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7 clichês de viagem que merecem um tapa na cara

Nada é tão forte e grudento como um clichê, aquela ideia que fica tão comum em determinado contexto que se torna previsível.  Tipo alguns finais batidos de filmes ou livros. O mundo das viagens, claro, não está imune aos clichês, ainda mais na era das redes sociais, que ajudam a tornar um clichê num fenômeno mundial.

Eles podem até ser divertidos, mas perdem conteúdo justamente na falta de originalidade. Listamos sete clichês de viagem que você provavelmente já deve estar cansado de ouvir.

Acha que essa lista poderia ter mais itens ou discorda de alguma coisa? Sinta-se convidado a participar da discussão, deixando um comentário.

Clichês de viagem

Se você trombar com alguém que garante que é um viajante, jamais um turista, pode saber você você se encontrou com alguém que tem a tendência de causar bocejos nas pessoas ao redor. Para pessoas assim, viajantes e turistas são diferentes, com os primeiros sendo melhores do que os últimos. Turistas seriam aqueles que viajam para lugares mais batidos, absorvem menos coisas da cultura que visitam e viajam por períodos mais curtos, normalmente durante as férias, com um roteiro planejado na segurança da sala de casa.

Já o viajante, por esse mesmo discurso, seria alguém que viaja por longos períodos, sejam meses ou até anos. É alguém que viaja sem planejamento, não sabe qual será o próximo destino, despreza turistas e pontos turísticos tradicionais. O escritor norte-americano Paul Theroux ajuda na definição do viajante ao dizer que “turistas não sabem onde eles estiveram, viajantes não sabem aonde eles estão indo”. Já o britânico Gilbert Chesterton disse que “o viajante vê o que ele vê, o turista vê o que ele veio ver”.

Enfim, o viajante seria algo tipo uahaa. Desculpa. Bocejei com tanto discurso pedante junto, do mesmo nível daquele que tenta diferenciar blogueiro de bloguista e bolinho de chocolate de cupcake. Serio, não basta a gourmetização da comida, temos que fazer o mesmo com as viagens?

Não há nenhuma diferença entre turistas e viajantes. Se você é leitor do 360, provavelmente já reparou que nós usamos as duas palavras aqui, mas sempre como sinônimos, numa simples tentativa de não repetir expressões. Qualquer coisa além disso é arrogância, uma tentativa de dizer “eu sou viajante e viajo melhor do que você, que é turista”. Ok, cada um com sua opinião. Eu, por outro lado, prefiro ser turista. E viajante. Tanto faz, dá na mesma. Só quero curtir minha viagem, conhecer outras culturas e ter boas experiências – mais ou menos como todo mundo que resolve viajar.

clichês de viagem

O ditado do Papa pode ser aplicado para qualquer cidade, país ou contexto. Esteve em Paris e não viu a Torre Eiffel? Então você não esteve em Paris (tapa). Esteve na Índia e não viu o Taj Mahal? Então você não conhece a Índia (tapa). Esteve em Nova York e não viu a… tapa. Esquerda. Direita. Cruzado. Faz ele parar de falar bobagens, Batman, por favor.

Já escrevemos sobre o risco de se preocupar em excesso com o top 10 de cada destino. É como se existisse uma listinha mental: Taj Mahal? Visto. Torre Eiffel? Também. Coliseu? Claro. E deixa eu correr porque Machu Picchu é logo ali e não vai me esperar para sempre. Não precisa ser assim. Inclusive, para muitos dos moradores desses lugares não é assim – o mundo está cheio de parisienses que nunca subiram na Torre, cheio de indianos (algumas centenas de milhões deles) que não passaram nem perto do Taj Mahal e de peruanos que não conhecem Machu Picchu, exatamente como os cariocas que nunca andaram no Bondinho ou foram dar um oi para o Cristo. Será que essas pessoas não conhecem suas próprias cidades e países? Claro que conhecem.

