9 coisas que eu aprendi na minha volta ao mundo

9 coisas que eu aprendi na minha volta ao mundo

No dia 11 de outubro de 2011 eu saí de casa para a minha viagem de volta ao mundo e nunca mais voltei. Quem voltou foi outra pessoa. Uma pessoa que não só tinha mais carimbos no passaporte, como também centenas de novas experiências.  Eu aprendi muito sobre o mundo, mas também sobre mim. Tornei-me mais autoconfiante, revi minhas prioridades, joguei fora planos que cultivei uma vida inteira só porque eu percebi que eles estavam confinados em um mundinho medíocre e que a vida lá fora tem muito mais a oferecer.

Viajar é assim. Te obriga a entrar em contato com você mesmo, rever valores e ideias, descobrir e quebrar preconceitos que você nem sabia que tinha. É incrível o que acontece quado você deixa sua rotina de lado e pega a estrada. Eu aprendi muitas lições ao longo do caminho. Algumas delas eu vou compartilhar com vocês.

Veja também: Baixe agora o ebook “Como viajar pelo mundo por um ano”

Jodhpur, Índia

Na Índia

Tudo o que eu preciso cabe em uma mochila

A maioria das coisas que a gente compra são inúteis. Quando você fica quase um ano vivendo com o que tem na mochila, você aprende a calcular o que é realmente importante. Eu só entendi isso no meio da viagem, quando uma malinha de mão extra que eu levei começou a incomodar. Ela podia ter ficado em casa, junto com um monte de roupas e um sapato de salto que eu não usei. Junto também com o monte de tralha que eu acumulei durante os anos e não fizeram a menor falta na minha vida em 10 meses. Eu não preciso delas. Pense um pouco e você vai perceber que você também não.

Experiências são mais valiosas que coisas

Quando eu voltei ao Brasil, duas coisas aconteceram na minha vida: eu tinha um emprego e não estava juntando dinheiro para viajar. As duas coisas nunca tinham acontecido ao mesmo tempo antes, porque sempre que eu tive alguma fonte significativa de renda, a maior parte ia para uma poupança de viagem.

Eu comecei a fazer o que as pessoas sem filho pra criar fazem com o dinheiro: gastar comigo. Roupas, restaurantes, bares, pequenas extravagâncias. Um dia eu percebi que, apesar de eu conseguir comprar um monte de coisas e comer em lugares legais sem nenhum motivo, eu era mais feliz quando viajava – e vivia – de forma muito mais simples. No dia seguinte, a poupança de viagem voltou a existir.

torre-eiffel-paris-franca

Viajar é mais barato do que todo mundo pensa

A menos que você faça questão de ficar em um hotel 5 estrelas e só comer em restaurantes do Guia Michelin, você não precisa de muito dinheiro para viajar. Eu gastava menos por dia – bem menos – viajando pelo sudeste asiático do que eu gasto para viver em São Paulo. Mesmo quando eu “morava” em um quarto simples de hotel que ficava NA AREIA da praia, em um paraíso tropical numa ilha da Malásia.

llhas da Malásia

Langkawi, Malásia

Preço médio do aluguel de um quarto, num apartamento, em São Paulo: R$35 por dia.

Quanto eu pagava para ficar a menos de um metro dessa praia, num hotel: R$12 por dia.

Quando eu voltei de viagem, algumas pessoas perguntaram se eu tinha ficado rica. Minha resposta? “Acredite, meu estilo de vida é mais barato que o seu”.

“Algum dia” é nunca

Nunca vai existir um momento perfeito para deixar tudo para trás e correr o mundo. Então, se você fica aí sentado sonhando com aquela viagem enquanto espera os planetas se alinharem para que ela aconteça, pare agora! Trace metas, objetivos, RESERVE SUA PASSAGEM.

Se você não pode simplesmente fazer uma mala e sair de casa neste momento, estabeleça uma data e comece a agir para tornar isso real. E lembre-se: a rotina é cheia, complicada e cara. Por isso, é fundamental ter suas prioridades bem definidas.

bali, Indonesia

O povo latino realmente é mais alegre e expansivo

Isso não é apenas um estereótipo. Depois de passar sete meses na Ásia, visitar a Europa e a Nova Zelândia, isso ficou evidente. Eu sempre achei que esse era um estereótipo furado, já que me considero uma pessoa reservada e às vezes até um pouco antissocial.

No entanto, no momento em que eu pisei no Chile, eu me senti em casa. Havia gente falando alto, gente fazendo bagunça em lugares públicos, contato físico, bares lotados de pessoas que estão ali para conversar e ficar bêbadas. Havia paquera descarada nesses bares. E o melhor? Eu amei ver tudo aquilo outra vez!

Eu <3 o povo latino.

Nós também somos ignorantes em relação a um monte de culturas

Da próxima vez que algum gringo te perguntar se você fala espanhol, se o Rio de Janeiro fica na Amazônia ou se no Brasil tem macaco andando pelas ruas, não fique bravo. Existe um monte de coisa que a gente não sabe sobre vários países, principalmente quando se trata de geografia, política e cultura.

As informações que recebemos desses lugares são vagas e incompletas e, por isso, temos uma visão estereotipada. Quer um exemplo? Minha irmã foi estudar um tempo na Rússia e a primeira pergunta que as pessoas faziam era se ela não ia morrer de frio. Detalhe: ela foi em agosto, em pleno verão. Para resolver esse problema de ignorância, só com uma boa imersão cultural nesses países. É por isso que viajar é o melhor remédio contra o preconceito.

Kerala India

Kerala, Índia

O Brasil é um lugar legal

Brasileiro adora reclamar do próprio país. Quem nunca ouviu um “isso é Brasil!” quando alguma coisa não muito boa acontece? Uma das vantagens de viajar é que, além de aprender mais sobre outras culturas, você começa a ver a sua própria em perspectiva e a questionar um monte de coisa. Temos vários problemas, é verdade, mas eles não são exclusivos do Brasil (então pare de dizer “É só aqui mesmo”).

Na verdade, a maioria dos problemas que temos são recorrentes em países em desenvolvimento e algumas vezes até mesmo no chamado “primeiro mundo”. E quando a gente para de focar no que é pior por aqui, começamos a enxergar o que é melhor. Somos um dos povos mais higiênicos do mundo. Qualquer boteco de esquina ganha da Europa nesse sentido, porque aqui ninguém coloca a mão na sua comida.

Além disso, somos simpáticos, sabemos dar uma festa, temos uma das políticas mais avançadas quando se trata do uso de biocombustíveis, somos criativos, bons anfitriões para os turistas gringos e muito solidários. Temos também uma cena cultural rica e a melhor comida do mundo (não sou SÓ eu dizendo isso, rs). O mundo inteiro ama o Brasil e os brasileiros. Será que a gente não deveria amar mais também?

Rio-de-Janeiro.jpg

Os jovens são muitos parecidos

Não importa se você cresceu no Brasil, na Europa ou no Irã. Os jovens do mundo são muito parecidos. Até temos nossas diferenças culturais, mas entre os membros de uma geração que cresceu conectada, temos diversas coisas em comum. Cantamos as mesmas músicas, assistimos aos mesmos filmes, nos divertimos com as mesmas coisas. Até as aspirações são um pouco parecidas. Eu não sei quanto a vocês, mas eu acho isso incrível.

Todo mundo é igual

Pode até ser que eu não consiga conversar sobre as minhas músicas preferidas com um velhinho plantador de arroz que mora na beira de um rio no Kerala como eu conseguia com meus amigos intercambistas. Mas, se você retirar essas superficialidades que nos separam, você vai perceber que, em qualquer lugar do mundo, as pessoas buscam e compartilham pelas mesmas coisas. O que muda é a forma como elas se expressam ou os meios que elas usam para suprir seus desejos básicos. No fundo, a humanidade inteira compartilha a mesma essência.

Já chamei de casa a Cidade do Cabo, Chandigarh, Buenos Aires e Barcelona, mas acabo sempre voltando pra minha querida BH. Gosto de literatura, cervejas, música e artigos de papelaria, mas minha grande paixão é contar histórias. Por isso, desde 2011 viajo o mundo e escrevo sobre o que vi. Também estou no blog sobre escrita criativa Oxford Comma.

Siga @natybecattini no Instagram

157 comentários em 9 coisas que eu aprendi na minha volta ao mundo

    • Você escreve tão bem e tantas verdades!!!
      Estou me organizando para conhecer Londres/Irlanda/Escócia, meu sonho é explorar esses lugares. E suas dicas estão sendo fundamentais para executar esse meu plano. Muito obrigada por nos disponibilizar informações tão valiosas.

  1. Oi Xará, Sou tb viajante, só que coroa…então tenho algumas restrições. Cheguei ao 360 ao pesquisar uma viagem à Grécia, fiz todo meu roteiro,mas minha filha que seria a parceira disse-me que não vai dar por agora. Questões financeiras…então fica pr´a mais adiante.Mas, como temos Natal e Ano Novo pela frente e vc está em PT. Minha pergunta é: há algum lugar que possa eu e meu marido permanecer pelos feriados em Lisboa ou arredores em que haja condução fácil? Minha verba é 400 euros por mês. Assim ficaríamos nestes festivos próximos à neta portuguesa que mora em Torres Vedras. Lá tentamos hotel, aibnb e não funcionou a contento.

  2. Natália, boa tarde

    Descobri o 360meridianos através de buscas realizadas para me auxiliar em um roteiro de viagem. Estou me programando para conhecer Praga/Viena/Budapeste em outubro e tenho adorado tudo que leio por aqui. As dicas são incríveis e muitas já me esclarecem de dúvidas que eu tinha com relação a coisas simples.
    Essa viagem tem sido planejada a pelo menos 1 ano e esse post “em particular” caiu como uma luva para confirmar o sentimento que tenho em relação à minha futura aventura. Ainda tenho um pouco de receio (mínimo), pois irei só e não domino muito o inglês, mas acho que vai valer à pena.
    Aproveitando a oportunidade, sabe me dizer se tem algum post específico sobre “guias que falam português” nesses países?
    Já tenho definido o período da viagem, as reservas de hotéis nos três lugares e, para a viagem, falta apenas a compra das passagens.
    Poderiam me auxiliar nesse quesito?

    Desde já muito agradecida pelas valiosas dicas

    Ana

    • Ana, obrigada pelo comentário! Espero que sua viagem seja tudo o que você imagina e muito mais. Infelizmente não sei indicar guias em português porque raramente contratamos. Sobre as passagens, tem um monte de dicas no blog sobre como encontrar bons preços, mas já te digo que não tem segredo. É pesquisar mesmo.

