A verdade sobre os passeios de elefante na Tailândia

A verdade sobre os passeios de elefante na Tailândia

Minha relação com a Tailândia é muito complicada. Quem lê o blog há mais tempo está careca de saber disso. Sei que tem gente que morre de amores e eu já até me prometi uma segunda chance assim que eu desembarcar na Ásia de novo. Mas, no fundo, eu acho que ela é um exemplo dos mais nítidos do que a exploração do turismo de massa, sem planejamento e políticas públicas apropriadas, pode fazer com um lugar.

Parece que as coisas perdem um pouco da autenticidade para virarem pega-gringo, como é o caso do famoso Mercado Flutuante. Ou que a exploração não respeita nenhum limite da ética e da sustentabilidade, como as boates de Phuket e algumas atrações ao redor de Chiang Mai.

Para não ficar só detonando o país, vou confessar uma coisa: nosso estilo de viagem é bem “vou com o fluxo”. Lemos sobre o destino antes, consultamos guias e blogs, mas a maior parte das informações que buscamos são sobre clima, transporte, segurança e coisas do tipo. A gente costuma chegar nos lugares e decidir o que fazer lá mesmo, sem essa de programar tudo.

Quando chegamos em Chiang Mai, fomos logo procurar o que a cidade nos oferecia e fechamos um tour de um dia que incluía uma visita às mulheres-girafa, passeio de elefante e rafting. Super legal. Foi um dia muito divertido. Até a gente voltar para o Brasil e descobrir que não deveríamos ter feito o passeio.

Elefantes em Chiang Mai, Tailândia

Nós já contamos aqui sobre as condições horríveis em que vivem as Kayan, as famosas mulheres-girafa, mas nunca relatamos outra parte questionável desse tour, o passeio de elefante. Nós, assim como milhares de outros turistas, subimos nas costas desses simpáticos paquidermes sem ter conhecimento das práticas cruéis às quais eles são submetidos durante o treinamento.

Com aquele tamanho, dá pra imaginar que o bicho não ia deixar qualquer um montar nele assim, na boa. Para que isso seja possível, eles precisam passar por um treinamento, ainda bebês. Esse treinamento é torturante. Os filhotes são afastados de suas mães – o grupo familiar é muito importante para os elefantes – e confinados em gaiolas nas quais eles mal conseguem se mover. Para destruírem os instintos e a natureza dos bichos, os treinadores batem com porretes e objetos perfurantes sem piedade durante dias a fio. Além disso, eles são privados de comida e sono por um bom tempo. Um elefante “treinado” custa até 20.000 libras no mercado negro. No vídeo abaixo, você pode ver como é o processo. Mas não aperte o play se tiver o coração sensível. As cenas são fortes.

nesse link, você lê uma entrevista com o fotógrafo Brent Lewin, que ganhou um prêmio com uma foto desse momento de tortura.

As agressões continuam durante toda a vida do elefante, embora não tão frequentes quanto no treinamento. Além disso, carregar humanos no lombo pode causar sérios problemas de coluna aos animais, que obviamente não foram feitos para esse tipo de tarefa.

A prática é uma das responsáveis pelo vertiginoso declínio da população de elefantes na Tailândia. Hoje o elefante asiático é considerado uma espécie em risco de extinção. Na Tailândia, eles são tão poucos que muitos têm sido contrabandeados da vizinha Myanmar. A estimativa é que um número entre 50 e 100 filhotes são levados para a Tailândia todos os anos, tudo para suprir a demanda turística.

Elefante Tailandês

Embora os passeios sejam muito populares na Tailândia, as práticas cruéis aplicadas nos treinamentos se repetem em outros países da Ásia, como o Nepal e a Índia.

Sim, foi ingenuidade nossa. Afinal, era meio óbvio que coisas assim acontecessem, mas a verdade é que não pensamos nisso na hora. Mas agora você sabe. Se você quer muito ficar perto desses gigantes, existe uma opção ética: o Elephant Nature Park, uma reserva que resgata os animais desse tipo de criadores. Eu nunca fui, mas acho que vai ser uma visita que pode me ajudar a ter uma melhor impressão da Tailândia na minha próxima viagem ao país.

