Por que larguei o emprego e fui viajar…três vezes!

Por que larguei o emprego e fui viajar…três vezes!

Acho que nunca contei tanto da minha vida aqui no blog como neste post. A ideia de escrevê-lo nem foi minha, foi da Naty. Quando li o título “Por que larguei o emprego e fui viajar”, dei muita risada. Afinal, não larguei o emprego uma ou duas vezes, mas três. Tudo para viajar. Não que eu odiasse muito meus trabalhos (talvez um pouco). Na verdade, seguindo o clichê do término de relações – o problema maior era comigo, não com os empregos. Eu nunca consegui passar mais de 2 anos no mesmo lugar. Quando dava esse tempo de trabalho, eu já começava a ficar agoniada. Eu olhava histórias de gente que trabalhava há 10, 20 anos, na mesma empresa e me perguntava: “mas como eles conseguem?”.

Felizmente, com o 360meridianos essa agonia nunca surgiu. Já temos o blog há mais de 2 5 anos, e em nenhum momento pensei em desistir. Muito pelo contrário, imagino até projetos para o futuro com ele. Já que finalmente eu me encontrei, acho legal te contar minha história. Em seis anos, pedi demissão três vezes.

2008

Eu tinha acabado de começar o sexto período da faculdade. Na época, eu era estagiária na TV UFMG, o canal de televisão universitário na minha faculdade. O Rafa (o outro autor aqui do blog) foi contratado como estagiário na Globo. Com isso, a vaga dele como trainee na TV ficou em aberto. O cargo de trainee era muito cobiçado, não só pelo salário com carteira assinada, mas também porque era uma posição de responsabilidade – você passava a chefiar a produção do jornal. Mas quando eu fui promovida a essa posição, eu já queria sair da TV, onde estava trabalhando há 1 ano e meio. Ao mesmo tempo que aceitei o cargo, comecei a procurar, junto com uma amiga, vagas de intercâmbio nos Estados Unidos.

Como é o natal nos Estados Unidos

Lincoln, NH – Estados Unidos

Eu larguei o cargo de prestígio no meu estágio para ir fritar hambúrguer por três meses nos EUA. Por mais que a vaga de trainee tenha me ensinado muito sobre liderança e trabalho em equipe, foi trabalhando por três meses num McDonald’s de uma cidade de mil habitantes, onde fazia – 30ºC, que eu aprendi muito sobre mim e sobre o mundo. Fiz amigos e desfiz uma amizade, fiz meu primeiro mochilão, conheci realidades, culturas, desfiz meus preconceitos. E de quebra, ainda fui mordida pelo bichinho do viajante. Eu voltei para o Brasil sabendo que precisava viajar mais.

2011

O ano anterior tinha sido uma confusão bem grande na minha vida, como imagino que anos pós formatura na faculdade devam ser para muitas pessoas. Eu estava cheia de dúvidas sobre o que eu queria construir na minha vida, em pânico porque os 30 chegariam logo (hahaha, como temos medos bestas, eu tinha 22 anos…) e eu não tinha feito nada de útil. Enfim, em janeiro de 2011, sem emprego, decidi que queria passar o ano no exterior, trabalhando na minha área. Foi quando conheci a AIESEC e a possibilidade de fazer esse intercâmbio virou realidade.

No meio do caminho, surgiram três propostas de emprego, várias dúvidas, inseguranças e blablabla. Acabei aceitando uma posição que me permitiria viajar no segundo semestre, caso tudo desse certo. Só que tudo estava dando errado. Eu fui promovida no emprego novo, com o melhor salário que eu já tive na minha carreira até aquele momento. Ao mesmo tempo, não conseguia nenhuma vaga de intercâmbio na minha área. Me lembro bem de um bar onde eu, Rafa e Naty lamentávamos que o intercâmbio tinha dado errado. O problema era que, mesmo com o bom salário e o trabalho numa área que eu gostava, com uma equipe legal, eu estava infeliz com a minha vida. Eu sentia que precisava mudar e se eu não tivesse coragem de fazer isso naquele momento, não conseguiria fazer mais.

