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8 maneiras de trabalhar durante a viagem

Viajar pode não ser tão caro quanto a maioria das pessoas imagina, mas ainda consome uma boa quantidade de dólares. A quantia envolvida aumenta a cada dia na estrada. Com isso, quem vai ficar mais tempo longe de casa pode ter dificuldades para esticar o orçamento.

Não é raro recebermos aqui perguntas de quem quer trabalhar na estrada ou mesmo relatos de quem arrumou um jeitinho de fazer dinheiro extra durante as férias. Como nós já cansamos de contar e vocês já estão carecas de saber, quatro dos dez meses da nossa volta ao mundo foram gastos trabalhando em um empresa de TI, na Índia. A grana nos permitiu viajar bastante pelo país nos fins de semana e feriados. Se não fosse isso, não teríamos um conteúdo tão completo sobre o país de Gandhi aqui no blog. Nós conseguimos nosso trabalho pela AIESEC,  mas essa não é a única forma. Veja abaixo algumas opções para quem quer fazer dinheiro enquanto viaja.

Programa Work and Travel

Intercâmbio Work And Travel McDonalds

Se você sonha em viver e viajar pelos Estados Unidos, essa pode ser uma boa opção. Todos os anos, o país recebe estudantes latinos e asiáticos que desejam passar um tempo trabalhando por lá. As vagas são em restaurantes, estações de esqui, hotéis e cassinos e costumam pagar uma graninha boa, que permite se sustentar nos EUA e ainda guardar um pouco para viajar no final. O visto para esse programa é especial e já prevê um tempo reservado para viagens. O programa normalmente vai de dezembro a março. Para se candidatar é preciso estar matriculado em alguma faculdade, ter até 28 anos e inglês avançado. A Luíza já participou de um programa desses e conta aqui como foi.

Estudo + Trabalho

Já se o seu objetivo é conseguir fluência em algum idioma, mas precisa de uma ajuda financeira para bancar um curso, considere os programas que unem estudo e trabalho. Alguns países permitem que pessoas com visto de estudante trabalhem entre 4 e 6 horas por dia durante o curso. Entre eles, estão Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Irlanda. Na maior parte das vezes, conseguir o emprego é por sua conta e a maioria das pessoas termina como garçom, o que dá um bom dinheiro em países onde a gorjeta é cultural (e gorda).

Intercâmbio profissional

Trabalho na Índia

O intercâmbio profissional permite que você encontre um emprego na sua área de formação, o que, além de dar um grana boa, ainda pode melhorar o seu currículo. Essa foi a nossa opção na Índia e, se for a sua também, a própria AIESEC tem oportunidades em diversos lugares do mundo.

IEASTE é outra organização internacional que promove esse tipo de intercâmbio. Algumas agências também possuem programas de estágio no exterior, mas nem todos são remunerados. Tenha em mente que, dependendo da sua área de formação, pode ser difícil encontrar uma vaga. Engenharias, profissões ligadas à tecnologia, turismo, marketing, relações públicas e administração são algumas das que possuem mais oferta de trabalho.

Hostel, bares e restaurantes

Bouchon-Traboule

Tem gente que viaja sem dinheiro, chega no lugar, se acomoda e só depois começa a pensar em como vai pagar o almoço do dia seguinte. Normalmente essas pessoas trabalham nos próprios hostels onde estão hospedados ou em bares, festas, fazendas e restaurantes. Mas as possibilidades são inúmeras. Tudo depende da criatividade e disponibilidade do viajante. Sinceramente, esse não é muito o meu perfil, mas a Chris, do blog Dentro do Mochilão  viaja assim há tempos e tem algumas dicas legais para dar.

O problema dessa opção é que ao trabalhar com visto de turismo você pode desrespeitar as regras do país. Cada país tem suas próprias regras e existem algumas alternativas para driblar essa limitação. A Fernanda, do Preciso Viajar, conta como conseguiu o visto de trabalho na Austrália, mas é preciso ter passaporte europeu. A França lançou recentemente um visto especial para mochileiros que permite trabalhos em albergues e restaurantes. Já a Nova Zelândia tem facilidades para brasileiros. Pesquise sobre isso antes de ir.

Freelancer

Digital Nomads

Se você não quer tentar conseguir trabalho no exterior, mas precisa de dinheiro, que tal levar trabalho do Brasil? Foi assim que nós conseguimos passar quase três meses na Europa, no ano passado. Conseguir trabalho freelancer, que você pode fazer de qualquer lugar e em qualquer hora, pode ser uma ótima forma de ganhar dinheiro na estrada.

Cruzeiros

Já imaginou ter um trabalho que te permita acordar cada dia em um lugar diferente? Quem trabalha em cruzeiros internacionais tem! Existem inúmeros sites de recrutamento para quem quer servir neste tipo de empreendimento. As vagas são na cozinha, recepção, limpeza, bar, restaurante, spa e até fotografia. O ritmo é bem puxado: é preciso trabalhar várias horas por dia. Em compensação você ganha dias livres onde quer que o cruzeiro atraque.

O ideal é começar em empresas que operam no Brasil, como a Royal Caribbean, Pullmantur, Costa, Ibero, Club Med, Image e Ocean View, até ganhar experiência para conseguir vagas em outros lugares. Os salário podem chegar a R$13 mil por temporada. Earl, o blogueiro gringo do Wandering Earl, viaja desde 1999 e começou trabalhando em cruzeiros. Nesse post aqui ele conta como (em inglês).

