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Você tem medo de muçulmano?

Você tem medo de muçulmano? Eu pensei nisso pela primeira vez quando entrei num voo internacional que estava repleto deles. Seria um medo estúpido, claro. Puro preconceito que aprendemos a cultivar, principalmente depois do 11 de setembro. E como o preconceito anda de mãos dadas com a falta de conhecimento sobre o outro, no Brasil, muitos não entendem o que é o islã.

Cercados por um mundinho cristão em que as maiores divergências estão no clássico católico x evangélico, simplesmente não compreendemos religiões que não tenham Jesus Cristo como messias. Só que o mundo é mais do que isso. O islamismo, por exemplo, tem 1,6 bilhão de fiéis – estudos indicam que em 20 anos uma a cada quatro pessoas do planeta será muçulmana.

– “O importante de viajar é que a gente conhece novas culturas. Tipo na África, onde eu entendi um pouco da fé dos muçulmanos”, eu disse.

 – “Muçulmano? Aquele povo louco?” Respondeu meu interlocutor.

 – “Oi?”

–  “É, muçulmano! Dizem que eles comem carne de gente!”.

Tive essa conversa numa pizzaria, em Belo Horizonte, e me surpreendi. Eu já tinha quebrado meu preconceito durante a viagem que fiz para a África e não imaginava que outras pessoas seriam tão ignorantes assim nesse assunto.

Atentado de 11 de setembro de 2011

 Foto: Kevinalbania, Wikimédia Commons

Depois disso, morei durante oito meses na Ásia. Visitei mesquitas e cidades completamente islâmicas. Conversei com uma muçulmana, em Kuala Lumpur. Coberta por uma roupa preta da cabeça aos pés, ela nos explicou um pouco da fé islâmica e defendeu a religião. Em muitas coisas nós concordamos e até aprendemos com ela. Em outras, guardamos nossas diferenças, mas com respeito.

Viajar é o melhor remédio contra o preconceito porque envolve informação. Saímos da nossa zona de conforto, do nosso mundinho fechado e encaramos a realidade: o mundo não é do jeito que a gente pensa. Viajando, aprendemos que…

Muçulmano não é terrorista

O 11 de setembro destruiu a vida de muitos e criou a islamofobia, sentimento de ódio aos mulçumanos. Em 2010, uma pesquisa feita na Inglaterra pelo instituto YouGov indicou que mais da metade dos britânicos fazem a matemática islamismo = terrorismo.  Este ano, o atentado da maratona de Boston e o assassinato de um soldado a golpes de cutelo, em Londres, devem ter piorado ainda mais essa percepção.

Mas a percepção está errada. É fato que existem muitos terroristas muçulmanos e que talvez a maioria dos casos recentes tenha tido ligação com essa religião. Mas esses atos de violência foram efetuados por grupos radicais.

O Alcorão não causa o ódio e o terrorismo

A mesma pesquisa do YouGov indicou com 58% dos britânicos acham que o Islã incentiva atos de violência. Na cabeça dessas pessoas o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, estaria cheio de receitas para assassinatos em massa e incentivo para a fabricação de bombas. Isso é, obviamente, mentira.

Sim, o Alcorão tem trechos que incentivam a violência. E esses trechos têm sido usados por grupos radicais para justificar o terrorismo. Como esse:

“Uma vez expirados os meses sagrados, matai os idólatras onde quer que os encontreis e apanhai-os e tornai-os prisioneiros e ficai a sua espreita; mas, se eles se convertem, se observam a oração, se concedem a esmola, então deixai-lhes livre o caminho, pois Deus é indulgente e misericordioso.” (Sura 9:5)

Antes que alguém diga: “ahha! Está provado, vamos queimar o Alcorão em praça pública!”, uma consideração. A Bíblia também está repleta de textos violentos. Como esse trecho em que o Deus dos judeus e dos cristãos ordena um massacre:

“Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até a mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até as ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos”. (Samuel 15:3)

Esse é apenas um dos textos com um incentivo divino para a violência na Bíblia, mas nem por isso as pessoas dizem que a Bíblia incentiva atos violentos, afinal é preciso ser radical para interpretar esse trecho fora do contexto e ignorando que os tempos mudaram.

mesquita malásia

A gente na mesquita de Kuala Lumpur

 Também existe terrorismo cristão

“O terrorismo é o uso de violência através de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo ou da população governada, de modo a incutir medo, terror e assim obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas.” Essa é a definição da Wikipédia, que também ensina outra coisa óbvia, mas que muita gente se esquece: o terrorismo não foi inventado pelos muçulmanos.