Por ironia do destino, a Índia nos escolheu: o prazo de buscar vagas no sistema da AIESEC, que é de três meses, já estava vencendo quando uma empresa indiana abriu três posições de uma só vez. Foi assim que decidimos ir para o país da vaca sagrada. Lembro do momento em que finalmente fechamos a vaga, passaram mil coisas na minha cabeça. Eu mandei uma mensagem para minha mãe e fui na sala do meu chefe. Quando contei, ele riu e perguntou se eu tinha noção do que eu estava me metendo. Foi uma conversa boa, felizmente. Pedi demissão e trabalhei até a semana antes do embarque, para conseguir juntar mais dinheiro para viagem. Recebi apoio dos meu amigos no trabalho e alguns olhares tortos de gente que fazia piadinha com a minha loucura de largar tudo e ir para Índia – a viagem, como vocês sabem, cresceu e se tornou uma volta ao mundo.

india_economizar_viagem

Amritsar, Índia

Tem uma parte engraçada nessa história, que são as minhas relações familiares. Acho que uma das grandes frustrações da minha família foi a minha decisão de fazer jornalismo, não medicina. Pois é, na minha festinha de despedida, no sítio dos meus avós, minha mãe disse a seguinte frase: “É Luca, se você tivesse feito medicina não ia poder dar a volta ao mundo agora. Talvez você tenha feito a escolha certa”.

2013

Eu retornei da volta ao mundo muito diferente. Mas uma decisão que havia tomado antes mesmo de partir é que eu não iria mais morar em Belo Horizonte quando voltasse. Mais ou menos um mês depois de chegar, eu já estava embarcando de mala e cuia para São Paulo. Consegui um trabalho numa assessoria de imprensa. Foi a minha primeira e única entrevista de trabalho depois de voltar de viagem. Para aqueles que temem tirar um ano sabático e ficar “fora do mercado”, vou dizer que nunca tive tanto assunto e atraí tanto interesse de um entrevistador quanto dessa vez. O fato de ter trabalhado na Índia e dado uma volta ao mundo só favoreceu o meu currículo, assim como me tornou uma pessoa mais madura e preparada para lidar com várias situações da vida.

Ao mesmo tempo, foi a volta ao mundo e este blog que colaboraram para eu odiar meu trabalho com todas as forças. Fiz bons amigos lá, sem dúvida. E também aprendi bastante sobre um universo que nunca tinha trabalhado. Mas deixando de lado as problemas corporativos que vivi lá, o que mais me incomodava era o fato de ter que trabalhar de 9h às 18h, sem a menor flexibilidade. Um trabalho que na maioria das vezes eu poderia fazer de casa ou de qualquer lugar do mundo. Eu já estava para completar um ano como funcionária, com férias marcadas, quando decidi que iria pedir demissão.

Vista Castelo de Praga

Praga, República Tcheca

Não foi fácil, mesmo eu não gostando do que fazia. Passei semanas pensando, conversando com colegas, pedindo conselhos para minha irmã. O Rafa e a Naty já tinham decidido partir rumo à incerteza que é ser nômade digital no Brasil – já faziam freelas e investiam seu tempo no blog. Eu sou um pouco mais pé no chão ou medrosa quando o assunto é estabilidade financeira. Mas percebi que não dava mais. Claro que o crescimento do blog e propostas mais sólidas de parceria me fizeram ver que valia a pena apostar no 360meridianos como uma pequena empresa. Foi assim que eu pedi demissão mais uma vez para viajar. Saí da empresa e dois dias depois embarquei para uma viagem de 50 dias na Europa.

2014

Hoje, gasto meu tempo no 360meridianos. E consegui tempo para fazer um mestrado em Portugal. Sim, eu sou um pouco maluca por trocar um emprego certo para investir num projeto que, como todo projeto, pode dar errado. Mas é um projeto que eu acredito. Ser uma empreendedora através de um blog de viagens provoca olhares tortos e vários questionamentos não só da minha família, mas da sociedade. Mas estou apostando no que eu acredito e no que quero construir para minha vida. Não me vejo mais largando tudo para ir viajar, porque, afinal, hoje o meu trabalho viaja junto comigo.

 

Sou jornalista, tenho 29 anos e moro no Porto, Portugal, quando não estou viajando. Eu já larguei meu emprego três vezes para viajar e finalmente encontrei uma profissão que me permite "morar no aeroporto". Já tive casa em quatro países diferentes, dei a volta ao mundo e cumpri minha meta de visitar 30 países antes dos 30. Mas o mundo é muito maior e, se puder, quero conhecer cada canto dele e inspirar vocês a fazer o mesmo. Siga @afluiza no Instagram

75 comentários em Por que larguei o emprego e fui viajar…três vezes!

  1. Olá Lu (olha a intimidade,rs)
    Cheguei no 360 meridianos justamente por estar mudando minha vida…O que um primeiro mochilão não faz com gente, não é? Lendo sua trajetória, me identifiquei bastante com o início do seu processo e a personalidade (também sou mais medrosa quando o assuno é estabilidade financeira) e queria conversar mais sobre isso. Irei tomar o mesmo rumo que você, largar tudo e cair no mundo e, como sou jornalista, também pretendo investir em um blog profissional. Pode me dar umas dicas para esses primeiros passos? Tenho muiiiitas dúvidas sobre questões de trabalho.
    Um grande abraço.

