cerca de um metro, ricamente decorados com tecidos, bordados e lantejoulas – e que dançam pelo palco com movimentos tão sutis que às vezes esquecemos os artistas vestidos de preto que dão vida aos personagens. O teatro de marionetes tailandês, também conhecido como hun lakhon lek, é uma manifestação artística tradicional com pelo menos 300 anos, mas que por pouco não desapareceu nas últimas décadas.

Apresentação do teatro de marionetes tailandês

Com pitadas de humor e proximidade com o público, que é convidado a participar e interagir com os bonecos de tempos em tempos, os artistas que escondem os rostos atrás de máscaras executam os movimentos com precisão. Cada boneco é manipulado por três pessoas através de uma sistema de cordas e roldanas. Esse tipo de controle dá mais leveza e fluidez aos gestos das marionetes, o que passa a impressão de que elas estão dançando. As performances costumam ser acompanhadas por música e um narrador que ajuda a dar sentido às histórias épicas da mitologia hindu.

Para chegar a controlar um dos bonecos, os artistas entram em contato com a arte desde muito jovens e passam anos aperfeiçoando os movimentos. Grande parte deles é também dançarina, o que explica a leveza dos movimentos. A ideia é que eles desapareçam em cena, embora, algumas vezes, eles mesmos brinquem com sua presença ali, executando movimentos propositadamente equivocados para arrancar algumas risadas do público.

Apresentação do teatro de marionetes tailandês

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A história do teatro de marionetes tailandês

Similiar ao buruku, o teatro de marionetes japonês, a versão tailandesa foi registrada pela primeira vez em uma visita do Rei Luís 14, da França, à antiga capital do Reino de Sião, Ayutthaya, em 1685. Na época, essa já era uma importante forma de entretenimento em feiras, festivais e eventos da família real, sendo extremamente popular no século 18.

Durante a segunda metade do século 20, no entanto, essa antiga arte quase chegou a desaparecer. Apenas um pequeno grupo de artistas idosos nos arredores de Bangkok mantinha viva a tradição. “Foi a Faculdade de Artes Dramáticas de Bangkok e suas ramificações em outras partes do país que passaram a tentar preservá-la como parte da dança dramática clássica”, afirmou o Dr. Jukka O. Miettinen no estudo Teatro e Dança tradicionais asiáticos, da Theatre Academy Helsinki.

O renascimento do interesse pelo teatro de marionetes culminou com a construção, em 1995, do Nattayasala Hun Lakhon Lek (Joe Louis Puppet Theatre), o primeiro teatro dedicado exclusivamente a essa arte em Bangkok. Graças a esses esforços, hoje ela já respira fora dos aparelhos, embora seja apenas praticada em alguns poucos espaços da capital tailandesa, como festivais e hotéis que pretendem entreter turistas estrangeiros.

Apresentação do teatro de marionetes tailandês

Onde ver uma apresentação do teatro de marionetes tailandês

A Casa do Artista, em Bangkok, oferece apresentações diárias às 14h. O local é um coletivo de artistas independentes que fica escondido em um dos canais que cortam Bangkok. As apresentações são para um público pequeno e na base das doações voluntárias. O local conta com um pequeno café. Endereço: The Artist’s House, 315 Wat Tong Sala Ngam Alley, Soi 28 Phet Kasem Rd (mapa), (+66 2 868 5279).

Já os artistas do Joe Louis Puppet Theatre, localizado no Riverfront, recebeu o prêmio de Melhor Performance Tradicional no 10o Festival de Marionetes em 2006. Joe Louis Puppet Theatre, Asiatique The Riverfront, Soi 13 Charoenkrung Rd, (mapa), (+66 2 108 4400). 

A blogueira viajou à Bangkok a convite da Embaixada da Tailândia no Brasil

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Natália Becattini

Jornalista, escritora e mochileira. Viajo o mundo em busca de histórias e de cervejas locais. Já chamei muito lugar de casa, mas é pra BH que eu sempre volto. Além do 360, mantenho uma newsletter inconstante, a Vírgulas Rebeldes, na qual publico crônicas e contos . Siga também no instagram @natybecattini e no twitter.

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