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Guia de alimentação para frescos

Vou confessar uma coisa: nós, do 360meridianos, somos frescos para comer. Talvez algumas pessoas discordem disso. Por exemplo, minhas irmãs, que no Chile ficaram horrorizadas com o muquifo que tivemos coragem de nos meter e comer, que tinha baratas no mesmo ambiente (não no prato, claro). Mas calma, o nosso tipo de frescura é uma frescura diferente: temos dificuldade com comida diferente.

Se for para nos colocar numa escala, a Naty é a mais fresca, eu sou a vice e o Rafa é o lanterninha, porque ele é mais esforçado do que a gente. Nossa frescura alimentícia, somada ao pouco talento com as panelas, fez com que nossa base alimentar na Índia fosse, por exemplo, pão com queijo. Com a variação no almoço de pão com queijo, nuggets e cebola. Era isso, ou comer na barraquinha de rua do lado do escritório – isso sim era nojento, viu irmãs?


Vendedor fazendo chapati na Índia

Na Índia, nosso problema era com pimenta e massala em excesso. Mesmo quando a comida não era apimentada, grandes eram as chances dela vir com esse tempero que tem gosto similar, porem mais forte, do que o curry. Tem gente que adora, mas com a gente foi detestamento à primeira vista + intolerância à sabores picantes. A Naty, por exemplo, não come nem catchup apimentado.

Talvez você, como nós, seja fresco para comer. Então separamos algumas dicas pró-frescos que viajam pelo mundo. Afinal, dá para comer bem sem deixar (um pouco) da frescura de lado.

Tolerância

Vou começar com a polêmica, porque é mais interessante. Você fresco, como eu, terá que aprender a ser mais tolerante com a sua frescura. Isso porque, como diria a sua mãe, como você saberá que não gosta de algo se não provar? Eu não comia a comida da Índia tradicional todos os dias, porque não gostei. Mas experimentei tudo que pude. Mesmo sabendo que seria apimentado e chorando de dor.

momos_nepal

Fiz o mesmo na Malásia, Tailândia, Peru, etc. E descobri algumas coisas que gostava nessas culinárias. Foi só provando que soube que frango afegão e bolinhos nepaleses (momos, na foto acima) são uma delícia. Afinal, mesmo sendo uma fresca de carteirinha, sei que a culinária é uma parte importantíssima da cultura dos países que visito e não posso deixar de tentar. Então, segure o nojinho e tente provar o que te oferecem (tenha um lenço  e aprenda a fazer cara de que gostou, mesmo quando quiser vomitar a comida).

Identifique o que te salva

Você já provou de tudo um pouco e descobriu o que seu paladar de fresco tolera ou não? Então hora da parte dois: lembre o nome das comidas que você curte e sempre veja se o cardápio tem opções básicas, como macarrão. Depois que a fase de trabalho terminou na Índia, passamos para a fase de viagens, o que não permitia mais comermos pão com queijo (amém, senhor!). Durante as viagens, sempre ficávamos atentos se os restaurantes que entrávamos tinham opções de comida chinesa (sem pimenta) ou ocidental. Ou seja, comi muito fried rice (arroz frito) com legumes, noodles com legumes (tipo yakisoba), macarrão com queijo e, claro, fast food – porque às vezes o Mc da alegria e do amor é a única salvação no momento de fome (isso se você não for do tipo de fresco que não come hambúrguer, claro).

Arroz com frango - prato chinês na Malásia

Ingredientes problemáticos

Eu não como presunto. Do apresuntado ao de Parma. Não adianta, não desce de jeito nenhum. Esse é o alimento que eu me dou ao trabalho de ficar separando da comida, quando tenho a infelicidade dele aparecer. Porém, acabei aprendendo a comer outras coisas, como cebola (que antes eu odiava e hoje como feliz) e azeitonas. Porém, sou alérgica a abacaxi. Se você bater um suco no mesmo recipiente que antes tinha abacaxi, é capaz de eu passar mal. O que tirar disso tudo: sempre fique atento às descrições do menu. Quando isso não estiver claro, converse com o garçom. Isso nem sempre dá certo, mas nós, frescos, sabemos o valor de tentar eliminar aquela azeitona da empada.

