Boemia e arte de rua se encontram em Getsemaní, em Cartagena das Índias

No final da década de 1940, Gabriel García Márquez costumava frequentar o bairro Getsemaní, em Cartagena das Índias, para conversar com pescadores, visitar os mercados locais e abastecer com as histórias que escutava ali sua fértil imaginação. Na época, o bairro, que se estende do lado de fora dos muros do centro histórico até o mar, era considerado a periferia da cidade, casa para a população mais pobre, que contrastava fortemente com a vida de conto de fadas da aristocracia local. Ali, predominavam a violência, a prostituição e o tráfico de drogas.

A proximidade com o centro, a expansão da cidade e o apelo turístico local trouxeram com eles a gentrificação e, hoje, o Getsemaní tem outra cara. Considerado o bairro favorito dos mochileiros, artistas e boêmios, o lugar é um polo cultural de Cartagena das Índias. Ali, os casarões coloniais coloridos ganham painéis enormes de arte de rua e se transformam em hostels, galerias de arte e restaurantes descolados.

Apesar da forte exploração turística que hoje transforma o local e da presença de investidores estrangeiros, o Getsemaní ainda preserva – não se sabe por quanto tempo – uma autêntica cara de vida de bairro, um contraste com a cidade cenográfica de dentro dos muros.

Leia também: A Cartagena que fez García Márquez sonhar

O que fazer em Cartagena das Índias

Onde ficar em Cartagena das Índias

Comida de rua em Cartagena das Índias

O que fazer em Getsemaní

Arte de Rua

Arte de Rua em Getsemaní, Cartagena

Getsemaní é reconhecido internacionalmente pela beleza de seus painéis de arte de rua. Em 2013, chegou a ser a sede do Festival Internacional de Arte Urbana, um dos mais importantes do tipo. Na ocasião, 11 artistas de Cartagena das Índias, 24 de outras partes da Colômbia e três artistas internacionais reuniram-se ali para contar histórias nos muros do bairro.

Caminhar por suas ruas e se perder é sempre uma boa maneira de se surpreender com as pinturas coloridas na parede, muitas delas com viés político que expressam as recentes questões vividas no bairro e na cidade: racismo, gentrificação, contos e lendas populares, cultura afro e a expansão exagerada do mercado turístico. A Calle de la Sierpe (ou Calle 29) é um bom lugar para começar a sua caçada pela arte de rua.

Murais em Getsemaní, Cartagena

Arquitetura

Os casarões coloniais de Getsemaní são muito mais simples que as mansões da cidade amuralhada e alguns deles foram bastante danificados pelo tempo. Mas essa cara de cidade velha e as fachadas coloridas são o que tornam o bairro tão especial. Entre as principais construções do bairro estão a modesta Iglesia de la Santísima Trinindad, na Plaza de la Trinindad, e o tradicional Café Havana.

Plaza de la Trinindad

Todos as noites, a praça principal do bairro se enche de vendedores ambulantes de comida de rua, artistas que fazem dali o seu palco e viajantes de todos os cantos do mundo que se reúnem para um belo jantar econômico, uma cerveja ao ar livre ou apenas jogar conversa fora com os amigos e aproveitar a brisa fresca do fim do dia. O lugar fica cheio de gente e gera uma atmosfera internacional muito interessante.

Bares, restaurantes e vida noturna

Ao redor da Plaza Trinindad ficam diversos cafés e restaurantes com mesinhas na rua e menu internacional, muito bons para observar a vida do bairro, como o Solar Cartagena e o Café de la Trinindad. Para provar o famoso café colombiano, a opção é o Café del Mural, que também brinca com a tradição de arte de rua do bairro. Quando bater a vontade de uma pizza, experimente o Mama Nilma.

Roteiro pela Cartagena de Gabriel García Marquez

O Café Havana era um dos preferidos do sr. García Marquez para uns bons drinks. Já quem quiser cair na salsa pode experimentar a noitada do tradicional Quiebracanto, embalando as noites locais com o ritmo caribenho desde 1974.

Mercado Bazurto

Av. Pedro De Heredia

O velho Getsemaní das classes populares e do caribe autêntico ainda sobrevive no Bazurto, um mercado popular no qual é possível encontrar de tudo um pouco e um dos poucos lugares da cidade no qual os turistas são minoria absoluta. Sobram barracas de pescadores vendendo peixes frescos e frangos vivos, todos os tipos de frutas e vegetais que você pode imaginar. Esse é um bom lugar para abastecer a geladeira e, de quebra, entrar em contato com uma Cartagena que a Cidade Amuralhada nunca vai te mostrar.

Ao passar por ali, tome cuidado com seus pertences, já que o lugar é cheio de batedores de carteira que sempre se aproveitam nessas situações.

Onde ficar em Getsemaní, Cartagena das Índias

Getsemani - Bairro de Cartagena

Getsemaní é, para mim, a melhor região para se hospedar em Cartagena das Índias. Está ao lado da cidade amuralhada, mas ainda é consideravelmente mais barata que os hotéis que ficam lá dentro. Tem muita vida boêmia, opções de restaurante, gente nas ruas e praças que formam uma região interessantíssima, na qual se pode andar sem rumo e se perder pelas ruelas.

Na minha última passagem, me hospedei no Hostel Piano House Getsemaní, um hostel pequeno e simples, localizado ao lado da praça principal do bairro e a 700 metros do Parque Bolívar. As diárias para uma cama em habitação compartilhada partem de nove dólares.  Veja aqui outras opções de hotéis em Getsemaní.

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Natália Becattini

Já chamei de casa a Cidade do Cabo, Chandigarh, Buenos Aires e Barcelona, mas acabo sempre voltando pra minha querida BH. Gosto de literatura, cervejas, música e artigos de papelaria, mas minha grande paixão é contar histórias. Por isso, desde 2011 viajo o mundo e escrevo sobre o que vi. Também estou no blog sobre escrita criativa Oxford Comma e compartilho minhas impressões de mundo também no instagram @natybecattini e no twitter.

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