Não é preciso ver todas as atrações mais famosas para ter uma viagem legal por outro país. Faça como o Batman: vá nas que você realmente quer conhecer, sem medo de ser feliz.

clichês de viagem

O discurso contrário ao anterior, muito usado por quem se diz viajante, não um turista. Se não é preciso fazer uma maratona para ver todos os pontos turísticos famosos de um lugar e se pular um deles não é um erro, mas uma escolha, o contrário também não é um problema: há quem prefira evitar os lugares turistões, que todo mundo vai. Tudo bem, afinal cada pessoa tem interesses e gostos diferentes. O Batman entra em ação quando essa necessidade de encarar a estrada menos batida vira motivo de arrogância, como se quem escolhe visitar a Torre Eiffel fosse pior do que quem decide não fazer isso, mesmo estando em Paris.

Em um artigo para o Lonely Planet, a escritora Jess Lee conta uma história interessante. “Num hostel em Cairo, Egito, conheci uma garota que disse que estava na cidade há três meses, mas ainda não conhecia as Pirâmides. O tom com que ela disse isso indicava que ela queria receber uma medalha. Conversando com ela no dia seguinte, eu disse que queria visitar algumas mesquitas. ‘Você é tão turista’, ela me disse”.

“Você é  tão turista”. Bocejo.

Clichês de viagem

Ahhh, Facebook… terra favorita dos escritores de autoajuda. Nada contra, tenho até amigos que gostam, mas esse tipo de literatura costuma dar respostas rasas para problemas complexos. No caso do Facebook a coisa piora, já que frases de autoajuda são recortadas do contexto e compartilhadas aos milhões. Veja bem: não há nada de errado em compartilhar frases legais de viagem – nós mesmos fazemos isso.

Como eu já disse num post do blog Rodando pelo Mundo, muitas dessas frases funcionam como hipérboles. Sabe quando Jesus disse que era mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no céu? A ideia não era que os ricos podem se preparar para virar churrasquinho no inferno, mas mostrar a dificuldade envolvida ali. Deixando a doutrina judaico-cristã de lado, a mesma coisa vale para viagens.

“Ou a vida é uma viagem ou não é nada”, diz uma frase. O que eu entendo disso? Viajar é muito legal. Ponto. Mas o mundo é cheio de coisas legais. Fora que, pode acreditar, tem gente que não gosta de viajar, assim como tem quem não goste de novelas, filmes de ficção científica, filhotes ou sorvete. Eu não entendo essas pessoas, mas respeito o gosto delas.

clichês de viagem

Tem quem não perceba a alegoria dessas frases de Facebook e leve tudo ao pé da letra, gente que acredita que “viagem” é a resposta para todos os problemas da humanidade. Não aguenta mais seu chefe? Viaje. Está endividado? Viaje. Com problemas de saúde? Viaje. Se sentindo sozinho? Viaje. Não sabe o motivo da vida, do universo e de tudo mais? Viaje.

Viajar pode ser uma coisa legal, pode te ajudar a crescer, a ter uma vida mais feliz, a se sentir mais realizado. Pode. Assim como muitas outras coisas podem – ou não, dependendo do contexto. Dependendo de você. Viajar não é uma espécie de deus milagroso que resolve todos os problemas, traz a pessoa amada de volta em três dias e deixa todo mundo felizão. Vale lembrar que o contrário também é um problema: o Robin receberia um tapa na cara se afirmasse que quem resolve viajar está necessariamente fugindo da realidade e evitando encarar os problemas.

Clichês de viagem

Se você lê este blog, é provável que você seja uma pessoa privilegiada. Digo isso não por causa do 360, mas porque toda comunicação é direcionada para alguém e qualquer veículo de comunicação tem um leitor modelo. No nosso caso, nossos leitores médios têm entre 18 e 34 anos, estão cursando ou já têm curso superior e têm renda familiar de cerca de 10 salários mínimos por mês. Portanto, são pessoas que têm condições de viajar, podem sonhar em conhecer Paris ou passar as férias na Tailândia, afinal não não fazem parte da camada mais pobre da população, aquela cuja preocupação principal é colocar comida em casa.