      Abraços!

    • Ana
      Há dois anos fiz o roteiro Berlim/Praga/Viena/Budapeste. É incrível. Mas recomendo que você tenha um olhar especial para tudo que se refere à 2a Guerra mundial. Em Budapeste tem a Casa do Terror, em Berlim tudo lembra a 2a. Guerra. Em Praga há uma mesquita com desenhos e bilhetes de crianças que foram executadas. É comovente, não tem como não chorar. Mas é um roteiro que nos faz rever valores, preconceitos, e a necessidade de humanização do planeta. Pesquise tudo isso antes de viajar. Leia a história desses lugares e visite tudo que puder. E, claro, não deixe de curtir a culinária local, as cervejas consideradas as melhores do mundo, os artistas de rua na Stephansplatz, os concertos maravilhosos e tudo o mais. Tenha uma excelente viagem.

  3. Natália,

    Achei sua página por acaso. Sempre quis viajar pelo mundo mas me acomodei e nada fiz. E agora decidi que devo viajar, no momento estou trabalhando mas quero viajar se não nas férias quando acabar esse projeto, no final de 2017. Preciso de sua ajuda…

    • Ellen, temos vários posts que ajudam quem nunca viajou a planejar a viagem e você sempre pode deixar suas dúvidas nos comentários. Estaremos à disposição para respondê-las!

      Abraços!

  4. Natália, obrigada!
    Obrigada a você e ao 360meridianos por inspirarem o meu dia e transbordarem cada célula do meu corpo com a máxima excitação e felicidade!
    Pessoas movidas pelo mais sincero espírito de compartilhar tem o poder de alegrar e dar esperança a qualquer coração indeciso.
    Vocês fazem isso com maestria! Depois do quarto post, vocês já me tinham!
    Há 3 meses moro em Bandar Lampung, na Indonésia e ficarei até agosto, dando aula de inglês, numa escola local.
    Posso dizer que estou vivendo a melhor experiência da minha vida! Cada vez mais próxima de mim e me libertando dos limites antes estabelecidos pela minha zona de conforto.
    Por isso, quando comecei a ler o post, me conectei com cada palavra e experiência vivida.
    Me tornei alegria e queria te agradecer por isso!
    Tolerância tem sido a melhor aliada. Tolerância com o nosso país, com os diferentes hábitos, cultura e a escolha de sempre tentar enxergar,da forma mais positiva possível, as informações que chegam até a gente!
    Após o período de intercâmbio, farei uma viagem pela Ásia e passarei o meu aniversário na Tailândia!
    Graças ao 360meridianos não tenho dúvidas que será uma experiência ainda mais completa e única!
    Obrigada pelas dicas e, principalmente, obrigada por compartilharem!

    • Olá Thais, obrigada você por um comentário tão legal e sincero. Eu também me inspiro muito com as experiências que as pessoas compartilham aqui, então pode ter certeza que o bem é recíproco. Sorte nas suas viagens e na sua vida! Que todas as suas experiências sejam enriquecedoras. A Ásia é incrível.

      Abraços!

  5. Natália,

    Desde que a paixão por viajar começou tecer o correr dos meus dias, acompanho relatos, blogs, dicas e outros canais para conhecer e partilhar experiências. Mas nesse último final de semana, com a chuva gostosa que caiu (em BH – essa nossa cidade que me “une” a vocês”) fui pesquisar alguns roteiros na América Latina e encontrei o 360meridianos.

    E fui lendo, “provando” o gosto dos relatos de vocês sobre esse lindo projeto de vida, me emocionando algumas vezes relembrando alguns lugares que visitei.

    Ainda não sou um Viajante, como desejo, mas meu trabalho atual me permite fazer travessias aqui por Minas, pelo Brasil e por alguns lugares do mundo. Nas muitas viagens de trabalho já consegui me esticar para comer um peixe na beira do São Francisco em Januária – MG, andar pelas ladeiras de Olinda e chegar no Alto da Sé pra comer tapioca ou aproveitar uma manhã e uma tarde livre para conhecer os encantos da Roma antiga.

    A leitura do blog de vocês me provoca à construir novos caminhos, traçar novos planos e estratégias para que a paixão por viajar não seja restrita às ocasiões de trabalho!

    Tenham certeza que daqui pra frente estarei diariamente no blog e em vossas redes sociais!

    Abraços, desde uma noite chuvosa em Belo Horizonte!

    • Que delícia de comentário, Leon! Fico muito feliz que o 360 te provocou a expandir seus horizontes! E essas viagens que a gente faz, nos finais de semana ou em esticadas, também já são possibilidades incríveis de conhecer um pouco mais o que tá perto da gente. Minha mãe é do norte de Minas, perto de Januária, esse peixe do São Francisco eu conheço bem 😉

      Abraços

  6. Olá Natália! Pouco ou nada conheço de mim e acho que na verdade vou levar a vida toda para me conhecer. Se existe algo que me fascina é o mundo desconhecido. Não gosto de rotinas e dou-me mal com elas. Não nasci para sobreviver mas sim para viver. Fiz a cerca de uma semana os meus 18 e pela primeira vez sei o que quero fazer no meu futuro próximo. Uma viagem a longo prazo e sozinha. Não já mas sim quando terminar a faculdade, principalmente por respeito aos meus pais. Já a algum tempo que queria começar a escrever mas faltava-me o tema. Tema esse, que tinha e tem por obrigação ser real. Algo que possa aplicar no meu futuro próximo. Só precisava de o conhecer pessoalmente. Conheci. A sua experiência de vida, aqui explicita ajudar-me-a a concretizar a minha experiência de vida. Obrigada e que continue a sua jornada pelo mundo. Joana de Barros Matos, Portugal.

  7. Foi bonito ler teu texto. Estamos, de facto, num mundo globalizado, em que as aspoiracoes, so sonhos, as preocupacoes, enfim, as duvidas existenciais tendem a ser as mesmas.

  8. Olá Natália, adorei esse texto! Me identifiquei muito com ele, principalmente quando você fala que também somos ignorantes em um monte de coisas e que nunca existirá o momento certo! Na minha volta ao mundo, eu também aprendi que o mundo é um lugar muito mais amigável do que gente pensa e que o nosso lar é onde a gente está com o coração. Viajar é demais, né?
    Parabéns pelo texto!

  9. Poucas vezes me deparei com um texto tão perfeito e completo sobre o que eu penso sobre culturas e mundo! Você conseguiu reunir de forma clara e objetiva nossas principais características preconceituosas sobre a vida. Em alguns momentos confesso que ruborizei por me reconhecer tanto como em “reclamar do Brasil”. O choque de realidade é tão necessário. É por isso que eu digno tantas e tantas vezes que para a gente ter conhecimento de causa é preciso ter experiência de vida em diversos âmbitos. Não é correto se julgar intelectualmente superior, ou o que quer que seja, se a pessoa nunca saiu da sua zona de conforto. Enfim, eu poderia dissertar por horas sobre isso, mas acho que você já conseguiu dizer tudo. Obrigada por esse blog maravilhoso que eu encontrei!

    • Olá Iane, fico muito feliz que gostou e que tenha começado a refletir sobre esses temas também! Obrigada por comentar e volte sempre!

      Abraços

  10. Achei muito bom ler sobre esse artigo de experiências! Me elevou as ideias e já vou começar a traçar um plano para ir para os EUA e quem sabe dps matar meus sonhos que um deles é morar no Canadá! Muito obrigado mesmo, de coração aos Autores do texto. Tenha um BOM DIA! =]

  11. Natália, belo texto! Parabéns a vocês três pelo blog, para mim, é o MELHOR blog que existe! =) Tive acesso a um post feito pela Luiza a um tempo atrás e não tinha me atentado ao resto do conteúdo, hoje vim ler novamente e fiquei surpresa com a quantidade de posts bacanas! Dentre outros blogs de viagens que já vi o 360meridianos com certeza é o mais esclarecedor de todos, o que nos faz ver que o sonho de viajar pelo mundo é possível e inspirar muitas pessoas, assim como eu! Inclusive vou comprar o guia de como viajar pelo mundo por um ano (quem sabe num próximo comentário já não venho compartilhar que estou com a minha passagem comprada) hahaha! Tenho guardado um dinheiro pois pretendia fazer uma viagem pela Europa, tenho hoje em cerca de 20 mil reais mas gostaria de aproveitar essa grana da melhor forma, que me proporciona-se maiores experiências.. Alguma sugestão? rs. Mais uma vez PARABÉNS PELA CORAGEM de vocês, e SUCESSO!

    • Olá Maysa,

      Que ótimo, adorei saber que você gostou do blog (e qua acho um tempinho para ler os posts com cuidado). Espero que você goste também do guia. Se você quer fazer sua grana render, a sugestão é ir para países baratos. Com o euro a esse preço, seu dinheiro pode acabar rápido na Europa Ocidental, mas rende muito mais no leste europeu, sudeste asiático, África, América do Sul e Central… Prefira destinos baratinhos e você vai ver que dá pra viajar muito tempo com 20 mil…

      Abraços e volte mais vezes 😉

  12. Oi Natalia tudo bem? Nossa, primeiramente só gostaria de dar parabens pelo blog e pelo seu estilo de vida! Muito inspirador!
    Eu tenho uma duvida que acho que alguém tao viajada como voce pode me ajudar! Seguinte, estou fazendo um intercambio na frança e ficarei 1 ano estudando e pretendo conhecer a europa durante esses tempo. Quando acabar as aulas, tenho aprox 35 dias para retornar ao Brasil, e gostaria de usar esse tempo para viajar! Me surgiu a oportunidade de visitar um amigo que está de intercambio na Australia. Será que é muita loucura ir até lá e conhecer a região? Ou deveria ficar mesmo na europa e aproveitar para conhecer melhor?

    • Ei Vanessa! De jeito nenhum é loucura! Acho que você só tem que pensar se você realmente quer ir pra Austrália ou gastar seu tempo na Europa e ver se compensa financeiramente. Fora isso, a gente tem que aproveitar as oportunidades quando elas aparecem. Não existe opção correta, existe o que você quer fazer. 😉

      Abraços

  13. Olá, Natália, tudo bom?
    Muito inspirador esse texto seu.
    Eu mesma pretendo me aventurar numa empreitada desse tipo e tenho uma enorme dúvida.
    Meus planos são de passar 6 meses em um Ashram, na Índia e depois seguir pra França, onde farei o intercâmbio Wooff, de lá pegarei o Caminho de Santiago de Compostela, chegando na Espanha viajarei pra um mês em Portugal.
    Em relação ao visto: como devo proceder para pegar o visto de entrada para França ao término dos meus seis meses na Índia? Devo tirar antecipadamente todos os vistos no Brasil, ou isso não vale a pena já que há um limite de tempo para validade desses vistos?
    Desde já, muito grata!