Ensinando Inglês ou outras línguas

Existe um mercado imenso de gente procurando professores de línguas, em especial de inglês. Eu conheço gente que foi para a China, para Finlândia, para a Coreia e até para o Japão nesse esquema. A Débora, do Revista de Viagem, acabou de conseguir um emprego em uma escola de idiomas e está de mudança para a Arábia Saudita. Como não somos nativos, nós temos inúmeras desvantagens na hora de concorrer por uma vaga dessas, mas o mercado é tão grande que não chega a ser impossível. Para aumentar suas chances, procure tirar o TEFL (Teaching English as a Foreign Language). Muitas empresas de recrutamento exigem esse certificado. O site GoAbroad possui diversas oportunidades nessa área.

E se você não fala inglês ou não tem confiança para ensinar, não se preocupe. Tem uma América Latina inteira querendo aprender o nosso bom e velho português. Juro! Tente procurar oportunidades no México e na Colômbia.

Au Pair

A Thais Maia me lembrou nos comentários de outra forma de trabalhar durante a viagem: Au Pair. O programa é para mulheres com idade entre 18 e 28 anos que queriam trabalhar como babá em casas de família. Alguns programas incluem também cursos de idiomas para você se aprofundar na língua. É uma das formas mais econômicas para viajar pois, além do valor pago à agência não ser tão alto como em outros intercâmbios, você ainda recebe um salário legal e tem alimentação e hospedagem incluídos. A maior parte das pessoas vai para os Estados Unidos, mas também existem vagas em países europeus, como a Holanda, Alemanha, Áustria e França.


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Natália Becattini

Já chamei de casa a Cidade do Cabo, Chandigarh, Buenos Aires e Barcelona, mas acabo sempre voltando pra minha querida BH. Gosto de literatura, cervejas, música e artigos de papelaria, mas minha grande paixão é contar histórias. Por isso, desde 2011 viajo o mundo e escrevo sobre o que vi. Também estou no blog sobre escrita criativa Oxford Comma e compartilho minhas impressões de mundo também no instagram @natybecattini e no twitter.

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15 comentários sobre o texto “8 maneiras de trabalhar durante a viagem

  1. Nossa! Adorei a publicação. Também tenho um sonho de poder viajar pelo mundo, um dia vou conseguir. Agora ficou mais difícil com dois filhos pequenos, mas o sonho continua.

  2. Excelente post, ótimas dicas para quem deseja trabalhar enquanto está viajando. Só uma correção, o programa de au pair não é só para mulheres (tem agências que já aceitam homens também), isso nos Estados Unidos. Fui au pair por 2 anos e conheci vários “au pair” (homens). Uma das melhores experiências da minha vida. Além de você receber quase 200 dólares por semana, você vai ter moradia e comida, e dependendo da sua hostfamily, você ainda tem o privilégio de ter um carro só para você. E a parte que mais gostei, férias remuneradas (explorei muito os Estados Unidos durante meus 2 anos como au pair). ótima escolha para quem tem interesse em fazer um intercâmbio nos Estados Unidos e um dos programa mais baratos 🙂

    1. Olá Josine, que interessante isso, quando eu fiz minha pesquisa, todas as agências de intercâmbio que eu consultei exigiam que as au pairs fossem mulheres. Você sabe qual agência ou organizações possuem programas para homens, para que eu possa incluir no texto?

      Abraços

  3. Muito legal o post mas apenas uma ressalva: o trabalho de cruzeiro não ganha dia livre não rs O tempo inteiro do contrato você trabalha direto, no day off hahaha São em média 11 horas de trabalho por dia, na verdade você só sai nos portos durante os breaks entre os turnos de trabalho.

    1. Ei Maria, se você trabalha no crew realmente não ganha, mas se você é do staff a vida é mais tranquila. Conheço um cara que trabalho 5 anos como vendedor nas lojas de diversos cruzeiros e às vezes podia descer. O pessoal da parte artística, então, fica mais de boa ainda. =)

      Abraços!

  4. Uau! Excelente post.
    Sou universitária e não sei ainda como fazer, só sei que vou viajar o mundo.
    Obrigada pelas dicas, já compartilhadas.
    Sucesso!

  5. oi Nat! muito bom o post.. mas o link redirecionando para o programa work an travel dá no mesmo daquele da AIESEC. Fiquei interessada, mas não entendi se essa postagem tá aqui no blog ou em outro.

  6. Obrigada pela lembrança, Natália.
    Como você disse, não é tão fácil conseguir um emprego como professor de inglês no exterior, não sendo nativo. Na América Latina é mais fácil mas em compensação paga menos. As melhores vagas e os melhores salários estão na Ásia e no Oriente Médio então a cobrança é maior também. Acho que a minha vantagem é ter 12 anos de experiência como professora e coordenadora. rs
    Um site muito bom para procurar essas vagas é o Dave’s ESL Cafe http://www.eslcafe.com/joblist/.
    Um abraço,
    Debora 🙂

  7. ei! mais uma vez, curti muito o post de vocês 🙂 só senti falta do meu tipo de intercâmbio aí, haha. sou au pair há 9 meses. claro que é um trabalho bem peculiar e fora de cogitação pra muita gente, mas pode ser uma boa opção pra quem curte criança, quer ter a experiência de morar com uma família gringa e viajar quando dá. aqui nos eua eu tenho todos os finais de semana livres, além de duas semanas de férias por ano. ganho pouco, mas não pago moradia e comida, então qualquer dólar que entra pode ser dedicado pra viagens ou compras pessoais. parece que um ano de intercâmbio é muito, mas morando nos eua e com vontade de conhecer tanta coisa, a gente vê que o tempo passa voando, haha. sei que o programa também é legalizado em países como holanda, alemanha e frança (melhor ainda pra quem quer viajar).

    beijos!

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