Já chamei de casa a Cidade do Cabo, Chandigarh, Buenos Aires e Barcelona, mas acabo sempre voltando pra minha querida BH. Gosto de literatura, cervejas, música e artigos de papelaria, mas minha grande paixão é contar histórias. Por isso, desde 2011 viajo o mundo e escrevo sobre o que vi. Também estou no blog sobre escrita criativa Oxford Comma. Siga @natybecattini no Instagram

67 comentários em A verdade sobre os passeios de elefante na Tailândia

  1. É infelizmente eu fiz esse passeio e não recomendo os animais são torturados e não tem segurança nenhuma os turistas ficam soltos na cadeira que é amarrada com uma corda ou corrente.

    • Patrícia, o importante é que você, como eu, aprendeu com a experiência e não vai mais repetir. É muito triste o tratamento que dão aos animais…

      Abraços

  2. Olá. Me ajudou muito seu post pois estava vendo muita gente defendendo. Quando fomos a Buenos Aires não visitamos o Zoológico de Lujan. Estamos indo essa semana para Tailândia e com seu relato também não vou fazer o passeio com elefantes.

    Obrigada!

  3. Amei o post Natalia. Eu sou apaixonado pelos animais desde que nasci. E por isso gosto de estar perto deles. Então sempre enfrento um dilema ao decidir ir ou não em atrações como essa. Já fui em muitos zoológicos pelo mundo e sempre fico com uma dor na consciência depois. Mas estou criando mais consciência com o passar do tempo e conseguindo enviar muitas situações. Em Buenos Aires consegui convencer a Tassia a não visitar o Zoológico de Lujan, pois li muitos posts como o seu relato dos elefantes, expondo o sofrimento dos animais que vivem lá.
    Parabéns pelo belo trabalho que vocês estão fazendo, conscientizando as pessoas em relação ao turismo sustentável.

    • Kiko, fico feliz que tenha gostado do post e que tenha essa consciência sobre as atrações turísticas envolvendo animais. Aos poucos chegamos lá 🙂

      Abraços

  4. Eu li o post e achei interessante. No entanto é obvio que quem vai la, imagina que ele não são domésticados com festinhas e carinho. É para turistas sim, mas também é uma oportunidade de ver e passear com os elefantes, algo unico. Quem acha piada e quer experimentar vai, quem pensa no sofrimento dos animais não vai é simples. A Tailândia vive do turismo e é um pais em desenvolvimento, há que ter isso em consideração.

    • Na verdade não é tão simples, Bruno. Porque se esse tipo de passeio continua em breve não vão haver mais elefantes para que quem “acha piada” possa ir lá e ver. Acho que a gente tem que pensar nas consequências das nossas escolhas sempre. Me parece muito egoísta querer ter essa experiência sem pensar na crueldade que passa cada animal e na própria sobrevivência da espécie a longo prazo. Nem tudo vale a pena para ter uma foto e postar no facebook. O objetivo desse post é conscientizar as pessoas e felizmente tenho conseguido com a maioria dos que passam aqui.

      Abraços

      • Mas isso vai acontecer mais tarde ou mais cedo. Tens razão no que dizes e concordo mas vivemos numa sociedade estupida e egoista que anda a matar animais em safaris destruir selvas e natureza. E a minoria não consegue vencer a maioria de estupidos e interesses economicos. Por isso mesmo se um punhado de pessoas não faz esse tour um monte de pessoas irá fazê lo é a triste realidade da vida.
        No entanto é bem exprimir se e parabéns pelo post.
        Abraço

        • Lamentável que vc pense assim. Ter em mente esse raciocínio e desistir da vida, é se acostumar com com tudo e aceitar o que for. É o caso do bode russo. Só que isso aconteceu com pessoas e se estas não se revoltassem nada mudaria. Mas mudou!!!