    • Ei Valéria, não entendi porque você você vai pegar visto para a França. Vai ficar mais de três meses? Que tipo de visto você vai pedir? Pq turista por até 3 meses não precisa de visto.

      Abraços

  14. Ollá, Natalia,, Meu nome Adriana
    Gostaria de saber onde ir em Portugal pois vou passar vinte dias lá em agosto deste ano .
    Nunca viagei para fora do Brasil vou por uma agência com passeios planejados mas temos um ou dois dias livres e algumas tardes . Ahah vamos tb para Santiago de Compostela . Ficarei muito agradecida se puder me enviar um roteiro bom e barato pois lá as coisas são em euro kkk . Muito obrigada bj

  15. Olá Natália 🙂
    Achei o máximo o seu blog, e suas experiencias.
    Eu também sou uma amante de viagens, sou brasileira, mas moro em Portugal. Já conheci praticamente a Europa toda.
    Embora tenha milhares de compromisso que me prende de dar uma volta ao Mundo assim, estou querendo arriscar… Desculpa a indiscrição, mas quanto mais ou menos você gastou para fazer esse roteiro, ou sei lá foi arrumando emprego nos lugares para se manter ?
    Beijo :*

  16. Oi Natália, adorei o texto! Desde que eu conheci o fórum dos mochileiros e passei a ler os relatos de viagens meio de bobeira fiquei apaixonada e convencida do meu maior plano de vida: Fazer a volta ao mundo! Por enquanto estou estudando inglês e tenho uma viagem em família marcada pra Junho, vamos todos de forma independente e já está sendo uma emoção muito grande planejar todos os detalhes e imaginar como eu irei absorver tudo. Dá até um aperto no coração. Espero ser viajante pro resto da vida, acho que é a única certeza que tenho quanto ao meu futuro.
    Abraços

      • Oi, Natália! que delícia o seu blog!
        Estou organizando a minha vida para fazer um mochilão pela América do Sul, mas o seguinte: contas! contas! contas! como e o que vc fez para manter o dinheiro da viagem? vc foi com um montante e foi economizando o máximo possível, conseguiu trabalhos por onde passou ou vc já trabalha como home office? Bom, por enquanto é só isso… Sigo o seu blog e adoro! estou me inspirando muito nele. Obrigada!

        • Ei Elisa, eu fui com um tanto dinheiro que eu tinha para terminar a viagem e fui economizando ao longo do tempo. Eu deixei uma parte com a minha mãe e ele foi depositando para mim conforme eu precisava também, pq levei um VTM e queria variar a cotação do dólar em vez de comprar tudo de uma vez. No entanto, também passei 4 meses trabalhando na índia, o que me sustentou durante o tempo que passei lá. Na época ainda não trabalhava com home office.

          Abraços!

  17. Amei o site! Tenho 50 anos e decidi fazer um planejamento estratégico de vida para os meus próximos 5 anos: no meu aniversário de 55 anos partirei para a minha viagem volta ao mundo. Até lá farei primeiro viagens pelo meu estado; estudarei inglês e começarei a minha poupança. Depois partirei para conhecer outros estados do Brasil que ainda não conheço. Daí partirei par um tour pela América do Sul, pelos lugres que ainda não conheço. No quarto ano irei para América do Norte e passarei um tempo lá para aperfeiçoar ainda mais meu inglês, como já fiz em 45 dias na Austrália. Então, em maio de 2019 partirei para a Volta ao Mundo….Já comecei e estou feliz com a decisão…

  18. Oi prima , parabéns pelo seu trabalho em ajudar as pessoas. Cheguei hoje da Índia (Jaipur) para um curso e já estou lendo seu blog para programar uma viagem legal ,agora com a família. Abracos. Ronaldo Galuppo

  19. Que texto incrível Natália!
    Super me identifiquei com ele. Sou geminiano. Então, ficar em um lugar só, não é meu perfil.
    Definitivamente percebi que o mundo me espera!

    Adoro esse blog!

    Beijos!

  20. Olá, Natália!
    Tudo bem?
    Primeiro, super-parabéns pelo bacanérrimo 360 Meridianos e super-obrigada por terem sido uma de nossas inspirações. Depois de muito sonhar – e muito planejar! – meu marido e eu iniciaremos em 28/02 nossa tão esperada Volta ao Mundo! Com tantas providências a tomar, tanto para ir, quanto para o que deixaremos por aqui, acabamos não podendo nos dedicar tanto à comunicação do Projeto. Se vocês tiverem dicas de como podemos fazê-lo agora, já meio às vésperas da partida, agradeceremos imensamente!
    Grande abraço, Sintia e Eduardo

    • Ei Sintia, nossa que banaca! Fico feliz por a gente ter sido uma das inspirações do projeto. Realmente, tudo fica uma loucura antes da gente embarcar! É tanta coisa pra fazer, tanto detalhe! Enfim, não sei o que sugerir sobre a comunicação. A maior parte do pessoal cria um blog, mas tem gente que só mantém uma página no facebook para ser mais fácil. Tem gente que nem isso, só compartilha fotos no perfil pessoal ou do instagram. Isso deve vir muito de vocês, do que vocês gostam, se realmente vocês sentem necessidade desse tipo de coisa. Pra gente aqui do 360, todos jornalistas, criar um blog foi algo natural, mas porque nós gostamos de escrever, entende? Não é obrigatório, o mais importante é vocês verem o mundo com seus próprios olhos e voltarem cheio de histórias, nem que for só para dividir com os amigos em uma mesa de buteco!

      Abraços!

      • Olá, Natália!
        Super-obrigada pelo retorno e pelas dicas!
        Pois é, essa fase final dos preparativos é mesmo tensa, não imaginei que seria tanto. Mas a alegria de saber que falta pouco compensa com folga!
        Já estamos pensando em criar um blog mesmo, nem que seja para registrar para nós mesmos as experiências que viveremos e, ao mesmo tempo, já compartilhar com os amigos, amigos dos amigos, amigos dos amigos dos amigos, etc, etc, etc..
        Assim que estiver no ar e já estivermos com os pés definitivamente na estrada, mandaremos o link para vocês, ok?
        Grande abraço, obrigada de novo, até breve!

  21. Já faz um tempo que sou fã desse blog e com esse texto mais ainda. Acredito que muitos buscam por essas experiências, que vai além de conhecer novas pessoas e culturas, mas de se conhecer também, de perceber que ‘experiências são mais valiosas que coisas’. Obrigada por compartilhar a história de vocês e continuem com esse lindo projeto.

  22. Natália, muito legal seu texto! Eu acho que todo mundo deveria ter a chance de sair do seu país e ver o mundo pelo menos uma vez na vida. É incrível como abre a nossa mente e como aprendemos com as coisas e pessoas que conhecemos. Adoro isso!
    Eu tenho um blog de viagens também que criei pra poder dividir um pouquinho de tudo o que eu já vi e vivi. Se puder, dá uma olhadinha lá http://www.naoparoquieta.com 😉
    Parabéns pelo blog!

  23. Incrível como os sentimentos e sensações que eu tenho em relação a minha volta ao mundo são parecidos! Considero minha viagem de 12 meses um marco na minha vida, nada poderá ser igual depois de tudo que eu vi e vivi.

    Parabéns pelo blog! E vamos continuar incentivando as pessoas a não serem árvores, afinal o mundo é muito grande para nascermos e morrermos no mesmo lugar!

    • Pois é Manoela, a gente muda muito e o mundo muda com a gente. São experiências inesquecíveis.

      Abraços e obrigada por comentar!

  24. Li, reli e reli vários posts do blog e me identifiquei completamente.

    Fui mordido pelo “bicho do viajante” em 2009, durante um intercâmbio nos EUA.

    Desde então, não consigo mais parar de viajar.

    Estou começando a planejar o sonho de fazer uma viagem ao redor do mundo (focando especialmente na Ásia), mas estou naquele momento de hesitação se devo largar tudo e ir ou não.

    Entre o medo do abismo e a vontade de pular.

  25. sou menor de idade e carrego comigo o sonho de viajar pelo mundo,começando a explorar meu brazil e depois o mundo .,o que devo fazer?acho que tudo é mais difícil quando você não pode se responsabilizar por si próprio!

    • Ei Lorrayne, realmente tudo fica mais fácil quando você é responsável por si e tem uma fonte de renda própria, mas você pode começar devagarinho, de acordo com suas possibilidades ou então já ir juntando dinheiro para sua grande viagem! Logo logo você vai poder explorar esse mundo todo.

      Abraços!

  26. Só complementando, pois esse texto vai de encontro a várias coisas que eu já falei com meus amigos, concordo totalmente sobre as experiências valerem mais do que coisas.

    Nada bate o que eu senti quando vi a Torre Eiffel ao vivo, ou quando no primeiro dia de viagem, sem querer, acabei chegando na Sagrada Família.

    Vc falou dos jovens, mas reparei tbm nas crianças. Elas só falam outra língua, mas brincam de bola do mesmo jeito, de boneca, correm atrás de pombos, eu voltei com a impressão de que somos mais parecidos do que diferentes, nós que temos a tendência a complicar.

    E quanto a questão Brasil, nunca fui um deslumbrado por lá, ams voltei sim, com uma depressão e uma certa raiva de onde eu moro. É mais fácil se locomover por Paris que tem metro em tudo quanto é canto do que em São Paulo. É muito mais fácil viajar por lá, com as low cost do que aqui, isso sem falar dos trens que facilitam bastante a vida e por ai vai…enfim, gostei muito do texto.

    • Ei Emerson! Obrigada pelo comentário! Realmente, não importa quantas fotografias ou filmes a gente tenha visto de um lugar, ver com os próprios olhos é bem diferente!

      Quanto ao Brasil, o que eu quis dizer é que tem gente que pensa que somos o pior país do mundo. Temos problemas, e o transporte público é um dos mais graves, na minha opinião, mas também temos qualidades que não tem em outros lugares. Muita gente reclama da lotação do metrô de São Paulo sem se dar conta que em horário de pico, metrô é lotado no mundo todo. Eu já tive que esperar 3 trens passarem em Paris, pq era impossível entrar. Já fiquei em uma região mais periférica em Paris que não era bonita, nem limpa, nem segura. Tinha medo de andar sozinha a noite nessa área. Todos os lugares têm problemas – alguns iguais, outros diferentes dos nossos -, não é exclusividade do Brasil. Quando a gente vai como turista, nem sempre entra em contato profundo com esses problemas, pois visitamos as melhores áreas. Mas converse com alguém que mora no lugar para você ver. Precisamos parar de achar que somos o pior lugar do mundo e passar a trabalhar para resolver os nossos problemas em vez de lamentar como lá fora é melhor, não concorda?

