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Atlas: Inglaterra, Londres, Reino Unido

O que fazer em Londres: roteiro de 5 dias (ou mais)

Londres, ah, Londres. Uma das cidades favoritas da equipe do 360. Já estivemos lá por quatro vezes e pretendemos seguir voltando sempre que pudermos. Afinal, a capital inglesa é daqueles lugares em que não faltam coisas para fazer e sempre há uma atração nova e um bairro que está bombando. Nesse post sobre o que fazer em Londres, montamos um roteiro de 5 dias inteiros, que serve tanto para quem vai pela primeira vez a cidade quanto para quem está numa segunda ou terceira visita.

Aqui no blog já temos diversos posts sobre a cidade, como as dicas de qual o melhor bairro para se hospedar, como é a imigração para entrar da cidade, como é o Natal em Londres e muito mais. Leia todos os nossos posts sobre Londres

A sugestão de cinco dias na cidade é o que consideramos o mínimo necessário para uma primeira vez por lá. Claro, se você tiver menos tempo, escolha as sugestões segundo a quantidade de dias disponível: nos primeiros dois dias estão os principais pontos turísticos. E se você for um felizardo/a e tiver mais do que 5 dias, tanto ao longo do texto, quanto no final, dou algumas ideias extras do que fazer.

Não recomendo que você faça as atrações desse roteiro no dia em que chegar de viagem. Os aeroportos de Londres são distantes do centro e todo o processo de fazer check in e cansaço da viagem não são compatíveis com o ritmo corrido do roteiro.

No mais, prepare o sapato mais confortável que tiver e se jogue nas ruas, pubs e atrações de Londres. Lembrando que o metrô é tão bom que se tiver muito cansado, sempre tem esse atalho – ou você pegar um busão de dois andares, claro.

O que fazer em Londres em 5 dias

Dia 1

  • Palácio de Buckingham
  • St. James Park
  • Horse Guards Parade
  • Museu dos Gabinetes de Guerra de Churchill
  • Big Ben
  • Westminster Abbey
  • London Eye
  • Queens Walk
  • Golden Jubilee Bridge
  • Trafalgar Square
  • National Gallery
  • Covent Garden e Soho

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Comece o dia em frente ao Palácio de Buckingham, onde vive a rainha da Inglaterra. Apesar de você provavelmente não topar com a Elizabeth, há uma rotatória com uma estátua em homenagem à Rainha Victoria. Acredite, não vale a ir até lá para ver a troca da guarda – essa é uma das piores pegadinhas para turista que se tem notícia. Mas, se fizer questão, confira o horário certinho no site oficial, que varia a longo do ano. Dali, siga pela agradável parque St. James e a The Mall, uma avenida linda, ladeada por árvores. Do outro lado do parque, você chegará ao quartel dos cavaleiros – onde há uma troca da guarda mais legal e menos cheia do que aquela oficial, a Horse Guards Parade, às 11h.

Por ali também que fica a Downing Street, onde a primeira ministra britânica trabalha, e o Museu dos Gabinetes de Guerra de Churchill. É um passeio bastante informativo, passando pelo bunker onde o governo de Churchill trabalhava durante a segunda guerra e também um museu interativo com a história do político. Porém, é uma visita de umas 3 horas, que não cabe muito nesse roteiro corrido, a não ser que você corte outras atrações. Se estiver curioso sobre a visita, leia esse post aqui.

O clássico Big Ben está a um pulo. A torre e o relógio mais famosos do mundo fazem parte do Parlamento Britânico. É possível fazer visitas guiadas ao parlamento (eu nunca fiz), basta checar no site oficial os tours disponíveis: as datas são limitadas. Também é por ali que fica a Westminster Abbey, a igreja mais importante da cidade, onde acontecem as cerimônias reais. A entrada é paga e custa 20 libras. Ou seja, se tiver com orçamento apertado, dá para tirar fotos só da fachada.

