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O que fazer em João Pessoa (PB): roteiros para até cinco dias

Está de viagem marcada para a Paraíba? Este texto é um guia completo sobre o que fazer em João Pessoa, a capital do estado. Aqui você vai encontrar todas as informações mais importantes para organizar suas férias: as melhores praias, as piscinas naturais, o que fazer em João Pessoa com chuva e à noite.

Além disso, neste texto também falarei qual a melhor época do ano para você visitar João Pessoa, quantos dias ficar, se é ou não necessário alugar um carro e quais os melhores bairros e hotéis para você se hospedar. Por fim, aqui você encontrará roteiros redondinhos por período de viagem: 1, 2, 3, 4 ou 5 dias em João Pessoa.

Preciso alugar um carro em João Pessoa?

Não precisa, mas ajuda. João Pessoa está cheia de praias urbanas lindas, muitas delas pertinho do centro. Você consegue fazer várias coisas caminhando. Quando o pé falhar, chame um motorista de aplicativo: as corridas raramente são muito longas.

O carro começa a fazer falta pra quem pretende sair fora da região central de João Pessoa – e há várias praias lindas tanto no litoral norte como no litoral sul da cidade. Tambaba, a famosa praia nudista, está a 40 km da Praia de Tambaú, principal ponto de hospedagem em João Pessoa. Já a Praia do Jacaré, onde ocorre o pôr do sol ao som de Bolero de Ravel, fica a 13 quilômetros de Tambaú.

É para esse tipo de passeios, pelos arredores da cidade, que o carro alugado ajuda (e muito). Alugar um veículo também é uma boa ideia se você pretende unir João Pessoa com outros destinos turísticos ou mesmo fazer um roteiro maior pelo nordeste. Recife e Olinda, por exemplo, estão a cerca de duas horas de estrada da capital paraibana.

Vai alugar um veículo? Preste atenção nessas dicas:

  • Reserve seu carro com antecedência. Com a pandemia de coronavírus, quase todas as locadoras venderam seus carros e ficaram com frotas bem reduzidas. E vai demorar um tempo até que a situação seja normalizada. Por isso, deixar o aluguel para a última hora pode significar ficar a pé.
  • Quer saber como garantir o melhor preço, veículo e cobertura? Veja nosso guia de como alugar um carro no Brasil.
  • Não tem carro disponível nas grandes locadoras? Procure nas empresas pequenas e locais, aquelas que nem aparecem em sites especializados na locação de veículos.

O que fazer em João Pessoa: pontos turísticos, passeios e atrações

As melhores praias de João Pessoa

Em todas as praias de João Pessoa é possível achar quem ofereça cadeiras e guarda-sol. Nas mais urbanizadas, como Tambaú, haverá uma taxa para uso, que gira em torno dos R$ 20. Nas mais afastadas do centro – como as da cidade vizinha, Cabedelo – as barracas são oferecidas por restaurantes e o uso pode ser de graça, dependendo apenas de consumação no local.

As praias urbanas de João Pessoa

A principal praia urbana de João Pessoa é Tambaú, que tem quase oito quilômetros de orla – e um calçadão bem organizado e frequentado pela população local. De Tambaú saem barcos que levam até as Piscinas Naturais do Seixas e do Picãozinho.

Em direção ao sul e depois de Tambaú, também urbana, também com bares e restaurantes, fica a Praia de Cabo Branco. Ela ganhou seu nome das falésias enormes que estão por ali – algumas alcançam quarenta metros.

A Praia de Cabo Branco acaba na Ponta do Seixas, que é o ponto mais ao Oriente das Américas. Muita gente vai lá pela sensação, vamos dizer assim, de estar mais perto da África e da Europa do que em qualquer outra parte do território brasileiro. Da Ponta do Seixas saem passeios para as Piscinas Naturais do Seixas, mas também é possível sair de Tambaú.

Em direção norte, quando a Praia de Tambaú acaba, começa a Praia Manaíra, outra totalmente urbana – ela é separada de Tambaú por um píer. É, no geral, uma praia tranquila e com boa estrutura, cheia de restaurantes e quiosques.

Depois vem a Praia do Bessa, outra na zona urbana, mas bem mais vazia e com menos estrutura que as anteriores. Tem seis quilômetros de extensão, areia branca e mar esverdeado.

