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Fotografia Antropológica: a câmera para se aproximar das pessoas

Fotografia Antropológica é uma modalidade da fotografia que tem como objetivo retratar as pessoas dentro de sua cultura e sua relação com o meio ao qual pertencem. É uma forma de descrever aquela cultura por meio de imagens.

Embora seja um recurso amplamente utilizado por pesquisadores e de valor científico reconhecido, nada impede que a gente aprenda algumas de suas técnicas e conceitos para tirar fotos mais bonitas e interessantes nas nossas viagens. Principalmente se você, como eu, considera que pessoas que a gente encontra pelo caminho são o que fazem a estrada valer a pena.

No meu mestrado, tivemos uma disciplina teórico/prática de introdução à Fotografia Antropológica. Os professores, além de serem fotógrafos e antropólogos, levam grupos de pessoas interessadas neste tipo de fotografia em viagens fotográficas a diversos pontos do globo. Eu abri meu caderno de anotações para passar pra vocês algumas das principais dicas que eles deram nas aulas.

Como planejar uma viagem de Carro

 

Foto: Ismael dos Anjos

Tipos de fotos de pessoas

Instantânea: É o jeito mais comum de fotografar pessoas, ainda mais se você ainda tiver alguma vergonha de se aproximar com a câmara. Você vê uma cena que te chama a atenção e click! Pode ser uma cena que você previu e foi atrás ou algo que aconteceu sem que você esperasse. Mas em ambos os casos é preciso pensar rápido para conseguir a foto antes de perder a cena.

fotografia antropológica Templos de Udaipur, Índia

Retrato: É quando a pessoa posa para a foto. Não vá metendo a lente na cara de qualquer um e perguntando se pode tirar uma foto dela. Aproxime-se, bata um papo antes, seja simpático. Quando a pessoa já estiver mais relaxada com a sua presença, essa é a hora. Tente não deixá-la desconfortável com a câmera. Um retrato deve ser, antes de qualquer coisa, um presente.

Fotografia antropológica: dicas para tirar fotos melhores de pessoas

Saber um pouco da técnica ajuda, mas não se torne refém dela

Conhecer os recursos da sua câmera e saber como manejar a velocidade, a abertura e o ISO ajuda a tirar boas fotos, mas a técnica é apenas uma ferramenta. O importante mesmo é desenvolver o seu olhar sobre as coisas. É aprender a ver o mundo da uma forma única, enxergar os quadros que estão na sua frente. É mostrar sua forma de pensar, as coisas que te chamam a atenção, a história que você quer contar. É saber incluir sua poesia nas fotos que você tirar.

fotografia antropológica Mulher peruana no Vale Sagrado de Cuzco

Seja invisível

Ao tirar fotos de eventos, situações cotidianas, pessoas em suas vidas comuns, coloque sua capa de invisibilidade. Faça o possível para não atrapalhar, se colocar no caminho ou interferir de qualquer forma naquele evento. Seja o mais discreto possível. Não seja aquele turista que entra no espaço alheio sem permissão para fazer uma foto. E, mais que tudo, não trate as pessoas como se você estivesse em um zoológico humano, como se elas estivessem ali para posar para você.

Quebre o gelo, faça contato, aproxime-se

Essa vale quando você quer tirar fotos de uma pessoa, seja um retrato ou uma cena na qual será difícil passar desapercebido. Converse antes, pergunte o nome e o que a pessoa faz ali, seja simpático. Às vezes – quando há essa abertura – vale muito mais a pena aproximar-se emocional e fisicamente da pessoa ou objeto fotografado que tirar a foto de longe, todo tímido.

Conte algo com a fotografia

O que faz uma fotografia importante não é apenas a estética, mas tudo o que está por trás dela: o contexto, a história, as mensagens e as metáforas.

Carnaval de Belo Horizonte, 2013

Foto: Ismael dos Anjos

Aprenda a identificar situações

Olhe para o mundo com um olhar fotográfico. Às

Evite flash

É sério, as fotos ficam uma porcaria e você ainda incomoda todo mundo ao redor. Aumente o ISO, diminua a velocidade, aumente a abertura. Trate as fotos no photoshop depois, mas evite essa invenção do capeta que é o flash.

Quer aprender a fotografar bem de verdade?

Vou indicar um curso online de fotografia que é muito bom, o Caçadores de Imagens. São 60 aulas – quase 20 horas de conteúdo exclusivo e original.

Os professores, a Lígia e o Charles, são fotógrafos profissionais há mais de uma década e já comandaram uma grande escola de fotografia em Belo Horizonte, que na época era uma das maiores do Brasil. A equipe do 360 estudou na escola deles, entre 2014 e 2015, e indica de olhos fechados.

Há três anos eles se mudaram para o Japão e passaram a dar aulas somente online. Mais de dois mil alunos já fizeram o curso Caçadores de Imagens, que tem sete módulos: introdução, desenvolvimento de olhar fotográfico, formação técnica, cores, composição, iluminação e photoshop para fotógrafos digitais.

O curso Caçadores de Imagens garante certificado e você terá um grupo exclusivo no Facebook para interagir com os professores e com outros alunos. Saiba mais aqui.

Clube Grandes Viajantes

Olá, somos a Luíza Antunes, o Rafael Sette Câmara e a Natália Becattini. Há 10 anos fazemos o 360meridianos, um blog que nasceu da nossa vontade de conhecer outras terras, outros povos, outras formas de ver o mundo. Mas nós começamos a sonhar com a estrada ainda crianças e sem sair de casa, por meio de livros sobre lugares fantásticos. A gente acredita que algumas das histórias mais incríveis do mundo são sobre viagens: a Ilíada, de Homero, Dom Quixote, de Cervantes; Harry Potter, Senhor dos Anéis e Guerra dos Tronos. Todo bom livro é uma viagem no tempo e no espaço. E foi por isso que nasceu o Grandes Viajantes: o clube literário do 360meridianos. Uma comunidade feita para você que ama ler, escrever e viajar.

Somos especialistas em achar livros raros, já esquecidos pelo tempo. Fazemos a curadoria de crônicas, contos e histórias de escritores e escritoras incríveis, que atualizamos numa edição moderna e bonita. A cada mês você receberá em seu e-mail uma nova aventura sempre no formato de livro digital, que são super práticos, para você ler onde, quando e como quiser.

Além do livro raro e do bônus exclusivo, recompensas que todos os nossos associados recebem, oferecemos duas experiências diferentes à sua escolha:

1) Para quem quer se aprofundar nas histórias e conhecer pessoas com interesses parecidos;< br/>
2) Para quem, além de ler, também quer escrever seus relatos.

Conheça cada uma das categorias e escolha a que combina melhor com você. Venha fazer parte do Clube Grandes Viajantes.

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Natália Becattini

Jornalista, escritora e mochileira. Viajo o mundo em busca de histórias e de cervejas locais. Já chamei muito lugar de casa, mas é pra BH que eu sempre volto. Além do 360, mantenho uma newsletter inconstante, a Vírgulas Rebeldes, na qual publico crônicas e contos . Siga também no instagram @natybecattini e no twitter.

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Um comentário sobre o texto “Fotografia Antropológica: a câmera para se aproximar das pessoas

  1. Adorei suas dicas.
    Sou membro de 40 grupos de Fotografia no Facebook. Trabalho nas Exatas,porém amo Antropologia.
    Gilberto Freire,Darcy Ribeiro são meus preferidos.
    Sucesso para você!

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