  2. Olá Luiza.

    Gostei muito dos seus relatos e por motivos parecidos com os seus estou deixando meu job. Acredito que não adianta juntar dinheiro todo esse tempo e usar pra coisas bobas do dia a dia. Pretendo também fazer algumas viagens principalmente pra Europa.
    No entanto, como vou estar sem vinculo empregatício, tenho receio de ser barrado na imigração. Você sabe se isso pode ser um empecilho para viajar?

    • Oi Marcos,

      Eu fiz várias viagens sem ter nenhum vínculo empregatício e não tive problema nenhum. O único lugar que isso poderia ser uma questão são os Estados Unidos. Mas na Europa eu acho mais tranquilo!

  3. Como esse blog tem me ajudado!Eu tinha medo de ir para o exterior sozinha e colocava desculpa na grana pra não viajar.Agora,já planejei minhas próximas férias na Europa fazendo mochilão SOZINHA.
    Vocês são ótimos!

  4. Caramba Luiza!
    Acabei de conhecer o site e já me identifico demais com você. Na semana passada fiz minha primeira viagem internacional, algo que sonho há anos. Fui totalmente sozinha para a Argentina e por causa do meu trabalho só pude aproveitar por três dias, mas voltei de lá com a certeza de que viajar é o que quero para mim. Tenho 25 anos, mas parece que já estou atrasada com esse sonho!
    Assim como você também sou jornalista, mas não atuo na área. Hoje, estou em minha melhor fase profissional, com posição de liderança na área de Gestão de Pessoas e um salário que nunca ganhei antes, todavía esse trabalhar regrado de segunda a sexta, das 8h às 18h, não me satisfaz e não sinto que estou deixando minha contribuição no mundo.
    Minha família quase surtou quando eu disse que estaria indo viajar sozinha em 2 semanas, e alguns amigos disseram que essa era uma coragem que eles não tinham. Conclusão: não haveria companhia mais perfeita do que a minha! Conheci pessoas incríveis e vivi experiências tão únicas, que tenho certeza que se tivesse na companhia de família ou amigos, não aconteceriam.

    A vontade de jogar tudo para o alto e correr para conhecer o mundo está gritante, mas não sei por onde começar. Não falo inglês e meu espanhol é intermediário, oque torna inviável um intercambio para trabalhar neste primeiro momento, creio eu. O que você me recomenda? Devo investir num curso de inglês primeiro, antes de pensar em sair, ou posso melhorar meu espanhol e ir? Pensei em explorar países de língua portuguesa e espanhola para facilitar este início.

    E quanto a grana. Quando você se aventurou pela primeira vez, quanto de dinheiro precisou?

    • Oi Vitória, Bem vinda!

      Não existe idade para correr atrás dos sonhos e sinceramente, com 25 anos, menina ainda tem muuuuuuito chão para você percorrer =D

      Você já considerou ir estudar inglês ou espanhol como o motivo da viagem? Por exemplo, a Naty ficou alguns meses morando em Buenos Aires e estudando na UBA, um curso bem mais barato do que a média particular. Dá uma olhada: https://www.360meridianos.com/2015/10/como-estudar-espanhol-em-buenos-aires.html

      Ou, se preferir estudar inglês, tenho uma amiga que tinha o mesmo problema que você e hoje está em Malta finalizando o curso e muito feliz com os resultados.

      A grana sempre depende do que você pretende fazer e qual é seu estilo de viagem. A volta ao mundo, que foi uma viagem de 10 meses, custou na época (dólar mais baixo) 25 mil reais, mais ou menos. Mas viagens mais curtas e para um destino específico saem mais baratas.

      • Luiza, boa tarde

        Minha situação é parecida com a da Vitoria.
        Tenho 28 anos, formada em Administração, atualmente assistente administrativa, não falo outra língua e vivo infeliz nessa rotina em que não vejo meu papel de desenvolvimento como ser no mundo. Acho que estou vivendo minha crise de existência, rsrs
        A pergunta é a seguinte.. Como não tenho recursos o suficiente para um intercambio no exterior, gostaria de saber se existe algum programa de estudos e desenvolvimento dentro do pais, afinal temos uma infinidade de riquezas culturais aqui dentro!
        Já pensou em criar um post com essa proposta?
        Aguardo ansiosa seu retorno!

        Beijo beijo

        • Oi Juliana,

          Desculpa não ter respondido antes!