O litoral norte de João Pessoa

Passou a Praia do Bessa? Então você não está mais em João Pessoa, mas em Cabedelo, a cidade vizinha. Com 70 mil habitantes e a menos de 10 km de Tambaú, Cabedelo concentra várias das atrações turísticas da região. Começando pelas praias Intermares, onde funciona o Projeto Tartarugas Urbanas e que é muito procurada por sufistas, Ponta da Campina, Praia do Poço e Camboinha.

Por ali está também a Ilha de Areia Vermelha, um bolsão de areia que surge na maré baixa e que atrai vários banhistas. A travessia até lá é feita de barco e a saída é a partir da Praia de Camboinha.

praia do poço, em cabedelo, e joão pessoa ao fundo

Praia do Poço, em Cabedelo, e os prédios de João Pessoa ao fundo

O pôr do sol na Praia do Jacaré e o Jurandy do Sax

Também em Cabedelo está a Praia do Jacaré. É uma praia de rio, o Paraíba, e não fica em João Pessoa. Mas, olha a ironia, esse é o passeio mais famoso da capital paraibana. Tudo porque há 20 anos o Jurandy resolveu pegar seu saxofone, entrar numa canoa e começar a tocar o Bolero de Ravel.

O sucesso foi gigantesco. Hoje, quem desembarca por ali na hora do pôr do sol encontra dezenas de estacionamentos lotados e uma rua cheia de cafés, bares e restaurantes, todos com vista para o rio. O Jurandy do Sax, agora ajudado por um sistema de som, toca por 15 a 20 minutos, enquanto navega por vários barcos repletos de turistas, todos ali somente para ouvir o artista que celebra pôr do sol.

É uma experiência interessante, por mais que seja meio lotada. Não acho que tenha sentido pagar para assistir ao show dos barcos, que ficam ainda mais cheios, têm bebidas mais caras e tocam todo tipo de música (alta) depois que a apresentação do Jurandy do Sax acaba. Estacione o carro, ignore as sugestões de que não é possível assistir a apresentação sem estar num barco e siga para o calçadão.

O litoral sul de João Pessoa

Voltemos ao sul, mas agora não com praias urbanas. Começando no sentido de quem vem de Tambaú, a primeira parada nessa rota pode ser a Barra Gramame, que é o encontro do rio de mesmo nome com o mar.

Essa é uma praia bonita, de areia fofa e com diversas barraquinhas, principalmente nos finais de semana, quando a região lota. É a última praia do litoral sul pessoense. Costuma ser escolhida por praticantes de esportes como o kitesurf e windsurf. A água é calma, mas convém ter cuidado por conta da correnteza.

Se ao norte de João Pessoa fica Cabedelo, ao sul está Conde, cidade de 25 mil habitantes e que guarda algumas das praias mais famosas do litoral paraibano. É o caso da Praia do Amor, mais conhecida pela pedra furada que forma filas de pessoas em busca da melhor foto para o Instagram.

Em seguida fica a Praia de Carapibus, que tem uma barreira de corais com piscinas na maré baixa. É uma praia bonita e tranquila. No fundo, falésias completam o visual. Há algumas barraquinhas.

A seguinte é a Praia de Tabatinga, que é vazia e tem poucos bares e estrutura. É outra praia linda e de águas mornas, tudo isso a menos de trinta quilômetros de João Pessoa. Ali também há o encontro de um riacho com o mar, trecho que pode ter correnteza e demanda cuidado.

Um pouco adiante está a Praia de Coqueirinho, outra que costuma ficar cheia aos finais de semana. Tem estrutura de praia, com barracas e restaurantes. A paisagem também é linda, com o combo falésia, mar esverdeado e, claro, coqueiros. Há até um mirante de onde se pode contemplar a região.

Por fim, na sequência estão a Praia de Arapuca, cheia de falésias coloridas e frequentada por surfistas, e Tambaba, uma das praias de nudismo mais famosas do país. Tambaba está a 42 quilômetros do centro de João Pessoa e conta até com algumas pousadas naturistas.

Para quem não está de carro, um passeio de dia inteiro é oferecido por agências de João Pessoa, com paradas nas principais praias do litoral sul. A rota é de buggy e pode ser compartilhada com outros viajantes.