O terror já foi usado em diversas épocas e por variados grupos políticos e religiosos. Foi arma usada por católicos durante anos, na Irlanda do Norte. As bombas também foram o método escolhido pelo norte-americano Timothy McVeigh, que em 1995 explodiu um prédio em Oklahoma. Uma das motivações para o atentado foi o massacre de uma comunidade protestante em Waco, anos antes. E foi um europeu branco de olhos azuis o autor dos disparos e explosões que deixaram 76 mortos, na Noruega, em 2011. Antes dos ataques, Anders Breivik postou textos islamofóbicos no blog pessoal e se declarou 100% cristão.

E nem falamos dos atos islamofóbicos que tomaram conta dos Estados Unidos desde o 11 de setembro. Vamos ficar nos mais recentes, de 2012: uma mulher empurrou um homem de turbante para a morte, nos trilhos do metrô, porque pensou que ele era muçulmano. Na realidade ela era sikh, religião monoteísta comum no norte da Índia. Semanas antes um homem foi esfaqueado ao sair de uma mesquita, também em Nova York. O agressor gritava frases racistas e islamofóbicas. Em Chicago um homem atirou contra uma mesquita. 500 muçulmanos estavam no local na hora dos disparos.

Você se lembra que o terrorismo envolve deixar toda uma população com medo ao atacar apenas uma pequena parte dela? Então o que esses radicais norte-americanos fazem é terrorismo contra muçulmanos. Mas ninguém em sã consciência vai dizer que todo norte-americano (ou todo católico, evangélico, judeu, etc) é terrorista só porque alguns poucos radicais são.

O jihad não é uma guerra santa

 “O jihad significa esforço, não guerra santa.” Li isso num folheto que recebi na mesquita de Kuala Kumpur. Para a maioria absoluta dos muçulmanos, jihad é o esforço diário para manter a fé, para fazer o bem, a luta pela comunidade e contra os pecados. O mundo associou jihad com morte e assassinatos em massa quando o Talibã usou a palavra para explicar os atos de ódio do grupo.

Não é só o islamismo que é machista

Janeiro de 2011. Os termômetros marcavam 43 graus no verão da África do Sul: eu e a Naty morríamos de calor enquanto subíamos a Table Mountain. No meio do caminho tinha uma muçulmana de burca. Corta para a Ásia, cerca de um ano e meio depois: calor absurdo, muçulmano no vidão, de bermuda e camiseta… e a mulher dele completamente coberta.

Sim, o machismo me incomoda. Mas não podemos pensar que esse é um problema exclusivo do Islã: existem igrejas evangélicas em que é norma de conduta que a mulher vista roupas que cubram praticamente todo o corpo. E eu já vi líder religioso cristão dizendo que mulher não pode usar roupa curta para não fazer o homem pecar. Somos tão diferentes deles assim? Dá uma olhada na citação abaixo e tente adivinhar se ela vem da Bíblia ou do Alcorão:

“Quando houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela. Então trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo.”

Resposta: da Bíblia. Segundo esse trecho a única forma de um mulher estuprada escapar de um apedrejamento em praça pública é gritando durante o estupro. E gritando alto.

E mesmo que o machismo seja um problema no islamismo, é estupidez abrir a boca para detonar uma cultura que não entendemos completamente. Recentemente o Femen protestou pela liberdade das mulheres muçulmanas e acusou o Islã de “incentivar um ódio letal”. Várias muçulmanas responderam com fotos no Facebook, dizendo que elas não precisam de salvação.

muçulmana protestam contra femen

Foto: Facebook/Reprodução

“Mas algumas podem precisar de ajuda. Tem gente que pode estar ali somente por pressão social e familiar”, um leitor mais atento pode dizer.  Sem dúvida. Mas isso não acontece com qualquer religião?

É óbvio que o islamismo tem problemas. As ditaduras religiosas, os países que têm o Alcorão como lei absoluta, a violência contra mulheres e os grupos radicais são alguns exemplos. Mas não podemos nos esquecer que  Israel foi criado pelo uso da força política num território que era ocupado por muçulmanos há séculos, que também existe ódio cristão contra muçulmanos e que são as bombas dos cristãos ocidentais que ferem e matam muçulmanos todos os dias.  Um senador norte-americano garantiu que os drones dos Estados Unidos mataram 4.700 pessoas no Paquistão, inclusive civis. Tentar entender quem começou essa briga é a mesma coisa que perguntar quem nasceu primeiro no galinheiro.