      Abraços!

  27. Achei muito legal seu texto.

    Esse ano…ops, ano passado viajei para Europa, fiquei 23 dias fora e foram dias incríveis, todo dia eu fazia algo diferente, estava em um país diferente e conhecia pessoas diferentes de tudo quanto é lugar e olha que eu me considero bem introspectivo.

    Aliás, mesmo que você seja tímido, na Europa é fácil puxar assunto, basicamente tá todo mundo viajando, então é só falar de onde você veio, pra onde vc foi e pra onde vai.

    E concordo com “algum dia’ é nunca. Eu planejava na verdade ir esse ano, mas no fim de 2012 viajei com meus amigos para Angra dos Reis. Achei tão legal que na volta, decidi que no meio de 2013 era hora de realizar meu sonho. Comprei passagem, pesquisei pra caramba e me joguei no mundo.

    E outro ponto muito válido e que falo para os meus amigos é sobre o valor, gastei uns menos de 10 mil reais na viagem (ajuntados em uns 2 anos de poupança), o que talvez ainda seja caro…fiquei em hostel, comi em lugares baratos, só me descontrolei na compra de lindts no free shop.

    Se vc for analisar, isso é uma parte considerável do valor de um carro usado (ao menos dos que eu ou meus amigos compraram) e vc gasta pra caramba com comida e bebida e balada, a grana que você gasta em uma noite pode ser suficiente para fazer um bate-volta supertranquilo para alguma praia.

    Como esse ano estou sem reservas pretendo conhecer o que pode ser alcançado de ônibus (até pq passagem de avião tá absurdo), Curitiba, as cidades histórias de Minas, Paraty, Foz do Iguaçu.

  28. Uma vez teclei com um texano de Austin e perguntei pra ele sobre vestimentas de cowboy e etc. Ele deu risada, mas deu tirada bem humorada falando que vestia roupas normais. Isso mostra o quanto a gente adora se fazer ofendido quando ouvimos falar de “monkey” nas ruas e etc, mas é bem ignorante em relação aos países alheios. Estou amando o site e lendo todos os posts (espero conseguir ainda hoje, haha)

    • haha é verdade, a gente não conhece um monte de cultura por aí! Não são só os estrangeiros que falam absurdos sobre o Brasil! =) Obrigada por sua visita e volte sempre! =)

  29. Olá Natália! Devo começar dizendo que estou apaixonada pelo blog, HAHA! Com apenas 15 anos, um dos meus maiores sonhos é conhecer o mundo todo, porém, nunca havia houvido falar em viagens assim, e quando encontrei o blog só comecei a me sentir mais animada para fazer a minha própria viagem logo! Adorei seu texto, e acho que todas as pessoas deveriam fazer uma viagem dessas, além de muita diversão, deixaríamos de ser tão ignorantes em relação a outras culturas, e a nossa também! Enfim, quero agradecer pelas dicas, e deixar uma dúvida a ser esclarecida: EM TODA A VIAGEM, NÃO TIVERAM PROBLEMAS COM VISTOS?
    Um grande abraço!

    • Ei Élen, que legal encontrar uma pessoa tão nova já com essa visão do mundo e vontade de expandir os horizontes. Ficamos muito felizes com seu comentário! Com relação aos vistos, não tivemos problemas não. Não são tantos países que exigem visto para brasileiros, a maioria dos que visitamos não exige, outra boa parte exige apenas visto de fronteira, que você tira quando chega lá.

      Espero que você consiga realizar sua viagem e volte aqui para contar. Abraços!

  30. Olá!
    Muito legais as tuas impressões sobre os lugares em que estiveste.
    Mas eu tenho uma dúvida em relação aos vistos. Vamos supor que eu vá ficar um ano fora do país. Se eu entrar pela europa, vão me conceder um visto de 90 dias. E depois, se eu decidir ir para o sudeste asiático. Como funciona ? (estou me referido aos países que exigem visto para brasileiros)
    No aguardo…Edson

    • Olá Edson, com relação aos vistos, para mim foi muito tranquilo: em nenhum país da Europa ele é exigido e em poucos da ásia. Na maior parte dos casos em que ele é exigido, você pode tirar o visto no aeroporto, assim que desembarca do avião. Deixamos de fora alguns destinos que exigiam visto prévio, como a Austrália, mas países como Nepal e Indonésia, tiramos no aeroporto. Se você vai para algum país que exige visto prévio, pode tirar no Brasil ou em alguma embaixada no exterior (precisa checar em quais casos isso é possível). Quando é assim, maioria tem validade de no mínimo 6 meses a partir da data de expedição, então dá tempo de chegar antes que ele expire. Enfim, cada caso é um caso, você precisa decidir os países que quer ir e depois checar como você pode fazer com o visto.

      Abraços!

  31. […] Quando eu saí do meu antigo emprego, em abril, tomei a decisão de não procurar por outro. Comecei a fazer trabalho freelancer, a maior parte das vezes trabalho remoto. Quando fui à Europa em junho, fiz o meu primeiro teste: passeava durante o dia, trabalhava durante a noite (quando, devido à conveniência do fuso-horário, ainda era horário comercial no Brasil). Montei meu roteiro já com isso em mente. Em Lisboa, fiquei mais tempo na cidade com o objetivo de tirar alguns dias para trabalhar. Encontrei um café simpático, dentro de um parque, e por lá montei meu escritório por volta das nove da manhã. Depois do almoço, encontrei a sombra de uma árvore para ler um livro. Depois, voltei para o café e trabalhei mais um pouco. Alto índice de produtividade com zero de estresse, gastando praticamente a mesma coisa que eu gastaria se eu estivesse presa por um trabalho convencional em São Paulo (isso porque eu fui para a Europa, mas a maioria absoluta dos países mundo é mais barata que o Brasil – pense em como você pode ser rico e se beneficiar do câmbio ganhando em reais e vivendo em países do Sudeste Asiático. Eu já pensei!). […]

  32. “Então, se você fica aí sentado sonhando aquela viagem enquanto espera os planetas se alinharem para que ela aconteça, pare agora!”

    É incrível como sua frase veio direto em mim. Você me conhece? hahaha… 😉
    Mas há muita gente como eu que fica esperando décadas para tomar coragem e pegar a estrada…

  33. […] E se não é o mochilão que define o mochileiro, o que é então? Os mochileiros compartilham entre si de certas ideias e práticas e fazem parte de uma cultura específica, um modo de explorar o mundo, um estilo de viagem e de vida backpacker. Dificilmente um mochileiro vai se contentar, por exemplo, em sentar a bunda na cadeira de praia por uma semana no melhor estilo “daqui-não-saio-daqui-ninguém-me-tira (até segunda-feira, quando volta o trabalho, lógico)”. Não existe nada de errado nisso e confesso que às vezes me dá uma vontade danada de fazer o mesmo, mas a viagem do mochileiro não é apenas uma oportunidade de descanso e relaxamento, é uma oportunidade de aprendizado. Não queremos apenas nos enterrar em uma cidade cenográfica feita para turistas, queremos contato direto com a sociedade que visitamos, explorar o mundo e descobrir o que os lugares têm para oferecer, aprender com eles e descobrir mais sobre nós mesmos. […]

  34. Oi Natália! Seu texto realmente foi mto gostoso de ler pois foi colocado de forma curta em tópicos e vc escreveu coisas que quem nunca viajou sonha um dia passar por essas experiências e quem já viajou sentiu tudo isso na pele! Eu e meu namorado adoramos viajar e a partir daí criamos o http://www.derepente1000coisas.com.br para colocarmos informações que muitas vezes não encontramos ao planejar uma viagem! Com certeza uma volta ao mundo é o sonho de todo viajante! hehe

    • Olá Guadalupe! Muito obrigada por sua visita. Algumas informações são realmente difíceis de se encontrar pela internet. Boa sorte com o seu blog. Abraços! =)

  35. Legal seu relato. Tenho muita vontade de fazer uma viagem assim. Ano passado fiquei um mês na Europa, passei pela Itália, Suiça, França, Belgica, Holanda e Inglaterra, e fiquei com gostinho de quero mais.
    Meu problema em fazer uma viagem assim é ter que largar meu emprego aqui. Trabalho na maior empresa desse país, sou concursado, e tirar uma licença, mesmo sendo sem vencimentos, hoje em dia é quase impossível.
    Vivo um dilema, de largar tudo em busca desse sonho e me arrepender, visto que meu futuro hoje é promissor.
    No entanto, como eu sempre idealizei isso, fico com a sensação de que a vida está passando e eu me acomodando com a situação.

    • Olá, Marcos!

      Realmente o emprego é um grande problema para a maioria das pessoas. É preciso pesar muito para decidir o que você quer e se vale a pena largar tudo para correr atrás do sonho de viajar. Essa é uma decisão pessoal, mas você tem que ter em mente de que existe risco em qualquer escolha na nossa vida, tanto na de ficar quanto na de ir. Será que é impossível mesmo uma licença não remunerada? Nem precisa ser de muito tempo, 3 meses já é o suficiente para uma volta ao mundo. Espero que você consiga sair desse empasse, seja qual for a decisão. O que não pode é ficar vendo a vida passar, isso sim pode gerar um grande arrependimento no final.

      Abraços!

