O que fazer em Genebra, Suíça: atrações e roteiro de dois dias

Se Genebra fosse uma metrópole, seria a mais compacta do mundo. A cidade suíça tem espírito cosmopolita, mas menos de 200 mil habitantes. ‘O máximo de cidade, no mínimo de espaço’ seria um bom slogan. E isso até que facilita a vida do turista, afinal, torna possível percorrer praticamente toda cidade a pé. O transporte público (que é ótimo e de graça para quem se hospeda num hotel por lá) só é necessário para ir e voltar do aeroporto ou se você ficar num hotel mais afastado. Neste texto você vai saber o que fazer em Genebra, uma das mais importantes (e lindas) cidades da Suíça.

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O que fazer em Genebra: principais pontos turísticos

As principais atividades para fazer em Genebra são:

  • Visitar a ONU e o Cern
  • Passear na orla e de barco pelo Lago Léman, ou Lago Genebra
  • Ver o incrível Jet d’Eau
  • Ver o Relógio de Flores e o Jardim Botânico
  • Passear pela Cidade Velha

A cidade é linda, limpa e organizadinha. Mas, como você provavelmente percebeu, não tem tantas atrações assim. Pode ser uma ótima parada para quem viaja pela região e rende dois dias de passeios e relaxamento, mas eu não aconselharia que você se desviasse do seu caminho só para conhecer a cidade. E vale sempre dizer aquilo que quase todo viajante já sabe: é uma cidade cara, assim como o resto da Suíça. Se você viaja com o orçamento apertado, sugiro riscar a cidade do roteiro e procurar outros países da Europa com melhor custo-benefício. A Itália, ali do lado, é uma opção muito mais amigável para o bolso.

O que fazer em Genebra: visitando a ONU

Já te explicamos porque Genebra, uma cidade do tamanho de Cachoeiro do Itapemerim (ES), é a capital mundial da diplomacia. Portanto, conhecer um pouco mais sobre todos esses órgãos internacionais que funcionam lá é quase obrigação, certo? Genebra é sede de mais de 200 organizações internacionais, em especial aquelas ligadas a promoção da paz, dos direitos humanos, do desenvolvimento e da ajuda humanitária, como a ONU, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). A cidade abriga mais conferências e reuniões internacionais que Nova Iorque, o que faz dela uma espécie de centro político mundial. 44% de sua população é formada por estrangeiros, entre eles 42 mil diplomatas, o que deixa Genebra com um ar cosmopolita apesar do tamanho modesto.

A ONU oferece tours guiados pelo prédio, disponíveis em 15 línguas. Você vai passar pelo Hall dos Direitos Humanos, pelo “Concourse”, pelo Hall da Assembleia e a Câmara do Conselho, além de assistir a um filme que explica melhor  as atividades e objetivos do escritório de Genebra. A visita custa 10 francos suíços e dura uma hora. Clique aqui para mais informações. Em frente ao prédio fica esse famoso monumento de uma cadeira com perna quebrada, simbolizando a luta contra o uso de minas terrestres.

E ainda tem a CERN, a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, um gigantesco laboratório que ocupa não só terrenos na Suíça, mas também na França. Você acha um relato de como é visitar a organização clicando aqui, no blog Dri Evereywhere.

Por que Genebra foi escolhida como “capital do mundo”?

A sede da ONU em Genebra é a segunda mais importante, ficando atrás apenas da de Nova Iorque. O quartel general suíço comanda as reuniões e operações sempre que o tema tenha a ver com fome, conflitos, abuso dos direitos humanos, epidemias, catástrofes naturais e desenvolvimento de tecnologias. Não preciso dizer que os empregados da ONU têm um trabalhão por lá, não é mesmo? E olha que a Suíça só se tornou membro das Nações Unidas depois de um referendo em 2002, mas o início dessa história de Capital da Paz tem origem bem anterior.

No século 19, Henry Dunant, um cidadão suíço, viajou para o norte Itália. Chegando lá, deu de cara com um conflito dos feios: a batalha de Solferino, um combate decisivo da segunda guerra da independência italiana que resultou na vitória de Napoleão III sobre o exército austríaco. Ao ver 40.000 soldados serem deixados feridos no campo de batalha por falta de medicamentos e médicos suficientes para tratá-los, Dunant decidiu que precisava agir. Juntou um bando de voluntários e começou a cuidar dos feridos por conta própria. Depois, escreveu um livro chamado Memórias de Solferino, para retratar os horrores da guerra. Sua militância acabou sendo o gatilho para a criação do Comitê da Cruz Vermelha, a primeira das organizações internacionais com sede em Genebra, que assegurou a proteção e assistência às vítimas de conflitos armados as redor do mundo.