A conclusão disso? A maldade não tem cor, nacionalidade e nem religião.  O terrorismo pode nascer de radicais de qualquer grupo religioso ou político.  Viajar e conhecer outras culturas me ensinou a respeitar o outro, mesmo quando a fé e cultura de terceiros é incompreensível para mim. Acima de tudo, viajar me ensinou a não colocar mais lenha na fogueira do ódio – já tem muita gente empenhada nisso.

Foto de Paul Hansen mostra ataque israelita na Palestina

Foto de Paul Paul Hansen, vencedora do World Press Photo: Crianças palestinas mortas em ataque aéreo

 


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Rafael

Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014 voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura. Siga minhas viagens também no instagram, no perfil @rafael7camara no Instagram

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30 comentários sobre o texto “Você tem medo de muçulmano?

  1. A resposta para a pergunta título da manchete eh: tenho! Não eh um medo estupido ou em vão. Simplesmente passei por situações humilhantes e ate perigosas enquanto mulher em 2 países que tem o islã como religião principal. Discutir se isso se chama preconceito não muda a realidade que eh a dificuldade de mulheres andarem sozinhas em segurança nesses países. Vcs mesmos viveram na India (que tem um terço da população muçulmana) e em um dos maravilhosos posts do blog desaconselham que mulheres andem sozinhas por la. Não eh simples assim.

    1. Oi, Bianca. Pois é, sei que pra mulher é muito mais complicado, sempre. No caso da Índia, por mais que parte considerável da população seja muçulmana, grande parte dos problemas que tivemos foram em áreas onde o predomínio era mesmo de hindus.

      Em quais países você teve problemas?

      Abraço e obrigado pelo comentário.

    2. Ei Bianca,

      Resolvi dar uma pitaco aqui, me desculpe! Você tem razão quando diz que alguns países de cultura muçulmana são perigosos para mulheres. Porém isso tem mais a ver com questões culturais mesmo que religiosas. É verdade que eu escuto muitos relatos de países muçulmanos em que prevalece o assédio (já ouvi coisas do Egito, do Marrocos…).. Em outros países de maioria muçulmana, no entanto, já circulei tranquilamente de shortinho e biquini na praia (como a Malásia) e já tive oportunidade de estar em festas com vários muçulmanos que sempre foram educados e se portaram muito bem.

      Por ser mulher, sempre temos que ter cuidado redobrado, mas não acredito em culpar o Islã . A Luíza já foi seguida na Grécia, eu já passei por uma situação mega desagradável no Equador. O Brasil é um dos países que mais mata mulheres no mundo. Como você mesma disse, não é tão simples assim ;).

      Abraços e volte sempre! Adoramos um debate!

  2. Que texto excelente!
    Se as pessoas fossem menos intolerantes, com certeza o mundo seria um lugar melhor. Infelizmente no mundo ocidental ainda é muito comum isso de querer impor a fé, as tradições e a cultura própria pra cima dos outros. É a tal mania do colonizador, triste isso.
    Acho que tu falou algumas coisas muito certas, Rafa. Principalmente quando se trata da questão do machismo e do terrorismo, que as pessoas geralmente usam para expor seus preconceitos.
    Falam como se machismo fosse algo exclusivamente islâmico, sendo que no Brasil todo dia milhares de mulheres são violentadas e assassinadas. Mas é muito mais fácil apontar o dedo pros outros e dizer que é errado do que simplesmente parar um pouco pra pensar, né. O mesmo problema se aplica ao terrorismo, porque quando se trata da ação pessoal de um grupo como Hamas é considerado terrorismo, mas quando é o exército de Israel (um estado bélico e imperialista) massacrando civis, bombardeando creches e hospitais, aí não é terrorismo, né? É uma medida de defesa dos interesses nacionais. Só que não.
    Mas a maioria gosta de generalizar. Então quando acontecem massacres como o 11 de setembro, o da revista Charlie Hebdo, entre outros, as pessoas tomam isso como sendo representativo de toda uma religião. Enfim, é triste que grande parte do mundo ocidental ainda pense assim e tenha tanto preconceito.

    1. Quando uma nação usa drones para para bombardear cidades (e acaba atingindo escolas, hospitais, creches) aí ninguém fala de terrorismo, né?

      O ódio vem dos dois lados. E só causa mais ódio.