Dito isso, fica fácil perceber como o discurso do “viajar te torna uma pessoa melhor e mais tolerante” é uma prova absurda de intolerância e arrogância. E os que não podem viajar? Ou, de novo, e os que até têm dinheiro para fazer isso, mas simplesmente não querem cair na estrada? Seriam pessoas piores? Claro que não.

Sim, viajar pode quebrar preconceitos, promover crescimento pessoal e mudar a forma de pensar das pessoas, mas de novo o foco está no pode. Já conheci gente viajada, que já esteve em dezenas de países, e continua sendo muito… racista. Acontece.

Da mesma forma que conhecer outras culturas pode te tornar uma pessoa mais tolerante, um bom livro, um bom filme, uma boa música, novela, uma conversa com o vizinho ou um bate-papo saudável com amigos também podem. Ninguém se torna automaticamente melhor, mais interessante e tolerante ao fazer as malas e conhecer outros países.

clichês de viagem

Não sei quem começou com essa moda. Há textos em blogs gringos, publicados em 2012, que defendem a ideia, que supostamente veio de outra onda, o da idealização da mulher que lê. “Namore uma garota que viaja. Namore uma garota que vai preferir guardar dinheiro para viajar do que para comprar sapatos e roupas”, diz um deles.

Não demorou para vir a versão masculina do texto, garantindo que os caras que viajam são muito mais legais. E ainda teve o discurso contrário – o melhor era não namorar com uma pessoa que viaja, afinal ela/ele eventualmente vai resolver jogar tudo pro alto e seguir pela estrada, enquanto você chora sozinho no acostamento.

Por sorte quase ninguém leva essas mensagens a sério –  as pessoas se relacionam com quem conhecem, se interessam e apaixonam, ponto final.


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Rafael

Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014 voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura. Siga minhas viagens também no instagram, no perfil @rafael7camara no Instagram

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70 comentários sobre o texto “7 clichês de viagem que merecem um tapa na cara

  1. Descobri o blog, fui de um post a outro, freneticamente.
    Embarco daqui um mês para a minha segunda viagem sozinha (super animada)!!
    Adorei esse post aqui, mas o que queria comentar na verdade é outra coisa.
    Fui muito relapsa nos outros post, mas neste acabei lendo um detalhe: na descrição do autor “jogos do América”.
    hahahahaha muito bom!!!
    Parabéns!

  2. Muito bom este artigo. Ao meu na verdade tem gente que viaja para dizer aonde esteve ao invés de estar e aproveitar a magia do momento.

  3. “Somos sonhadores que acreditam que grandes jornadas mudam a vida das pessoas. Ao todo, já estivemos em mais 30 países e queremos estimular outros a fazerem o mesmo.”

    Gosto muito do blog de vcs.Não gostei , entretanto, do ” tapa na cara ” em razão de diferenças lingísticas ou divergências de opinião.

    1. Lamento saber disso, Aldema. Você pode explicar com o que não concordou ou não gostou deste texto?

      Abraço e obrigado pelo comentário. 🙂

      1. Na abertura do blog , encontrei uma afirmação sensível e de incentivo para que as pessoas viajem . Surpreendi-me, depois, com a agressividade do ” tapa na cara” de quem faz escolhas diferentes das suas. Também não gosto de viajar com pacote, mas é melhor que assim o façam do que permanecer em casa com medo de viajar sozinha. O texto tornou-se prescritivo e normativo -parecendo gramática tradicional, com certo e errado, ou … leva um tapa na cara. Isso é diferente de vcs – ao menos, do que penso de vcs. O erro, entretanto, pode ser meu…pode ser uma interpretação equivocada. Boas viagens!

        1. Adelma, aqui no 360 a gente aceita toda discordância e sempre tenta crescer com elas. Ainda mais quando a discordância é feita educadamente, como a sua. Por isso, agradeço pelo seu comentário, de coração. 🙂

          De qualquer forma, eu acho, sinceramente, que você não interpretou o texto corretamente. Em primeiro lugar, o “tapa da cara” é uma brincadeira, um meme da internet. Não é para ser agressivo – isso é uma piada que roda o Facebook há anos, sempre com a imagem do Batman. Ninguém leva esse “tapa” a sério”. Muito pelo contrário, todo mundo sabe que é uma piada.