Tire algumas fotos da beira do rio e depois, cruze a Westminster Bridge. Desse lado do rio fica a London Eye. A atração é cara, mas imperdível para quem gosta de ver cidades do alto: é uma das vistas mais bonitas de Londres. Eu fiz questão de ir, o Rafa e a Naty preferiram não pagar, fica a gosto de cada um. Se você escolher fazer como eu, leia nosso post sobre o passeio e como comprar com antecedência. 

Siga caminhando pela Queen’s Walk, que é o calçadão na beira do rio Tâmisa, com a vista mais clássica de Londres. Caminhe na direção do Royal Festival Hall e dali cruze a Golden Jubilee Bridge. Seguindo alguns metros à frente está a Trafalgar Square. Não deixe de ir na escadaria da National Gallery, um museu cheio de quadros importantes, e tirar uma foto da praça e dos leões. Taí, infelizmente, mais um museu que você tem que ter mais dias para visitar.

Caminhe (ou pegue transporte público, afinal, os pés já devem estar cansados) até Covent Garden, um mercado muito fofo, que tem opções de comida e lojas. É especialmente lindo na época do natal. Se ainda não tiver parado para almoçar em outro canto, ali há várias opções (um pouco mais caras). Se já tiver comido no caminho, não deixe de comprar os deliciosos Ben’s Cookies – há outros endereços na cidade.

Dali, você pode caminhar um pouco pelos teatros e em direção ao Soho, um bairro que mistura pubs e a Chinatown de Londres. Por fim, encontre um pub no Soho para terminar o dia. Eu gostei bastante de conhecer o Brewdog.

Dia 2

  • Torre de Londres
  • Tower Bridge
  • Borough Market
  • Shakespeare Globe, Tate Modern
  • Catedral de St. Paul
  • Sky Garden

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Comece o dia na Torre de Londres – basta descer no metrô Tower Hill. A visita dura pelo menos duas horas, mas vale muito a pena conhecer o castelo por dentro. Você pode ler nosso post sobre a atração aqui. Dali, siga (e tire muitas fotos) para a Tower Bridge, a ponte mais clássica da cidade. A vista do outro lado do Tâmisa e seus prédios envidraçados é do centro financeiro e comercial da cidade. Sobre a Tower Bridge, é possível fazer também uma visita ao ponto mais alto da ponte, e descobrir mais sobre a história e o funcionamento dela. Já contei como é o passeio aqui, mas sugiro que você deixe para outra oportunidade.

Siga então caminhando entre os prédios altos, de olho na vista do rio, para a próxima parada, que é o Borough Market. Na verdade o mercado só abre de segunda a sábado, mas é só de quarta a sábado que tem todas as barraquinhas funcionando.

Depois, volte para a beira do rio e siga sua caminhada pelo Tâmisa, até o teatro Shakespeare Globe, o museu Tate Modern e a ponte, a Millennium Bridge. Você pode escolher entrar numa dessas atrações ou cruzar a ponte e ir para a Catedral de St Paul.

Ainda nessa região, dá para terminar o dia visitando o Sky Garden, um jardim no topo de um prédio: é gratuito, mas é preciso reservar o horário. Recomendo que você reserve cerca de uma hora antes do sol de pôr, o que varia muito ao longo do ano. Por exemplo, se o pôr do sol estiver previsto para às 19h, marque para às 18h ou 18h15.

Dia 3

  • British Museum
  • King’s Cross
  • Oxford Street
  • Carnaby Street
  • Baker Street
  • Abbey Road

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Comece o dia no British Museum, que é gratuito e tem uma coleção para lá de impressionante de artefatos históricos do mundo inteiro. É um museu enorme e você pode facilmente gastar quase um dia ali, mas dá também para fazer uma visita mais curtinha, de até duas horas, e escolher as alas que você considerar mais interessantes.

Depois da visita, siga pelas agradáveis ruas do bairro até a King’s Cross. Sinceramente, quem não é fã de Harry Potter pode pular essa parte. Se você fizer questão, é dentro da estação, no átrio, que fica o carrinho com a metade “para dentro” da parede, a Plataforma 9 3/4. Prepare-se para uma fila para conseguir sua foto.