  36. Meu facebook é Guilherme Vulcano. Acho justo você saber com quem falou, já que eu sei com quem falei. Pelo menos não fica parecendo que sou um troll de internet que soh posta anônimo 😉
    E encerramos por aqui mesmo, senão a gente vai gastar mto tempo falando de política e economia e menos tempo procurando uma promoção boa de passagem aérea =D

    • hahah eu não estava achando que você era um troll. Trolls fazem ofensas descabidas e você só estava defendendo um ponto. Podemos discordar quanto a isso, mas você é muito bem vindo aqui. Pelo menos concordamos com todo o resto do texto! Abraços! =)

  37. Concordo com quase tudo, menos a parte de gostar mais do Brasil. Viajar me deixou muito mais exigente… pois agora sei o que eh coisa boa, o que eh um estilo de vida legal e o que significa ver um povo NÃO ser explorado diariamente. Quanto mais eu conheço o mundo, menos eu gosto do meu país. Quando vejo coisas em que somos os piores de lavada, dá uma desanimada legal. Tenho planos de morar fora em definitivo… o Brasil não é lugar para se criar um filho, por exemplo. Exemplos: somos o país com o maior número de homicídios (e o quarto mais violento se usar a taxa de homicídio para cada 100 mil habitantes), o país terá a copa do mundo mais cara de todos os tempos, ela já está custando (pasmem) mais do que as 3 últimas copas do mundo juntas. O segundo pior em educação no ranking de educação (dentre 40 países da lista, ficamos em 39°).. aliás, pode parecer mentira, mas o Brasil tem 75% de analfabetos funcionais, só 1 em cada 4 brasileiros sabe ler e escrever e consegue usar essa habilidade para aprender mais coisas (dados atualizados da UNESCO). Ou então o fato de o Brasil ser um dos 10 países mais desiguais do mundo, mesmo depois de tanto bolsa isso e bolsa aquilo. O carro mais caro do mundo eh o brasileiro, em nenhum lugar do mundo o carro custa tão caro quanto aqui. Nossa taxa de juros continua a mais alta do mundo. Limpeza então… brasileiro pode não ser o povo mais sujo do mundo (eu fui ao Cairo e eh imundo), mas definitivamente não somos os mais limpos… quem já andou por Genebra ou pelas ruas de Madri e Barcelona sabe que não tem NENHUM papel no chão. Telefonia e internet o Brasil está sempre entre as 4 ou 5 mais caras do mundo, com um serviço bem meia boca. Passagens de avião voce mesma já sabe, é um absurdo voar por aqui. Pagava 10 euros, 15 euros no bilhete (já com taxa de embarque junto) em voos diretos para Paris, Londres, Madri… saindo de Roma. Aqui no Brasil um voozinho sem vergonha pra Buenos Aires eh 500 reais ida e volta, quase 200 euros! No Brasil a alimentação eh CARA, ao contrário do que gostam de falar, gastava MUITO menos de comida quando morei 1 ano na Itália, o lazer aqui eh caríssimo (a exemplo dos preços abusivos de pedágios e passagens aéreas que ja comentei), ter uma casa aqui eh mto caro pq se vc financia 250 mil no banco, no fim dos 25 anos de financiamento vc pagou 750 mil! Na europa, um financiamento de 100 mil euros (aprox. 250 mil reais), voce paga no final 160 mil euros… ou 400 mil reais. Quando o brasileiro finalmente termina de pagar sua casa, o europeu ja pagou duas, é triste. Até a ÁGUA era mais barata na Itália do que no Brasil, o país com mais água doce do mundo! Claro que não podia faltar… o político brasileiro eh o mais caro do mundo DISPARADO, custando quase o triplo do segundo colocado (o político italiano). A lista vai longe… o Brasil vai mal em praticamente qualquer índice… tem um potencial enorme, mas jamais será aproveitado por ser dominado por uma população ignorante que só se preocupa com pão e circo (tipo futebol, bbb e carnaval) e peca pelo excesso de paciência. Tirando essa parte do seu texto sobre o Brasil, eu digo certamente que seu texto está perfeito e concordo com todos os argumentos, principalmente a parte de que quem viaja nao eh a mesma pessoa que volta… mudamos muito mentalmente em uma volta ao mundo. A parte de viver com pouca coisa e termos mtas coisas inúteis e não se contentar com uma vida medíocre… perfeito!
    Parabéns pelo texto 😉

    • É um pena que você tenha essa impressão sobre o nosso país, Gui. Certamente temos muitos problemas aqui e você citou muitos deles, mas também temos muitas coisas boas e temos muitas coisas se tornando melhores. Temos que aprender a ver os dois lados, pois pensamento negativista também não ajuda em nada. Porque não nos focamos em tudo o que já melhoramos nos últimos 20 anos e nos desafios que temos pela frente? Minha mãe cresceu em um país muito diferente que eu e todos os indicadores mostram que o país que eu cresci era melhor que o dela e que meus filhos vão crescer em um país melhor que o meu. Os problemas que enfrentamos hoje, a própria Europa já enfrentou no passado. A diferença é que temos 500 anos de história e pouco mais de 20 de democracia enquanto os países europeus tiveram séculos para se estruturarem da forma como eles são hoje.

      Normalmente somos muito mais exigentes com os problemas do nosso país que com o país dos outros. Não existe lugar perfeito e pode ter certeza que os italianos também têm um monte de coisas para reclamar da itália, a diferença é que eles não focam só nisso e não se acham o pior lugar do mundo. Outro dia vi um texto de um francês que mora no Brasil dizendo que o brasileiro acha que corrupção, engarrafamento e esse tipo de coisa só existe aqui. Não disse no texto que temos um país perfeito, apenas que temos muitas coisas que as pessoas que moram aqui insistem em não ver, pois ficam preocupadas em apenas focar nos nossos problemas.

      Obrigada por comentar e volte sempre! =)

      • Ola =D Vixi… me empolguei e meu texto ficou ENORME! Espero que tenha paciência de ler tudo =P O foco é o Brasil, com um finzinho sobre viagens. Tinha muitas coisas para falar para demonstrar o ponto de vista e acabei exagerando, foi mal =P

        O que me deixa mais chateado não é o fato de termos problemas, e sim o fato de sermos os piores naquele quesito. Morei 1 ano e meio na Itália, e sinto muita falta de lá… quando voltei aconteceu o que já tinham me dito que aconteceria… passei pela tão conhecida depressão pós primeiro mundo. É incrível o desânimo que dá ao voltar ao Brasil e ver que tudo que você se acostumou a ver funcionando por lá aqui não funciona direito mais. Claro que a Itália tem seus problemas (e eles reclamam mais do que brasileiro, eles sim reclamam de absolutamente tudo, brasileiro pelo contrário… aceita qualquer coisa… eh paciente demais… afinal, Brasília eh mto longe para protestar, sabe como eh). O Brasil poderia ser violento, mas não o que tem mais homicídio no mundo, poderia ter carro caro, mas nao o mais caro do mundo (um Camaro nos EUA custa 50 mil reais, no Brasil 200 mil! Ok… não quer falar de importados, falemos dos nacionais então! Como pode um Honda City feito no BRASIL custar 50 mil reais, e ai ser exportado para o México, os quais pagam os impostos de importação, e venderem lá por 26 mil REAIS o mesmo carro? Como pode, se ele é feito aqui? ROUBO, não? O mesmo ocorre com o Gol… feito no Brasil, o Gol 1.6 sai por uns 35 mil reais, ai é exportado para a Argentina e é vendido por 16 mil reais por lá, o mesmíssimo carro). Além disso, o país poderia ter taxa de juros alta, mas não a mais alta do mundo, poderia ter político caro… mas não o mais caro do mundo, custando quase o triplo do segundo colocado, poderia ter educação ruim, mas não ficar em penúltimo no ranking de 40 países, poderia ter desigualdade, mas não ficar sempre entre os 10 mais desiguais do mundo, não precisa ter um uso dos impostos tão bom e ter uma administração pública super bem organizada, mas também não precisa ficar em último no ranking de custo/benefício, com o pior retorno em quantidade de impostos pagos no mundo, com impostos de primeiro mundo e retorno de terceiro…e assim vai. Não quero que o país seja perfeito, mas também não precisa estar sempre mal colocado em tudo. Não sei quais indicadores você viu sobre o país melhorar, mas eu pelo menos já vi umas 10 notícias que são lançadas como boa e na realidade são apenas jogo de números e maquiagem de dados para aparentar um avanço que não existiu. Acho que tirando a simpatia e o clima… não vejo vantagens de se morar no Brasil (a não ser que se tenha uma bela grana, tipo 1 milhão de reais… pois aqui a taxa de juros eh a mais alta do mundo né, então se recebe mais juros sem fazer nada. Com 1 milhão no banco a pessoa tira 6 mil LIMPINHO da aplicação por mês e vive tranquilamente… se for aplicado em outros países rende muito menos, nem 1.000 reais por mês, ai lá ela é forçada a abrir empresa e tals… enfim, tem q investir de verdade no país. Como aqui os juros são altos, não vale a pena. É melhor por no banco e ir pra praia). A mídia não ajuda também, ao invés de informar.. desinforma. Vou dar 4 exemplos de notícias que parecem boas… mas não são:
        *Abaixou a conta de luz. Dilma falou em 7 de setembro de 2012 que ia abaixar a conta de luz pq o governo dela pensa no desenvolvimento e bla bla bla e obras do PAC. Realidade > A conta de luz foi cobrada errada por anos ejá havia ação na justiça de longa data para a devolução do valor. Quando a causa foi ganha, ao invés de ser dito isso… falou que foi conquista para melhorar o país.

        *Desemprego de 5,4% segundo o IBGE, mentira! A taxa de desemprego REAL do Brasil eh de aprox. 35%. Só para entender… dos 200 milhões de brasileiros, 100 eh a massa em idade economicamente ativa (os outros 100 são idosos e crianças). Pois bem, desses 100 milhões, aprox. 5 milhões recebem seguro desemprego todo mês… e para o IBGE, seguro desemprego significa EMPREGADO (é isso mesmo). Além, disso, aprox. 14 milhões de famílias recebem bolsa família, com uma média ai de 120 reais por família, isso da aprox. 20 milhões de pais e mães (nem todas as 14 milhões de famílias tem pai e mãe). Ou seja, 20 milhões + 5 milhões + 5,4% já admitido pelo IBGE ja passa de 30%. Ainda por cima, “empregos” como vender trufa de porta em porta e fazer malabarismo como farol, segundo o IBGE são considerados como EMPREGADOS… somando esses à conta chegamos em aprox. 35%.

        *Número de carteiras assinadas recorde e super geração de empregos. Na era Lula foi dito isso… número de carteiras assinadas bate recorde e mais empregos gerados! Realidade > A geração de empregos foi praticamente nula… e quando foi gerado, a maioria foi na área de prestação de serviços (telemarketing para ganhar R$ 600). O que ocorreu foi que passou a ser obrigado assinar a carteira de trabalho mesmo em período de experiência, fazendo assim um boom de gente que não tinha o registro passar a ter, mesmo que só trabalhasse 3 meses. Ai então, SUPER CARTEIRAS ASSINADAS!

