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Grandes Viajantes: O Oriente Médio pelos olhos de Freya Stark

Quando a pequena Freya Stark abriu o embrulho do presente que ganhou no seu aniversário de nove anos, não podia imaginar que o que encontraria ali a acompanharia por toda a vida. Nas páginas do seu exemplar do livro Mil e Uma Noites, Freya se encantou pela magia e história do Oriente Médio e descobriu um mundo que ia muito além das viagens que fazia entre a França, a Itália e a Inglaterra.

Freya Madeline Stark nasceu em Paris, em 1893. Filha de um escultor inglês e de uma pintora italiana, passou boa parte da infância de cama, se recuperando de inúmeras doenças e de um acidente que sofreu aos 13 anos em uma fábrica, que acabou lhe desfigurando o rosto. Como conforto e passatempo, encontrou os livros e o estudo de idiomas: apredeu latim, árabe e persa por conta própria.

Suas aventuras pelas arábias, no entanto, só tiveram início em 1927, depois que ela se graduou em História na School of Oriental and African Studies da Universidade de Londres e de servir como enfermeira na Primeira Guerra Mundial. Aos 34 anos, ela embarcou em um navio para Beirute, primeiro dos muitos destinos orientais que ela iria visitar.

Depois de uma temporada no Líbano, seguiu para o Iraque e, em seguida, para o Irã. Quatro anos depois do dia em que partiu, ela já havia completado três das mais perigosas trilhas do país, sendo, provavelmente, a primeira cidadã ocidental a fazê-lo. A façanha ela conta no livro The Valleys of the Assassins (1934), um dos muitos que escreveu relatando suas viagens pelo Oriente Médio.

Freya Stark

A escrita foi, aliás, o que realmente tornou Freya famosa. Premiados diversas vezes, seus relatos são conhecidos por serem lúcidos, espontâneos e elegantes, elogiados por inspirar e conferir sentido tanto à história quanto às pessoas daquela região, nas palavras do New York Times.

Seus leitores costumam dizer que ela escreve com espírito, autoridade e um senso de humor único, e que sua escrita é contagiada por sua coragem, charme, idealismo e um pouco de ingenuidade. Eu não cheguei a ler nenhum de seus livros, mas as resenhas me fizeram abrir uma aba aqui para procurar por e-books para adicionar em minha interminável lista de leitura.

Outro lugar que Freya foi pioneira em explorar foi Hadhramaut, no Iêmen, onde apenas alguns gatos pingados do ocidente já haviam estado. Em 1935, viajou para lá de mala e cuia e escreveu mais três livros. Depois de trabalhar para o governo britânico durante a Segunda Guerra, continuou sua incansável exploração pela região que a conquistou desde criança, começando pela Turquia e terminando no Afeganistão, em 1970, a última expedição de sua vida.

Mas o que impressiona mesmo nessa história é a coragem de Freya. Uma mulher que explorou, sozinha, cantos que até então eram inexplorados por pessoas de sua cultura, em uma época onde mulheres não tinham tanta autonomia quanto hoje e em uma região com costumes e crenças muito diferentes das dela. Sem dúvidas, uma inspiração para meninas que sonham em pegar a estrada.

Conheça todos os livros escritos por ela

Freya morreu em 1993, aos 100 anos de idade, muita história na bagagem e um exemplo de como viver uma vida de aventuras e conectada com nossas paixões. Mais uma viajante que eu queria transformar em melhor amiga.

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Natália Becattini

Jornalista, escritora e mochileira. Viajo o mundo em busca de histórias e de cervejas locais. Já chamei muito lugar de casa, mas é pra BH que eu sempre volto. Além do 360, mantenho uma newsletter inconstante, a Vírgulas Rebeldes, na qual publico crônicas e contos . Siga também no instagram @natybecattini e no twitter.

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4 comentários sobre o texto “Grandes Viajantes: O Oriente Médio pelos olhos de Freya Stark

  1. Oi Natália!

    Vi que você tem um cachorrinho. Sou apaixonada pelos os meus.
    Como você lida com ele em meio a tantas viagens ?
    Esse é meu único medo. Viajar com eles, ou ficar com saudade?

    Até mais!

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