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Atlas: Bangkok, Phuket, Tailândia

A triste realidade do turismo sexual na Tailândia


Não é preciso esperar que a noite caia nas ruas de Phuket. A qualquer hora, basta uma volta rápida por ali para entender que o que atraí tantos estrangeiros para a Tailândia vai muito além das praias paradisíacas e das festas que atravessam a madrugada: sexo.

Disponível aos montes, em qualquer esquina, ao alcance do bolso de qualquer turista. Para onde quer que você olhe, meninas usando roupas minúsculas servem em bares, entretendo homens muito mais velhos com conversa (apesar do inglês pobre) e jogos de beber. Outras fazem pole dance em cima dos balcões.

Algumas estão expostas em vitrines ou saltam a sua frente para oferecer uma sessão de massagem. Talvez a atração mais popular seja o Pingpong Show, um show de pompoarismo que envolve uso de bolas, dardos e até mesmo animais pequenos, como pássaros.

Turismo sexual na Tailândia

Foto: Wikimedia Commons/ADwarf

Turismo sexual na Tailândia: os números

Estima-se que a Tailândia receba 15 milhões de estrangeiros a cada ano, três vezes mais que o Brasil. Seis a cada dez turistas são homens, muitos deles em busca de sexo fácil e barato tanto nas praias quanto na capital, Bangkok.

A prostituição é ilegal na Tailândia, mas isto não impede que ela seja praticada de forma escancarada em plena luz do dia. As casas de prostituição que se fantasiam de bares e spas são apadrinhadas por pessoas poderosas e seus donos parecem ser imunes à lei.

De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a atividade gera cerca de US$27 bilhões a cada ano. Dinheiro gerado através da exploração de meninas que têm entre 16 e 25 anos e que foram forçadas pela pobreza a abandonar a zona rural e ir atrás dos euros e dólares que circulam nos grandes centros turísticos.

Para quem paga – europeus entre 25 e 70 anos, na maioria – o valor do sexo é uma mixaria. Para elas, é a garantia de que suas famílias vão ter o que comer. Pelo menos enquanto elas ainda forem jovens e bonitas. A OIT acredita que essas mulheres enviem para casa cerca de US$300 milhões por ano. Esse volume de dinheiro é maior que qualquer programa oficial de assistência social na Tailândia. A alternativa para elas seria se empregar na indústria têxtil, trabalhando 16 horas por dia em condições precárias e ganhando, no máximo, US$150 por mês.

Turismo sexual na Tailândia

Foto: Wikimedia Commons/Kay Chernush para o U.S. State Department

A demanda por sexo e a possibilidade de dar um mínimo de qualidade de vida para suas famílias atraiu também muitos meninos para a prostituição. A Tailândia está entre os países do mundo que mais realizam cirurgia de mudança de sexo. Depois de transformados, os meninos passam a ser conhecidos como Lady Boys e se juntam às milhares de mulheres que brigam pela atenção dos turistas nas ruas, bares e boates espalhados pelo país.

Quando chegamos a Phuket, o nosso maior interesse era conhecer a vida noturna tailandesa. Depois do meu primeiro dia ali, o único adjetivo que eu consegui pensar para descrevê-la foi “triste”.

Clube Grandes Viajantes

Olá, somos a Luíza Antunes, o Rafael Sette Câmara e a Natália Becattini. Há 10 anos fazemos o 360meridianos, um blog que nasceu da nossa vontade de conhecer outras terras, outros povos, outras formas de ver o mundo. Mas nós começamos a sonhar com a estrada ainda crianças e sem sair de casa, por meio de livros sobre lugares fantásticos. A gente acredita que algumas das histórias mais incríveis do mundo são sobre viagens: a Ilíada, de Homero, Dom Quixote, de Cervantes; Harry Potter, Senhor dos Anéis e Guerra dos Tronos. Todo bom livro é uma viagem no tempo e no espaço. E foi por isso que nasceu o Grandes Viajantes: o clube literário do 360meridianos. Uma comunidade feita para você que ama ler, escrever e viajar.

Somos especialistas em achar livros raros, já esquecidos pelo tempo. Fazemos a curadoria de crônicas, contos e histórias de escritores e escritoras incríveis, que atualizamos numa edição moderna e bonita. A cada mês você receberá em seu e-mail uma nova aventura sempre no formato de livro digital, que são super práticos, para você ler onde, quando e como quiser.

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Natália Becattini

Jornalista, escritora e mochileira. Viajo o mundo em busca de histórias e de cervejas locais. Já chamei muito lugar de casa, mas é pra BH que eu sempre volto. Além do 360, mantenho uma newsletter inconstante, a Vírgulas Rebeldes, na qual publico crônicas e contos . Siga também no instagram @natybecattini e no twitter.

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85 comentários sobre o texto “A triste realidade do turismo sexual na Tailândia

  1. Em minha opinião o melhor comentário foi do valentim, é baseado em sua experiencia de ter casado com uma prostituta local, e transmite ser um cara safo e vivido, deixando de lado a inocência e fantasia de muitos que postaram aqui.
    Eu fiquei assustado com o comentário do cara falando que trocam o sexo do bêbê para trans sexual para ganhar dinheiro, e ainda bem que o valentim desmentiu esse comentário.

    Parabéns pelo blog. Muito Bom!

    1. a senhora que fez esta divulgacao so consegue ver o supreficial porque esta muito enganada sobre a maneira como ve a postituicao na tailandia existe muito mais que isso e uma maneeira mais correta de abordar o assuntose quizer me contacte euesclaresua pois 4 vezes que eu vou aquele pais de que gosto muito e sei muito msis acerca do assunto e o que a maioria dos homens procuram na tailandia nao e sexo facil e barato!! isso existe em todo lado basta abrir o jornal.

      1. Olha, para começar, você não precisa floodar a caixa de comentários escrevendo 700 vezes a mesma coisa pq o que você diz não vai ser tornar mais verdade só pq você não se cansa de repetir. Em segundo lugar, você deve se achar o dono da verdade para saber mais quea OIT, a ONU e outras agências internacionais que pesquisam profundamente esse problema de prostituição ilegal de menores de idade na Tailândia. Ah, mas claro, você visitou o país 4 vezes e por sabe mais acerca do assunto do que especialistas altamente qualificados. Faz me rir.

    1. É verdade, Marjury, mas esse post não é sobre a “vida sexual na Tailândia”. É sobre exploração e turismo sexual em áreas com forte presença de estrangeiros, o que são coisas absolutamente diferentes. E me desculpa se eu me intrometi em uma área na qual você é PHD, mas esse post é o relato de coisas que eu vi com meus próprios olhos. Assim como tudo no blog, reflete minha experiência no país.

      E uma dica: que tal que, da próxima vez que você for fazer um comentário em um site, pare de tentar desmoralizar os autores com críticas vazias e apresente seus argumentos de forma educada e inteligente, mostrando os motivos pelos quais você discorda do que foi dito. É mais bonito e mais construtivo pra todo mundo. 😉

      Abraços

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