          É uma ideia muito boa fazer um post sobre isso sim. Dentro das universidades brasileiras, principalmente as públicas, existem programas e cursos diferentes, o que eles chamam de extensão, focados em diversas áreas. Você já deu uma olhada nisso?

  5. Caramba! Estou em um momento como muitas coisas que li aqui sobre vocês e me identifiquei. Índia, Europa, viagens, largar emprego, ano sabático, medo, tudo isso flutua pela minha mente todo tempo cada vez mais. Queria muito poder conversar com vocês, pra clarear minha mente, mas estou sem facebook. Afffeee Quanta coisa. Já estão nos meus favoritos.

  6. Caaaras, eu ADOREEEI conhecer esse site. Compartilho dos mesmos sentimento em relação a trabalho, viagens, experiências, tenho muita vontade de fazer o mesmo que vocês…só me falta coragem! Na verdade, ano que vem estou com uma viagem pra planejar pra estudar no Canadá…ficar um tempo..quem sabe não voltar.
    Mas caras, adorei esse site, já viajei sozinho, recomendo! Tenho as mesmas vontades, queria muito trabalhar com viagens também, ou com alguma coisa relacionada a viagens…me sinto super nômade!
    Ia perguntar até, tem vaga aí na empresa de vocês? XD estou super me candidatando! For real!
    Bjão! Continuem com o site!

  7. ” Eu sou um pouco mais pé no chão ou medrosa quando o assunto é estabilidade financeira. Mas percebi que não dava mais.” hahah essa sou eu… mesmo com salário baixo, a estabilidade do funcionalismo público me segura, me amarra… mesmo eu estando muito infeliz com meu atual emprego. Sou fotógrafa nas horas vagas, faço freelas no fds, e aí que me divirto e fico feliz de vdd.
    Queria muito viajar mais, viajar muito… amoo o blog de vcs!!! Me inspira, quem sabe um dia largo a Prefe de lado e sumo kkkkk.

  8. Adooro pessoas como vc que não tem medo do inesperado….
    Eu acho que os Antunes tem um pouco de loucura na veia..hoje sou meio careta pq tenho um bebê mas logo logo estarei na ativa….grande abraço

  9. Caramba, me emocionei demais lendo esse texto. Apesar de não ter nenhum apelo emocional, toda essa história de deixar tudo e viajar é um sonho que está vivo dentro de mim, porém não encontro a coragem suficiente pra isso.

    Histórias como essa são inspiradoras e talvez por isso eu não consiga segurar o nó na garganta e as lágrimas. Parabéns pela sua atitude e o que eu posso te desejar é mais viagens como essas!!!

  10. Nossa, como a gente se inspira em pessoas corajosas como vc! Sério, ultimamente tenho pensado como tem sido entediante minha jornada de trabalho e como tenho vontade de viajar, conhecer o mundo nem que seja por um tempo e achar algo que eu não me sinta presa para trabalhar e tbm viajar (que é minha grande vontade). Espero um dia ter sua coragem! Parabéns!

  11. Nossa,muitas das coisas pelas quais você passou também passaram pela minha cabeça e nesse momento estão com muito mais força. Eu já larguei o emprego 2x para ir morar em outro país, mas logo arranjei o mesmo tipo de emprego e agora estou não só querendo trocar de país como trocar o 9h às 18h (que no meu caso é 8:30 às 18h ;(). Estou sentindo que estou amadurecendo mais e vendo uma luz no fim do túnel, já que tomei coragem para começar meu Blog http://jenninha.com . se vocês tiverem tempo para dar alguma sugestão ou conselho para alguém como eu, ficaria muito grata 🙂

  12. Linda! Inspiradora! Livre espírito! Formo em medicina esse ano e não consigo me ver trabalhando no mesmo lugar, numa cidade pequena sem nada a oferecer! Obrigada por compartilhar seus sonhos e contribuir com os nossos! Após 1 ano de intercâmbio, meu coração só pensa em viajar!!!