      Obrigado pelo comentário, Marcella.

      Abraço.

  3. Olá Rafael, achei muito interessante seu artigo. Tenho refletido por esses dias sobre a islamofobia e a tolerância religiosa, respeito ao próximo como ser humano com direitos, deveres e também com valores diferentes dos meus! Tarefinha difícil viu!!!
    Sou cristã em paz com a minha fé, e como exercício prático dela tento ver com amor o próximo, o que deve ser a essência da fé cristã, mas infelizmente nem sempre o é.; Mas como boa ocidental, produto do bombardeio massivo da mídia, acho ainda estranho várias coisas que vejo no islamismo.Mas tive oportunidade de mudar muito qdo estive no EGITO em um trabalho voluntário em um Instituto para Crianças em situação de risco. Fiquei durante 22 dias convivendo com mulçumanos e cristãos que trabalham no mesmo, falando sobre Saúde Emocional da Criança aos profissionais. Foi libertadora minha experiência! Pude ver pessoas comuns, gente como a gente, generosos, alegres demais( parecem com os brasileiros nisso)engraçados, receptivos.Claro que se percebe o desrespeito por parte de muitos homens qdo vêem estrangeiras e principalmente não mulçumanas. O que me choca é apesar de mulheres cultas, profissionais, o papel do homem ser tão determinante na vida delas como afirmação social e pessoal. Mesmo fortes como são, sua identidade pessoal é sim, muito ligada a ter ou não um homem e principalmente qdo são abandonadas por eles. Infelizmente pude perceber que muitas acabam abandonando os filhos em prol de outro relacionamento já que se tornam segunda esposa e os filhos não são aceitos nessa nova relação ( muitos casos do instituto). A adoção inexiste lá e torna a vida desses pequenos ainda mais penosa.
    Acho interessante satanizar o Islã, já que aqui trabalho voluntariamente num abrigo pra crianças tiradas das famílias pelo Poder Público e vejo que maldade é maldade em qqr lugar.
    Só pra constar acho nojento o que a revista atingida fazia em relação aos islàmicos, católicos e em geral. É preciso haver um limite até onde liberdade não se confunde ódio camuflado ao diferente.
    Grande abraço! Adoro 360 meridianos e está nos meus favoritos do facebook, pra não perder nenhuma postagem. DECULPE O TESTAMENTO! <3

      1. Obrigado pelo comentário fantástico, Valéria. De verdade. 🙂

        Se um dia quiser escrever um texto sobre sua experiência no Egito (e falar mais sobre essas coisas incríveis que você apontou aqui), considere o espaço do blog para você. 🙂

        Abraço.

  4. Muito interessante….falta ao mundo se despir dos preconceitos…não posso dizer que sou de alguma religião…mas simpatizo com alguns preceitos…de algumas…me considero simpatizante do kardecismo, que estudo desde criança…porém já fui freira, evangélica e muçulmana. Casada no islã com um paquistanês, no Paquistão. Sou psicóloga e me sinto no direito de falar sobre os muçulmanos. Os praticantes, são pessoas maravilhosas…muito queridos, caridosos e de bem com a vida. Quando as pessoas vão compreender que terroristas não representam o islamismo? Que a guerra santa é contra inimigos internos (egoísmo, vaidade etc)…o preconceito anda junto com a falta de conhecimento e de interesse pelo conhecimento…um exemplo: todo católico pode ser associado a inquisição? pois bem, a inquisição foi uma triste parte da nossa história com uma diferença: está diretamente ligada a aprovação dos líderes católicos da época (Papa e cardeais)….o que não se dá aos terroristas, que não apenas não são aprovados como as maiores vitimas, são os muçulmanos, que sofrem com os ataques criminosos e muitas vezes, são obrigados a se submeterem a essas mentes psicóticas, como no Afganistão,onde o Talibã faz as leis. É como uma favela dominada pelos traficantes, que dizem que defendem os seus (a sua favela)…mas se alguém se comportar fora do esquema de terror que eles impõe…é torturado e morto. Na minha vida…(isso serve apenas para mim) cheguei a conclusão de que a fé é muito necessária para a nossa evolução…mas a religião é perniciosa…porque nos limita e incapacita, nos tornando comandados de um “chefe ou lider”….mas a grande proposta de toda a religião (todas)…é controlar. Como eu disse…é uma escolha…eu respeito e compreendo o direito de cada um…em optar pela fé que lhe convém naquele momento…é o mínimo que podemos fazer…respeitar o direito do outro..aliás, isso é lei constitucional.