Cadeira da ONU em Genebra

Em frente ao prédio da ONU, a cadeira com uma perna quebrada faz parte de uma campanha contra o uso de minas terrestres

Mas isso não foi tudo: as ações dele também acabaram levando a criação da primeira Convenção de Genebra, em 1864, um documento com tratados que estabelecem leis internacionais para o tratamento humanitário durante guerras. Dunant é considerado o pioneiro em ajuda humanitária internacional e foi o primeiro a ser congratulado com o Nobel da Paz, em 1901.

Depois dessa história toda, dá para entender porque Genebra hospedou a Liga das Nações, a ONU do mundo pós Primeira Guerra Mundial, e, mais tarde, a própria Organização das Nações Unidas e todas as outras entidades que se instalaram ali.

O que fazer em Genebra: passeio pela Cidade Velha

A casa onde Rousseau nasceu pode ser visitada na Cidade Velha, a parte mais legal de Genebra. Prédios históricos, igrejas e museus ficam nessa região, que rende algumas horas de caminhada. O ponto de parada mais importante é a St. Pierre Cathedral, construída no século 12. Mas a história desse templo é ainda mais antiga, já que escavações debaixo dela encontraram vestígios do Império Romano.

Catedral de Genebra, na Suíça

A Catedral de St. Pierre é famosa por ter sido adotada por um cara chamado John Calvin, teólogo francês importantíssimo para a reforma protestante. Não reconheceu o nome? É porque em português ele atende por João Calvino. No século 16, o João foi para quem falava francês o que o Martinho (o Lutero) foi para os falantes de alemão. Enfim, os dois deram uma baita dor de cabeça no Papa.

Calvino chegou em Genebra aos 26 anos, em 1536. Nessa época, a reforma já era moda por lá, com destruição de imagens de santos e santas incluída no pacote. Depois de ser brevemente expulso da cidade pelos católicos, voltou e fez de Genebra seu principal púlpito. Ele viveu ali cerca de duas décadas, até sua morte.

Catedral de Genebra, Suíça

A cadeira usada por Calvino está exposta na igreja, que tem visitação gratuita. Quem quiser pode ainda desembolsar alguns francos suíços para subir as torres da Catedral, com vista para o lago. Por falar no lago, dizem que Calvino curtia ficar de bobeira lendo a Bíblia e tomando vinho nas margens dele.

Um passeio que nós não fizemos, mas que é tradicional em Genebra, é o Parque dos Bastiões, onde fica um muro em homenagem aos reformadores. Se você se interessar pelo assunto pode valer a pena dar um pulinho lá também.

Passeios de barco pelo Lago Lémam

Chame-o de Lémam ou de Lago Genebra mesmo, tanto faz. O que importa é que ele é a principal parada do turista que passa pela cidade. E dos moradores também, que usam os vários espaços públicos ao redor do lago diariamente, numa demonstração invejável de qualidade de vida.

o que fazer em Genebra

O lago é enorme e se divide entre a Suíça e a França, com várias vilas interessantes de cada um dos lados. Os suíços tornam o que já é bonito ainda melhor, decorando as margens do lago com jardins e mais jardins. E não pense que o lago é só paisagem: praias fazem sucesso no verão.

O que fazer em Genebra, Suíça

Além das praias, caminhadas e passeios de bicicleta, outra atividade que atrai turistas é fazer um passeio de barco pelo lago. São várias opções, desde um de que em 50 minutos circula apenas pela área de Genebra até roteiros maiores, que duram o dia inteiro. O preço é salgado (como tudo em Genebra) mas esse é com certeza o passeio mais interessante que a cidade oferece.

Vai ver é o espírito cosmopolita, vai ver é a beleza e a tranquilidade do lugar. O fato é que o lago atrai vários moradores ilustres. Sabe o que Charlie Chaplin, Lenin e Freddie Mercury têm em comum? Todos moraram algum tempo nessa região. Assim como o ex-piloto Michael Schumacher, que vive numa mansão caríssima por ali. Mas o personagem mais famoso do lago não é nenhum desses: é um jato d’água.

Leia também: Passeios de barco pelo lago de Genebra

Jet d’Eau

Quando chegar ao Lago Lémam, olhe para o alto. É provável que você veja 7 mil litros d’água no ar. Essa é a quantidade de líquido expelida pelo Jet d’Eau (ou Jato d’água, traduzido do francês), talvez uma das imagens mais conhecidas da cidade. 500 litros são jogados para o alto a cada segundo, numa velocidade de aproximadamente 200 quilômetros por hora. O jato atinge 140 metros de altura, sendo por isso visível de várias parte do lago e até mesmo da janela de um avião que se prepara para aterrissar na cidade.

o que fazer em genebra

O primeiro jato do lago foi criado em 1886 e não tinha nada de turístico: o objetivo era apenas controlar a pressão. É que a empresa que distribui água pela cidade não sabia lidar com o excesso de pressão acumulada no sistema hidráulico de noite, quando o consumo de água em Genebra era menor. Logo o problema foi resolvido, mas nessa altura o Jet d’Eau já era um símbolo de Genebra. Em 1891, a estrutura foi colocada na posição atual e declarada monumento da cidade pela prefeitura.

