Slow travel em Cinque Terre e a pressa como inimiga das viagens agradáveis

Escapando das estatísticas e contrariando os italianos que me alertaram sobre a alta temporada, eu escolhi visitar a região de Cinque Terre porque estava no meio do meu caminho durante um intercâmbio que fiz na Itália. As Cinque Terre (cinco terras, em tradução literal) são compostas por cinco vilarejos – Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore – à beira do mediterrâneo e na costa da Ligúria, no noroeste da Itália. É uma região montanhosa, de terreno bastante acidentado, com apenas uma faixa extensa de praia em Monterosso. O Parco Nazionale Cinque Terre é, desde 1997, Patrimônio da Humanidade da UNESCO, com o título de paisagem cultural. As Cinque Terre ficam entre as cidades de Levanto e La Spezia. É uma região de paisagens belíssimas e de um sólido turismo natural, devido às mais de cem trilhas para caminhadas e trekkings com diferentes graus de dificuldade.

Veja também: O que a Itália me ensinou sobre uma vida sustentável

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De trem, parti sozinha para Cinque Terre no final de junho e, importante dizer, início da alta temporada. Tinha apenas as informações acima e uma coleção de fotos salvas no Pinterest, que mostravam paisagens deslumbrantes dos vilarejos à beira do mar Mediterrâneo. A paisagem corresponde à expectativa, a profusão de turistas também, mas o que mais me encantou na viagem foi a possibilidade de escapar de toda a agitação e aproveitar num ritmo diferente os vilarejos e a cultura de uma vida completamente slow, guiada pelo ritmo da natureza.

A Itália é o berço dos movimentos do Slow Food e do Slow City, além de fonte de inspiração e pesquisa para o Slow Movement de Carl Honoré e vários outros braços do movimento que, em suma, defende retomar o controle da própria vida e do ritmo dela, tomar o tempo necessário para cada coisa e recusar a aceleração constante – muitas vezes sem propósito – em que vivemos, que se tornou a marca da sociedade pós revolução industrial.

Vivemos no automático e queremos produzir mais, aproveitar mais, viver mais com mais velocidade. Viajar é quase sempre sinônimo de uma equação que inclui meios de transporte de eficiência e uma matemática complexa de quantos dias temos para fazer tudo que um destino tem de imperdível. Quebrar essa lógica durante viagens de lazer é um desafio mesmo para quem, como eu, é adepta às práticas do movimento Slow. Meu primeiro passo foi optar por uma estadia de cinco dias e não a média dos turistas, que é de dois dias apenas. Uma segunda decisão foi me hospedar em Levanto (lê-se “Lêvanto”), uma pequena cidade histórica, menos turística, e que carrega o título de Slow City. Os vilarejos têm boas opções de aluguel, porém, para quem viaja sozinho, o custo é bem mais elevado.

A maior parte dos visitantes das chamadas cinco terras se enquadra em três categorias: viagem ecológica em família ou grupos; esportistas de caminhadas de longa distância, que percorrem as trilhas mais difíceis no interior do Parco Nazionale Cinque Terre; e viagem romântica, já que uma das atrações da região é o caminho do amor – Via dell‘ amore –  construído nas encostas montanhosas à beira do mediterrâneo. A trilha faz a ligação entre Manarola e Riomaggiore por meio de uma caminhada leve e com uma vista deslumbrante do mar. Porém, desde de 2011, devido a uma forte enchente que atingiu toda a região, a Via dell‘amore encontra-se fechada e tem previsão de ser reaberta em 2019, segundo o site oficial de turismo da reserva e Cinque Terre.

Centro histórico Levanto

Centro Histórico de Levanto

Levanto – o show de abertura

Sabe aquela sensação de comprar ingresso para o show de um artista consagrado e se apaixonar pelo show de abertura? Foi o que senti ao desembarcar em Levanto. Fui a pé até o hostel, percorrendo uma cidade tranquila, tipicamente litorânea e de veraneio. Me lembrei das cidadezinhas litorâneas do Rio Grande do Sul.