        *Não sei quantos milhões de brasileiros vão para a classe média. É mesmo ein? Pois então… não! O que aconteceu foi que o sistema estatístico foi alterado, e as exigências para se enquadram na classe média caíram muito. Hoje, uma família que ganhe 2.000 bruto (acaba sobrando +- 1.700 se tirar os 6% de vale transporte e os 9% de INSS). Enfim, 1.700 reais e você é classe média! Legal né? Seja sincera… uma família com 1 filho só que seja, consegue ser classe média com 1.700 reais? Pagar uma parcela de imóvel, pagar carro, seguro, escola, alimentação, combustível (que ta caro pra caramba, a inflação voltou com força!), internet, celular, comprar uma roupa nova de vez em quando, ter um mínimo de lazer que seja (comer alguma coisa no shopping e ir ao cinema de vez em qndo). Enfim, isso é classe média, não? Faz as contas ai… você vai ver que com 1.700 uma família de 1 filho tem q usar todos os serviços públicos (saúde, educação etc) e ainda vai dar pra passar o mês comendo soh comida de cesta básica, sem lazer sem nada… e ainda vai ter mês q vai faltar grana. Sem nenhuma viagem, NUNCA… sem guardar dinheiro para o futuro, NADA! Isso é ser classe média? Não! Isso é alterar dados para passar uma ilusão de crescimento.

        Entende o que eu quero dizer? Foram apenas alguns exemplos… dá para ir loooonge nessa lista de “suposto crescimento”. Não sei exatamente os indicadores que você viu, mas não estamos avançando não… o que eh feito eh uma grande maquiagem de números para dar a sensação de super crescimento. A realidade é bem dura e bem diferente.
        Sabe aquela frase “a ignorância é uma benção”… pois bem, eh exatamente isso que eu sinto. Enquanto eu soh conhecia o Brasil como moradia, tava tudo certo… estava acostumado… após morar no primeiro mundo… eh impossível não se decepcionar cada vez mais e mais com o Brasil. Isso eh o que eu vejo do brasileiro em geral… a maioria eh ignorante (nos 75% de analfabetos funcionais que te disse) e só conhece a vidinha de sempre… não tem noção de nada do que o mundo tem a oferecer. Oras, nem passaporte tem em sua maioria. Quero deixar claro que nao estou criticando a pessoa por ser humilde, não é esse o ponto. Contudo, o Brasil com sua massa gigante de ignorantes acaba por ser feliz por não ter consciência do quão ruim está se comparado a outros países. A partir do momento que se ganha a consciência, que se toma a pílula e sai da Matrix… eh impossível voltar para a ignorância. Quando retornei ao Brasil, procurei alertar ao máximo de pessoas, achei que ia causar com minhas experiências e descobertas. Porém… o Brasil hoje passa por uma hipnose coletiva em que tudo é normal, escândalos de corrupção e ninguém reclama… o importante eh o futebol, o carnaval e o BBB (pão e circo do império romano na versão moderna), foi-se o tempo dos caras pintadas.. você enxerga essa geração fazendo algum impeachment? De verdade, seja sincera… se essa geração for em algum protesto é só para tirar foto e postar #partiu no instagram, to errado? Ah… e não, não eh o mundo todo que eh assim não, é só ir para a Venezuela, para o Egito, para Argentina e até o Occupy Wall Street nos EUA por exemplo… e verá protestos e mais protestos a todo momento, o povo não quer, o povo se revolta e luta, uma hora a coisa funciona (tipo o filme V de Vingança). Meu sonho é que no Brasil ocorresse o que se passou na Islândia (pesquise no youtube por ACONTECEU NA ISLÂNDIA), mas sei que é apenas um sonho distante, visto que a alienação brasileira é uma das coisas mais gritantes que já vi na vida.

        -=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-Agora chega de Brasil, sobrou só esse restinho de texto falando de viajar =P

        De qualquer forma, vou concluir aqui pq já me empolguei e ficou outro texto GIGANTE! Parabéns pelas viagens, e continue assim! Para mim, viajar é a melhor coisa da vida, é um dinheiro bem gasto (e como você mesma disse, eh mais barato do que parece). Viaje mesmo ao invés de comprar coisas inúteis! Você falou em 30 países até os 30 anos, legal! Depois faz 50 países até os 40… 75 países até os 50… 100 países até o 60. Não para não, tente manter a chama acesa! Afinal de contas… o que vale na vida é o durante… o que menos importa é o resultado final, visto que ele é igual para 100% das pessoas! A vida é um filme que já sabemos como acaba! *SPOILER* Você morre no final! *SPOILER* Então é isso, parabéns pela mudança de paradigma e de visão de mundo. Fechando como fechei o outro post… seu texto ficou mto top… tirando a parte do Brasil =P

      • Ah! Esqueci soh um detalhe. Você comentou de a europa estar mais desenvolvida por ter muito mais tempo de história e nós termos apenas 500 anos. Isso eu pensava também, mas com as viagens vi que não é bem assim. Fui ao Egito, com milhares de anos de história, e o pessoal lá é muito pobre, a infra estrutura do Cairo é mínima, e é uma cidade maior do que São Paulo. Imagine São Paulo sem metrô, com 1 aeroporto só, sem semáforos ou sinalização de trânsito, é cada um por si, é um caos! Isso sem falar que a principal estação de ônibus da cidade é do tamanho de um casa grande de esquina… é minúscula e os ônibus encostam na calçada da avenida para sair… como fazem em cidades pequenas de interior, porém numa cidade gigante! Tempo eles tiveram de sobra… o que faltou ali foi visão política, pois há muita concentração de renda e um estado ditado pela religião. Porém, quando fui para Genebra, na Suíça, a infra estrutura da cidade é muito boa, com transportes por barco, trem, aeroporto próximo, tram, ônibus etc. Genebra é uma cidade antiga, ok… mas nunca teve muita coisa. Foi quando virou sede da ONU, OMC, UNICEF etc que virou uma cidade e importante, e rapidamente tornou-se de uma infra estrutura legal. Portanto, não é só história que faz um país desenvolver-se, é preciso foco. O Cairo continua parado no tempo e teve milhares de anos para desenvolver-se, e Genebra em 70 anos deu um salto (eu sei que Genebra eh muito menor do que o Cairo, mas é apenas para mostrar um ponto de vista). O que quero dizer com isso é que o Brasil podia sim estar muito na frente já, mesmo com “apenas” 500 anos, mas éramos e continuamos sendo uma colônia de exploração, onde o foco não é o desenvolvimento, é encher o bolso de poucos (o nome mudou, mas para efeitos práticos continuamos sendo uma colônia de exploração). Antes pagávamos o quinto para a coroa portuguesa (20% de tudo)… achávamos ruim! Hoje pagamos 38% do PIB ao governo, quase o dobro de imposto e temos um retorno baixíssimo, e tá tudo certo! Sei que é ruim soar pessimista, mas o Brasil jamais mudará, jamais será de primeiro mundo e jamais será um local seguro para se criar uma família se formos otimistas. Frases como “um dia vai melhorar”, “dê tempo ao país” etc não vão melhorar em nada, sei que é chato falar mal, mas ou abrimos os olhos para a dura realidade, ou vamos continuar na mentira confortável achando que está tudo bem. Antes eu até podia escolher a segunda opção, mas depois do que conheci pelo mundo… vi que não tem desculpas, o Brasil não se desenvolve porque não quer… porque não querem… pessoas inteligentes e com um IDH alto questionam mais… muito mais. É interessante manter a alienação coletiva. Como diria San Tzu em A Arte da Guerra: Dividir para reinar. Esse é o lema… qualquer governo corrupto cai por terra contra um povo unido 😉
        Era isso q tinha faltado falar 😀

        • Ei Guil. Acredito que não vamos chegar a um consenso. Todo o meu ponto é dizer que sim, temos problemas, mas todo mundo também tem e não devemos nos esquecer que também temos coisas boas, o que é exatamente o que você faz. Você cita um monte de coisas em que somos piores e se esquece de citar coisas em que estamos bem (e muitos dos problemas que você citou eu nem considero graves, como os carros serem caros, por exemplo. As ruas já estão cheias de carros e eu sou contra facilidades para as pessoas comprarem mais). Quando você cita o Egito, se esquece que, apesar de ser uma civilização milenar, o Estado Egipcio existe apenas depois de 1954. Antes disso, foi colônia britânica por 100 anos. Ou seja, são um país ainda mais jovem que o nosso que ainda tenta formar uma democracia. É o caso da Índia, que só existe como país há 50 anos e antes nem sequer tinha um governo central. Comparar a história desses países que foram colônia com a Suíça, que nunca foi colonizada, e querer que eles se desenvolvam em menos de um século para chegar no que a Europa demorou a história inteira para se desenvolver é partir de uma ideia absurda de que o contexto não faz a menor diferença. Quanto aos seus dados, não sei de onde você tirou. Se o brasil tivesse 35% de desempregados, estariamos em recessão e não em crescimento (E vender doces pode sim ser considerado um emprego desde que a pessoa ganhe mais de um salário mínimo com isso, tem até um nome: microempreendedor individual e muita gente tira sustento disso.). A taxa que vc citou é igual a da Espanha no auge da crise e lá o país estava quase em colapso. Não faz o menor sentido. Mesmo a análise mais pessimista da internet me entregou uma taxa de 20% (que eu também não considero verdadeira, basta olhar em volta). Eu me lembro da época do desemprego alto no Brasil, toda a minha família e as famílias dos meus amigos sofreu com ele de alguma forma. Hoje isso não acontece mais. Sua taxa de analfabetismo funcional também está equivocada, encontrei análises da ONU que indicam 20% da população. E, de qualquer forma, não dá pra negar que há 50 anos a maior parte da população nem concluia os anos básicos da escola. Hoje isso acontece, mas de forma bem mais restrita. E a tendencia é só diminuir a evasão. Isso não pode ser considerado um avanço? E outra coisa: classe média não é isso que você falou. A definição de classe média é feita através da renda per capita. Sim, é possível ser considerado classe média ganhando 1700 reais por mês. Essa é a famosa classe C que impulsiona o nosso país! Conheço uma família que viveu a vida inteira com um renda um pouco maior que essa (uns 2000). Acredite, eles pagavam aluguel (em um bairro simples, mas que não chegava a ser pobre), iam ao jogo de futebol de vez em quando, faziam churrasco e até tinham um carro. Tudo o que eles compravam era mais barato, mas acredite, eles não passavam nenhuma necessidade. Acho que o problema é que como vc morou fora não sentiu na pele como as coisas aqui estão melhores, ou talvez seja só pessimismo mesmo. Todos os anos quando tinha seca no nordeste, a situação era muito mais calamitosa do que foi esse ano (a pior seca em 30 anos). Isso porque hoje as famílias a fome por lá foi praticamente erradicada. (tem uma boa análise sobre isso aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-seca-e-o-bolsa-familia,1014890,0.htm). Enfim, não tem nada que você possa me dizer que vai me convencer que o país que eu vivi há 15 anos é o mesmo do de hoje, pq eu senti essas mudanças na pele, na minha própria vida e na vida das pessoas a minha volta. Temos muito o que fazer ainda, com certeza, mas não podemos ignorar o que já conquistamos. Ao contrário, são as conquistas que vão nos empurrar para frente. Do contrário, a gente vira só aquilo que você acusou o povo brasileiro de ser: gente que só sabe reclamar, mas se acomoda justamente porque acha que melhorar é impossível. Abraços!