  13. Olá, Luiza!
    Quero dar os parabéns pelo site e dizer que ele me inspira muito!
    As vezes é difícil pensar “vou largar meu emprego”, porque você pensa em váaaaarios fatores. Ainda mais eu que sou mega pensativo rs
    Minha dúvida é com relação a sua volta,como foi pra você se manter; tinha ajuda da família? Ou lá mesmo na Índia, você conseguiu se manter sem ajuda nenhuma financeira da família?
    Porque meu cenário atual é : Sou estudante de engenharia elétrica,me formo ano que vem, e trabalho como técnico em eletrotécnica numa empresa publica ( o que me dá uma certa estabilidade),só que estou muito infeliz aqui e tenho muuuuuita vontade de viajar e adquirir novas experiências.
    O que me dá medo é se eu vou conseguir me manter, pois não tenho ajuda financeira de ninguém da família,moro sozinho no RJ e largaria tudo pra viajar e depois que voltar,teria que me virar pra conseguir algo…
    Por isso pergunto isso a você.
    Parabéns a todos os envolvidos no site mais uma vez!
    Abraços

    • Oi João Gabriel,

      Desde que arrumei meu primeiro emprego eu junto dinheiro para viajar. Toda a volta ao mundo e viagem para a Índia eu fiz com essa grana que juntei.

      Quando voltei para o Brasil, tive o apoio da minha família no sentido de ficar na casa deles em BH enquanto arrumava um emprego em SP (o que fiz em menos de um mês).

      O que você pode fazer é se planejar para juntar dinheiro inclusive para um mês depois da sua volta, assim, mesmo sem apoio da sua família, vai conseguir se manter.

  14. Teu relato me motivou. Sou advogado e estou com a viagem marcada para julho, sendo que até hoje não estava trabalhando, pois o mercado pra esta área anda difícil. No entanto, hoje, faltando 2 meses para a viagem, recebi uma ótima proposta de emprego,com um salário incrível, cuja qual, é claro, declinei. Fiquei apreensivo com a decisão, mas como bem dissestes, fui picado pelo bichinho do viajante, e não pensou noutra coisa a não ser na viagem.

    Sei que viajando ganharei muito mais do que dinheiro.

    Vale frisar que meu irmão mora há 10 anos em Londres, e com certeza terei o completo apoio dele.

    Vai dar tudo certo!! Adorei o Blog.

    =D

    • Ei Raphael,

      Certamente é uma decisão muito difícil e que envolve vários fatores. Torço para que dê tudo certo na sua viagem

      abraço

  15. Luiza,

    Como jornalista e viajante, não poderia me identificar mais com seu texto.

    Estou indo para a minha terceira viagem depois de largar dois empregos em situações semelhantes. Recentemente, comecei um blog sobre “vida itinerante” com uma grande amiga e, sim, começo a sentir menos o vazio que me acompanhava.

    Parabéns pelo projeto :
    Hery

  16. Putz, to aqui a tarde inteira lendo posts seus e dos demais, Luíza.
    E ultimamente eu caí nesse blog depois de acompanhar há um bom tempo já o Eme e a Jaque do CSV, Hypeness/Nomades Digitais e o 360meridianos só está servindo pra eu fechar com chave de ouro o desejo que tenho: VIAJAR, viajar, e VIAJAR! Absorver culturas novas, experiências novas, meter a cara e me sentir mais vivo.
    Tenho a mesma idade que você, consegui uma posição boa no meu trabalho ainda bem cedo, um ótimo salário mas sinto que falta algo ainda, a rotina de robozinho que trabalha das 8 às 17 já não me faz feliz há um bom tempo, mas ao menos me serve pra juntar as economias $ pro próximo passo que vou dar que é sair fora do país(estou indo pra Irlanda), morar e trabalhar fora e de lá só Deus sabe onde vou parar.

    Estou viciado aqui no Meridianos e prevejo eu passando o fds próximo quase todo lendo diversos posts aqui, assim como parte das horas vagas que tenho no trabalho, visto que cumpro prazos e sempre sobra aquele tempo quando não há outras tarefas.

    Grande abraço! 😉

  17. Luiza, ao conhecer essa louca e deliciosa mudança que a vida pode sim proporcionar, me lembrei quando tinha 16 anos e fui percorrer o Brasil. Com 25 de idade me casei e fui com meu marido viver na Europa. Retornamos a dois anos e estamos largando empregos para ir em busca de uma vida que move a alma e não somente os costumes sociais que temos que ter isso ou aquilo. Sigam sim o coração de vocês todo ser humano tem que viajar e se misturar para aprender a ter uma visão do planeta que habita mais macro e não tão micro. Abração.

  18. Parabéns! Amei o blog, não consigo parar de ler, me identifico totalmente com os pensamentos.

    Também sou de BH e estudo na UFMG, meu sonho sempre foi viajar e trabalhar pouco (sair das 09:00 às 18:00h, que me encontrava até três meses atrás), hoje trabalho 6 horas por dia e mesmo assim fico doida para ter mais liberdade e ainda estou na facul, tenho mais 4 anos pela frente. Parece que a cada momento que estamos mais próximos de uma viajem e de sua liberdade ficamos querendo mais e isso não para.