Levanto foi fundada no Império Romano. Depois, durante a Idade Média, foi um feudo estratégico atuando como polo marítimo e comercial, principalmente durante o período em que pertenceu a Gênova. No alto da colina, avista-se o Castelo Medieval de Levanto, que atesta o tempo histórico da vila. Próximas ao castelo estão as casas de veraneio oitocentistas que pertenceram à alta aristocracia italiana. Já os edifícios e construções ao nível do mar são mais recentes e datam do período entre as décadas de 1950 indo até o início dos anos 1970. É interessante notar que a mistura de estilos arquitetônicos revela sempre estilos litorâneos, independente da época histórica. Minha primeira tarde na cidade foi à beira mar. A longa enseada que forma uma das praias mais extensas da Ligúria é um local maravilhoso e um convite à calmaria.

levanto, itália

Banho de mar em Levanto

À noite a cidade estava em festa, comemorando o tradicional carnaval fora de época que acontece no final de junho e celebra a chegada do verão. Em 2017, a festa foi temática e toda a cidade se fantasiou de piratas. Bares, restaurantes, a praça principal e, principalmente, os moradores da cidade, estavam a caráter. O clima festivo é contagiante e estando sozinha pude observar cada detalhe: casais sentados nos bancos da praça, famílias inteiras reunidas e fantasiadas, crianças brincando e coordenando brincadeiras. A impressão que tive foi de estar em uma festa de família. E é quase isso mesmo. A população da cidade não chega a 5000 habitantes. A comemoração dura todo o dia e, por volta da meia noite, a cidade recupera a calmaria que lhe é habitual. Levanto tem o título de Slow City, tendo sido premiada pela associação em 2003, devido à qualidade de vida, turismo consciente e pela força de sua economia local formada por pequenos produtores, comerciantes tradicionais e produtos típicos.

Imersa na atmosfera da cidade, saí na manhã seguinte para conhecer as Cinque Terre. Decidi que visitaria duas cidades e uma trilha por dia. Um ritmo que se mostrou tranquilo, já que os vilarejos são bem pequenos. Na estação de trem, comprei o cartão de Cinque Terre que me permitia, durante três dias, pegar o trem quantas vezes precisasse entre os vilarejos, Levanto e La Spezia, além de dar direito às cinco trilhas mais tradicionais e mais próximas da costa. Infelizmente, três delas estão fechadas, incluindo a Via dell’amore, para recuperação desde a grande enchente que já mencionei acima.

Cinque Terre Viagem

Rua em Levanto

Como um dia de domingo em Cinque Terre

Desembarquei em Riomaggiore numa manhã de domingo, com uma chuva fina e um dia meio cinza. Mesmo com o tempo mais fechado, as cores das casas empilhadas nos morros encantam. Caminhei por toda a vila indo até os pontos mais altos. No trajeto, observava os moradores: alguns voltavam da missa, outros se preparavam para o almoço com a família. Nas ruas, detalhes como vasos de flores enfeitavam a entrada de quase todas as casas. Os portões, muitas vezes, deixavam ver os quintais com pequenas hortas e os limoeiros amarelos e perfumados de Cinque Terre – lembram o limão siciliano, mas nada de dizer isso aos nativos, pois as frutas têm denominação de origem. A impressão é de que estamos andando por uma vila de bonecas que está sempre em construção. As pinturas e os muros, muitas vezes velhos, se misturam ao capricho daquilo que acabou de ser refeito.

Na rua principal, que leva ao cais e à uma linda encosta de pedras que beija o mediterrâneo, é possível encontrar todo o tipo de produto típico. O segredo é explorar. Entrar em cada estabelecimento e descobrir, por exemplo, um senhor que só vende chapéus artesanais produzidos pela mulher dele. Deixar-se levar pelo cheiro de uma focacceria, que vende a focaccia típica da Ligúria, mais fina e crocante, e também uma versão mais “moderna”, recheada com queijo Stracchino, típico do norte da Itália. Isso sem falar no melhor quitute italiano que já experimentei: a farinata, uma iguaria deliciosa feita com farinha de grão de bico e azeite. Mais à frente, bem perto do cais, um mercadinho me chamou atenção: é o mercado da Associação de produtores de Cinque Terre. A maior parte do que se vende ali é local. O lugar estava bem cheio, mas vale a visita. Frutas, hortaliças, vinhos, cervejas, biscoitos, pães, focaccias, queijos e pastas frescas variadas. Há também produtos italianos de qualidade e até lembrancinhas.