          • Tentei responder por aqui com todas as fontes de tudo que te disse, visto que algumas informações você não localizou ou localizou outros valores, porém não sei se pelo tamanho do texto ou pelo excesso de links não consegui postar. O texto está no link abaixo:
            http://sharetext.org/tym5

          • Olha, vou encerrar essa discussão pois acho que aqui não é lugar para isso e a gente já saiu do foco do meu texto. Eu não vou te convencer e você não vai me convencer. Só queria te dizer uma coisa: justamente por trabalhar com jornalismo eu sei melhor do que ninguém que é tudo manipulado(inclusive melhor do que você, pois eu SEI como a notícia é produzida – eu sou uma das pessoas que a produz). Não sou ingênua com relação a mídia. Agora é engraçado você dizer isso e me mandar um monte de notícia que saiu na grande mídia para justificar seus pontos (e de uns sites meio obscuros e sem credibilidade). Mais engraçado ainda é que nos seus argumentos você tem em seu discurso a mesma ideologia propagada pelos grandes veículos de impressa do Brasil (que torce cntra qqr coisa que o governo do PT faça). No meu ponto de vista, você é que não consegue enxergar as melhoras que existem em volta e tem uma visão completamente elitista do que é ser classe média e do que é preciso para viver. A família que eu citei no comentário anterior é a família do meu namorado, o Rafa, que escreve aqui no blog. Você pode querer conversar com ele depois, que viveu uma infância de classe C em BH e pode desmentir tudo o que você falou. E olha: ele estudou no Colégio Técnico Federal em BH, fez faculdade na UFMG e hoje viaja o mundo comigo. O pai dele e a mulher do pai dele e o meio irmão vivem muito bem, obrigada, sem passar nenhum necessidade. Minha própria família enriqueceu junto com o Brasil e hoje é classe B, mas já estivemos na faixa de baixo. Minha mãe sustentou 3 filhas em escola particular ganhando cerca de 3000 por mês durante um bom tempo. Foi fácil? Não. Mas não me venha com argumentos elitistas para me dizer o que é que uma classe média deve ter ou não. Não é você que decide isso com base no seu padrão de vida. A escola era sucateada, você diz, e essa família nunca ia viajar o mundo. Pois bem, as 3 filhas estudaram em universidades federais e uma delas faz medicina. E acho que não preciso te dizer que eu viajo bastante, sim. Você fala comigo como se eu não soubesse do que eu tô falando e fosse uma alienada riquinha qualquer, sem nem me conhecer e sem nem saber da minha história de vida. E também não venha me dizer que a vida desse pessoal, dessa “falsa classe média” como você gosta de chamar não melhorou. Você está falando com uma pessoa que viveu na pele essa melhora. E, ao contrário do que você diz, essa classe não passou a existir agora. Sempre existiu na classificação socioeconômica brasileira. Em 1992, ela correspondia a 34,96% da população, em 2004, era 50,5%. Sabe porque? Porque todas essas pessoas subiram da classe D para a classe C (não foi a exigência que abaixou, ao contrário do que você pensa). Independentemente se você considera que a classe C ganha pouco, esse pouco representou sim um aumento na qualidade de vida de milhares de brasileiros que antes ganhavam e viviam com menos ainda.

  38. […] Decidir a melhor forma de dar a volta ao mundo depende de você, do tipo de viagem que você quer fazer. Para quem quer simplificar o planejamento, tem datas definidas e relativamente fixas e não se preocupa em economizar a todo custo, acho que a passagem de volta ao mundo definitivamente vale a pena. Para outros, nem tanto. O mais importante então é escolher a melhor fórmula para o seu caso e colocar os pés na estrada. Acredite, ninguém volta o mesmo depois de uma viagem de volta ao mundo. […]

  39. Oi Natália.
    Depois que a gente é picado pelo bichinho da viagem não consegue mais parar não é mesmo?! rs
    Eu tbm levava essa vida de casal sem filhos e gastava bastante com bobeiras quando um belo dia algo muito grave aconteceu e nós percebemos que estávamos perdendo tempo e energia com algo que não valia a pena. A partir daí começamos a viajar… e não consigo mais parar.
    Agora começo a planejar a próxima no dia seguinte que voltamos!!

    Amei o texto!!

    bjuss

    • Ei Fernanda! Pois é, eu não sei bem como essa coisa de viajar estalou em mim, acho que foi depois que eu viajei pela primeira vez. O fato é que se voce desperta isso fica impossível parar! Eu acho que o primeiro sintoma é ficar sempre olhando fotos das viagens e desejando voltar no tempo de tão legal que foi! Ainda bem que sempre existem lugares novos pra gente ir, não é? Obrigada por visitar o blog e volte sempre! Abraços!

  40. Adorei os seus relatos. Eu também sou uma viciada no mundo. Não consigo ficar muito tempo parada no mesmo local. Conheço vários países e muitas cidades do Brasil. E acredito que o mundo é grande demais para ficar parada uma vida inteira no mesmo local, fazendo o mesmo percurso e cercada pelas mesmas pessoas…precisamos expandir nossas redes neurais, territoriais e sociais, encontrar novos parâmetros. Eu sou fã incondicional de um velejador brasileiro chamado Amyr Klink…em um dos seus livros ele fala: “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” …tomo isso como filosofia de vida, e deixei a minha arrogância de saber para ser aluna e ir ver…digo sempre…viajar é presentear os sentidos.

    • Muito linda essa citação que você fez! Me identifiquei totalmente! O Amir Klink é mesmo um ídolo, quando eu era criança meu pai ganhou um livro com muitas fotos dele. Eu lembro que eu ficava folheando o livro e vendo os lugares por onde ele tinha passado e me perguntava se um dia eu ia ver as mesmas coisas. Achava fantástico! Não é atoa que hoje eu tenho essa doença do viajante que me impede de ficar parada rs! Que bom que você gostou do blog! Volte sempre e comente mais! =)

  41. Natália,
    sou um desses que estão ai nessa categoria de “algum dia”.
    Já juntei quase o dobro do que vc gastou na sua viagem de volta ao mundo para viver um ano sabatico. Tudo calculado, com margem de segurança para o retorno ao Brasil e algum para viver um tempo até uma nova realocacao profissional. Mas ainda não coloquei em pratica. Tenho receio de estar usando isso como fuga. Minha vida pessoal ainda é cheia de lacunas e nem tenho sido tão feliz na profissional.
    E sabe isso que você disse de voltar outra pessoa? Tenho medo dessa outra pessoa tb, sabe? De não conseguir estabelecer raízes em lugar nenhum e de me tornar alguém que está sempre querendo fugir, de ser um eterno e insaciável desbravador do mundo. De não ver mais razão ou motivo para ser feliz se não for com a mochila nas costas.
    Consegue entender a minha preocupação? 🙂
    Como ficou sua cabeça depois de tudo?

    • Ei João, seu comentário me provocou uma inquietação e eu fiquei pensando nele por um tempo. Eu não acho que tirar um ano sabático seja um fuga. Eu acho que é, na verdade, uma tentativa de se reencontrar. Se a sua vida não está caminhando em no rumo que você queria, não vejo como fuga tirar um tempo para redesenhá-la. A gente não é obrigado a aceitar viver conforme as circunstâncias, certo? Somos protagonistas, não fantoches do destino. É assim que eu vejo. Tirar um ano sabático pode ajudar nesse sentido pois quando nos afastamos da nossa rotina, conseguimos enxergar nossa própria vida em perspectiva e até questionar um monte de coisas, como planos, valores, sonhos, etc. Com certeza você vai voltar mudado e renovado. Agora, não vou mentir, é possível que você pegue o “travel bug” na viagem e se torne um viciado rs. Mas também não acho que isso seja um defeito. Eu tenho a tal doença do viajante e conheço um monte de gente que tem também. São pessoas que tem carreira, trabalham, como qualquer outra e viajam sempre que podem, nas férias, feriados e finais de semana. Muitas dessas pessoas migraram para a área de viagem e turismo, mas qual o problema de se trabalhar com o que se ama? Se tornar um eterno e insaciável desbravador no mundo não me parece se algo com o que se preocupar, pelo contrário! O mundo é grande demais pra gente ficar parado em um lugar só! Acho que primeiro você tem que tirar essa ideia da sua cabeça de que viajar é fugir de alguma coisa. É um hobby como tantos outros que existem por aí. E se isso faz bem e te faz feliz, qual o problema? E se você ficar pra sempre com saudades da época em que você viajava, significa que sua experiência valeu a pena. Melhor ter nostalgia de alguma coisa incrível do que não fazer nada por medo e ficar se perguntando como teria sido o resto da vida, não concorda? Espero que tenha ajudado! Se quiser conversar mais sobre isso, mande um email para [email protected]. Abraços!

      • Amei demais seu texto!
        Eu fui para Suiça, fiquei somente 13 dias. Foi a experiência melhor de todas até agora na minha vida.
        Fui sozinha e aproveitei cada dia, andando muito (o básico dos básicos no Inglês). hahaha. Eu leio muito, mas falar antes da viagem foram poucas as experiências.
        O mais engraçado que no Brasil as pessoas me perguntavam como me comunicava, como conseguia andar sozinha por lá, como não me perdi, como se não fosse possível alguém como eu não viajar.
        Eu sou da classe C, fiquei 02 anos juntando dinheiro. Foco isso que penso!.
        Voltei ao Brasil querendo fazer tudo de novo, não nos mesmos lugares. Vi num site um roteiro e fui em várias cidades. Fiz o tour ao Topo da Europa (Jungfrau), Pillatus Kulm, Wilhelm Tell Express. Museus, Teatro, espetáculo de dança. Aproveitei muito cada dia!
        Isso foi em 2013.
        Neste sábado começo a fazer trabalho extra como garçonete, porque eu quero viajar de novo! Ano que vem! 🙂
        Trabalho de segunda a sábado num Call Center. E finais de semana farei uns extras como garçonete.
        Pretendo também ter alguns finais de semana livres, feriados para fazer pequenas viagens pelo Brasil.
        Tenho muitos planos de viagens : Amazônia, Fernando de Noronha, Bonito também estão nos planos.
        Tenho 43 anos, solteira e amooooo viajar!
        Apesar de não ter uma renda boa, acredito que é isso, quem tem foco consegue!!!
        Guarda um pouco cada mês e bora bora!!!

