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Atlas: Paris, França

4 mitos sobre Paris para desfazer antes de visitar a cidade

Antes de decidir ir a Paris, ouvi inúmeros depoimentos de pessoas falando mal da cidade. Claro, também tiveram aqueles que a endeusaram. Cada um com as suas opiniões. Confesso que eu também tinha as minhas e, para ser sincera, não eram lá as melhores. Nunca tive grande curiosidade em conhecer a cidade-luz. Acreditava que era uma cidade bonita, sim, mas não mais do que isso. E cidades bonitas não faltam por aí, pensava eu. Paris nunca havia me comprado como a boa parte das pessoas.

Tanto é verdade que, na nossa volta ao mundo, a gente quase não passou pela capital francesa. Foi um agente de viagem que disse: “como assim vocês vão à Europa e não vão a Paris?” Tivemos que concordar e acrescentamos a cidade aos nossos destinos. Ainda bem.

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Paris - Guia de viagem

Este post fala por que as pessoas devem visitar Paris. Parece meio óbvio ou besta. Mas é um guia sobre a cidade na ótica de uma pessoa que se encantou por uma Paris que já estava cansada de ver em filmes, mas que nunca realmente quis conhecer. Além disso, é um incentivo para que novos viajantes aproveitem plenamente sua visita à cidade e não voltem com más impressões. Afinal, não tem como não amar Paris.

Ninguém quer falar inglês e eu não entendo nada de francês

Esse é o maior mito da cidade. O senso comum diz que os franceses em geral detestam falar o idioma de seus eternos rivais, os ingleses. Nacionalismo ou puro nariz em pé, dizem por aí. Eu sempre pensei: “a cidade é uma das mais visitadas do mundo e esse povo não quer falar inglês? Ahhh vaaa…”

Bem, se você, como eu, não passa do merci na língua do biquinho, não se preocupe. Quase todo mundo fala inglês. E em nenhum momento, absolutamente nenhum, fui maltratada por não falar francês. Claro, a boa educação sempre fala mais alto. Por favor, obrigada, com licença. Se você for direto e educado, provavelmente vai receber o mesmo tratamento.

Paris - Motivos para amar

E mesmo se a pessoa não fala inglês, muitas tentam fazer mímicas e ajudar. Sério, eles provavelmente já se acostumaram com isso. Passei por uma situação ótima na estação de metrô, seguindo as instruções de uma francesa e seus dois filhos que me ensinaram, por mímica, onde comprar tickets. Isso leva ao segundo mito…

O problema de Paris? Os franceses

Chatos, metidos, arrogantes, nariz em pé, blehh. Essa é a fama dos franceses no Brasil. Como já disse no tópico anterior, isso é, em grande parte, mito. Esse pessoal aí vive numa das cidades mais belas do mundo. Não é só bonitinha. É Paris.

Eles se vestem bem. O tempo todo. Dava até para fazer um editorial da Vogue só com as pessoas que andam de metrô (diga-se de passagem, um dos melhores serviços de transporte público que já utilizei, vale muitas palmas).

Eles falam fazendo biquinhos e gesticulam graciosamente. Só essa combinação já faz com que as pessoas pareçam mais metidas ou bestas. Mas elas parecem muito mais que são. Encontrei apenas parisienses simpáticos e dispostos a ajudar durante a minha estadia na cidade-luz. Sabe aquele detetive francês que volta e meia aparece nos filmes hollywoodianos? Bem, ele pode ser visto a cada esquina. A fisionomia dos franceses é quase caricata. De fato, eles se parecem com atores produzidos e a cidade parece cenográfica.

A questão é, essa é a cidade deles, você é um visitante, então se comporte como tal. Respeite as regras, não aja como se estivesse em casa, porque a dinâmica é diferente. E não julgue o livro pela capa, já diria a expressão.

melhores vistas de Paris

 A Torre Eiffel não tem tanta graça assim, vai.

Deixa eu te contar uma história. Estive em Nova York em 2008. Toda empolgada e tudo mais. Chego lá e a Estátua da Liberdade, sempre tão fotografada, estava mais para o tamanho de suas réplicas de chaveirinho. É muito menor do que aparenta nos filmes e fotos.