As piscinas naturais de João Pessoa

Como outras cidades do nordeste, João Pessoa está repleta de piscinas naturais. Seja em Porto Seguro, Maragogi, Porto de Galinhas ou na Paraíba, esses passeios têm um padrão: você pega um barco na praia e navega até uma região do mar onde, na maré baixa, se forma a piscina. Ali é possível fazer snorkeling e contemplar a vida marinha. Há também a possibilidade de mergulhar de cilindro.

As piscinas naturais de João Pessoa são a do Seixas, a do Picãozinho e a Ilha de Areia Vermelha, a última em Cabedelo. Pro passeio, que custa em torno de R$ 50, não virar pegadinha é preciso olhar a tábua das marés. A maré baixa do dia deve ser no máximo 0,5 – o melhor é a metade disso.

Marés mais altas tornam a piscininha num piscinão. E com um monte de gente ali ao seu lado.

Não faça um passeio pelas piscinas naturais do nordeste sem ler nosso texto sobre a tábua das marés.

O centro histórico de João Pessoa

Com 435 anos, João Pessoa tem muita, muita história para contar. E basta que você deixe as praias de lado por algumas horas para encontrá-la. O grande destaque cultural de João Pessoa é, sem dúvidas, o Centro Cultural São Francisco, que reúne algumas das construções barrocas mais importantes do país: fazem parte do complexo a Igreja e Convento de Santo Antônio, a Capela da Ordem Terceira de São Francisco, a Capela de São Benedito, a Casa de Oração dos Terceiros e o Claustro da Ordem Terceira.

Algumas dessas construções têm mais de 400 anos, tempo em que passaram por várias reformas, reconstruções e até pela invasão holandesa no nordeste. É um passeio super recomendado. A entrada custa R$ 8 e as visitas são guiadas. O Centro Cultural São Francisco abre de segunda a sexta, das 8h30 às 17h; e também sábados, domingos e feriados, das 9h às 14h.

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Centro Cultural São Francisco

Use o Convento São Francisco como ponto de partida e explore o centro histórico de João Pessoa. Vale passar em frente ao Casarão de Azulejos, um sobrado de dois andares no típico azul português, à Igreja da Misericórdia, erguida em 1609, ao Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo, do final do século 16 e que, como muitas outras construções de João Pessoa, é tombado pelo IPHAN, à Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, de meados do século 19, e à Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, construída pela primeira vez em 1586 e que nos séculos seguintes passou por algumas mudanças – a atual é do final do século 19. E ainda há uma série de casarões, igrejas e construções seculares nessa área, como o Mosteiro de São Bento. 

E fora do centro histórico também há lugares interessantes. É o caso da Capela do Engenho da Graça, que fica na fazenda de mesmo nome, ou o Palácio da Redenção, sede do poder executivo e que fica na Praça Venâncio Neiva.

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Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo

O que fazer em João Pessoa com chuva

Sim, tem o que fazer em João Pessoa em dias de chuva. Vários das igrejas e prédios do centro histórico são opções, em especial o de São Francisco.

Outra possibilidade é partir para Cabo Branco, onde fica a Estação Cabo Brando de Ciência, Cultura e Artes, um centro cultural que funciona num prédio projetado por Oscar Niemeyer (de terça a sexta, das 9h às 18h; e sábados, domingos e feriados das 10h às 19h. A entrada é de graça).

Por fim, a própria Feira de Artesanato de Tambaú é uma alternativa.

O que fazer em João pessoa à noite

A vida noturna em João Pessoa oferece restaurantes, quiosques com música ao vivo na beira da praia, principalmente em Tambaú e Cabo Branco, e algumas boates.

O Calçadão de Tambaú fica lotado depois do pôr do sol e por ali há a tal feirinha de artesanato onde é possível comprar produtos típicos e participar de apresentações culturais.

Roteiros em João Pessoa por dia de viagem

  • Tem um dia? Fique nas praias urbanas e é isso aí. Se a maré estiver boa você pode pegar um barco de Tambaú para alcançar a Piscina dos Seixas. Outra opção é pegar estrada no meio da tarde para assistir ao pôr do sol na Praia do Jacaré.
  • Tem dois dias? Dedique o primeiro às praias urbanas + piscina do Seixas, se a maré permitir. No segundo vá cedo para o centro histórico de João Pessoa e depois siga para as praias de Cabedelo. Termine com o pôr do sol na Praia do Jacaré.
  • Tem três dias? Repita o roteiro nos dias 1 e 2. No terceiro parta para as praias ao sul. Aí você pode fazer um passeio de dia inteiro, de buggy. Ou ir de carro, parando nas praias de sua escolha.
  • Com quatro, cinco, seis ou sete dias em João Pessoa a sua ordem é relaxar. Vá encaixando as praias nos dois litorais conforme sua vontade. Com tanto tempo assim pode valer a pena também fazer um bate-volta ao agreste. Minha sugestão é a Pedra do Ingá e Campina Grande, como falarei num próximo tópico.