  5. Olá Pessoal,
    Mesmo sendo um post antigo continua a conscientizar sobre exploração animal.
    Fiquei feliz de ter pesquisado sobre isso ANTES de ir para lá, pois estava na dúvida já que vi pessoas dizendo que há um só tratador por toda vida de um elefante, que da banho e comida e cuidam bem deles e que um depende do outro para sobreviver: o animal para ter cuidados e o cuidador para ter renda.
    Após pouca pesquisa sobre como é para os animais, torna-se impossivel concordar em apoiar tamanha crueldade, nem consegui ver os videos de tão tristes e impactantes que são.
    Graças a tecnologia cada dia mais acessível, espero que as pessoas se conscienteizem e que essas praticas sejam cada vez mais raras ao redor do mundo.

  6. Olá! Estou indo para a Tailândia em novembro deste ano. Sobre a experiência com os elefantes, vocês recomendam o Patara Elephant Farm, em Chiang Mai?

    • Oi Natalia

      Vi este post um pouco tarde hehe, estive na Tailandia ano passado e fui ao Patara Elephant Farm! Pesquisei muitooooooo sobre os passeios com elefantes e foi o unico que senti que poderia confiar , nao queria nenhum com cadeiras nos animais, nem eles fazem malabares ou coisas grotescas! No Patara você vira cuidador do elefante por um dia, coloca a roupa que os cuidadores usam e interage com eles, da comida, banho, brinca, e anda neles mas no pêlo mesmo!
      Lá é uma fazenda que resgata elefantes destes outros lugares que maltratam!
      Espero que tenha conseguido ir!

  7. é um país rico em cultura e paisagens, mas esta questão com elefantes é realmente muito triste. eu sou bem radical, pra mim turismo+animais selvagens= exploração.

  8. Amei seu blog, estou me formando em Turismo esse mês e fazendo minha monografia. Meu tema é Turismo x Vida animal , e adorei seu blog , de verdade. Muitos turistas não tem acesso a essas informações e acabam colaborando com a “indústria de maus tratos do turismo”. Estou abordando além de zoológicos e selfies com tigres, esse assunto de passeio com elefantes e seu blog me ajudou bastante. Espero que muitas pessoas possam dar uma passada aqui e ler o que aqui foi dito, é de grande importancia para quem pretende fazer esse tipo de turismo.
    Beijos

  9. Oi, Natália! Vou para Tailândia em Novembro e tenho devorado esse blog! É muito bom! Concordo com tudo que está escrito nesse post. Fico com uma dúvida.. tudo que leio sobre Chiang Mai e Chiang Rai geralmente é exatamente sobre esses passeios dos elefantes, das mulheres das argolas e dos tigres. Não quero fazer nada disso, sendo assim, você acha que vale ir para a parte Norte da Tailândia? Estou na dúvida porque quero conhecer também Laos, Camboja e Vietnã, por isso estou cortando tudo que não é super essencial!rs Obrigada!

    • Oi Carla, desculpa estar me metendo.. rss mas é por uma boa causa.

      Já fui algumas vezes à Tailândia e o norte é um dos meus locais preferidos da Ásia. 🙂 Tem muita coisa pra ver/fazer além desses tipos de passeios. Quando fui pela primeira vez, cheguei a fazer isso dos elefantes… pesquisei sobre empresas responsáveis e fui. Sem muita certeza se o que estava fazendo era legal ou não, rs. No fim das contas, a empresa pareceu correta (mas você nunca tera 100% de certeza msm… eles sempre podem maquiar legal pra parecer honestos perante os turistas :P).

      Mas não se limite a apenas isso: o norte possui templos incríveis, preços absurdamente convidativos, um povo super legal… na minha última visita, aluguei umas scooters por 5 dias e fiz o chamado Mae Hong Song looping, uma viagem de 5 dias pelo norte, visitando MUITOS lugares fodas e fora do eixo turistão. Recomendadíssimo!

