O que fazer em Londres: roteiro de 5 dias (ou mais)

O que fazer em Londres: roteiro de 5 dias (ou mais)

Londres, ah, Londres. Minha cidade favorita neste mundão. Já estive lá por três vezes e pretendo seguir voltando sempre que puder, porque a capital inglesa é daqueles lugares em que não faltam coisas para fazer e sempre há uma atração nova e um bairro que está bombando. Ou então o mesmo charme de sempre, que atrai o retorno. Apesar de aqui no blog já termos diversos posts sobre a cidade, como as principais atrações turísticas, dicas de qual bairro se hospedar e muito mais, nunca tínhamos feito um roteiro certinho sobre o que fazer em Londres.

Leia todos os nossos posts sobre Londres

A sugestão de cinco dias na cidade é o que consideramos o mínimo necessário para uma primeira vez por lá. Claro, se você tiver menos tempo (um pecado), escolha as sugestões segundo a quantidade de dias disponível. E se você for um felizardo/a e tiver mais tempo, tanto ao longo do texto, quanto no final, dou algumas ideias extras do que fazer. No mais, prepare o sapato mais confortável que tiver e se jogue nas ruas, pubs e atrações de Londres. Lembrando que o metrô é tão bom que se tiver muito cansado, sempre tem esse atalho – ou você pegar um busão de dois andares, claro.

Dia 1

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Pegue um metrô até a estação Waterloo e na saída caminhe em direção ao Southbank Centre, um complexo artístico que fica na beira do rio Tâmisa e é super movimentado. É a partir dali que você vai ter uma das vistas mais clássicas de Londres. Siga caminhando pela Queen’s Walk e aproveite para tirar bastante fotos. Desse lado do rio fica a London Eye. A atração é cara, mas imperdível para quem gosta de ver cidades do alto: é uma das vistas mais bonitas de Londres. Eu fiz questão de ir, o Rafa e a Naty preferiram não pagar, fica a gosto de cada um. Se você escolher fazer como eu, sugiro que evite as filas e compre o ingresso pela internet.

Depois, siga até a Westminster Bridge e cruze em direção ao clássico Big Ben. A torre e o relógio mais famosos do mundo fazem parte do Parlamento Britânico. É possível fazer visitas guiadas ao parlamento (eu nunca fiz), basta checar no site oficial os tours disponíveis: as datas são limitadas. Também é por ali que fica a Westminster Abbey, a igreja mais importante da cidade, onde acontecem as cerimônias reais. A entrada é paga, mas dá para tirar fotos só do lado de fora, se você não fizer tanta questão.

Dali, siga pelo agradável St. James Park até The Mall, uma avenida linda, com árvores dos dois lados, que leva até o Palácio de Buckingham. Acredite, não vale a pena voltar lá para ver a troca da guarda – essa é uma das piores pegadinhas para turista que se tem notícia. Mas, se fizer questão, confira o horário certinho no site oficial.

Siga pela The Mall em direção a Trafalgar Square. Por ali também ficam o Museu dos Gabinetes de Guerra de Churchill (se você quiser visitar, essa á a chance, mas terá que cortar outra atração do roteiro), Downing Street, onde a primeira ministra britânica trabalha, e o quartel dos cavaleiros – onde há uma troca da guarda mais legal e menos cheia do que aquela oficial, a Horse Guards Parade, às 11h.

Na Trafalgar Square, não deixe de ir na escadaria da National Gallery, um museu cheio de quadros importantes, e tirar uma foto da praça e dos leões. Ta aí mais um museu que você tem que ter mais dias para visitar (ou sacrificar outros lugares do roteiro).

Caminhe (ou pegue transporte público) até Covent Garden, um mercado muito fofo, que tem opções de comida e lojas. É especialmente lindo na época do natal. Se ainda não tiver parado para almoçar em outro canto, ali há várias opções (um pouco mais caras). Se já tiver comido no caminho, não deixe de comprar os deliciosos Ben’s Cookies – há outros endereços na cidade.

Dali, você pode caminhar um pouco pelos teatros e em direção ao Soho, um bairro que mistura pubs e a Chinatown de Londres. Por fim, encontre um pub no Soho para terminar o dia. Eu gostei bastante de conhecer o Brewdog.

Dia 2

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Comece o dia na Torre de Londres – basta descer no metrô Tower Hill. A visita dura pelo menos duas horas, mas vale muito a pena conhecer o castelo por dentro. Você pode ler nosso post sobre a atração aqui. Dali, siga (e tire muitas fotos) para a Tower Bridge, a ponte mais clássica da cidade. A vista do outro lado do Tâmisa e seus prédios envidraçados é do centro financeiro e comercial da cidade. Sobre a Tower Bridge, é possível fazer também uma visita ao ponto mais alto da ponte, e descobrir mais sobre a história e o funcionamento dela. Já contei como é o passeio aqui, mas sugiro que você deixe para outra oportunidade.

Siga então caminhando entre os prédios altos, de olho na vista do rio, para a próxima parada, que é o Borough Market. Na verdade o mercado só abre de segunda a sábado, mas é só de quarta a sábado que tem todas as barraquinhas funcionando – infelizmente, estive em Londres pouco depois dos atentados e estava tudo fechado. Depois, volte para a beira do rio e siga sua caminhada pelo Tâmisa, até o teatro Shakespeare Globe, o museu Tate Modern e a ponte, a Millennium Bridge. Você pode escolher entrar numa dessas atrações ou cruzar a ponte e ir para a Catedral de St Paul.