  5. Após tentar entender as mais diversas religiões e credos pelo mundo, posso constatar uma coisa: FANATISMO RELIGIOSO É A DESCULPA QUE O CRIMINOSO USA PARA SATISFAZER SUA SEDE DE IMPOSIÇÃO E DE SANGUE. Qualquer um que siga sua religião ou que ame seu “Deus” respeita as outras religiões. Inclusive um grande orador espírita já declarou isso e também a psicologia, muitos dos fanáticos religiosos são simplesmente ateus, mas se usam da crença escravizadora para cometer atrocidades em nome de Deus, e o que eles vão dizer? o mesmo de sempre: NA BÍBLIA OU NO ALCORÃO ESTÁ ESCRITO QUE DEVE SER ASSIM. Na mesma medida que 90% dos homofóbicos radicais são gays, boa parte dos extremistas religiosos não acredita em nada que prega. O ser humano sempre precisa de alguma coisa para se esconder quando busca satisfazer seus instintos bestiais, e na maioria das vezes, esse esconderijo é a crença. Bastante legal esse post, eu já sabia que o uso do véu era cultural, mas me esclareceu mais um monte de dúvidas que eu tinha.

  6. TENHO MUITOS AMIGOS MULÇUMANOS E POSSO DIZER AMO ATODOS. NO TENHO PRECONCEITO, RESPEITO E ADMIRO. K BOM K ELES SÃO TÃO SIMPATICOS. LOVE ALÁ LOVE ALCORÃO.

  7. Enquanto os ser humano se ater a letras mortas escritas por homens faliveis que se acham donos da VERDADE = AMOR irrestrito a todos e tudo que há no universo ,PERDÃO por que erramos tambem ,oportunidade de correção dos nossos equivocos plantando flores para não colhermos tempestades,haverá fanáticos .

  8. Muito bom seu post Rafael,
    Realmente tudo que se precisa no mundo é um pouco mais de respeito e menos ignorância
    a falta de conhecimento muitas vezes leva ao preconceito e aí tudo desanda…

  9. Que bonito seu texto!
    Sou descendente de palestinos.
    Não sou muçulmana, mas respeito e admiro.
    Aliás, me identifico mais com as palavras do Alcorão do que as da Bíblia.

    Enfim, gostaria que mais pessoas pudessem ler isso!
    Parabéns.

    1. Oi Trícia,

      Me desculpe pela demora em responder. Fico muito feliz de saber que tem gente que lê esse texto e se identifica. Assim ajudamos a diminuir esse preconceito sem sentido, né?

      Abraço!

  10. Muito bom o post. Morei uns meses na Turquia, em Ankara, com 2 pessoas do Egito, um da Tunísia, 2 do Marrocos e 1 do Paquistão. Eu era a única não-muçulmana ali, e não conhecia quase nada da religião. Eles me ensinaram muita coisa, e sempre deixaram BEM claro que queriam que as pessoas entendessem a diferença ele eles, muçulmanos normais, que seguem o alcorão e tem um verdadeiro amor por Allah; e os extremistas, que são pessoas que usam a fé como desculpa para fazer o mal. Minha família é judia, e é engraçado como as pessoas esqueceram que o extermínio em massa que foi o Nazismo – liderado por um cristão. E nem por isso iniciou-se uma nova guerra aos cristãos.
    E quanto a usar hijab ou burca, é engraçado, porque todas as muçulmanas (que eu conversei) e que usavam esses “adereços”, sempre disseram que usavam pela religião, mas que também gostavam muito, pois mostrava a fé, o marido achava bonito, etc. Eu honestamente adoro hijab e até usei algumas vezes, hahaha.

  11. Bem legal. Confronto meus preconceitos quase todo dia por aqui, como quando descobri que as mulheres de burca não são sisudas ou ‘certinhas’, são apenas pessoas normais cobertas – já vi mulher de burca saltitando de felicidade ao ler uma mensagem no celular, dando tchauzinho histérico pra amiga q está do outro lado da rua, rindo alto… Assim como muculmanos foram sempre solícitos e ‘respeitosos’ em situações em que precisei pedir informação no meio da rua, por exemplo. Claro q pessoas existem de todos os modos, e nao espero q sejam sempre legais comigo, mas espero q eu nao julgue uma populacao inteira por alguns (ou muitos, q seja).