      Fora essas cidades, tentaria incluir Pai também. Uma vila beem ao norte, já quase fronteira com o Myanmar e que tem uma aura meio hipponga com um night market super legal. Enfim, não corta o norte do teu roteiro não! É bem mais autêntico que as mega-exploradas praias do sul, preços melhores, comida boa e muita cultura tailandesa e budista pra absorver. Vale super a pena. 🙂

      • Oi, Pedro! Legal! Já coloquei de volta no roteiro 😀
        Para Pai você foi como?
        Deixa eu aproveitar para te fazer uma pergunta.. você foi ao Laos? Estou achando muito cara a passagem para lá.. e ir de ônibus de Chiang Rai vi que lega 17 horas! Em uma viagem apertada essas 17 horas ficam puxadas.. Estou decidindo ainda o que fazer..
        Obrigada pela resposta!

        • Opa!

          Pai foi a última cidade do looping que fiz no norte da Tailândia, portanto cheguei lá de moto. Mas desde de Chiang Mai tem umas vans/onibus que vão pra Pai… acho que demora umas 4h.

          E fui ao Laos, sim. Sai de Chiang Rai, peguei um barco pelo Mekong durante dois dias até Luang Prabang. Passei 26 dias no Laos… gostei do país, embora seus vizinhos Vietnã e Tailândia sejam mais legais na minha humilde opinião. 🙂

          Abraços.

      • Pedro, só um comentário: não existe passeio de elefante responsável. Por mais que a empresa pareça tratar bem os animais, eles já passaram por um processo de tortura para serem domesticados. Seja por essa empresa ou pelas pessoas que venderem o elefante para ela. Se eles estão aceitando as ordens humanas, é porque já sofreram tanto que não se atrevem mais a seguir a própria vontade. Sem falar na separação deles de seu grupo familiar (muito importante para os elefantes) e a chance dele ter sido traficado do mercado negro, o que está causando a extinção da espécie.

        Abraços!

        • Oxi. E tu num comentou no texto sobre o Elephant Nature Park? Eles não seria uma opção etica e responsável sobre esse tipo de passeio? 🙂

          • Não Pedro, eles não fazem passeios com elefantes. Eles são um parque que resgatam os elefantes justamente dessas empresas que fazem esses passeios e tentam reabilitá-los. As pessoas lá podem interagir com os animais, chegar perto, ver, tem até alguns programas de voluntariado para cuidar deles. É uma forma de chegar perto deles sem contribuir com esse tipo de passeio.

            Abraços!

          • Hummm… entendi. A empresa que fiz – esqueci o nome – se dizia também uma empresa estilo a Elephant Nature Park: resgatava animais de outras empresas. Não sei se realmente era verdade. Fomos pra uma fazenda meio longinho, ai a gente alimentava eles, brincava, tirava foto e talz. Depois tinha um passeiozim de 10 min na própria fazenda em cima deles, mas sem as cadeiras… sentados no lombo do animal (talvez essa seria a parte ruim da coisa?). Depois rolou um banho de rio e mais brincadeira com eles.

            Foi legal, e eles me ~garantiram~ que os animais não sofriam mal tratos. Como disse acima, não sei até que ponto isso era verdade ou não.

            Agora uma pergunta: o ENP resgata esse animais domesticados e… continua lucrando em cima deles? Digo: esses animais já não conseguem mais se readaptar à selva e talz… então eles continuam com esse tipo de atividade, mudando apenas de “dono”, cobrando 70$ (o tour mais barato) para visitar o “santuário”? Porque em uma breve olhada no site do ENP (tô no Nepal, internet hoje tá pior que discada, hahaha) é exatamente a mesma experiência que tive na outra fazenda que fui: banho no rio, alimentar os animais, ver como eles vivem… Com exceção do passeio no lombo, claro.

            Enfim, tratando-se de Tailândia, não duvido de nada. Não sei até que ponto essa ENP é significativamente diferente de outras empresas.