    Estou noiva e me caso em outubro e já estamos loucos pela lua de mel, meu noivo também compartilha de todos estes pensamentos.
    Ainda não estamos totalmente livres, mais aos poucos estamos nos libertando desta grade que o mundo/sociedade nos coloca, este gesso que nos prende.
    Começamos aos poucos, uma viagem aqui, outra ali, este ano creio que devemos ter viajado pelo menos umas três vezes (praia-Búzios, cidades históricas-Ipoema e sul-Serras Gaúchas -Lua de Mel) e queremos mais. Estamos descobrindo que podemos viajar gastando pouco, uma vez que não temos dinheiro para bancar viagens luxuosas como são vistas pela sociedade.
    Já decidimos, ano que vem faremos nossa primeira viagem internacional.

    Fico muito feliz de ver o que pensamos e acreditamos ser difundido atráves do blog.
    Mais uma vez Parabéns!
    Com certeza acompanharemos!
    Abraços!

    • Oi Luana,

      Obrigada pelos elogios.
      Espero que todos os seus sonhos se realizem.

      Qualquer viagem, internacional ou não, não precisa ser muito cara, basta planejamento!

      abraços

  19. Carambaaaaaaaaaaa, nunca me identifiquei tanto com algo como esse texto.
    Vocês podem me achar maluca por já pensar nisso, já que tenho apenas 17 anos, estou no último ano do ensino médio e tenho muito para aprender ainda, mas desde os meus 15 anos eu desejo fazer intercâmbio e de uns meses para cá, a pressão do vestibular e estágio estão me deixando louca. E o fato de eu não fazer ideia de qual profissão escolher me faz atrair “olhares tortos” da minha família, amigos, etc.
    Sobre ficar anos no mesmo lugar, nunca consegui ficar +2 anos no mesmo colégio pois sempre fico entediada com a rotina. Estou a quase 1 ano no meu estágio e estou gritando socorro por dentro.
    Desde a minha primeira viagem turística fui picada pelo bichinho do viajante e não paro de pensar na próxima viagem, e na próxima.. Enfim, cheguei no blog há pouco tempo e estou amando.
    Desejo muito sucesso para vocês!

    • Oi Isa (li um pouquinho do seu blog),

      Normal não saber direito o que fazer nessa fase da vida. Acho que tem muita pressão da família e dos amigos para tomar essa decisão, que afeta o resto da sua vida, numa fase que nada é fácil e que não temos muita clareza sobre o futuro.

      Mas fazer faculdade é muito legal também, dá para aprender muita coisa, conhecer muita gente diferente e fazer intercâmbio!! Ainda mais hoje em dia com Ciências sem Fronteira e outros programas de bolsa de estudos para o mundo inteiro.

      Boa sorte nas suas decisões e espero que você tenha muito sucesso, independente das suas escolhas!

      Abraço

  20. Parabéns Luiza. Comecei a companhar o blog de vocês recentemente. E em cada texto, vejo que vocês traduzem um pensamento que há muito eu tenho. Ainda não dei a volta ao mundo, mas já fui em alguns lugares e pelo o que já li da galera que já viajou muito é que essa vida que é nos imposta de trabalhar 8 horas por dia (as melhores oito horas), pra alguém, fazendo algo que muitas vezes você não gosta dentro de um escritório é uma grande ilusão.

    Meus parabéns a você e a todos do blog em compartilhar as suas experiências e mostrar que algumas dúvidas são mais comuns do que nós pensamos.

    []´s.

  21. Parabéns Luiza! você foi muito corajosa! emprego não tá fácil arrumar não! mas temos que seguir nossos caminhos,o que faz feliz! As pessoas nos barram achando que isso é uma loucura, nossos pais querem nos proteger,mas o que queremos torna-se barreira perante a sociedade e aos familiares (não sei se sua família concordou com isso), mas a coragem tem que falar mais alto!

    • Obrigada Sabrina. Acho que é preciso coragem e um pouco de planejamento. O que não dá é para continuar seguindo com uma vida que os outros querem que você tenha ou seguindo alguma expectativa que não seja a sua própria!

  22. Muito bom o blog, estou animada para fazer a minha volta ao mundo.

    Mas gostaria muito de ter uma companhia, eu não tenho amigos que estejam disponíveis para essa viagem.

    Seria bacana se vcs promovessem um espaço aqui no blog para que nós (leitores) pudéssemos entrar em contato com outras pessoas que tenham o mesmo interesse. Sei que para fazer uma viagem dessas não da pra fazer com qualquer um, mas teríamos a possibilidade de nos conhecer e se identificar com alguém.