          Mas, mais importante do que isso, acho que você não pegou a ideia do texto mesmo: a única coisa que esse texto quer dizer é “viaje da forma que você quiser. Faça o que você quiser. Viaje de pacote, de mochilão, em viagem de luxo, de experiências. Tanto faz. A escolha é sua e ninguém deve te julgar por isso”.

          Repare que quem leva o “tapa” é quem tenta ser, como você disse, “prescritivo e normativo” em relação a outros. Enfim, você não gostou do texto pelos motivos que apontou, mas eu defendi no texto justamente o contrário do que você entendeu.

          Leia de novo, com coração aberto. 🙂 Talvez você perceba que o sentido do texto é o oposto do que você tinha pensado quando leu pela primeira vez. Essa é a ideia.

          Grande abraço e, mais uma vez, obrigado por ter comentado.

          1. não achei legal a abordagem, li e reli e tentei entender com o coração aberto e não consegui, infelizmente. Alguns pontos foram interessante, mas de resto, por exemplo uma pessoa fanática por viagens como creio que a maioria que acompanha o Blog é, assim como eu, não tenham gostado de algumas coisas.
            mas no geral foi interessante para vermos outros pontos de vistas, algumas pessoas que conheço não gostam de viajar e devem pensar dessa mesma forma aí que está descrita, rsrs

  4. Texto mto foda, como sempre Rafael! Me identifiquei com mtas coisas 🙂
    Valeu pelo link, é sempre uma honra ter vcs participando do blog e fico feliz de ter voltado ao mundo das viagens!
    Grande abraço e mta paz,
    Michel

  5. Realmente, categorizar quem viaja em turista ou viajante é tão raso quanto dizer que mochilão é A experiência de uma vida e viajar de pacote é o fim. Cada um tem seu jeito e preferências na hora de gastar seu suado dinheiro e aproveitar as merecidas férias. Para algumas pessoas o lugar mais simples pode ser A experiência. Quando eu era professora levei meus alunos para um dia em um sítio próximo a uma represa. Um deles me disse “nunca estive num lugar tão lindo!”. Precisamos tomar cuidado com a vaidade. Dizer que nao vai à Torre Eiffel não te faz melhor- nem pior – do que quem bate cartão a cada visita. Este tipo de post é legal e funciona como um disclaimer, já que às vezes podemos ser mal interpretados quando contamos nossas experiências. Por outro lado, posto imagens com frases do tipo “viajar te torna menos preconceituoso” porque acredito que conhecimento de outras culturas faz isso mesmo. Se há quem seja impermeável e não se transforme, nada posso fazer. A mensagem é para quem se identificar com ela. Abraços!

  6. No final do ano passado fui à França, passei cerca de 10 dias lá. 8 deles numa micro cidade no interior, fiquei na casa da família de um amigo meu vivendo a típica vida de uma família francesa do interior. Experiência super autêntica. Tive a chance de ir um dia a Paris, cidade que não conhecia. Vi todos os monumentos e pontos turísticos mais famosos (mas não entrei em nenhum – nem no Louvre – porque não deu tempo), fiz um monte de fotos jacu, almocei no McDonalds e terminei o dia comprando horrores de souvenirs. Experiência igualmente autêntica. Também conheci Londres em um dia. Foi o que deu pra fazer… “Ah, mas então você não conheceu Londres nem Paris. Apenas viu as duas cidades!” Tanto faz o verbo que queira usar, a viagem é minha e eu escolho o que faço dela. Se der pra voltar com mais calma eu volto, se não der fui muito feliz em meus dias de “turista”. É isso, cada um faz um que tá afim, sem essa cagação de regra.

    “Namore uma garota que viaja. Namore uma garota que vai preferir guardar dinheiro para viajar do que para comprar sapatos e roupas” -> Eu, na medida do possível viajo e compro roupas e sapatos! E adoro! 😀

    1. Pois é, Paula. O lance é cada um viajar do jeito que preferir.

      Tenho certeza que sua viagem foi incrível. Porque foi sua, do seu jeito. 🙂

      Abraço.