riomaggiore, cinque terre

Riomaggiore em dia nublado

Enquanto passeava distraída e escolhia qual lanche comprar para ir comer feito piquenique com a vista do mar, passei por alguns grupos de turistas. Desde pessoas que faziam filas em restaurantes até as que, no mercadinho, disputavam a atenção dos atendentes. Mas dentro de mim, escolhi o ritmo da paisagem e dos moradores que, alheios aos turistas, viviam um dia típico de domingo. Foi nesse momento que me dei conta que estava ali vivenciando uma experiência de Slow Travel. Conforme explica Bruna Miranda, em um texto intitulado Viajar com (c) alma, publicado em 2017, na terceira edição do Guia Slow Living: “… o Slow Travel chegou como um movimento crescente que identifica a pressa como a maior inimiga das viagens agradáveis. É uma oportunidade de nos tornarmos parte integrante do local visitado, em contato direto com a população residente, com o ambiente, suas paisagens e em ritmo adequado à absorção da cultura local. Esse movimento silencioso contraria o estilo de turismo que abriga os all-inclusive, as excursões planejadinhas, os horários rigorosos e etc.”

Desde a viagem de trem no dia anterior até aquele momento, raras vezes eu tinha consultado o relógio. Por estar sozinha, tinha conversado com muitos moradores locais, “arranhado” o italiano e vivenciava o ritmo daquela comunidade. Experimentava uma conexão comigo mesma e me deixava levar pelo acaso de cada dia. O único planejamento era que eu tinha quatro dias inteiros para me deslocar com calma por aquelas terras, livre para viver cada imprevisto.

Um quintal com vista para o mediterrâneo – Manarola, Vernazza e Corniglia

Minha próxima parada foi Manarola. Ainda menor que Riomaggiore, quando cheguei no final de tarde de domingo não havia muito para se fazer além de observar a paisagem, caminhar pelas ruelas e subir muitas escadas para chegar nos pontos mais altos da vila. Talvez por isso eu tenha reparado tanto nos quintais. As encostas de Manarola são todas cultivadas em curvas de nível. Vinhedos alternam a paisagem com tomates, limões, damascos, kiwis, pêssegos e hortaliças. No fim da tarde, vi muitos moradores cuidando de suas hortas e jardins. Num dos pontos mais altos da vila, a vista se divide entre a imensidão do mar e a simbiose entre a arquitetura das casas e as plantações nas encostas.

manarola Itália viagem

Encostas de Manarola

A cidade é bem alta, cheia de arcos e pedaços da muralha de um antigo forte que protegia um castelo que não mais existe. Os resquícios de construções medievais do século 13 recortam o horizonte e criam verdadeiros quadros na paisagem. Passear ao longo da encosta à beira mar é a melhor maneira de aproveitar a visita a Manarola. Antes mesmo de ter visitado as outras, já escolhi Manarola como aquele lugar para mentalizar e lembrar que a vida pode ser maravilhosa.

Vernazza é a mais queridinha das Cinque Terre. Passou por uma intensa recuperação depois da enchente de 2011 e é mesmo uma das cidades mais bem cuidadas desde então. O mar azul que se confunde com o céu no horizonte, o forte medieval preservado e a Igrejinha amarela que beira a enseada formam um cartão-postal irresistível. Além disso, a praça larga e espaçosa com vista para o mar contribui para tornar os restaurantes e bares ainda mais atrativos. É a segunda mais agitada das vilas, perdendo apenas para Monterosso. Às terças, quintas e aos sábado, Vernazza abriga uma atraente feira ao ar livre com produtores locais e um mercado de pulgas. Vale o passeio e as conversas com os produtores.

Vernazza, itália

Vernazza e a focaccia de ricota

Vernazza tem uma área plana maior, mas ao sair da rua principal e começar a subir as encostas, descobri que seus morros são repletos de mini fazendas. Seguindo a trilha que leva até Corniglia, fui tomada pelo desejo de ficar ali. O azul forte do mar combinado ao colorido das casas e das flores que encontrei no caminho superam qualquer foto. Durante o percurso me senti abraçada por aquela paisagem. Talvez, por ser a primeira vez que fiz uma trilha sozinha, experimentei uma conexão profunda e libertadora com a natureza. Cada detalhe me fazia parar e observar. Ajudei outras pessoas na trilha, dei informações e conversei com um designer que vende jóias no meio da montanha.

