Como viajar para o exterior sem falar inglês?

Já recebemos a pergunta aí do título algumas vezes no blog: se eu não falo inglês, como faço para viajar? Entendo o receio das pessoas – além de ir para um país de cultura diferente, não ter como se comunicar pode ser um problema. Pode ser, mas não é um impedimento. Para provar que é possível, vou usar como exemplo a pessoa que me transmitiu todo esse amor por viagens: minha mãe.

Minha mãe adora História. Por isso, conhecer a Europa (e depois o mundo) sempre foi vontade dela. Mas isso não é fácil quando se tem três filhas, trabalho e tudo mais. Quando eu e minha irmã mais velha já estávamos na faculdade, minha mãe percebeu que dava para economizar uma grana para realizar o sonho. Mas ela não fala inglês e também não tinha a menor experiência ou segurança para organizar uma viagem internacional pela primeira vez.

A solução? Ela viu um anúncio de um grupo de viagem para a Europa e resolveu participar da reunião. Detalhe: o anúncio ficava numa igreja e minha mãe é o oposto de uma pessoa religiosa, ela só queria viajar mesmo. No final das contas, era o padre quem organizava a viagem, junto com uma agência de turismo. Apesar do cenário bem cristão, o objetivo da viagem não tinha nada a ver com isso. Eram pessoas que, como a minha mãe, sonhavam em conhecer a Europa, mas não sabiam muito bem como fazer isso.

londres

Em Londres (As fotos deste post são um oferecimento do Facebook da minha mãe) 

Em 2008, lá se foi mamis, com um um monte de gente numa excursão de um mês por oito países europeus. Então, essa é a primeira dica da história: se você não fala nada de inglês e tem medo de encarar sua primeira viagem internacional sozinho, uma boa ideia é procurar uma excursão ou pacote. Essa escolha, por mais que tenha suas partes chatas, vai te ajudar a aprender a viajar. Isso mesmo, organizar a viagem e seguir seu roteiro sem problemas é questão de prática. Se você dominar essa arte, vai ser bem mais fácil sobreviver lá fora, e isso mesmo sem conseguir se comunicar, pelo menos não com palavras.

Depois dessa excursão, minha mãe ainda encarou outra. Da segunda vez, ela já tinha percebido que viajar de maneira independente é bem mais legal, então passou uns dias sozinha em Paris e Roma antes de encontrar o grupo para o resto da viagem.

Como ela fez para se virar sozinha? Para começar, ela é esperta, hahaha. Verdade, isso faz muita diferença. Minha mãe é dessas pessoas que conversam com todo mundo a qualquer momento (ao contrário de mim, por exemplo). Ou seja, esse negócio de fazer mímica e se virar sem falar a língua é a pura verdade. Você consegue se comunicar com qualquer pessoa do mundo por sinais, apontando coisas no mapa, por exemplo. Aliás, em vários lugares da Ásia as pessoas não falam inglês – na Índia, é possível até fazer compras e barganhar falando apenas português, enquanto o vendedor fala só hindi. Quer prova maior que a linguagem dos gestos é quase universal?

estocolmo

Estocolmo, Suécia

Outra coisa importante é que minha mãe lê e entende um pouco de francês e espanhol. Como o espanhol costuma ser mais falado em locais turísticos do que o português,  é uma boa alternativa perguntar em restaurantes, hotéis e lojas se algum atendente fala essa língua. E isso mesmo que você só mande bem no portunhol. Na passagem pela imigração, inclusive nos Estados Unidos (onde eles têm até placas em espanhol no metrô), você pode explicar que não fala inglês e solicitar alguém que te entenda. Veja o post sobre imigração na Espanha.

E conte também com a invasão brasileira. É um desafio encontrar lugar no mundo onde não existam conterrâneos. Na Nova Zelândia, por exemplo, eu tinha muita dificuldade para entender o sotaque local.  O problema é que eu precisava falar ao telefone com um atendente de telemarketing sobre uma taxa errada que havia sido cobrada do meu cartão. Eis que, no ápice do meu desespero, uma funcionária do hostel revelou que era brasileira e me ajudou. Se isso aconteceu comigo num hostel minúsculo, imagina em grandes cidades? Sempre tem um brasileiro dando sopa pelo mundo para te ajudar num momento de crise linguística.

Ah, no caso de lugares onde ninguém fala inglês, como a Ásia ou o Leste Europeu, procure restaurantes com cardápios que tenham fotos. Era o que uma amiga minha que morou no Japão fazia no início da viagem dela pelo país. Foi o que a minha minha mãe também fez quando se separava do grupo, na Europa.

Outra ótima ideia é guardar um cartão do seu hotel, com o nome e endereço escritos na língua local (em alguns lugares, isso pode significar uma mudança de alfabeto).  Caso você fique perdido, use-o para pedir ajuda para voltar ao hotel. E sempre tenha em mãos um mapa da cidade. Esse ainda é o melhor jeito de pedir informações, principalmente se você não sabe a língua. Basta apontar.