*Imagem Destacada: Wikimedia Commons

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Autor

  • Luiza Antunes

    Sou jornalista, tenho 34 anos e atualmente moro na Inglaterra, quando não estou viajando. Já tive casa nos Estados Unidos, Índia, Portugal e Alemanha, e visitei mais de 45 países pelo mundo afora. Além de escrever, sempre invento um hobbie novo: aquarela, costura, yoga... Siga minhas viagens em @afluiza no Instagram.


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Luiza Antunes

Sou jornalista, tenho 34 anos e atualmente moro na Inglaterra, quando não estou viajando. Já tive casa nos Estados Unidos, Índia, Portugal e Alemanha, e visitei mais de 45 países pelo mundo afora. Além de escrever, sempre invento um hobbie novo: aquarela, costura, yoga... Siga minhas viagens em @afluiza no Instagram.

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14 comentários sobre o texto “Guia de alimentação para frescos

  1. comi percebes e caracois, em portugal, e achei gostoso!
    essa fruta do video vende aqui no mercadão do centro de sp, e ñ tem gosto de nd!
    adoro uma experiencia gastronomica, (tirando o camarão, que até gosto, problema é que me dá reverterio)

    1. Acho muito triste alergia a camarão, mas pelo menos você gosta de se aventurar por outras comidas e tem a chance de tentar achar algo tão bom quanto.

      1. fui recentemente no alergista, fiz um exame, e comprovou que tenho alergia a proteina do camarão, a tropomiosina, tb encontrada na barata!
        ñ posso + comer camarões e brincar c/ baratas! : (

  2. Viajar e não se aventurar com comida não conta! Eu adoraria ter a opção de pão com queijo na China, mas aqui ele é caro pacas! hahaha

    Logo como na barraquinha na frente do trabalho todo o dia! Inclusive, hoje eu comi uma variação bem parecida desse bolinho nepales, mas aqui na China se chama Bao Zi.

    1. Ei Francesco,

      Eu achei pão de queijo em Hong Kong, vale? Acho que foram 6 dólares cada, hahah

      A barraquinha em frente ao trabalho é tão suja quanto a da China ou parece mais as nossas brasileiras? Vou colocar esse Bao Zi na lista de comidas para experimentar. Em geral, eu comia bastante comida chinesa na Ásia.

      bjs

  3. Também sou fresca e quando viajo assumo a postura “desbravadora de culturas” e tento pelo menos experimentar de tudo. O problema é quando o seu corpo não responde bem às aventuras, mesmo você apenas experimentando.
    Passei um mês de rainha em El Salvador porque decidi experimentar tudo o que me ofereciam. Meu estômago companheiro não aguentou por não estar acostumado e peguei um infecção alimentar daquelas bem bonitas (só que não).
    Então minha dica é: experimente sim, mas vá devagar. Uma coisa aqui, outra ali e você descobre o que curte. Se for querer fazer imersão e experimentar tudo de primeira pode acabar que nem eu 🙁

    1. Gabi, eu tb sou assim, além de fresca, ainda passo mal muito fácil. Então comigo todo cuidado é pouco e eu sempre olho para a comida mais desconfiada!

  4. 6 meses de pão e queijo ninguém merece! Nem 3 mineiros. Eu AMO comida indiana e passei muito bem lá. Essa viagem é uma das que mais me traz lembranças gastronômicas boas, mas a comida realmente é cheia de personalidade, digamos assim. Eu já vim feita para viagem. Sou boa de garfo e como qualquer coisa e (quase) em qualquer espelunca, sem problema algum. O meu marido idem. Em alguns lugares que já visitei a culinária não era nada especial, mas não me lembro de ter passado perrengue por simplesmente detestar a comida, os temperos, etc. Meu problema é o oposto. Tenho medo de passar mal porque eu acabo provando de tudo, encaro comer em qualquer lugar e nem sempre isso é bom.

  5. Meu problema é com texturas. Encaro coisas exóticas e tal, mas comi com nojo (confesso) ostras. Isso sem falar em cogumelo que não como. Também não gosto de coisas meio molengas como gelatinas. Eu era bemmmmmm chata para comida, hoje encaro quase tudo que não tenha muita pimenta e textura. hahaha

    1. Nossa Fernanda, você descreveu o meu paladar! Textura em geral é meu maior problema. Pimenta também. Fora isso, a gente vai contornando…hehe

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