Ainda nessa região, dá para visitar o Sky Garden, um jardim no topo de um prédio: é gratuito, mas é preciso reservar o horário. Outra sugestão para o fim do dia é seguir para Brick Lane, uma rua famosa da região de Shoredich, cheia de brechós, barraquinhas de comida e gente descolada. É especialmente movimentado no sábado.

Dia 3

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Comece o dia no British Museum, que é gratuito e tem uma coleção para lá de impressionante de artefatos históricos do mundo inteiro. É um museu enorme e você pode facilmente gastar quase um dia ali, mas dá também para fazer uma visita mais curtinha, de até duas horas, e escolher as alas que você considerar mais interessantes.

Depois da visita, siga pelas agradáveis ruas do bairro até a King’s Cross. Sinceramente, quem não é fã de Harry Potter pode pular essa parte. Se você fizer questão, é dentro da estação, no átrio, que fica o carrinho com a metade “para dentro” da parede, a Plataforma 9 3/4. Prepare-se para uma fila para conseguir sua foto.

A próxima parada, no entanto, é para quem curte compras ou apenas gosta de ver o movimento da cidade. Pegue um metrô (ou, se estiver saindo diretamente do Museu Britânico, dá para ir caminhando) até a Oxford Street, a famosa rua de lojas em Londres. Caminhe pela rua, faça compras ou não, e não deixe de ir até a Oxford Circus, o ponto onde a Oxford St. encontra a Regent St. Outro lugar legal de ver por ali é a Carnaby Street, hoje um quarteirão cheio de casas coloridas e lojas famosas.

Em seguida, pegue um metrô até a estação Baker Street, onde, você já pode imaginar, fica a casa em que moraria o personagem Sherlock Holmes. Há um museu, que é uma  pequena atração, mas bastante simpática. Dali você pode pegar o metrô novamente (para a estação St. John’s Wood) ou caminhar dois km até a Abbey Road, onde ficam os estúdios em que os Beatles gravavam e a famosa faixa de pedestres da capa da disco com o nome da rua.

Dia 4

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Comece o dia no Hyde Park / Kensington Gardens, dois parques adjacentes que formam uma das maiores áreas verdes da cidade, com um grande lago no centro e algumas atrações internas, como as galerias de arte Serpentine, um playground, memorial para a Princesa Diana, estátuas e o Palácio de Kensington, residência oficial do Principe Willian e sua família.

Sugiro que você faça o passeio no seu tempo, mas comece numa das estações no norte do parque: Queensway, Lancaster Gate ou Marble Arch. Isso porque, depois de cruzar o parque, você chega na parte sul, onde há três opções de museus para escolher, todos gratuitos (ou os três, se você só quiser dar uma olhada muito rápida).

O Museu de História Natural, que tem até ossadas de dinossauros; o Museu de Ciências, que tem aquelas atrações interativas para ajudar a entender melhor do assunto; e o Victoria and Albert Museum, cuja a coleção permanente de arte e design é gratuita, mas as exposições incríveis que eles montam são pagas e você COM CERTEZA precisa comprar com antecedência – no momento, está tendo uma do Pink Floyd.

Se sobrar tempo, dá para passear no famoso bairro de Notting Hill, ou ficar circulando ali por Kensington e suas casas lindas mesmo.

Dia 5

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Se você é fã de Harry Potter, reserve esse dia para fazer o passeio do Estúdio Tour. Lembre-se que é preciso comprar com antecedência e como os estúdios ficam fora da cidade, o passeio vai ocupar boa parte do seu dia, mesmo que você escolha a primeira entrada do dia no estúdio. Eu já escrevi um post e fiz um vídeo sobre o passeio, você pode ler aqui.

Se sobrar tempo, ou se você não for aos Estúdios, a dica é explorar Camden Town. Esse é um dos meus bairros favoritos em Londres. Lá você encontra diversos mercados de rua e lojas com tudo o que você imaginar, além de feirinha com comidas do mundo inteiro e alguns dos pubs mais legais que já conheci. Também temos um post inteiro sobre Camden Town.

O que fazer em Londres: outras opções

No mais, se alguma das opções citadas não te agradou, lembre-se de que não falta o que fazer em Londres. Além dessas sugestões para um roteiro de cinco dias, Londres é uma cidade com diversos museus – vários que eu já citei aqui no post, além de outros muito legais, como o Imperial War Museum. Além claro, do charme que é apenas andar pelas ruas dos diferentes bairros ou aproveitar o dia num dos parques da cidade.

Crédito imagens: Shutterstock

Sou jornalista, tenho 29 anos e moro no Porto, Portugal, quando não estou viajando. Eu já larguei meu emprego três vezes para viajar e finalmente encontrei uma profissão que me permite "morar no aeroporto". Já tive casa em quatro países diferentes, dei a volta ao mundo e cumpri minha meta de visitar 30 países antes dos 30. Mas o mundo é muito maior e, se puder, quero conhecer cada canto dele e inspirar vocês a fazer o mesmo. Siga @afluiza no Instagram

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