          • Ah, Pedro, é que do jeito que você falou pensei que fosse passeio com elefante mesmo, não um parque de reabilitação. Ai fica melhor, hahah! Olha, não sei te dizer se a ENP é super confiável, mas em geral tem uma boa reputação entre diversas organizações e na mídia. Como vc disse, 100% de certeza não dá para crer, mas é diferente você colocar os elefantes soltos em uma área de proteção e usá-los como burro de carga de turista, fazendo não sei quantos tours por dia. Acho que como você não fez o outro passeio não tem dimensão do mal trato que é… enfim, hoje eu só vou a atrações de animais se pesquisar muito sobre o tema antes e tiver certeza de que não há problema na atividade. Melhor prevenir, né?

            Abraços!

          • Obrigada, Pedro pelas super dicas 🙂
            Natália, obrigada também! Vou procurar saber mais sobre o ENP.
            Beijos!

    • Carla, fique com as dicas do Pedro. Eu preciso voltar para a Tailândia para buscar outras coisas que vão além desse turismo predatório. Mas sei que existem!

      Abraços

  10. Oi Natália, leio com frequência seu blog (pra mim um dos melhores!) mas acredito que nunca deixei um comentário.

    Vim parar nesse post após ler o “coisas que os turistas deveriam parar de fazer” e só posso dizer que depois desses 2 posts te admiro ainda mais!

    É impressionante como o ser humano faz as coisas sem pensar! Como a gente acha que pode comprar tudo com nosso dinheiro, sem se importar com o real custo que está por detrás das coisas.
    Quando comecei a viajar também cai numa dessas: o famoso, e polêmico, zoo de Lujan perto de Buenos Aires. Até hoje me sinto uma idiota por ter ido! Mas desde então presto muita atenção à esse tipo de coisa e também aos “zoos humanos”.
    É uma pena que tantos tenham que sofrer para que turistas possam satisfazer seus desejos.

    E também estou com você quanto à Tailândia. Ainda não fui pra lá, apesar da grande vontade, pois por algumas coisas que vejo na internet, sinto que me sentirei mal. Ano passado tive a oportunidade de ir, mas acabei trocando pela Austrália. Sem arrependimentos… rsrsrs

    Beijos e continue fazendo esses posts para alertar as pessoas.

  11. Neste momento estamos na Tailândia e ontem andamos de elefante. Na semana passada visitamos uma aldeia de long neck woman. Acompanho seu blog e acho que voce esta enganada em relaçao a Tailandia…realmente se dê a segunda chance que tanto promete ☺️ Ainda bem que os turistas podem dar algo para essas pessoas. Talvez se não fosse por nós, passariam fome… Sobre os elefantes: voce conhece o Edd? Ele é um criador e tivemos a oportunidade de pegar uma agencia mto bem recomendada pelo Tripadvisor. Só trabalham com o Edd. Vale a pena conhece-lo. Bjs e viva o turismo na Tailandia!

    • Olá Simone, uma pena que você não desistiu de realizar esses passeios que envolvem exploração animal e humana. E acho que você me entendeu mal, o problema não é com a Tailândia e sim com o turismo predatório em diversos países, em especial os de terceiro mundo.

      • Natália, vc tem razão. A maioria absoluta dos passeios com elefantes é degradante. Mas muito cuidado ao generalizar. Recomendo que conheça esta organização cuja a sede fica em Lampang, perto de Chiang Mai:

        http://www.thailandelephant.org/en/

        Na verdade, esta é a única organização que recomendo na Tailândia para ter contato com os elefantes. Não sou muito segura sobre essa outra que você citou na matéria. Falo isso porque ouvi maus relatos de pessoas locais.

        A Thai Elephant Conservation Center (TECC) têm um hospital para elefantes, um trabalho de anos de dedicação, atuam em fóruns internacionais em defesa da preservação da espécie, já salvaram milhares de elefantes, atuam denunciando maus-tratos aos animais.
        Fiz uma visita, conheci todo o funcionamento da entidade e vi de perto o tratamento aos animais. Foi maravilhoso, valeu muito a pena. Só fiz esse passeio porque pesquisei muito para não participar de qualquer atividade exploratória e degradante aos animais. Abraços.

