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Atlas: Tessalônica, Grécia

A história de Tessalônica e da Macedônia grega

Antes de ir para Tessalônica, ou Thessaloniki, como a chamam os gregos, eu tive um pouco de dificuldade de compreender a diferença entra a parte da Macedônia que fazia parte da Grécia e a Macedônia que existe como um país desde o fim guerra da Iugoslávia, em 1991.

Mas bastou um pouco de pesquisa e também as explicações apaixonadas dos guias para entender que Tessalônica é muito mais do que a segunda maior cidade da Grécia, que é capital da região da Macedônia grega. A cidade tem um história tão fascinante que deveria bastar para você ter vontade de visitá-la. Além disso, claro, tem uma gastronomia fantástica, vida noturna animadíssima e lindas paisagens. Mas voltemos a falar da história.

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A começar pelo nome da cidade, que foi uma homenagem a uma princesa: Thessalonike da Macedônia. Mas não uma princesa qualquer. Seu pai era o rei Filipe II da Macedônia e seu meio-irmão ninguém mais, ninguém menos, que Alexandre, o Grande.

Cassandro, um dos generais de Alexandre, se casou com Thessalonike (ou Tessalônica em português) e em 316 a.C., deu o nome de sua esposa à cidade que mandou construir. Ah, o nome também significa vitória, porque a princesa, que anos mais tarde virou rainha, nasceu no mesmo dia da vitória de uma batalha dos macedônios contra os tessálios. 

A cidade também é conhecida alternativamente como Salônica, provavelmente por conta da quantidade de povos que já passou por ali e tentou facilitar a grafia do nome.

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Tessalônica cresceu e se tornou uma das cidades mais importantes do reino da Macedônia. Até mesmo quando esse caiu, em 168 a.C, a cidade não perdeu sua posição importante perante o Império Romano, e tornou-se uma cidade-livre sob o governo de Marco Antônio. Sua posição estratégica fez com que fosse um um hub entre Roma e Bizantinum (mais tarde Constantinopla). Isso sem contar o fato de estar no centro dos Balcãs, mas com saída para o mar Egeu.

Assim, acabou se tornando a capital de todas as províncias gregas e um centro para que o cristianismo. Reza a lenda que o Apóstolo Paulo visitou a cidade e foi um dos fundadores da primeira igreja cristã de Tessalônica. Paulo escreveu duas cartas (epístolas) dedicadas à cidade.

Mas como diria a minha antiga professora de história, todo império um dia cai. E quando o Império Romano finalmente caiu, Tessalônica, que já fazia parte do Império Romano do Oriente, mais tarde conhecido como Império Bizantino, tornou-se a segunda cidade mais importante, só ficando atrás de Constantinopla. Pausa para assimilar tamanha importância.

Em 1204, as Cruzadas, mais exatamente a quarta delas, finalmente tomou Constantinopla e foi criado o Império Latino, do qual foi fundado o Reino de Tessalônica como um dos vassalos. Mas esse era um período de muitos conflitos de disputa de poderes, com isso, até a o Império Búlgaro governou a região por um tempo. Tudo isso até que finalmente, em 1430, a cidade foi capturada pelo exército Turco Otomano.

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Apesar de ter sido saqueada e boa parte da população transformada em escravos, a verdade é que Tessalônica manteve sua posição de importante hub comercial durante a dominação turca. Nos anos finais dos quase 500 anos de dominação, muitos avanços foram feitos na cidade, com o objetivo de modernizá-la. Foi nessa época, por volta de 1886, que a antiga muralha foi destruída e foram construídos trams e trans, assim como instalações elétricas.

Durante a Primeira Guerra dos Balcãs, de 1912 a 1913, a Grécia conseguiu se libertar do Império Turco Otomano e também conseguiu manter Tessalônica no seu território – já que a Bulgária também estava de olho na região. Aliás, esse foi um dos motivos para a Segunda Guerra dos Balcãs. Mas o tratado assinado garantiu à Grécia oficialmente todo esse território.

Com tanta gente dominando a área de Tessalônica ao longo dos anos, o resultado disso foi um conjunto de prédios históricos que marca muito bem os diferentes período. Infelizmente, não há tanto quanto gostaríamos não só por conta da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, mas também por conta de um grande incêndio, em 1917, que destruiu praticamente todo o centro histórico da cidade.

O centro de ruas retas e largas que pode ser visitado hoje foi obra de um arquiteto francês que foi o responsável pela reconstrução. Os monumentos do período Bizantino e do início do Cristianismo são patrimônio histórico da Unesco desde 1988.

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Ah, e eu ainda não contei sobre a tal diferença entre a parte da Grécia chamada de Macedônia e o país que conhecemos com o mesmo nome. Na verdade, o nome desse país é Antiga República Iugoslava da Macedônia, devido à disputa com a Grécia. O problema foi que uma designação tão grande acabou não funcionando e os órgãos oficiais acabam chamando a ARIM só de Macedônia mesmo.

Acontece que historicamente, clamam os gregos, a área do antigo reinado de Alexandre, o Grande, está intimamente relacionada à história deles e não aos povos eslavos que ocuparam a região posteriormente. Porém, todo o território da antiguidade hoje está dividido entre a Grécia, Bulgária e a república da Macedônia. 


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Luiza Antunes

Sou jornalista, tenho 30 anos e moro no Porto, Portugal, quando não estou viajando. Eu já larguei meu emprego três vezes para viajar e finalmente encontrei uma profissão que me permite "morar no aeroporto". Já tive casa em quatro países diferentes, dei a volta ao mundo e cumpri minha meta de visitar 30 países antes dos 30. Mas o mundo é muito maior e, se puder, quero conhecer cada canto dele e inspirar vocês a fazer o mesmo. Siga @afluiza no Instagram

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5 comentários sobre o texto “A história de Tessalônica e da Macedônia grega

  1. Olá Luiza muito bom seu documentário. No entanto, gostaria de fazer uma pequena contribuição.
    Paulo fundou sim a primeira igreja CRISTÃ em Tessalonica. Naquele porem, não existia ainda a igreja católica. Existia a igreja que o próprio Paulo em suas epístolas chamava de a Igreja de Deus no mundo. A Igrja do Caminho. Depois que passou a ser chamados os que faziam parte dessa igreja de CRISTÃOS>
    Deus te abençoe.

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