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Tudo o que você queria saber sobre nômades digitais

O estilo de vida dos nômades digitais tem atraído cada vez mais brasileiros interessados em largar o emprego de 9h às 18h e se dedicar ao trabalho de uma maneira mais livre e, o melhor, de qualquer lugar do mundo – sem residência fixa e com uma conexão de internet que permite trabalhar de casa, da praia ou do café da esquina. Como muitos de vocês sabem, nós, do 360meridianos, embarcamos nessa jornada.

Para provar que isso não é coisa de maluco e também explicar melhor como organizar sua vida para ser um nômade digital, a gente preparou um bate-papo com o pessoal do blog Vou Contigo, que também são nômades digitais e estão rodando o mundo. Eles toparam conversar com a gente diretamente de Bali, na Indonésia.

A conversa já rolou e você pode conferir no nosso canal do Youtube e no player abaixo (no início está com um eco estranho, mas nós corrigimos rapidinho). Não deixe de assistir, aprender mais sobre o tema e dar risada com as nossas histórias!

Para facilitar ainda mais, também fizemos um resumão sobre os principais tópicos do bate-papo com o Átila e a Ludmy:

Por que ser nômade digital?

Liberdade é a primeira resposta. Esse é um estilo de vida para quem gosta de viajar e quer ter flexibilidade no trabalho.

Como conseguir trabalho sendo nômade digital?

É preciso conseguir um trabalho, seja freelancer ou uma empresa online, que renda dinheiro que te sustente enquanto você viaja. Alguns sites que ajudam a conseguir frilas: www.guru.com, www.freelancer.com, www.workana.com.

Também é interessante fazer um networking com empresas da sua área que contratem funcionários remotos e criem uma relação de confiança com você. Vale a pena bater na porta de empresas e criar projetos interessantes.

Por fim, você pode atuar como empreendedor online, desenvolvendo projetos como e-commerce, blog, marketing de afiliados e outros. Temos um post só sobre carreiras para nômades digitais.

Tenha em mente que é preciso se estruturar antes de começar a viajar. Nenhum projeto novo dá dinheiro de cara, é preciso estar bem organizado e com uma rede segura antes de cair no mundo e ganhar dinheiro enquanto você viaja.

Tem como fazer um curso na faculdade que me ajude a ser nômade digital?

Ser nômade digital não é profissão, é estilo de vida. Sendo assim, você não precisa sequer fazer uma faculdade para conseguir viver e trabalhar dessa maneira, desde que tenha algum conhecimento ou talento que você consiga produzir e vender de qualquer lugar do mundo.

Se você não sabe muito bem o que fazer e, ainda assim, deseja experimentar a proposta de trabalhar e viajar ao mesmo tempo, pode procurar por trabalhos fixos no exterior enquanto viaja. Pode ser alguma coisa na sua área, como por exemplo, trabalhar no Médicos sem Fronteiras – se você for da área da saúde. Ou profissões como garçom, atendente de hostel, camareira de hotel, entre outras.

Como organizar uma rotina de trabalho enquanto está viajando?

Prazos, chefes e clientes não têm culpa que você está viajando. Por isso,  você precisa cumprir prazos e metas como qualquer funcionário – ser nômade digital não significa que você está de férias. Muito pelo contrário, significa que você várias vezes vai ter que deixar a praia do lado de fora do hotel e ficar na frente do computador para entregar seus projetos.

Uma coisa que ajuda a manter o foco é determinar horários ou dias específicos para trabalhar. Por exemplo, durante um mochilão pela Europa, você se organiza para trabalhar todos os dias de manhã e sair para passear no fim do dia. Ou trabalha três dias seguidos e “folga” os outros. Enfim, o importante é criar algumas regras para seu trabalho e respeitá-las.

Separe algum horários, uma vez por semana, para se reunir, seja com seus parceiros, seja com você mesmo, para organizar sua agenda e montar metas semanais.

Como estimar quanto dinheiro vou gastar?

