Mercado Central de BH: ponto de encontro mineiro

Eu sou fã de mercados. Sempre que viajo dou um jeito de visitar o mercado público ou as feiras de rua da cidade. Adoro sentir o cheiro das comidas típicas, ver os moradores da cidade fazendo a feira, as cores das frutas da estação e os gritos dos vendedores. E, mesmo depois de visitar vários mercados nesse mundão afora, um dos meus favoritos continua sendo aquele que eu frequento desde criança: o Mercado Central de BH. Mas o que tem de mais lá?

Inaugurado em 1929, o Mercado não fica, nem de longe, em um prédio tão bonito quanto o do famoso Mercadão de São Paulo. Ainda assim, não troco meu favoritismo por nada. Com mais de 400 lojas que vendem de tudo que você imaginar, desde frutas, queijos e doces típicos até ervas, panelas, temperos e artesanato tradicional, o mercado de BH consegue ser turístico sem perder aquele charme de lugar para fazer as compras da semana.

Doce de Leite no Mercado Central de BH

Doce de Goiaba e Mocotó

Os belorizontinos sabem que tem coisa que você só encontra ali. Ou que o mercado é o melhor lugar da cidade pra comprar certos produtos. Sempre que queremos queijos, doce de leite, goiabada, pimenta, cachaça e outros produtos bem mineiros, é para lá que corremos. E a cada corredor que a gente atravessa, mudam as cores e os cheiros.

Pimentas no Mercado Central de BH

Artesanato no Mercado Central de BH

Mas não é só na hora de preparar o almoço de domingo que a gente se lembra do mercado. Ele é também um dos pontos de encontro mais tradicionais da cidade. Quer fazer um programa típico em Belo Horizonte? Então vai tomar uma cerveja em um dos bares que ficam lá dentro. E peça um bife de fígado com jiló para acompanhar. Pronto, já pode tirar sua carteirinha de mineiro depois dessa.

Dois dos campeões consagrados do concurso Comida di Buteco ficam dentro do Mercado Central. O primeiro é o Casa Cheia, que tirou o primeiro lugar em 2005 com o prato Mineirinho Valente. Em 2008, ficou em quarto com as deliciosas Almôndegas Exóticas (de carne de sol recheadas com abóbora e queijo ao creme, super recomendadas). Em 2012, foi vice com o Nas Tranças da Imaginação. Todos esses pratos ainda estão no cardápio, então dá para você descobrir as delícias dos concursos passados.

Almôndegas Exóticas - Casa Cheia

Já o Bar da Lora tem um prato entre os cinco melhores petiscos de Belo Horizonte todos os anos desde 2009. Se quiser provar um dos premiados, peça pelo Versões da Lora, Isca de peixe, Bar da Lora, Pura Garra da Lora (campeão de 2010, Garrão com molho malzebier) e o Mercadão da Lora ao molho dos Bohemios.

O que não é tão legal no Mercado Central de BH

Desde criança, a parte do mercado que mais me intrigou foi o corredor dos animais. Quando pequena, eu sempre queria passar por lá para ver os filhotinhos de cachorro, mas depois eu comecei a perceber que havia alguma coisa estranha na forma como aquilo era feito. Primeiro foram os óbvios problemas sanitários que um monte de bicho vivendo junto sem a devida precaução pode causar. Como resultado, diversos filhotinhos acabam contraindo doenças e morrendo. As jaulas nem sempre são limpas e eles ficam amontoados, um em cima do outro. Não existem condições adequadas de ventilação, iluminação e higiene.

Mais tarde, comecei a questionar a legalidade da prática. São cachorros, gatos, coelhos e aves de várias espécies. Passarinhos lindos e coloridos que provavelmente não deveriam estar presos em uma jaula. Esses são os que ficam expostos, porque eu sei de gente que comprou até tartaruga contrabandeada lá dentro. E isso tudo acontece em um prédio público, com a conivência do governo. Todos os jornalistas de BH sabem que somos proibidos de filmar ou fotografar essa área do mercado. As imagens são liberadas em todas as outras áreas, menos nessa. E quem proíbe não são os vendedores, mas a própria assessoria de imprensa do mercado. Uma vez, um universitário até tentou registrar a venda, mas foi agredido pelos comerciantes. A venda dos bichinhos ocorre há décadas, mas a Vigilância Sanitária, o Ibama, a prefeitura e o Ministério Público parecem ser os únicos que não veem.

Serviço

Mercado Central

Av. Augusto de Lima, 744 (Centro)

2ª/sáb 7h/18h, dom 7h/13h

mercadocentral.com.br

Casa Cheia

Loja 167

(31) 3274-9585

Bar da Lora

 Loja 115

(31) 3274-9409


Compartilhe!



Com o 360meridianos, você encontra as melhores opções para planejar a sua viagem. Confie em quem já tem prática no assunto!

 

Reserve seu hotel com o melhor preço e alto conforto

 


Veja as melhores opções para seguros de viagem

 


Transfira dinheiro para o Brasil e exterior com menos taxas

 


Alugue veículos com praticidade e comodidade

 




Quer 70 páginas de dicas (DE GRAÇA!)
para planejar sua primeira viagem?




Natália Becattini

Já chamei de casa a Cidade do Cabo, Chandigarh, Buenos Aires e Barcelona, mas acabo sempre voltando pra minha querida BH. Gosto de literatura, cervejas, música e artigos de papelaria, mas minha grande paixão é contar histórias. Por isso, desde 2011 viajo o mundo e escrevo sobre o que vi. Também estou no blog sobre escrita criativa Oxford Comma e compartilho minhas impressões de mundo também no instagram @natybecattini e no twitter.

  • 360 nas redes
  • Facebook
  • YouTube
  • Instagram
  • Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

4 comentários sobre o texto “Mercado Central de BH: ponto de encontro mineiro

  1. Eu sempre fujo da ala dos animais no mercado. Não entendo como é possível um lugar como aquele existir ainda hoje! Sempre vejo notícias de ativistas tentando acabar com a venda de animais no mercado, mas nunca dá em nada! Uma pena que um lugar tão legal tenha sua fama manchada por isso!

    1. É mto triste, Camila! Tem mtos lá que tem até carinha de doente. O que mais me revolta é que ninguém se importar, a ponto da própria administração do mercado impedir que a mídia grave denúncias. =(

      Abraços!

2018. 360meridianos. Todos os direitos reservados. UX/UI design por Amí Comunicação & Design e desenvolvimento por Douglas Mofet.