    Beijos e parabéns!

    • Oi Poliana,

      Já recebemos essa sugestão outras vezes. No momento, nosso layout é meio engessado para isso, mas nos planos para o futuro pensamos nisso sim.

      Mas se você não tiver companhia, não desista de ir. Tem várias mulheres que fazem esse tipo de viagem sozinhas e é incrível.

      bjs

  23. Ei Luiza. Tudo bem? Conheci vocês na AIESEC, pois também estava procurando uma vaga nesse mundão. Na época, trocamos algumas ideias por chat no gmail e lembro direitinho da empolgação (e receio) sua e da Natália de irem pra Índia. Acompanhei o blog por muito tempo e depois dei uma sumida (acho que esqueci dele, rs), quando, hoje, um amigo que nada tem a ver com a AIESEC compartilhou o último post. Que delícia redescobrir o 360 meridianos! E, sim, como ele cresceu, mas continua excelente.
    Eu tinha a possibilidade de ir pra Índia também, mas um ‘revés’ mudou todo meu planejamento. Meu noivo foi convidado para fazer doutorado sanduíche na França. Casei às pressas e embarquei com ele. Foi uma experiência ótima, mas um pouco diferente do que havia sonhado quando entrei na AIESEC =)
    Parabéns pela ousadia de se jogar na carreira de nômade digital. Espero que dê tudo certo para vocês três, como já vem dando.
    Abs,

    • Oi Sâmara, lembro de você sim!

      Eu tenho uma teoria de que não é a gente que escolhe as grandes viagens, são elas que escolhem a gente, hehe

      Obrigada pelo apoio =)

      bjs

  24. Nossa me identifiquei muito…
    Luiza, como foi seu intercambio nos EUA? Estou querendo ir com o visto de turista e lá me matricular em uma escola e solicitar o visto de estudante. Pela experiência de vcs, qual a melhor cidade para morar e estudar em relaçao a custo nos EUA? Pesquiso bastante, mas tenho dificuldade em encontrar um lugar para morar por mais de 1 mês.
    Adoro o blog de vcs!!! É muito bom!
    Obrigada pelas dicas!

  25. Nossaaaaa, como me identifiquei com esse texto!!
    Fiz um intercâmbio em outubro de 2013 e fui mordida pelo bichinho do viajante rsrsr.
    Viajar abriu minha mente de uma maneira incrível, conheci pessoas de várias partes do mundo e passei a me descobrir mais. Apesar de algumas dificuldades, me senti maravilhosamente bem, com uma sensação de liberdade incrível, mesmo com as responsabilidades que tinha, pois não fui como turista.
    Quando voltei passei por uma depressão pós-viagem terríveeeeel. Queria poder voltar, queria (e quero) viajar mais. Me formei e atualmente estou trabalhando em uma empresa multi-nacional na minha área, mas como já foi dito, o problema não é a empresa, sou eu. O horário comercial me incomoda bastante, nunca consegui ficar muito tempo em um lugar.. começo a ficar inquieta, me sentindo sufocada, presa. Pretendo juntar algum dinheiro e pensar em outras possibilidades.
    São histórias como a sua que me inspiram a seguir o que verdadeiramente desejo. bjoo

  26. Nossa, o 360 é um achado, sem querer me vi por aqui e não consigo parar de ler. O conteúdo de vcs é simplesmente sensacional!
    Bom, tb faço parte do grupo que não acha a menor graça em trabalhar das 9 as 18 e viver isso até o fim da vida, sempre sonhei em fazer intercâmbio mas por vários fatores ainda não concretizei. O tempo passou e já passei dos 30, mas a idéia nunca saiu da minha cabeça, e hj lendo os textos de vcs vejo que a coisa pode ser muito mais simples do que se imagina. Tenho lido muito sobre o assunto, feito contas… se rolar, volto aqui pra contar.

    Beijos, e vida longa ao 360!

  27. Pretendo largar tudo para viver em outro lugar, quero viver uma outra realidade, ter novas experiências e conhecer outras culturas mesmo. Depois que encerrar meu curso, tentarei as oportunidades possíveis para isso, realmente é um grande desafio, mas que me agrada bastante. ótimo post, Abraços!!