vernazza-trilha

Chegando em Vernazza pela trilha

Fui chegando a Corniglia na hora do almoço. Passei por muitos quintais similares aos que observara em Manarola no dia anterior. Vi senhoras que esticavam as roupas no varal e diziam buongiorno aos passantes. Imagina só ter um quintal com vista para o mar mediterrâneo? A minha impressão de Cinque Terre é a de dois mundos paralelos coexistindo. Um é o dos moradores, que segue o fluxo da natureza, do dia que começa com o raiar do sol e termina quando ele se põe; o outro é o do turismo, que deixa as ruas principais sempre cheias e agitadas e com uma certa ansiedade no ar. Aos visitantes fica a possibilidade de recusar o ritmo que o turismo tradicional impõe em prol de viajar de uma forma mais livre e atenta. De acordo com o Manifesto do Slow Travel, publicado em 2009 pela escritora de viagens Nick Gardner: “O Slow travel revigora nossa capacidade de percepção, nos ensina a olhar mais profundamente para aquilo que achávamos que já conhecíamos. E o melhor de tudo, introduz uma dose bem-vinda de inesperado na viagem.”

Para mim, Corniglia é o vilarejo que deixa isso mais claro. Para quem viaja de trem, é o local de acesso mais difícil, pois, diferente das outras Terres, Corniglia está completamente acima do mar, no alto de uma colina. É preciso subir a chamada escadaria Lardarina, que é formada por 33 rampas com exatos 377 degraus. Ou, como eu fiz, chegar pela trilha que parte de Vernazza e que desemboca já na parte alta do vilarejo. No centrinho histórico, o número de turistas e a agitação são sempre menores e fica visível quando um grupo grande chega e tira a tranquilidade das ruelas medievais. Em toda sua extensão a vila lembra um forte, com passagens estreitas, muretas ao longo de toda a encosta e uma vista panorâmica e privilegiada do horizonte. Mais uma vez fui atraída pelos quintais cultivados e por uma mercearia de produtos onde encontrei ricota fresca, tomates confitados e focaccia que tinha acabado de sair do forno.

Até pensei em me sentar em um restaurante charmoso e cheiroso que estava no caminho, mas a possibilidade de comprar uma comida deliciosamente fresca e desfrutá-la ao ar livre e em companhia do Mediterrâneo me fez mudar de ideia. De toda forma, pela minha pesquisa e passeios, recomendo Corniglia para a apreciação de uma refeição típica. Passei por lugares encantadores e mais calmos, sobretudo em comparação com Vernazza e Monterosso.

Um banho de mar no Mediterrâneo

Monterosso al Mare é a maior das vilas e a que possui maior estrutura de hotéis, restaurantes e até supermercados. Como todas as outras, se originou na era medieval e possui monumentos históricos preservados do período, como o Convento do Capuchinhos, a Igreja de San Giovanni Battista e um charmoso centro histórico que mistura estilos arquitetônicos de várias épocas, de forma similar ao que observei em Levanto.

É belíssima, mas por ser a única praia de areia das Cinque Terre e ter uma vida social mais agitada, é bastante cheia e diverge muito do clima interiorano das outras vilas. Por isso, decidi ficar menos tempo por lá e aproveitei um fim de tarde na praia apenas para um rápido mergulho. A exemplo do que acontece em Levanto, grande parte da faixa de areia é ocupada por cadeiras e guarda-sóis que são alugados. Sendo assim, é preciso certa paciência para aproveitar a praia de forma gratuita. Uma pena, porque uma das paisagens mais belas por lá é uma pedra gigante que mergulha no mediterrâneo e cuja vista real é essa…

Monterosso, italia

Monterosso

O ponto alto da minha visita foi conseguir experimentar uma granita totalmente natural e, seguindo o clichê da viagem, desfrutá-la observando o Mediterrâneo. A granita é algo entre o sorbert e uma bebida feita de gelo raspado, suco de limão e um pouco de açúcar. É típica na Sicília, mas encontrada em todo litoral da Itália. A receita segue uma técnica que remonta à antiguidade, quando era feita com gelo trazido dos Alpes. Hoje, existe para todo lado, mas poucos a fazem com o suco de fruta natural. Quando consegui encontrar uma assim não pensei duas vezes. É simplesmente a melhor coisa para tomar em um dia ensolarado na praia.