Essa era a impressão que o Rafa tinha antes de ver a Torre Eiffel. Ele chegou a dizer: “ah, nem acho que a Torre deve ser grandes coisas”. Isso foi cinco segundos antes dele fazer “OOOOH!!”. Ficamos sentados uns 15 minutos só olhando para Torre. Ela é simplesmente linda. Está ali, fazendo sombra em tudo em volta, como o Champs de Mars e o Sena. É a construção mais alta de Paris. Por isso é tão especial gastar uns euros e uns minutos (para nós foram uns 20, viva a baixa temporada!) para subir. Dá para ver toda a vista da cidade. E desafio quem conseguir achar uma parte esquisita ou pouco charmosa.

O único aspecto negativo, na minha opinião, é o frio. Estávamos no outono e o vento lá de cima é meio difícil de suportar. Então, por via das dúvidas, muitos casacos.

Outro conselho: calcule sua subida na Torre para mais ou menos umas 16h. Quando descer, vá direto até o Sena e pegue a balsa. O passeio vai acontecer ao entardecer e você vai ter o incrível privilégio de ver as primeiras luzes da cidade-luz se acenderem. Além disso, a balsa passa por todos os pontos importantes que o Sena cruza (já ouviu falar em Notre Dame, Louvre, etc?).

Além disso, nos primeiros cinco minutos de cada hora (18:05, 19:05, etc), a Torre Eiffel fica toda iluminada com luzes brilhantes. Impressionante.

Por do sol em Paris, França

 Ok, ok, mas é caro

Certo, Paris não é a cidade mais barata da Europa. Mas com um pouco de esforço (como não correr Sephora adentro ou desejar tudo nas Galerias Lafayete) não é tão difícil economizar. Nós gastamos cerca de 70 euros por dia, incluindo hospedagem (Perfect Hotel and Hostel, fica a dica).

As dezenas de variedades de baguetes e crepes são opções boas e baratas. Os macarons podem ser um pouco caros, mas tem um monte de torteletes deliciosos como opção.Vinho é muito barato. Água, não peça a Pelegrin e você vai ficar bem.

Vitrines em Paris

As igrejas não cobram entrada. O Louvre é mais barato na sexta à noite. E não precisa pegar metrô toda hora. Primeiro porque, com a exceção de Montmartre, a cidade é toda plana e as coisas são próximas. Segundo que, por mais que o metrô seja bom, é muito desperdício perder a cidade viajando pelo subsolo. Se você não for muito de caminhada, a dica é alugar uma bicicleta e pedalar um pouco.

Uma última sugestão: não deixe de ir ao Palácio de Versailles. É provavelmente um dos passeios mais caros, porém, além da aula de história, o palácio e os jardins são incríveis e fazem você se sentir novamente no tempo em que os reis perdiam a cabeça por conta de brioches.

Qu’il est, profiter de Paris. J’ai adoré! (obrigada Google Tradutor…)


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Luiza Antunes

Sou jornalista, tenho 30 anos e moro no Porto, Portugal, quando não estou viajando. Eu já larguei meu emprego três vezes para viajar e finalmente encontrei uma profissão que me permite "morar no aeroporto". Já tive casa em quatro países diferentes, dei a volta ao mundo e cumpri minha meta de visitar 30 países antes dos 30. Mas o mundo é muito maior e, se puder, quero conhecer cada canto dele e inspirar vocês a fazer o mesmo. Siga @afluiza no Instagram

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12 comentários sobre o texto “4 mitos sobre Paris para desfazer antes de visitar a cidade

  1. Engraçado com viagens é algo relativo. Gosto bastante de Paris… Mas vou relatar o que aconteceu comigo. Sempre ouvi que eles não gostavam de falar inglês e tal, e eu sempre pensei que era mentira… Daí quando fui pra lá e desci do ônibus que peguei do aeroporto para o centro da cidade eu fui perguntar em inglês pra um rapaz onde ficava o metrô mais perto, foi a PRIMEIRA pessoa que conversei em Paris, daí ele me respondeu “Speak French!” e deu as costas… KKK… Confesso que depois dessa “lapada” não perguntei mais nada pra ninguém na rua… KKKKK… E quanto a eles serem chatos e tal, isso é de conhecimento geral e os próprios fazem piadas disso. Tenho amigos que moraram lá anos e anos e afirmam que é um traço da característica deles…

  2. Só tive boas impressões da cidade, das pessoas, enfim de tudo o que vivi em Paris. Antes de viajar ouvi muitas pessoas dizerem exatamente cada um dos mitos que você traduziu brilhantemente. Acrescento mais um, “cuidado com os taxistas em Paris, eles não falam nem francês, nem inglês e não te levam para o seu destino,, fazendo trajetos diferentes”. Puro mito é claro. Andei de táxi algumas vezes e tive experiências extraordinárias com super dicas dos taxistas sobre a cidade.

