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Atlas: Argentina

Como viajar para a Argentina

Nossa vizinha, a Argentina, é um excelente destino turístico – com ou sem crise. Seja para passear um final de semana pelas ruas de Buenos Aires, ir às vinícolas em Mendoza ou ver as belezas naturais na Patagônia, uma coisa é certa: vale a pena conhecer a terra dos hermanos. Nesse post você confere um passo a passo com dicas para planejar sua viagem ao país

Leia também: O que fazer em Buenos Aires

Como chegar na Argentina

A Argentina é provavelmente o destino internacional mais fácil de ser alcançado pelos brasileiros. Várias cias aéreas fazem o percurso Brasil – Buenos Aires. Além disso, também temos voos diretos para Córdoba. Os demais destinos têm escala. As empresas aéreas que fazem os principais trechos são: Lan/Tam, Gol, Aerolíneas Argentinas, Qatar, Taca/Avianca e Turkish. Também é possível encontrar voos da Emirates, British e Luftansa, mas em geral são bem mais raros e caros. Sobre a Turkish, ela começou a operar o trecho São Paulo- Buenos Aires recentemente e, por isso, está oferecendo preços ótimos, além de ter um alto padrão de qualidade.

Veja também: Por que contratar um seguro de viagem para a Argentina e como garantir um com boa cobertura (e com desconto)

Quem quiser também pode ir de ônibus. A Pluma e a Crucero do Norte fazem o trajeto. São umas 30 horas de viagem e custa entre 200 a 300 reais.  Também é possível chegar na Argentina de carro. Esse blog aqui dá dicas para quem quer se aventurar dirigindo para a terra dos hermanos.

Visto

Para quem fica até 90 dias, basta a carteira de identidade em bom estado de conservação e com foto recente para entrar na Argentina. Quando você entrar no país, eles irão te entregar um papelzinho que você tem que devolver na saída. Porém, uma amiga que estava comigo usou a identidade e a moça da imigração simplesmente não deu nenhum papel para ela. Resultado: na saída, essa amiga teve que pagar multa, sem contar o trabalho e o estresse, por conta da falta do papel. Então, caso você tenha passaporte, use-o para entrar na Argentina, evitando problemas (não que seja comum, mas vai que acontece, né?). Caso você entre usando só a carteira de identidade, não se esqueça do tal papel.

Idioma

O espanhol da Argentina, apesar do sotaque característico que troca várias letras por um som de “ch”, é bem fácil de ser compreendido pelos falantes de portunhol. Por causa da proximidade e do grande fluxo de turistas, a comunicação não é um problema para brasileiros.

Fuso Horário

A Argentina tem o mesmo fuso horário que o Brasil, ou seja, GTM -3.

Eletricidade

A voltagem por lá é 200V. Se for levar equipamentos eletrônicos, tenha certeza de que eles são bivolts, ou você corre o risco de danificar seus produtos. A tomada deles também é diferente da nossa, então um adaptador universal é necessário. Precisei comprar lá em Buenos Aires e custei para achar uma loja na Rua Florida, no centro, que vendia. Paguei 30 pesos (15 reais) num adaptador bem vagabundinho.

Telefonia e internet

O código de telefone é o +54.  Internet e telefone podem ser encontrados por todos os lados, nos chamados locutórios. Com cara de lojinha de conveniência, esses locais têm cabines que fazem chamadas internacionais baratinhas. Alguns locutórios também funcionam como LAN house. Além disso, se você estiver em Buenos Aires, é facílimo achar restaurantes, bares e cafés com wi-fi liberado.

Intercâmbio na Argentina - Buenos Aires 2

Moeda

O Peso Argentino (ARS) está bastante desvalorizado, por causa da crise que o país enfrenta. A taxa de conversão está em torno de 0,38 centavos (pesquisado em abril/2013). Ou seja, 1 real vale cerca de 2,60 pesos argentinos. E 1 dólar vale 5,40 pesos.

Você pode trocar o dinheiro aqui no Brasil mesmo ou deixar para trocar numa casa de câmbio (confiável, por favor hein! Nada de entrar em qualquer buraco para trocar seu dinheiro) lá em Buenos Aires.

Não são todos os lugares que aceitam cartão de crédito em Buenos Aires. Pode acontecer de restaurantes ou lojas recusarem cartões, então recomendo fortemente que você carregue algum dinheiro e evite problemas.

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Gasto Médio

Com a crise, gastos com alimentação e hospedagem na Argentina caíram um pouco. Estou baseando essa conta em Buenos Aires. Ao mesmo tempo, fazer compras lá já não é mais um negócio vantajoso como era antigamente. Até o preço dos famosos alfajores está sofrendo altas por conta da inflação.

Um viajante econômico, do tipo que fica em hostel (pode ser de quarto privativo), come em restaurantes legais, toma vinho e pega alguns taxis gasta uma média de 50 dólares por dia. Passei um final de semana lá nesse esquema, em março de 2013,  e meu gasto total foi de 250 reais, sem passar aperto e nem ficar economizando (ou esbanjando). Porém, se você estiver indo para Bariloche em alta temporada, por exemplo, espere gastar mais.

Golpes e segurança na Argentina

Muita gente já ouviu falar sobre os famosos golpes dos taxistas e das notas falsas. Trata-se de um golpe muito comum: o taxista devolve o troco em notas falsas, ou te conta sobre o golpe e pede para ver seu dinheiro e, sem que você perceba, troca seu dinheiro por notas falsas. Enfim, ao pegar taxis, confira se eles têm uma identificação de certificado pelo governo. Ainda assim, tenha sempre dinheiro trocado para evitar confusões com o troco que podem te levar a ser enganado. E principalmente, não mostre seu dinheiro para ninguém e tome muito cuidado com casas de câmbio e até mesmo caixas eletrônicos. Qualquer problema, chame a polícia e faça escândalo. Esse site enumerou 5 golpes comuns em Buenos Aires. Leia antes de sair de casa.

Também é bom tomar cuidado com batedores de carteira. Em aglomerações, como o metrô, eles conseguem tirar celulares de bolsas sem que ninguém perceba. Então é preciso ficar o tempo todo  atento não só aos seus pertences, mas também às pessoas que estiverem perto de você.

Circulando pelo país

As opções para circular pela Argentina são avião, ônibus, trem ou carro. Avião é a opção mais rápida e fácil, mas também, claro, a mais cara. Existem alguns relatos interessantes de outros blogueiros para quem quer tentar ônibus, trem ou carro numa viagem pela Argentina.


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Luiza Antunes

Sou jornalista, tenho 30 anos e moro no Porto, Portugal, quando não estou viajando. Eu já larguei meu emprego três vezes para viajar e finalmente encontrei uma profissão que me permite "morar no aeroporto". Já tive casa em quatro países diferentes, dei a volta ao mundo e cumpri minha meta de visitar 30 países antes dos 30. Mas o mundo é muito maior e, se puder, quero conhecer cada canto dele e inspirar vocês a fazer o mesmo. Siga @afluiza no Instagram

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79 comentários sobre o texto “Como viajar para a Argentina

  1. ola luiza então, eu quero muito viajar para a argentina para o programa de estudo de medicina, e queria saber se você teria umas dicas para passar mais tempo (o curso dura 6 anos) e se é possivel esse tempo todo, e se puder me dar uma dica de como não gastar muito ja que vais ser minha primeira viajem

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