A próxima parada, no entanto, é para quem curte compras ou apenas gosta de ver o movimento da cidade. Pegue um metrô (ou, se estiver saindo diretamente do Museu Britânico, dá para ir caminhando) até a Oxford Street, a famosa rua de lojas em Londres. Caminhe pela rua, faça compras ou não, e não deixe de ir até a Oxford Circus, o ponto onde a Oxford St. encontra a Regent St. Outro lugar legal de ver por ali é a Carnaby Street, hoje um quarteirão cheio de casas coloridas e lojas famosas.

Em seguida, pegue um metrô até a estação Baker Street, onde, você já pode imaginar, fica a casa em que moraria o personagem Sherlock Holmes. Há um museu, que é uma pequena atração, mas bastante simpática. Também é nessa região que fica o Museu de Cera da Madame Tussaud – saiba mais sobre a história do lugar e sua criadora. 

Dali você pode pegar o metrô novamente (para a estação St. John’s Wood) ou caminhar dois km até a Abbey Road, onde ficam os estúdios em que os Beatles gravavam e a famosa faixa de pedestres da capa da disco com o nome da rua.

Dia 4

  • Notting Hill
  • Hyde Park / Kensington Gardens
  • Museu de História Natural, Museu de Ciências e/ou Victoria and Albert
  • Brick Lane, Shoredich

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Comece o dia no famoso bairro de Notting Hill. A Portobello Road é a rua mais famosa por ali, cheia de antiquários e lojinhas interessantes. Todos os sábados, acontece uma feira que movimenta bastante o bairro. No mais, aproveite para explorar essa região sem pressa e nem pressão.

Depois, você pode caminhar ou pegar o metrô até o Hyde Park / Kensington Gardens, dois parques adjacentes que formam uma das maiores áreas verdes da cidade, com um grande lago no centro e algumas atrações internas, como as galerias de arte Serpentine, um playground, memorial para a Princesa Diana, estátuas e o Palácio de Kensington, residência oficial do Principe Willian e sua família, onde também funciona um museu da realeza.

Depois de cruzar o parque, você chega na parte sul, onde há três opções de museus para escolher, todos gratuitos.

O Museu de História Natural, que tem até ossadas de dinossauros; o Museu de Ciências, que tem aquelas atrações interativas para ajudar a entender melhor do assunto; e o Victoria and Albert Museum, cuja a coleção permanente de arte e design é gratuita, mas as exposições incríveis que eles montam são pagas e você COM CERTEZA precisa comprar com antecedência – no momento, está tendo uma do Pink Floyd.

A sugestão para o fim do dia é seguir para Brick Lane, uma mudança completa de ares. É uma rua famosa da região de Shoredich, cheia de arte de rua, brechós, barraquinhas de comida e gente descolada. É especialmente movimentado no sábado.

Dia 5

  • Estúdio Tour Harry Potter ou Camden Town

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Se você é fã de Harry Potter, reserve esse dia para fazer o passeio do Estúdio Tour. Lembre-se que é preciso comprar com antecedência e como os estúdios ficam fora da cidade, o passeio vai ocupar boa parte do seu dia, mesmo que você escolha a primeira entrada do dia no estúdio. Eu já escrevi um post e fiz um vídeo sobre o passeio, você pode ler aqui.

Se sobrar tempo, ou se você não for aos Estúdios, a dica é explorar Camden Town. Esse é um dos meus bairros favoritos em Londres. Lá você encontra diversos mercados de rua e lojas com tudo o que você imaginar, além de feirinha com comidas do mundo inteiro e alguns dos pubs mais legais que já conheci. Também temos um post inteiro sobre Camden Town.

O que fazer em Londres: outras opções

No mais, se alguma das opções citadas não te agradou, lembre-se de que não falta o que fazer em Londres. Além dessas sugestões para um roteiro de cinco dias, Londres é uma cidade com diversos museus – vários que eu já citei aqui no post, além de outros muito legais, como o Imperial War Museum.