        • Lilia, na verdade, eu não generalizo. Se você ver bem, no fim do post mesmo eu indico uma experiência com elefantes que vale a pena, o Elephant Nature Park. Porém, jamais subiria no lombo de um elefante outra vez porque já escutei dizer que eles podem ter problemas de coluna por isso a longo prazo.

          Abraços

    • Acho que podemos fazer um belo passeio sem fomentar a exploração de animais, racionais ou não.
      Dezembro eu irei com meu marido e filha. Vamos nos esbaldar, visitando templos, praias e lugares exóticos que é o que a Tailândia tem de melhor.

  12. Olá Natália,
    No momento a única forma que posso lhe agradecer por este post é através deste comentário, lhe dando o meu MUITO OBRIGADO!

    Estou procurando uma experiência positiva com estes belos animais e a primeira questão provavelmente não seria das melhores, vou com certeza visitar o Elephant Nature Park.

    Parabéns pelo trabalho.

    Abraço, Jefferson A. Silva

  13. Que legal saber que existe um lugar adequado pra ter uma experiência com elefantes, obrigada pela dica do Elephant Nature Park. Nao tive oportunidade de ir pra Chiang Mai, se um dia voltar pra Tailandia, passo lá com certeza. Me senti mto mal nos outros lugares desse país quando faziam “show” com bebe elefantes, fazendo eles se agacharem, sentarem, ouvi falar que isso é horrível pra eles porque não têm joelhos fortes para esses movimentos. Quanto aos tigres, os turistas não se enganem, eles são dopados todos os dias pra ficarem daquele jeito, é óbvio que não é da natureza deles ficarem deitados o tempo todo. Esse lado da Tailândia é de fato muito triste…impulsionado por nós, ocidentais que adoramos uma foto exótica.

    • Ei Samara! Sim, o Elephant Nature é um lugar ético para ficar perto de elefantes. Por sorte não vi o show dos bebês elefantes e nem fui ao parque dos tigres.

  14. Oi, pessoal,
    Estou planejando uma viagem para a Tailândia e acabo de ler todo o conteúdo de vocês a respeito. Muito obrigada e parabéns pelo trabalho que está realmente muito bem escrito e super útil para qualquer viajante! Estou buscando roteiros na Tailândia que fujam dos clichês turísticos. Achei muito interessante a dica do sleep aboard em Maya Bay e do Elephant Park. Vcs teriam recomendações de outras empresas ou lugares para visitar mais nessa linha que foge da rota turística tradicional?

    • Ei Priscila, um lugar que pode ser legal é Chiang Rai, ao norte de Chiang Mai. Nunca fui, mas fiquei com vontade. Fora isso, tem diversas praias que não são tão exploradas também. Ah, e não deixe Ayutthaya de fora!
      Abraços!

  15. Gostei imenso do seu post!! Também vive um experiência quase semelhante, na Tailândia!! Tour marcado, passeio pela Ilha, visitar buda, fazer o tour com os Elefantes, visitar templos. Estava tudo a correr bem até chegarmos ao tour com os Elefantes, mal estacionamos o carro estava um elefante bebe, preso a chorar e em total desespero. Por outro lado, estava um grupo a sair todos montados nos elefantes que não queriam andar, mas com chibatas la se puseram e pé e começaram o maravilhoso tour!!
    Mediante esse cenário triste e cruel, simplesmente decidimos que não queríamos fazer o tal tour e que aquele não era sítio para nós. Informamos o guia, que pela sua expressão achou que estávamos a ser ridículas visto que já estava pago!!
    Infelizmente, a procura de experiências por um lado, e o lucro a todo custo tem remetido a ética e os valores para de baixo do tapete. E a única forma de contornar esta situação, e muitas outras por este mundo a fora e com a divulgação em massa destas crueldades, e apoiar e promover turismo sustentável!!