Dicas de hospedagem em João Pessoa

Como a cidade de praia que é, o primeiro passo é procurar por hotéis, pousadas e hostels próximos ao mar. O melhor bairro é o de Tambaú. Por ali não faltam opções de hospedagem, além de bares, restaurantes, quiosques, mercados, feiras e toda a estrutura que você possa necessitar. Algumas opções nessa região:

Quer mais dicas de hospedagem? Veja nosso guia de onde ficar em João Pessoa

Bate-voltas a partir de João Pessoa

Os dois bate-voltas mais comuns a partir de João Pessoa até são possíveis, mas não compensam para quem tem tempo: Pipa, no Rio Grande do Norte, e Recife e Olinda, em Pernambuco.

Pipa está a 152 km de João Pessoa, percurso que pode ser feito em pouco mais de duas horas. Dá pra fazer? Claro. E várias agências oferecem o passeio. Só que Pipa é muito melhor aproveitada se você puder dormir uma noite lá. Conhecer os restaurantes e ver a cidade tanto na maré baixa quando na alta – Pipa muda completamente ao longo das marés.

Pipa, no Rio Grande do Norte

Já Recife fica a 120 km de João Pessoa, um trecho de estrada muito bom e duplicado. A viagem é tranquila, mas, vamos concordar, Recife e Olinda têm muito mais a oferecer do que apenas um bate-volta. Ou seja, também dá pra fazer, mas é melhor dormir lá.

Uma opção interessante de bate-volta, mas que não envolve praia, é ir até Ingá, no Agreste Paraibano, onde fica a misteriosa Pedra do Ingá, um monumento pré-histórico. Ingá está a 104 km de João Pessoa, via BR 230. A estrada também é duplicada e muito boa e dá para percorrer a distância em 1h15. De Ingá você pode esticar até Campina Grande, que fica 40 km adiante.

No final das contas, as melhores viagens curtas para fazer a partir de João Pessoa são as praias dos litorais norte e sul.

sítio arqueológico pedra do ingá

Pedra do Ingá (Foto: Fellipe Abreu)

Quantos dias ficar em João Pessoa

Isso depende do seu estilo e objetivos de viagem. Tem gente que gasta apenas um dia na cidade, num bate-volta a partir de Recife. Outros viajantes vão para o fim de semana e há aqueles que têm mais tempo.

Qualquer que seja a configuração, você vai conseguir aproveitar a cidade. Se puder escolher e quiser conhecer bem a região, fique pelo menos três dias. Tem mais tempo ainda? Ótimo! Aí dá pra relaxar nas praias, sem compromisso. E conhecer destinos turísticos nos arredores.

Quando ir a João Pessoa

A melhor época é de setembro a janeiro, quando chove pouco e faz calor. A temporada de chuvas vai de abril a junho, período que convém evitar, mas não necessariamente impede as viagens.


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Rafael

Siga minhas viagens também no perfil @rafael7camara no Instagram - Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014, voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura.

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4 comentários sobre o texto “O que fazer em João Pessoa (PB): roteiros para até cinco dias

  1. O nordeste é fantástico, parabéns pelo post.
    Temos belas paisagens e cachoeiras aqui em MG, no Parque Nacional da Serra da Canastra.
    Deem uma conferida no meu site, tem muita informação bacana por lá, várias fotos e algumas opções de roteiros também.

    trilhanacanastra.com.br

    Insta:

    instagram.com/p/CKkahl0BeBJ/?igshid=1v3r5x8m4mxei

    1. Oi, Maria. Está escrito exatamente isso no texto.

      Olha só: “Também em Cabedelo está a Praia do Jacaré. É uma praia de rio, o Paraíba, e não fica em João Pessoa. Mas, olha a ironia, esse é o passeio mais famoso da capital paraibana. Tudo porque há 20 anos o Jurandy resolveu pegar seu saxofone, entrar numa canoa e começar a tocar o Bolero de Ravel”.

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