Além claro, do charme que é apenas andar pelas ruas dos diferentes bairros, como o rico Kensington ou o descolado Brixton. Ainda, aproveitar o dia num dos parques da cidade. Vale a pena dar uma olhada nos blogs e instagrans de algumas meninas que moram em Londres, como o Sete Mil Km, da Thais Nascimento; Brazuka, da Karine Porto; e também o trabalho da Helo Righetto, que vende guias de Londres.

Uma outra ideia legal é fazer um bate-volta. Já demos aqui todas as dicas para quem quer visitar a adorável cidade de Oxford, que fica a uma hora de Londres.

Como se locomover em Londres

O mapa do metrô de Londres pode assustar a primeira vista. Mas basta um pouco de calma e tudo fará sentido. Principalmente se você usar o app do Google Maps no celular, que te avisará exatamente qual estação descer e as direções que você precisa tomar. Com o aplicativo do Google ou o site oficial de transportes da cidade, também dá para descobrir as linhas de ônibus de dois andares, alguns dos quais funcionam a noite inteira. Algumas das linhas dos ônibus comuns fazem belos trajetos turísticos e só custam a passagem normal. Confira quais aqui. 

No mais, uber e os tradicionais táxis pretos também te levar de um lado ao outro, mas saí muito mais caro e, veja bem, a libra custa mais do que ouro em relação aos reais.

Para se deslocar com o transporte público na cidade, compre o cartão Oyster assim que chegar em Londres. Vendido nas estações de metrô, tanto na bilheteria quanto nas máquinas, você precisa pagar 5 libras pelo cartão (que serão reembolsáveis) e mais o quanto for carregar, já que o sistema é “pague quanto use”. Se você vai ficar de 5 a 7 dias na cidade, vale a pena carregar seu Oyster com um passe semanal chamado 7 day Travelcard. Custa 34,10 libras e permite viagens ilimitadas. Caso você for caminhar mais, carregue seu Oyster com 15 libras, vá usando nos primeiros dias e depois recarregue com o que precisar. No final da viagem, numa das máquinas do metrô ou na bilheteria, você consegue o reembolso do cartão e também do dinheiro que sobrar de saldo.

Onde ficar em Londres

Não deixe de ler o nosso guia de bairros de onde ficar em Londres, onde tem muitas dicas da melhor região da cidade para se hospedar.

Nós já nos hospedamos na cidade no três estrelas The Euro Hotel, e nos hostels: Generator, Astor Hyde Park e Safestay Kensington Holland Park. Recomendamos todos esses lugares.

Crédito imagens: Shutterstock


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Luiza Antunes

Sou jornalista, tenho 30 anos e moro no Porto, Portugal, quando não estou viajando. Eu já larguei meu emprego três vezes para viajar e finalmente encontrei uma profissão que me permite "morar no aeroporto". Já tive casa em quatro países diferentes, dei a volta ao mundo e cumpri minha meta de visitar 30 países antes dos 30. Mas o mundo é muito maior e, se puder, quero conhecer cada canto dele e inspirar vocês a fazer o mesmo. Siga @afluiza no Instagram

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2 comentários sobre o texto “O que fazer em Londres: roteiro de 5 dias (ou mais)

  1. Adorei! A minha intenção é a mesma que a sua, quero morar em Portugal e de lá conhecer outras cultura. E aperfeiçoar o idioma. Pensei em arrumar um trabalho dama de companhia ou olhar idosos. Para mim sem problema. Tenho formação em Administração Pública, na área do governo. Enfim, fui exonerada pelo Governo de Minas Gerais e agora quero tentar a vida em Portugal. Gostaria de ajuda. Sou muito organizada e tenho disponibilidade para qualquer área, não estou escolhendo se for para morar e trabalhar, para mim seria o ideal. Preciso uma oportunidade. Desde já, agradeço a sua atenção, carinho e presteza. Obrigada. Carla

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