O roteiro slow que nasceu do acaso

Quando cheguei a Levanto para conhecer Cinque Terre, eu não tinha um roteiro definido. A condição de chuva no primeiro dia, o fato de ter me apaixonado por Levanto, as trilhas fechadas para a reforma e o encantamento com a atmosfera tranquila e de paisagens deslumbrantes foi um conjunto de fatores que – ainda bem – me fez querer desacelerar. Escutei um chamado do meu próprio corpo e curti as Cinque Terre de uma maneira bem diferente do usual.

Longe da agitação dos restaurantes, optei por comprar comida em padarias e focaccerias locais, nas lojas da Associação dos Produtores de Cinque Terre (cada vila possui uma) e em mercadinhos da região, além de comer sempre na marina dos vilarejos de frente para o Mediterrâneo, quase como um ritual de gratidão por estar ali. Enquanto apreciava a refeição, pude aproveitar para também observar ao meu redor turistas, moradores e muitas cenas de afeto e de alegria que me contagiaram.

Outra decisão foi não ficar apegada a todas as atrações históricas, como as igrejas medievais, os fortes, torres e outros monumentos que podem ser visitados, e dedicar mais tempo para andar sem rumo definido, descobrindo os vilarejos de forma instintiva e atenta aos detalhes. Os monumentos que visitei foram aqueles que atravessaram o meu caminho de viajante errante. Renderam belas surpresas e recordações incríveis, porque entraram no meu roteiro como descobertas do acaso.

Por fim, o passe de trem de três dias se revelou uma grata surpresa, pois pude me deslocar com facilidade entre as vilas e visitar cada uma mais de uma vez. No último dia, voltei a Manarola, que foi minha terre preferida para ver o pôr do sol e observar, mais uma vez, os agricultores da ilha cuidando de seus pomares e hortas, com um forte desejo de me sentir parte da rotina daquele lugar.

Manarola, italia

Pôr do Sol em Manarola 

Para ler mais sobre o Slow Travel:

Se você gostou do assunto e quer ler mais, o manifesto em inglês está disponível nesse site. Além disso, em português o site do Guia Slow Living possui um material bem interessante sobre como adotar comportamentos alinhados com esse estilo de vida e também de viajar!


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Alexandra Duarte

Cozinheira e doceira por vocação, acredito que não há felicidade maior do que sentar à mesa e compartilhar uma refeição com quem amo. Viajar, pesquisar, e escrever são paixões que conjugo sempre com a culinária. Atuo como produtora cultural e jornalista em BH, ao mesmo tempo em que vivo uma transição de carreira. No blog Assim ela já vai conto histórias sobre cozinha, afeto e o desejo por uma vida pautada pelo Slow Living.

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8 comentários sobre o texto “Slow travel em Cinque Terre e a pressa como inimiga das viagens agradáveis

  1. Seu texto é uma delícia! Só sei viajar assim, não consigo passar rápido pelos lugares, só pra tirar fotos em algum ponto turístico lotado. Gosto de ir devagar, me perdendo pelas ruas…
    Ultimamente tenho tido muita vontade de conhecer a Itália, esse texto aumentou minha vontade.

    1. Olá Zara, que bom que gostou! Fico muito contente.Se tem vontade de conhecer a Itália, eu reforço a indicação. É possível fugir do turismo de massa, o país valoriza o Slow especialmente nas regiões mais ao norte do país.

  2. O planejamento de uma viagem a Cinque Terre em março me levou ao seu post. Devo dizer que os planos q já estavam sendo feitos foram sumariamente descartados após essa leitura. Já conhecia o conceito do movimento Slow mas seu deporimento me fez ir mais a fundo e desejar uma viagem similar. Obrigada por compartilhar suas sensações E emoções.

  3. Que lindo texto! Esse ritmo acelerado de viagem ja esta tão enraizado que quando assisto filmes românticos que retratam o século XVIII e XIX, com suas infindáveis caminhadas e viagem que duram meses, me sinto um pouco “agoniada”.

    Mas me interessei muito pelo tema e lerei outros blogs/manifestos.
    Parabéns pelo texto!

    1. Olá Priscila, fico feliz que tenha gostado. Obrigada pelos elogios. É mesmo um desafio se permitir desacelerar em viagens, ainda mais hoje quando é possível se deslocar tão rápido. O Slow travel pode ser praticado mesmo em alguns dias e viagens mais curtas e pode ser transformador mesmo e vale a pena tentar!

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