  7. Adorei suas colocações, sobretudo pq que se vê tanta discussão tola sobre “a maneira certa de viajar”. Não entendo quem quer usar o discurso “faça o que tiver vontade” impondo regras aos outros de como fazer isso. Vai entender!

  8. Ual!! Otimo seu texto e é exatamente o que estou passando no momento.
    Acabei de chegar de viagem de fim de ano e foi nela que começamos a discutir: ninguem aguenta ver mais monumentos e castelos! Mas quando vem a pergunta: o que você gosta de fazer nas viagens, o que gosta de ver? Aí pra responder leva-se um tempo… Na maioria das vezes a gnt nao sabe o qe realmente a gente gosta! Nao é facil.. E acaba que seguir is cliches e os top10 de cada lugar é mais facil!
    Como descobrir o que vc gosta?

    1. Isso é complicado mesmo, Hadassa.

      Normalmente todo mundo começa pelos lugares óbvios, mas com o tempo a gente aprende o que curte ou não. Eu, por exemplo, adoro lugares históricos e tremo de medo de pensar em lugares de compras.

      Mas cada um é de um jeito (felizmente). hehe

      Abraço.

    2. Permita-me fazer uma observação… se você(s) não voltam renovados de uma viagem é porque realmente estão fazendo da forma que não os impacta. Às vezes a solução não esta no descobrir o que gostaria de fazer em uma viagem e sim do que não gostaram. Talvez uma viagem sem muita programação e querer simplesmente descobrir lugares e ter experiências novas e fora da rotina da programação detalhada os faça sentirem-se viajando, pois viajar é também entre outras coisas, sair da nossa rotina, explorar o desconhecido e ter experiências únicas que so aconteceriam fora do nosso território chamado home.

  9. Nunca,nunca mesmo, havia lido um resumo tão perfeito sobre o assunto viagem. Perfeito. Vc resumiu de modo brilhante um sentimento recorrente em meu cotidiano, alguém fez os pseudo-cults acreditarem q viajar diferencia as criaturas. A “aborrescência” do discurso é tão gde que chega a enjoar.texto perfeito. Parabéns.

  10. Adorei a criatividade do texto, e claro, a veracidade. Descobri que meu marido é Batman (no contexto do post, claro rsrs). Vai pra Paris e não quer ir no Louvre; vai pra Dubrovnik e não sobe nas muralhas….e por aí vai. Nosso espírito de viajante ou turista é bem Batman hahaha Abraços e parabéns pelo texto! ps: realmente ninguém agüenta mais tanta frase de auto ajuda sobre viagens.

  11. Achei otimo o texto, muito esclarecedor e ao mesmo tempo divertido 🙂
    Eu até acho q muitos q expressam esses cliches, nem sempre tem a intencao de reproduzir um ar de superioridade. Pode ser por ingenuidade e até quem sabe, reproduzir um senso comum, q as vezes nem parou pra pensar e reduziu sua linha de pensamento numa frase vaga e sem profundidade.

    1. Também acho, Arthur, muitas vezes o clichê se mantém não por maldade das pessoas, mas justamente por ser o senso comum.

      Abraço e obrigado pelo comentário.

  12. adorei o texto! queria muito mas muito dar um tapa na cara com um tijolo nesse tipo de pessoa q se passa de “viajante super cool e hipster”! e esse negócio de estar na cidade X meses e não ter conhecido um ponto turístico e se vangloriar é pura burrice. Moro há muitos anos na mesma cidade e nem conheço tudo e nem os arredores direito pfff

  13. Achei um máximo! Apesar de cair em alguns desses clichês, serve sempre pra ver onde a gente tá exagerando e repensar. Mas, o “viajante xiita” (como carinhosamente chamo) são os piores! Para eles alguém que contrata um guia ou viaja de excursão deveria ser banido do universo. Uma pena. Isso desestimula aquele cara (até o pobre que vc citou no texto: hj eles estão viajando e de pacote). Não vejo problema nisso.