É importante fazer uma tabela com estimativas de gastos em cada lugar que você pretende visitar. Nessa tabela é fundamental incluir coisas como alimentação, transporte, hospedagem e passeios. O quanto você vai gastar depende do seu estilo de vida. É imprescindível levar em consideração o acesso a internet, já que essa é a principal ferramenta de trabalho da maioria dos nômades digitais.

Existem  sites para pesquisar o custo de vida das cidades mundo afora: Price of Travel, Numbeo e Expartisan

Como lidar com transações financeiras e burocracia?

Se você estiver no exterior e trabalhando, ainda vai ter que receber seu dinheiro, emitir nota, pagar contas, enfim, cuidar da parte burocrática. A primeira dica é que você deixe tudo organizado antes de sair do Brasil. Para começar, abra uma empresa ou cadastre-se como Micro Empreededor Individual e pegue autorização na Receita Federal para gerar nota fiscal online.

Tenha uma conta no Pay Pal para facilitar o recebimento do dinheiro. Também tenha um cartão de crédito internacional, com a função de debito e saque no exterior liberada. Infelizmente, você vai ter que pagar IOF e a taxa de saque toda vez que precisar pagar alguma coisa ou sacar o dinheiro. Uma dica importante é ter um cartão extra, para o caso de perda ou de seu cartão estragar. Também vale a pena ter um cartão pré-pago, tipo Travel Money, que permita que alguém no Brasil envie dinheiro para você, numa situação de urgência.

Antes de viajar, faça uma procuração autorizando uma pessoa de confiança a resolver qualquer pepino para você. E tenha todos os seus documentos não só copiados, mas também digitalizados e salvos no e-mail ou na nuvem.

Seguro de viagem: qual a melhor opção?

Encontre um seguro de viagem que atenda ao seu estilo e que cubra o máximo de coisas. A opção que o pessoal do Vou Contigo escolheu, por exemplo, permitia que eles estendessem ou contratassem o seguro via internet, assim como inclui seguro de aparelhos eletrônicos: o World Nomads. Nós também já testamos essa seguradora e gostamos muito, por isso ela é nossa parceira aqui no blog.

Como explicar para sua família e amigos que você vai ser um nômade digital?

Isso depende muito da família de cada um, mas na nossa conversa percebemos situações similares em que as famílias tem dificuldade de entender porque você não tem um trabalho “sério e respeitável” como o resto das pessoas. Também pode ser difícil explicar a necessidade de viajar tanto e como você paga por essas viagens – muita gente vai achar que você ganhou na loteria. Claro, nós já comentamos também que o home office é raramente respeitado.

Como explicar tudo isso? Bom, o jeito é ter paciência e ir mostrando para as pessoas que você não é maluco. E que sim, é possível se sustentar dessa maneira.

Como lidar com o parceiro nômade, sejam amigos, namorado(a), marido/esposa?

Querendo ou não, a convivência acaba se desgastando um pouco com o contato constante, seja viajando, morando ou trabalhando. Por isso, o primeiro passo é saber respeitar o espaço do outro, assim como conseguir identificar os momentos que vocês precisam de um tempo sozinhos. Antes de abrir uma empresa e começar a viajar com outra pessoa, vale a pena fazer um teste, talvez morar juntas antes para ver se a parceria vai dar certo.

Tem mais dúvidas sobre Nômades Digitais?

Acompanhe as nossas postagens sobre o tema. Nós também criamos um grupo no Facebook onde discutimos sobre o assunto, trocamos experiências e tiramos dúvidas. Todo mundo interessado está convidado a participar. 

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Luiza Antunes

Sou jornalista, tenho 34 anos e atualmente moro na Inglaterra, quando não estou viajando. Já tive casa nos Estados Unidos, Índia, Portugal e Alemanha, e visitei mais de 45 países pelo mundo afora. Além de escrever, sempre invento um hobbie novo: aquarela, costura, yoga... Siga minhas viagens em @afluiza no Instagram.

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