Les Mans França

Les Mans, França

A gente sabe que excursões não são a cara de todo mundo e que viajar de maneira independente é mais interessante. Por isso, se você não quer fazer como minha mãe e se juntar a um grupo na sua primeira viagem, escolha um país que fale uma língua que você entenda, nem que seja só um pouco. Esse é um bom jeito de aprender a viajar e se acostumar a lidar com pessoas que se comunicam de forma diferente.

Para quem planeja uma viagem mais longa, como uma volta ao mundo ou um mochilão de vários meses, minha sugestão é que faça um cursinho de inglês. Não é preciso ter nível avançado para viajar, basta saber se comunicar minimamente, ler placas, pedir e entender as instruções ou fazer seu pedido em restaurantes. Pouco tempo de aula e força de vontade serão suficientes para você perder o medo e partir para a estrada.

Quer mais dicas? Então adquira nosso e-book “Primeira Viagem”

Se essa será sua primeira viagem ao exterior, é provável que você ainda tenha dúvidas. Muitas dúvidas. Pensando em você, a equipe do 360meridianos produziu o e-book “Primeira Viagem – Dicas para tirar o sonho do papel”. Nesse e-book abordamos assuntos como:

– Como me comunicar no exterior?

– O que levar na bagagem?

– Quais as melhores formas de levar dinheiro durante uma viagem?

Isso tudo e muito mais. São 68 páginas, todas ilustradas com algumas das fotos que tiramos durante nossas viagens.

Primeira Viagem

Mas e quanto custa? Pouco, caro leitor: só R$ 29,90! E com várias vantagens em relação a um livro de papel. Por exemplo, um livro digital nunca fica desatualizado – toda vez que lançarmos uma nova edição, o livro será reenviado para você, sem qualquer custo adicional. O “Primeira Viagem” também tem o selo de qualidade 360meridianos: não gostou? Entre em contato em até 30 dias e peça seu dinheiro de volta, sem burocracia.

Botão-Comprar

Receba mais dicas de viagem

Então curta nossa página no Facebook.

 Siga o @360meridianos no Twitter.

Veja nossas fotos no Instagram.

Receba novos posts por email


Compartilhe!



Com o 360meridianos, você encontra as melhores opções para planejar a sua viagem. Confie em quem já tem prática no assunto!

 

Reserve seu hotel com o melhor preço e alto conforto

 


Veja as melhores opções para seguros de viagem

 


Transfira dinheiro para o Brasil e exterior com menos taxas

 


Alugue veículos com praticidade e comodidade

 




Quer 70 páginas de dicas (DE GRAÇA!)
para planejar sua primeira viagem?




Luiza Antunes

Sou jornalista, tenho 30 anos e moro no Porto, Portugal, quando não estou viajando. Eu já larguei meu emprego três vezes para viajar e finalmente encontrei uma profissão que me permite "morar no aeroporto". Já tive casa em quatro países diferentes, dei a volta ao mundo e cumpri minha meta de visitar 30 países antes dos 30. Mas o mundo é muito maior e, se puder, quero conhecer cada canto dele e inspirar vocês a fazer o mesmo. Siga @afluiza no Instagram

  • 360 nas redes
  • Facebook
  • YouTube
  • Instagram
  • Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

17 comentários sobre o texto “Como viajar para o exterior sem falar inglês?

  1. Oii Luiza ! Sei que o post é antigo,mas só conheci o seu blog agora ( Simm,que pena ! )
    Eu e meu namorado estamos.planejando uma viagem a nova York sem saber inglês ! Kkk parece loucura mas é verdade..
    Então pesquisando no Google encontrei o seu blog e estou amando !

    Sobre o inglês eu conheço muitas frases pois jogava the Sims e na época não tinha a versão em inglês,então a frase ” quero beber água” preciso ir aí banheiro,eu praticava brincando!
    Então acho que vou me sair bem nas coisas práticas…

    Dicas para ajudar no inglês é ao app Duolingo.
    Você aprende inglês muuuito muuuito fácil e é muito legal !

    E temos também a última versão app Google tradutor.
    Tem uma opção lá que você tira FOTO do que não entende e ele traduz !! Isso ajuda muuuuito

  2. Ano passado fui p Itália, sem falar absolutamente nada em inglês. Você não pode ter medo de perguntar. Os italianos foram super solícitos em me ajudar. Eu viajei sozinha e contei também com o google tradutor. Coloque internet no seu telefone assim que chegar ao destino, é fundamental na hora do apuro e para outros fins também. Na volta, foram 3 dias em Paris… ai amigos, o bicho pegou… Tive que me bater para conseguir as coisas… Não quis gastar com o chip da internet (frança) e me arrependo. Compra a passagem, leia muito a respeito do lugar, cultura,, horarios, transportes e não tem o que dar errado. Boa viagem .