    1. Pois é, Iara. Eu não viajo de pacote, mas qual o problema de outros fazerem isso?

      Nenhum. Cada um viaja como quer. E para muita gente essa pode ser a melhor forma de viajar.

      Minha vó, por exemplo, tem 79 anos e esteve na Rússia de pacote turístico. Foi a melhor saída para ela.

      Abraço!

  14. Muito bom, eu acho ridículo pessoas que por algum motivo acham que são mais ultra viajantes que os outros, tipo quero ser o mais foda de todos…
    Minha opinião viaje pra vc, do jeito que te faça bem, e da maneira que você possa!
    Cada um faz o que acha melhor…Essa rotulação que insistem em colocar nos outros me faz bocejar tbm rsrsrss…

  15. Adorei! Sempre achei ridiculo isso de viajante x turista.. sempre falei que ia turistar pela minha cidade.. e btw, isso é bem bacana de se fazer.. Meu pai nunca subiu o Morro da Urca, carioca com 65 anos de praia.. mas tem pavor de altura.. E sempre que bolo um roteiro ou dicas, eu falo que é minha opinião, uma sugestão.. . quem sou eu pra dizer o que alguém tem que conhecer ou não em algum lugar.. E o carinha que se acha o “viajante” e esnoba quem curte ponto turístico é o chato mor.. Eu por exemplo adoro Paris mas odeio ir em restaurante francês lá..
    As vezes que viajei sem planejamento tive um prejuízo absurdo.. tipo 300 dolares em 1996 em uma noite de hotel em Cambridge pq cismei de ir pra Boston em um fim de semana.. e estava tudo lotado. Mas com a idade a gente muda, isso eu fiz aos 21.. aos 40 o turista/viajante já é outro..
    Uma coisa que tem me incomodado muito é essa moda de largar tudo e ir viajar pelo mundo, como se não houvesse amanhã. E isso relacionei ao que vc falou de frases.. Sempre viajei, e trabalhava em empresa. Esperava as férias como louca e dividia pra viajar 2x por ano ao menos.. Óbvio que pra mim (e pra muitos) viajar é o melhor tipo de lazer, é onde invisto o que ganho.. mas viajar não é solução de problemas.. quem dera.. se fosse assim eu não teria nenhum.. Sou uma super adepta às frases.. afinal, faz sucesso e quebra a seguência de links que eu posto.. mas tomo o maior cuidado pra não vender a imagem de que viagem é o caminho pra felicidade e que só é feliz quem viaja… Até pq somos formadores de opinião, e chega ser covardia vender essa ilusão… quando leio um blog que faz isso, posts falando pra largar tudo e sumir no mundo, tenho vontade de comentar sobre essa covardia.. Falei demais rs.. mas já é o segundo post seu que eu super me identifico.. bjs

    1. Oi, Flavia.

      A gente também usa essas frases de Facebook. Eu não gosto, mas infelizmente é necessário, caso contrário o engajamento na página cai tanto, né? 🙁 Enfim, o importante é ser equilibrado.

      Sobre o lance de largar tudo para viajar, esse é um assunto comum aqui no blog, afinal nós largamos empregos, tiramos um ano sabático e fomos dar uma volta ao mundo. Foi assim que este blog nasceu. E pra gente valeu a pena.

      Ao mesmo tempo, eu jamais diria para alguém largar tudo (ou não largar tudo) para viajar. Esse é o tipo de decisão que a própria pessoa tem que tomar. Posso até dizer o que eu fiz, pesar prós e contras, falar da minha experiência. Mas dizer claramente “faça isso”? Eu não. Que cada um faça suas próprias escolhas e pense suas consequências. 🙂 E uma coisa é certa: viajar não resolve todos os problemas. Eu também tenho vários, mesmo viajando bastante. hehehe

      Se tiver interesse dá uma olhada nesse post aqui:

      https://www.360meridianos.com/2014/02/devo-largar-tudo-para-viajar.html

      Abraço!