  28. Minha histéria é bem parecida com a tua Luiza, a única diferença que eu larguei 4 vezes e em um mês tô largando de novo pra viajar!!E seja o que Deus quiser!!Beijao

  29. Ótimo post e ótimas histórias, Luíza! Me identifiquei muito com elas e não tenho dúvidas que se aprende muito mais na estrada do que trancafiado num escritório 8 horas por dia. Eu respeito e entendo quem opta pelo estilo de vida tradicional, mas cada vez menos vejo sentido em trabalhar 15 horas diárias AND puxar o saco das pessoas certas para ascender na carreira e ganhar dinheiro pra comprar coisas de que não preciso. Acho que os 30 e a falta de ambição estão chegando pra mim ao mesmo tempo, hehe. Sorte pra você, sempre! Um beijo 🙂

      • Sim, sim! Mas a ambição de que falo é no sentido mais clássico, de crescer na carreira, ter um apto gigante, um carro de último modelo… prefiro o tipo de ambição que vc descreveu. Essa, sim, eu tenho de sobra!

  30. Cara, esse blog é pra ficar na história. É que é de noite agora, senão eu pegava minha backpack e tchau! hahaha… Adorável seu post, Luiza! Dá muito ânimo pra gente. Pode ter certeza que se depender dos posts maravilindos daqui, o 360 será sempre um sucesso!

    Bom, um breve resumo da minha história: prestei vestibular estadual para biologia, não passei. Fui trabalhar em mercado, empacotando, fiquei menos de 1 ano. Fiz curso de banho e tosa, trabalhei 3 meses e pedi as contas (nosso pet é uma coisa, já o dos outros…). Aí prestei Letras na facul da minha cidade, passei, fiz os 3 anos, me formei. Dei aulas de inglês junior por 5 meses, ganhando bem. Terminei pedindo as contas também. Tudo muito insosso, maquinal, bip bip! Agora tô aqui: com um diploma de professora, sem trampo, planejando a 1° viagem pra me aprofundar no inglês.

    Mas percebi que não sou só eu que me sinto incomodada com a vida dita “nor padrões normais”.

    Abraço para vocês! 🙂

  31. E impressionante como fica fácil ver alguém falando ; “larguei meu emprego pra viajar ”
    ai vem varias perguntas na minha cabeça , ” como ela quebrou esse obstaculo ?”
    ” Precisaria ter um salario ótimo pra viajar assim …” , ” Sera que ela juntava o dinheiro todo pra viajar e não gastava nada ? ” kkkkkk coisa de louco , estou no segundo período de engenharia civil , e assim que terminar a facul , quero partir por esse mundão , eu e minha futura esposa que por enquanto e só namorada (alias , pretendo pedir em casamento em uma dessas viagens ) kkkk que pra minha sorte pensa igual a mim , e a vá. Sinceramente , agradeço pelas motivações , estou começando a tirar essa venda capitalista que cobre a maioria dos olhos de nos humanos .

    • Oi Leandro,

      É preciso economizar sim, mas não é nada impossível ou que vai te deixar passando fome todos os dias.
      Espero que dê tudo certo na sua viagem (e pedido de casamento! hehe)

      bjs

  32. oie lu tudo bem ? nossa adorei sua história, e por isso queria sua opinião. Bem eu tenho 20 anos e tenho o sonho de fazer faculdade de biomedicina, só que fico pensando se vale a pena investir 5 anos da minha vida nisso e tbm dinheiro ou trabalhar e ajuntar grana pra uma viagem de volta ao mundo. Tenho medo de fazer e me arrepender, sabe? bjos e sucesso pra vc e o blog 🙂

  33. Luíza me vi total na sua história!!
    Minha vida também mudou quando fiz um intercâmbio, decidi que viajar era o meu trabalho. Não conseguia ficar muito tempo em um emprego, achava tudo chato, tb não entendia como as pessoas ficavam anos no mesmo lugar. Me achava um ET! Totalmente diferente de todos. Ficava infeliz o ano inteiro até chegar as férias e a felicidade me encontrar no aeroporto.
    Mas no finalzinho do ano passado me aceitei como ET, afinal ninguém é igual a ninguém e eu sempre fui diferente da maioria das pessoas mesmo, e resolvi largar tudo e tentar investir no projeto do meu blog. Ainda tô no começo, mas acredito que vá dá certo, mesmo com todos os olhares tortos daqueles que ainda não acreditam no potencial financeiro da intenet. Todo inicio é difícil, todo projeto exige muita da gente. Mas desse eu vou insistir!!

  34. Bom, nesses últimos dias, a sensação quando eu saio do meu emprego lá pelas 22:00 é de: – estou livre hahaha! Acho que eu entendo isso de “nunca conseguir passar mais de 2 anos no mesmo lugar”. Completo 2 anos no meu atual emprego agora em junho, e cara, isso é uma vitória kkk.
    Muito legal sua história Luíza, obrigado por compartilhar, estou viciado no 360, vida longa ao blog e sucesso pra vocês três. 0/

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