Além de admirar o cartão-postal de vários pontos, você pode fazer como a gente e chegar bem pertinho dele. Só esteja preparado para se molhar, o que pode não ser ruim, se o dia estiver quente. O vento muda inesperadamente a posição do jato, muitas vezes molhando os turistas que se atrevem a chegar perto demais. É por isso que o jato não funciona em dias de vento mais forte. Em situações normais o jato é ligado de 9h até 22h.

Relógio de Flores e jardim inglês

Basta cruzar a ponte do Mont-Blanc e você estará no centro histórico de Genebra. Mas caminhe com calma, porque há muitas atrações no meio do percurso. Nós paramos para admirar os peixes, patos, gansos e cisnes que nadam tranquilamente pelas águas do lago. Pelas passarelas que ficam ao lado da ponte, é possível chegar até a Île Rousseau, no meio do rio Ródano. Essa ilha-parque é uma homenagem ao filósofo e escritor Jean-Jacques Rousseau, que nasceu e viveu em Genebra. Do outro lado da ponte fica o jardim inglês, além do mais famoso relógio suíço da cidade: essa aí da foto, feito de flores e certamente mais barato do que os que são vendidos nas lojas que ficam do outro lado da rua.

atrações turísticas de Genebra, Suíça

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Escolhendo hospedagem em Genebra

Assim como o resto do país, Genebra não é uma cidade barata e o valor da hospedagem segue a mesma linha. A hospedagem mais barata que você vai encontrar não deve sair por menos de 70 euros a diária. Esse é, inclusive, o valor do Ibis Budget, uma das poucas opções econômicas da cidade (clique aqui para conferir a disponibilidade dos quartos). O Ibis é uma boa opção para quem procura algo perto do aeroporto, assim como o NH Gebebra Airport Hotel.

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Rafael

Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014 voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura. Siga minhas viagens também no instagram, no perfil @rafael7camara no Instagram

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14 comentários sobre o texto “O que fazer em Genebra, Suíça: atrações e roteiro de dois dias

  1. Boa noite! Tenho um primo morando a pouco tempo em Genebra, os filhos ( 5 / 8 ) anos estão tendo poucas atividades e falta de amigos para brincar. Você tem alguma dica para ajudá-los? Existe algum grupo de brasileiros para apresentar para eles?

  2. Boa Tarde, Gostaria de Saber se é possivel no mesmo dia sair cedo de Zurique(07:00h) , ir a Berna rapidinho e ver os pontos turisticos princiapais, depois pegar o trem para Genebra , conhecer os principais pontos tirusticis e depois ir a Montreux e Laussane conhecendo essespontos turisitocs principais e retornar a Zurique a noite. Obrigado pela ajuda

    1. Oi, Claudia. Não consigo ajudar porque não conheço Zurique nem Berna, mas acho que ficaria muito corrido. Eu concentraria numa cidade só.

      Abraço.

  3. Genebra É E SEMPRE SERÁ meu Sonho. Sempre achei Uma Genuína Cidade. O número de Habitantes,tão reduzido,isso me fascina.Tenho o Desejo em fazer uma Experiência,em qualquer tipo de trabalho,por mais simples que seja,ao menos durante 30 Dias,ao menos. O Idioma Francês,entendo um pouco, MAS Gostaria de Aprender na Própria Região. Seria um Grande Sonho. Quer ver estas linhas postadas e desejar entrar em contato comigo,poderá entrar em contato comigo. Meu Telefone CELULAR: 22-9-9876-8633 Campos dos Goytazazes-RJ. Forte Abraço.

  4. Olá ! Estarei indo de Atenas para Lisboa em Outubro e o vôo terá uma parada de 12 horas em Genebra. Em 10 horas na cidade, dá p fazer um passeio legal ? Se locomover por lá é fácil ???

    1. Oi, Bela. Genebra é uma cidade bem pequena, então em 12 horas você consegue fazer muita coisa! Do aeroporto, o ônibus até o centro da cidade demora cerca de 15 minutos. Desça perto do Lago Genebra e pronto! Você consegue ver o centro histórico e até fazer um passeio de barco de uma hora, se quiser.

      Ahhh, o ônibus que parte do aeroporto é de graça. Basta pegar o ticket na sala de desembarque.

      Abraço e boa viagem!

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