  3. Eu fui em 2013 e só tive boas impressões de Paris e dos parisienses. Na nossa primeira noite, entramos em um restaurante pequeno perto do hotel e nem o garçom ou o chef falavam inglês mas eles foram super solícitos. Tinha um amigo do chef/dono que se virou em 30 pra nos ajudar a entender o menu e depois para fazer uma troca pq um dos acompanhamentos tinha acabado. Rolou até uma imitação de galinha! hahahahaha

    O chef veio com dois pratos com os acompanhamentos disponíveis e com mímica explicou que era pra gente escolher um dos dois. Foi uma experiência muito boa. Depois no metrô, quando pedimos informação no balcão de informações deles mesmo, a mulher ouviu nossa pergunta em inglês mas explicou em francês… foi engraçado mas conseguimos entender pq ela ia apontando no mapa as linhas e estações.

  4. Oi Luíza! Fui pra Paris com a mente aberta e tentando esquecer todos os preconceitos, mas o plano foi por água abaixo. Meu namorado até fala que eu dei azar, porque nas duas vezes que fui pra lá saí com uma má impressão. Eu falava francês, tentava me comunicar com os locais, mas teve um cara que chegou a me ignorar completamente (olhou pro alto enquanto eu falava com ele)! Pode ter sido só azar mesmo, mas as garçonetes também não eram simpáticas, as atendentes de loja muito menos, e assim por diante. Cheguei a achar que o problema era eu, mas uma amiga foi comigo da segunda vez e confirmou que tinha acontecido o mesmo com ela. Fora isso, achei os metrôs muito sujos, todos com cheiro de xixi, sem falar na galera que não tomava banho. Horário de pico era aqueeeele cecê!

    1. Oi Isadora,

      Que droga que você teve essa experiência duas vezes. Não sei se você quem deu azar ou eu que dei sorte. Talvez um pouco das duas coisas.

      Sobre o metrô, eu até já disse em outro post. O pessoal adora glamourizar o transporte público na Europa, sendo que a coisa não é bem assim.

      Obrigada por comentar!

      bjs

  5. achei os franceses bacanas…minha esposa estava perto da soubornne, no quartier latin, segurando um mapa, e um tiozinho se aproximou, oferecendo ajuda!
    no hotel, nos lugares, alem de falarem ingles, (ou as vezes respondendo em frances, rsrs), eles atendiam muito bem, e c/ muita atenção!
    só ñ gostei muito do atendimento daquela lanchonete, onde foi filmado a amelie poulin, pois, tb, cheio pra cacete, e a garçonete era bem grossa! rs

    1. Eu não fui lá nessa lanchonete, imaginei pela quantidade de turistas e confusão que seria um programa meio furado. Mas que bom que você teve a mesma impressão que a minha, vamos limpar a barra dos franceses, rs

  6. Sério que nenhum francês mereceu um round house kick? hahahahaha. Tô brincando, também acho que é por aí. Estereótipos são criados e facilitam a vida dos habitantes das zonas de conforto. Ou seja: é muito mais fácil achar um francês chato do que tentar entender suas raízes e jeito de ser.

  7. Obrigada Kel!

    Eu acho que as pessoas que falam mal de Paris chegam lá achando que é Brasil. Ou então já vão com uma má espectativa de que os franceses vão tratá-la mal.

    Como você disse, humildade é a alma do negócio…

  8. Neste post eu consegui ouvir a Lu falando! Acho que agora você encontrou o tom pros posts, Lu. Gostei demais! Estava achando os outros muito técnicos, com uma linguagem meio muito distante. Gosto mais assim, que nem este.

    Concordo com cada ponto que você colocou. Principalmente com a parte do “você é turista, então se comporte como tal”. E acho que essa regra vale pra qualquer lugar que a pessoa for visitar. É arrogante, mal-educado e prepotente ir à cidade ou ao país dos outros e não respeitar os costumes locais. É como ir à casa de alguém que vc está conhecendo agora e já sair usando os perfumes e pegando o controle remoto da televisão. #quedeselegante Acho mesmo que um pingo de humildade em viagens não faz mal a ninguém e ainda te garante um tratamento educado e solícito.

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