    • Olá Flor! Que bom que você percebeu antes do passeio, e não depois! Agora que estamos informados não caímos mais nesse tipo de coisa. Obrigada por comentar e volte sempre!

  16. Nossa, isso me lembra a minha visita a um curtume no Marrocos. É óbvio que um curtume não seria um lugar legal, mas eu, inocente, logo pensei nas fotos lindas e coloridas que iria tirar. Parecia uma ótima ideia quando o guia ofereceu, só que o passeio foi um pesadelo. Basicamente, vimos pessoas trabalhando em uma situação totalmente degradante (incluindo crianças), enfiados no meio de tanques com um cheiro podre (pra gente não vomitar com cheiro, os guias davam um tanto de hortelã para por no nariz!) e brigando por uma gorjeta dos turistas que tiravam fotos. Eu me senti tão babaca quanto um gringo que faz um “safari” em uma favela do Rio.

    • Bom dia

      Passei 3 dias em Chiang Mai e comprei o tour que incluia a visita a uma quinta de orquídeas, passeio de elefante, visita às tribos das mulheres girafa e aos tigres.

      Eu e o meu marido fomos por conta própria aos tigres, porque como era uma coisa que queriamos muito, quissemos almoçar lá e estar nas calmas, sem horas marcadas.

      No dia seguinte, fizemos o tour completo e foi a maior desilução que tive em toda a viagem, não recomendo minimamente,

      Os elefantes são super maltratados, têm imensas marcas e estão sempre a ser agredidos, fica-se mesmo com muita pena.

      o meu tour não tinha incluído o espectáculo dos elefantes, porque ver elefantes a pintar, jogar à bola e a dançar para mim não era minimamente apelativo. No entanto, a maior parte das pessoas que iam na minha tour tinham incluído e a guia ofereceu-nos a possibilidade de ver, e claro não recusamos porque era o único lugar com sombra onde nos podiamos sentar.

      o espectáculo é simplesmente deprimente, os elefantes choram imenso antes de entrarem para a arena e estão sempre a ser picados pelo tratador, para terem uma ideia, pediram a duas pessoas para irem participar no espectáculo e ninguém se levantou nem niguém deu dinheiro ao elefante no final.

      Eu já tinha andado de elefante em ayutthaya, tour que se compra em banguecoque, e esse sim vale muito a pena, os elefantes estão enfeitados e bem tratados e dão uma voltinha de 10 minutos, sim é turístico, mas acaba por ser muito mais natural que andar na selva e rio e onde se assiste às agressões do animal.

      A diferença é mesmo no percurso, em ayutthaya o piso é bom e o percurso é pequenino, a meio do caminho, após 5 minutos de caminhada, o elefante é refrescado com uma mangueira e é-lhe dado água fresca, na selva, o percurso é terrível, e muitas vezes eles choram.

      Visitar as mulheres girafa é também algo deprimente,é claro que não vamos visitar o jardim zoológico, são seres humanos e merecem respeito, mas na verdade não se dão elas mesmas ao respeito mas sim ao comércio.

      Estão sempre a esconder-se da máquina a menos que lhe paguem ou comprem artesanato, eu sei que esta visão é polémica, mas a velha máxima na Tailândia é “no money, no honey” e o que mais me chocou foi aplicar-se também a uma tribo.

      Sinceramente fiquei na dúvida em que condições elas vivam, tÊm barracas de artesanato e uma cabanas, mas é algo tão turístico que não sei até que ponto elas vivem mesmo ali ou se é algo encenado.

      Odiei esta tour, cada um deve ter mesmo a sua própria experiência, mas penso que os turistas não deviam fomentar estas práticas.

      Apesar de visitar e estar com os tigres, também seja algo que mexe muito com a nossa consciência, pelo menos, vê-se perfeitamente que estão super bem tratados e têm uma relação de amizade com os tratadores.