  3. Olá luiza tudo bem, eu não tenho tempo nem dinheiro pra fazer um curso de inglês, mais saber um pouco do assunto não resolveria mais ajudaria e muito ,por isso busquei na net cursos baratos ou gratuitos que ajudariam com nosso problema, então encontrei uma sequência de video-aulas gratuitas que está me ajudando a destravar o meu inglês ,eu queria deixar o link para cadastro dessas aulas pra quem quiser estudar também,se for de grande ajuda , o link é http://bit.ly/1Oawe2u até mais … um abraço

  4. Adorei o seu post, porque maridão e eu meio que viajamos assim mesmo 😛 Eu fiz alguns anos de inglês, mas é aquela coisa… se o sotaque é um pouco diferente, se fala um pouco rápido ou fazem alguma pergunta fora de um contexto, já era hahaha
    Já ele, nem inglês teve na escola. Estudou mal e mal um espanhol. Essa questão de adquirir a habilidade em viajar e se safar de furadas conta demais!

    Na nossa primeira viagem internacional optamos por ir para Cuba, por ter uma cultura mais próxima da nossa e conseguirmos enrolar no Portunhol. Foi ótimo para começarmos a pegar as manhas de viajar independente. Depois, fizemos Espanha e Portugal e aí, na Europa, já estávamos beem mais desenvoltos. Depois disso, já viajamos para alguns países asiáticos e nos saímos superbem. Por outro lado, as viagens tens no motivado a melhorarmos o inglês e estamos estudando em casa mesmo 😀

    Então, uma dica que eu dou por experiência própria para quem quer fugir de agências e começar a viajar por conta é: comece por um país com língua e cultura um pouco mais parecidas com a nossa. Facilita muito! 🙂

    Beijos!

  5. Eu quero muito trabalhar fora do Brasil por que quero ter una boa renda pra comecar minha vida . Trabalho em um restaurante no rio de janeiro e sou auxiliar de cozinha posso ser ultil com certeza .

  6. Olá Luiza! Li a matéria “Como viajar para o exterior sem falar inglês” e gostei muito. Nunca viajei para muito longe, muito menos para o exterior, principalmente porque morro de medo de entrar num avião. Por mais que digam que há muito mais acidentes envolvendo automóveis do que aviões, pense: num acidente de carro, as chances de você escapar são infinitamente maiores, já em um acidente de avião a probabilidade de você morrer é maior. Enfim, o que quero dizer é o seguinte, com todo esse meu medo, morro de vontade de conhecer outros países, mas gostaria de ir mais segura, ou seja, sabendo falar inglês, mas sabe quando você tem a vontade mas nem sabe se um dia vai conhecer aquele lugar por medo? Então, tô nessa dúvida: faço ou não o curso de inglês?

  7. Oi, acompanho o blog de vcs e acho demais!!! Parabéns >< … Bem eu quero uma dica. Vou com um grupo da minha paroquia para Jornada Mundial da Juventude em 2016 e será na Polônia, porém, antes iremos para outros países do leste europeu. Entraremos pela Áustria. Mas eu falo apenas um francês bem básico e minha namorada fala portunhol(KKKKKK), estou preocupado na hora da imigração no aeroporto. Posso solicitar alguem que fale pelo menos espanhol? E vou poder acompanhar minha namorada e meu irmão na entrevista? Eu sou bem parecido com sua mãe quanto a esperteza e eles nem tanto KKKKKK dai fico preocupado de eles ficarem nervosos e tal!!

    PS é nossa primeira viajem internacional ;P

    1. Oi Lucas,

      Não precisa se preocupar com a imigração. Você não tem obrigação de saber inglês e isso não é pré-requisito para entrar em nenhum país. Pode solicitar alguém que fale espanhol sim, mas na maioria dos casos, a pessoa não vai te perguntar nada, só vai pedir seu passaporte, ainda mais que você está indo para um evento internacional enorme. Sugestão: saia do Brasil com a camiseta do evento, só para chegar na imigração com essa identificação extra.

      Boa sorte, torço para que dê tudo certo na viagem! Qualquer dúvida, estamos aqui (e tem nosso ebook para viajantes iniciantes, depois dá uma olhada!)

      abraço

  8. Gente… to impressionada!
    Mas não to impressionada com a desenvoltura da sua mãe, porque tenho uma amostra dessas em casa (rs)!
    To impressionada em COMO VOCÊS SÃO IGUAIS!!!!!! hahahahaha Achei até que era você, olhando rápido, na primeira foto!

    Que sua mae viaje muito!!!!! Quem sabe uma viagem em família? 😉

    Beijos

    1. hahaha, somos parecidas mesmo Isabel. E essa viagem em família já está sendo planejada para o final do ano, depois conto mais detalhes aqui no blog!

      bjs

2018. 360meridianos. Todos os direitos reservados. UX/UI design por Amí Comunicação & Design e desenvolvimento por Douglas Mofet.