  16. Ótima lista! Lembrei de um clichê que vcs sempre falam por aqui e eu já ouvi muito qd comento sobre alguma viagem ou qd digo que morei fora por um tempo: Hum… tá rycah!

    As vezes dizem só com o olhar mesmo. rsrs

    Mal sabem eles que eu vivia em Portugal com bem menos por mês do que recebo trabalhando… Bons tempos…

    1. Verdade, Bia.

      Muita gente acha que para viajar é preciso gastar muito. Esse é um clichê que precisa ser desmascarado, afinal assim as pessoas poderão viajar mais. 🙂

  17. Genial!!!! Esse lance de classificação dá uma preguiça… Cada um deve viajar da maneira que pode e pronto. Não acredito nessas regras e conceitos que tentam definir o modelo prefeito (e certo) de viajar. Bocejo. rsrs

    Grande beijo “pros” três!

    1. O problema é que o próprio Facebook acaba forçando os blogs e sites em geral a fazer esse tipo de frase. É um método de impedir que o engajamento da página caia muito, o que diminui a entrega dos posts.

      Enfim, também não gosto. Queria que não fosse assim. Mas a rede do Zuckerberg favorece a isso, infelizmente.

      Abraço, Thaís.

  18. Até hoje eu tenho vergonha de revelar que fui ao Maranhão e não vi os Lençóis Maranhenses…. mas tudo bem, eu estava curtindo com uma galera (e um menino lindo) que eu conheci na feirinha de artesanato… ahhahahahah!!!!!

    1. Hahaha!

      E, olha só, agora você tem motivos para voltar ao Maranhão, afinal os Lençóis continuam lá.

      Sempre tem outra viagem pela frente. 🙂

    1. Haha!

      Eu queria que o Facebook tivesse menos frases de auto-ajuda e mais conteúdo. Quem sabe um dia.

      Vai curtindo a Índia, Mari. Depois quero saber o que você achou. 🙂

  19. Ótima reflexão. Eu ja fui alvo de vários comentários dignos de várias bofetadas do Batmann, quando comentei que fui a Roma e não visitei o Museu do Vaticano e a Capela Sistina. Não que estivesse fora dos meus planos, mas não fui…paciência! Mais um motivo para eu voltar….porem ter que ouvir aquele comentário “como assim? voce esteve em Roma e não visitou a Capela Sistinaaaa!” como se tivesse cometido o pior dos crimes, realmente é de perder a compostura como o Homem morcego.

    1. E sempre fica alguma coisa de fora, né Rose? Ninguém consegue ver tudo que gostaria numa primeira viagem. É preciso fazer escolhas.

      E cada um escolhe o que gosta mais. 🙂

      Abraço.

  20. Quer saber? Adorei. Outro dia discutia dois artigos da viagem e turismo de dezembro que falava sobre essa bobagem de turista e viajante com meus alunos do 1o ano do curso de turismo.
    Agora além de postar na página do blog, vou mandar o link pra eles!
    Parabéns.

  21. hahaha Acho que o Robin nunca levou tanta bofetada na vida.

    Hm… Muita gente fala que uma viagem faz a pessoa mudar da água pro vinho. Digo que sim e que não. Muito de mim eu já mudei nesse meu intercâmbio, mas verdade seja dita: minha essência permanece a mesma e ainda mais forte. Conclusão pessoal: não, eu não virei um Super Saiyajin. Continuo a mesma, quieta, pensativa e seletiva com quem me relaciono. Só que também bem mais tolerante, compreensiva e, pasme você, orgulhosa de ser brasileira.

    Abraço!

    1. Também aprendi a valorizar muitas coisas do Brasil ao viajar, Ligia. E concordo com você: sim, uma viagem pode mudar muito a gente. Mas tem coisa que não muda.

      E tem coisa que nem precisa mudar, né?

      Abraço.

  22. Falando em checklists, esta semana conheci uma indiana que foi ao Brasil e: “passei só uma escala de um dia em São Paulo, mas passeei no Rio, depois fui nas cataratas do Iguaçu e depois na floresta amazônica”. Gente! E eu aqui nem indo no Taj Mahal (ainda)!