    • Ei Taís! Como vai? haha foi bem isso que aconteceu com a gente. Pensamos mais nas fotos que no que aquilo representava na hora. Mas que bom que agora eu já fico avisada pra quando eu for ao Marrocos! =)

      Abraços!

  17. Também tive a mesma experiência na Índia. Fiz um passeio que parecia legal e inocente. Quando subi no elefante, por um momento achei muito divertido e quando comecei a observar e questionar o olhar triste dos animais. Senti com um aperto no perto seguido de questionamentos que carrego até hoje. O momento ápice foi quando vi o guia do elefante metendo um objeto pontiagudo perto da região da orelha. Aquilo pra mim foi uma tortura na alma, especialmente por conta de ter ido a Índia numa viagem em busca de espiritualidade. Realmente não sabia que a tortura era tão maior do que eu tive o desprazer em presencia.
    Depois disso, me recuso a ir até aos zoológicos. Falta de ética e de consciência existe em qualquer lugar no mundo. O mundo todo vem avançando bastante nas questões dos direitos dos animais, pena que é um avançar lento, especialmente pela falta de consciência e mentalidade egoísta de grande parte da população mundial.
    Sou apaixonada pela Índia, assim como pelo Brasil, e nunca deixarei de ser, pois para mim todo pais tem sua beleza, assim como também tem sua feiura. Apesar de ter sido uma experiência horrível, tenho gratidão por e
    la, pois me fez fortalecer princípios e promover uma consciência ética diante dos animais.
    A busca pela sabedoria e felicidade são as razões das minhas internas peregrinações quando me jogo pelo mundo.

    Parabéns aos três pelas postagens do blog! Aprendo muito com vocês e aprecio bastante o conteúdo riquíssimo e as experiencias compartilhadas.

    • Nossa Clara, pelo menos ninguém bateu nos elefantes na nossa frente. Até tratavam eles bem. Senão o arrependimento teria batido ali mesmo. Pelo menos você conseguiu tirar coisas boas da sua experiência.

      abraços!

  18. Fui para Tailândia em Novembro e procurei uma empresa ética para fazer esse tipo de passeio. O que me restava era acreditar… mas, pelo que vi, de fato, eles fazem um trabalho semelhante ao Elephant Nature Park – não fomos nesse porque não tinha mais vagas. Os elefantes ficam soltos em uma fazenda, não há cadeiras para sentar nas costas deles (isso me pareceu mais interessante do que aquela estrutura que colocam e, acho, deve machucar mais o pobre do animal) e o guia explicou como funcionava o treinamento deles.

    Abraços.

    PS1: A propósito, tenho um roteiro de uma viagem que to pensando para o próximo ano. Entrei na página de contato com vocês e lá diz que vocês não leem os emails com tanta frequência… entao, pergunto: em que post coloco isso? Porque longe de mim querer bagunçar o site alheio. hehehe 😉

    • Bom saber que têm mais opções de empresas éticas que trabalham com elefantes, Pedro.

      PS: Você pode deixar em algum post relacionado com o tema que procura. Por exemplo, sobre alguma cidade do seu roteiro ou sobre planejamento de roteiros. Se não tiver, pode deixar em um post aleatório. haha

      Abraços!

    • Olá Pessoal. Estou indo para a Tailândia e com certeza não quero cair nessa fria. Na época em que comprei a passagem, eu vi esse post e entrei no site do Elephant Nature Park. Mas agora que está mais perto o site está fora do ar… Vocês sabem de alguma dica de outro parque?

      • Ei Isabela, infelizmente não conheço outro! Será que o site não está com algum problema temporário? Acho que você ainda pode visitar o parque.
        Abraços

      • Ja fui pra Tailândia algumas vezes e em todas foi basicamente muito ônibus (tanto dentro da cidade quanto entre cidades), tuk-tuk (sempre que ia pra parada de onibus conhecia gente que ia pro
        mesmo destino e ai compartilhavamos o tuk-tuk) e raramente taxi com taximetro. 🙂

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