    1. Pois é, TT. Eu me lembro que vi muitos muçulmanos em Mumbai e coisas como as que você falou também chamaram minha atenção. São pessoas normais, mais parecidas com a gente do que pensamos.

  12. A matéria realmente está muito boa, tirando nosso preconceito as pessoas são todas iguais…

    Quanto ao Femen eu tenho que dizer que é um grupo ridículo realmente, elas lutam por exemplo contra algumas pregações e ensinamentos da Igreja Católica e Muçulmana. PORRA, se elas não são católicas ou muçulmanas, por que elas querem modificar o pensamento das outras pessoas? Se algumas religiões são contra o aborto e uso da camisinha, é opção das pessoas aceitar isso ou não.
    Isso é o maior desrespeito que alguém pode fazer, você acha que está libertando mulheres por elas não usarem a burca, mas o que elas acreditam é nisso.
    Se quem luta contra o preconceito e segregação(fontes do machismo) não pode agir da forma como elas agem. Pra mim essas manifestações do Femen são grandes circos, de pessoas que querem aparecer de qualquer jeito.

    1. Oi Renan,

      Obrigado pelo seu comentário. De fato, é fundamental respeitar a fé dos outros, mesmo que do nosso ponto de vista ela pareça sem sentido.

      Abraço!

    2. Concordo com voce, sou muculmana, nao uso a burca, apenas o veu, e claro por opcao minha, ninguem me pressionou ou obrigou, seria ridiculo, sabemos que a religiao nao pode ser forcada, ou voce acredita e segue ou nao. E nao espero que ninguem venha defender meus direitos como essas ridiculas do femen, mesmo que estivesse sob tortura, eu mesma lutaria pela minha liberdade.

      1. Oi Leila,

        Obrigado pelo seu comentário. Ter o depoimento de alguém que é muçulmana agrega ainda mais valor e conteúdo ao texto.

        Abraço!

      2. É Leila, mas e os radicais e terroristas pensam como você? pensam que os muçulmanos podem ter liberdade? O fanatismo religioso cega o homem completamente mantendo-o aprisionado na penumbra da ignorância, sou cristão e sou a favor do livre arbítrio, só Deus é que pode julgar. Se mais muçulmanos pensassem como você talvez não haveriam tantas chacinas e o próprio Islãn melhoraria sua imagem no mundo… Eu sempre digo isso, FANATISMO RELIGIOSO É A DESCULPA QUE O CRIMINOSO USA PARA SATISFAZER SUA SEDE DE IMPOSIÇÃO E SANGUE, seja qual for a religião.

        1. Não sei da onde os protetores dos muçulmanos tiram essa ideia de que o mundo islâmico é maravilhoso e o mundo ocidental é horrível e vivem num “mundinho cristão’ como o redator falou. Aqui você pode ter a religião que quiser sem ser obrigado seguir a religião dos pais como acontece na muçulmana e por lei o filho de muçulmano que se converter ao cristianismo pode ser morto pela própria família graças a charia, diferentemente das fantasias ditas pelas duas muçulmanas aqui. E tem mais aqui você não vai ter a sua mão cortada como fazem na Arábia Saudita, e nem será preso como na China ou morto como nesses países muçulmanos que adoram matar cristãos, aqui as mulheres podem trabalhar é crime ser espancada pelo marido, lá são apedrejadas, e nem igreja podem existir, se é cristão é visto como imundo.
          . Mas como de costume os muçulmanos sempre se dizem vitimas com a ajuda de seus protetores.

          1. Jones,

            Em primeiro lugar, há países muçulmanos e países de maioria muçulmana. São coisas diferentes. Eu tendo a pensar que todo país onde o sistema político é comandado por uma religião vai ter problemas. Há países de maioria muçulmana que não são o que você narrou, porque há uma democracia laica por trás, embora existam sim os países iguais aos que você falou.

            Em segundo lugar, acho que a coisa vai além da religião. O próprio cristianismo, não tem tanto tempo assim, também matava quem não era cristão. Fogueiras foram feitas com muitos não cristãos, vale lembrar. Lógico, essa coisa mudou, felizmente, mas do ponto de vista histórico não tem tanto tempo assim não. Toda violência em nome da religião – qualquer religião – deve ser condenada. Mas todo preconceito religioso e intolerância também devem. Esse é o ponto central.

            A questão não é defender um muçulmano ou um cristão. É defender um ser humano, não importa a religião dele.

            Abraço e obrigado pelo comentário.

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