    1. Eu acho que quando a gente vive num país as viagens são num ritmo mais lento mesmo.

      Eu, por exemplo, conheço muito pouco do Brasil, bem menos que muitos estrangeiros que já conheci por aí.

  23. HAHAHAH Sensacional! Falou muita coisa que sempre pensei. É incrível como cagação de regra é um perigo quando falamos de viagem. Até o Anthony Bourdain, um dos caras que mais respeito no mundo das viagens, caiu nessa e falou num programa que é bobagem ver a Torre Eiffel em Paris. Uma coisa é dizer que existe muita coisa para ver, outra é desdenhar o que os outros querem ver.

    1. Pois é, Túlio. Não vejo problema algum em quem não quer ver a Torre. Ok.

      Só não rola de falar mal de quem quer (e se emociona ao dar de cara com ela). Ou de se achar superior por esse tipo de coisa.

  24. Achei a matéria muito legal porque inevitavelmente encontramos esses ‘chatos’ por aí…Mas acho que vcs tem muitos leitores fora da média,pois muitas pessoas não tem condiçoes,mas tem sonhos e com a popularização dos celulares com net,muitos são leitores que ‘viajam’ nas matérias dos blogs de viagem(desculpe,que aí foi mais um clichê)…eu mesma faço parte da minoria que lê seu blog e não ganha nem perto de 10 salários(aliás,bem longe)e nem curso superior…mas graças a DEUS tive condiçoes de por enquanto conhecer apenas um país,enquanto não posso viajar todo ano,vou mantendo informada por aqui e outros blogs de viagem,para quando viajar estar a par de varios lugares legais.Enfim,a questão a que o blog nos convida a comentar nem é essa,mas sim sobre gostos e é verdade que existem pessoas de todo tipo,eu conheço pessoas que tem condiçoes e não dão a mínima para viagens,preferem desfrutar sua chácara,outro prefere apenas 1 lugar sempre,outro prefere lugares modernos,outra amiga lugares cheio de histórias,por aí vai,o legal é ouvir o que cada um tem pra contar e tirar proveito das experiencias…eu por exemplo,acredite quem quiser(rsrs)nunca sonhei com Paris,preferia ler sobre Londres,agora de tanto uma amiga me contar sobre lá(qdo ela vai à Europa,ela repete Paris)passei a achar interessante e lindo,agora estou sempre lendo matérias sobre Vale do Loire e Paris…mas é isso aí,o legal é respeitar o gosto de cada um e entender que ninguém é igual a ninguém e isso que é interessante pois torna as conversas diversificadas.(Só espero que meu comentario nao cause bocejo…hehehe)

    1. Disse tudo, Katia. O importante é respeitar o gosto de cada um.

      Sobre a questão da renda, também acho o valor surpreendente (eu não ganho a tal da renda média dos leitores do 360 e estou, portanto, fora da média).

      Esse dado surgiu numa pesquisa que fizemos no ano passado. Pouco mais de 50% dos leitores que participaram revelaram essa renda familiar mensal.

      Ahh, e seu comentário não causaria bocejo de forma alguma. Comente sempre que desejar. 🙂

      Abraço.

  25. Adorei o texto e concordei com todos os “tapas”!
    Só uma correção básica: sou leitora do 360, mas acho que tô da média e beeeem longe de ganhar 10 salários! :p
    Não tive ainda oportunidade de viajar tanto quanto gostaria, mas adoro “consumir” textos e experiências de viagens, tô sempre planejando uma viagem, mesmo que ainda esteja bem longe!
    Beijos!

    1. Oi, Renata.

      A informação original estava errada: 10 salários é a renda familiar, não de cada pessoa.

      De qualquer forma, concordo com você: é muito dinheiro. Eu mesmo não tenho a renda média dos leitores do 360! hahaha

      Descobrimos esse dado quando fizemos uma pesquisa aqui no 360, há cerca de um ano.

      Abraço.

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