        Beijos e tudo de bom!!!

        Simone

        • Simone,

          Adorei sua história! Uma das mais legais que já contaram aqui! Que incrível isso! Prova que o que eu sempre digo é verdade: pra viajar não precisa ser rico, basta ter foco! Espero que você ainda faça muitas e muitas viagens na sua vida! Eu tbm já trabalhei como garçonete para juntar dinheiro. Foi pesado, mas valeu a pena pois conheci um dos países mais lindos do mundo, a África do Sul. =)

          Abraços e volte sempre aqui no blog!

  42. Concordo em absolutamente quase tudo o que você fala, e o melhor é que os pontos de que você falou se interrelacionam. Por exemplo: o afã com que as pessoas adoram falar mal do Brasil é o mesmo utilizado para defender um lugar específico como o melhor do mundo – e não digo isto no sentido de ser um lugar em que a gente encontra o nosso paraíso na terra, mas sim impondo o eterno bate-boca de que certos lugares são superiores aos outros e coisa e tal. E aí, é também o que você colocou: somos absolutamente ignorantes em muitas coisas do mundo (ainda bem, porque sempre vai ter um motivo para viajar!), e é só viajando mesmo que a gente aprende a desenvolver um olhar para belezas diferentes das que estamos acostumadas.

    Adorei o post. E preciso depois saber qual é essa praia aí, de 12 reais ao dia… Se tudo der errado na minha vida, me mudo para lá! 😛

    • Ei Clarissa, obrigada pelo comentário! hahah também já pensei em me mudar pra lá! A praia se chama Cenang e fica em Langkawi, uma ilha na Malásia. Conseguimos esse preço por pessoa em um quarto triplo, mas imagino que um duplo ou single ainda devem ser mais baratos que morar em São Paulo.
      Abraços! =)

  43. Que massa, Natália!

    Eu também gosto bastante de parar para pensar no que a gente aprende depois de uma viagem, ou mesmo, depois de qualquer experiência legal!E sempre há coisas novas para aprender!

    Espero que você tenha mais muitas boas viagens por aí, inclusive aquelas de todo dia!

    Abração!

    • Ei Augusto, a melhor parte de qualquer experiência é o que a gente aprende com elas, não é? Por isso que viajar é tão bom! Porque conhecer outras culturas sempre muda a gente um pouquinho. Também desejo a você muitas viagens e aprendizados! 😉 Abraços!

    • Ei Eder, festa é só uma das coisas que eu citei. Só acho que a gente exagera muito nos nossos defeitos e se esquece de que também temos muitas qualidades. Não passei em nenhum lugar do mundo que fosse perfeito. Não podemos esquecer de que somos um país em desenvolvimento que de fato se desenvolve, fica um pouquinho melhor a cada dia. E temos muitas coisas boas que o resto do mundo não tem. Não digo pra gente deixar de ser crítico em relação aos nossos problemas, mas saber reconhecer os pontos positivos também é importante. Abraços!

      • Oi Natália

        valeu por responder. Temos sim algumas coisas boas como você citou, mas ainda acho que nosso copo está mais pra meio vazio que meio cheio. Nós na maioria ainda jogamos lixo na rua, passamos no sinal vermelho, tentamos subornar guardas, só para citar algumas coisas que me deixam bastante chateado.

        Mas valeu pela discussão e momento de reflexão

        grande beijo

        Eder

  44. Olá Natália!

    Gostei muito do seu post! Parabéns para a pela viagem e pelo aprendizado intercultural! Mas fiquei com vontade de debater os pontos 8 e 9. Tenho algumas ressalvas, e queria ver se vocês concordam ou discordam.

    Os jovens são muito parecidos

    Você coloca que “até temos nossas diferenças culturais”, mas eu diria o contrário, “estranhamente, temos algumas proximidades de gostos e comportamento”. Digo isso por que realmente acho que somos mais diferentes do que iguais, mas isso não nos impede de nos relacionarmos bem. Se ouvimos algumas músicas em comum, vemos alguns filmes em comum, ou nos divertimos com coisas em comum é por que conseguimos nos conectar de alguma forma. Mas certamente, o modo como alguém interpreta um filme, se diverte com uma coisa, ou se emociona com uma música é diferente, e tem motivos, pressupostos diferentes. E além disso, cada um de nós tem uma quantidade enorme de outras músicas, filmes, coisas, vivências, histórias, mitos, que gente de outras terras nunca ouviu, viu ou viveu. No fundo, o que nos conecta é um pedacinho pequeno da gente! Mas que é realmente incrível! E não se esqueça também daquele pessoal que ainda existe espalhado pelo mundo todo que “se conecta” muito pouco nesses pontos que você colocou: indígenas, nativos, autóctones, aborígenes…

    Todo mundo é igual

    Vai mais ou menos pelo que coloquei no comentário anterior. Não acho que sejam superficialidades que nos separam, pelo contrário, apenas as superficialidades nos unem, o que não é pouco. Mas a maior parte de nossas identidades culturais, está bem abaixo do nível da água. (Conhece o modelo do Iceberg?). Apesar das aparências, existem valores e pressupostos culturais que não são amplamente compartilhados.
    Que coisas são essas que todas as pessoas buscam? Eu conheço pouquíssimas pessoas que buscam suprir apenas seus desejos básicos. Por exemplo esse desejo seu, e de muitos aqui nesse blog, de conhecer o mundo, não é nem de longe, um desejo de todas as pessoas do mundo. Bom, não viajei tanto quanto você, mas ainda não peguei essa essência humana que você diz que as pessoas compartilham.

    De uma forma ou de outra! Meus parabéns! Compartilho com você, os outros 7 aprendizados! Hehe!

    Um abraço!

    • Ei Lucas,

      Muito obrigada por seu comentário. Essas lições foram as que eu aprendi, baseadas na minha experiência. Claro que você pode ter tido uma experiência completamente diferente e ter outras impressões! Bom, sobre essa coisa dos jovens, seu comentário me fez ver que talvez eu deva deixar meu ponto mais claro no texto. Eu realmente me referi a uma parcela pequena da população que compartilha de uma cultura global. Mas quando eu vivi na Índia, no meio de dessa viagem, eu convivi com jovens de diversos lugares que também estavam lá fazendo intercambio. A maior parte deles eram do leste europeu, América Latina e Egito, mas também tinha gente da outros lugares da áfrica, como Ilhas Maurício, Djbouti, e também do Irã, Japão, Indonésia, Nova Zelândia e Estados Unidos. E o que eu reparei é todos eram realmente muito parecidos e que as diferenças culturais ficavam muito pequenas quando comparadas ao que a gente tinha em comum.

      Já com relação ao outro item, eu realmente acho que na essência, todos os seres humanos de todas as culturas buscam pelas mesmas coisas. Por exemplo: temos centenas de religiões no mundo, mas a essência, a espiritualidade humana, está sempre presente. A busca por felicidade, por exemplo, também é comum entre toda a humanidade, mas “o que é felicidade e como alcançá-la” muda de cultura para cultura. Em todos os lugares que eu passei, também reparei que existe uma solidariedade geral entre as pessoas. Esse tipo de coisa que eu acredito que seja comum entre todo o mundo. Meu desejo de viajar, portanto, não é um desejo básico, mas uma coisa pessoal minha, logo, obviamente eu sei que isso não é compartilhado por todos nem da minha própria cultura quanto mais do mundo inteiro, mas isso é como eu manifesto superficialmente uma necessidade interna mais básica e, essa sim eu acredito que seja compartilhada pela humanidade inteira, de me conectar com o mundo a minha volta, mesmo que esse “mundo” esteja restrito a apenas um ilha no meio do atlântico para algumas pessoas. Não sei se ficou claro o que eu disse rsrs…

  45. Ainda não dei a volta ao mundo, mas percebi que fui crescendo como pessoa, e aprendi a valorizar outras coisas depois que comecei a viajar!
    Já são 16 países e a vontande de conhecer mais só aumenta. Bom encontrar tanta gente com o mesmo vício que eu : VIAJAR!!!
    Adoro o blog de vocês!
    Abraço

  46. Amei seu texto, Naty. A carapuça de “algum dia é nunca” serve pra mim como uma luva. Seu texto é um incentivo para que eu saia dessa maledeta esperança de dias mais abastados e que viaje de uma vez.

    • Ei Suka! Valeu pelo comentário! =) Uma coisa que eu percebi é que as circunstâncias nunca vão ser perfeitas e sempre vai ter alguma coisa segurando a gente ou da qual a gente vai ter que abrir mão para realizar qualquer mudança. Fico muito feliz de ver que meu texto provocou uma inquietação nas pessoas =) Abraços!

  47. Natália, parabéns pelo post. Muito inspirador, mesmo!

    Tenho muita vontade de largar tudo e viajar. Queria te perguntar 2 coisas:

    1- Quanto você precisou juntar para viajar?

    2- Como você montou o roteiro? Teve algum site, amigos, etc?

    Abraço!

    • Ei Tiago! Bom, antes de te falar meu orçamento preciso te contar duas coisas: 1) Muita gente julgava que era impossível eu viajar o tempo que eu viajei com o pouco dinheiro que eu tinha. Eu consegui, mas economizava muito em hospedagem e só comia comida de rua ou em restaurante barato. Tem gente que não encara essas economias, então essa pessoa tem que juntar mais dinheiro… 2) Eu trabalhei um tempo na Índia durante a viagem, então meus gastos no país foram pagos com o dinheiro que eu ganhei lá. Mas como a gente tá falando de rúpia, acho que a diferença é irrelevante rsrs.

      Ao todo, a viagem saiu R$ 23 mil. Pode parecer muito, mas se você for parar para pensar, é o valor de um carro popular. Nesse preço está incluída a passagem de volta ao mundo, que na época custou R$7.500 com 16 paradas(só que eu comprei com o dólar a 1,65, então esse valor com certeza subiu). A melhor forma de voc~e medir quanto você vai gastar é escolher seu roteiro e definir um budget diário para cada lugar que você for ficar. O meu (orçamento de mochileiro roots) foi 70 euros pra Europa (deu e sobrou), 20 dólares para o sudeste asiático, exceto cingapura (foi ok para todos os países, menos para a Tailândia. Eu sugeriria, no entanto, aumentar para 25 dólares para ter uma folga), 40 dólares para hong Kong e Cingapura (não consegui gastar só isso, mas só pq eu decidi ir na Disney e no Universal Studios), 50 para a Nova Zelândia (deu com um pouco de aperto) e 40 dólares para o Chile e o Peru (foi ok, mas as entradas para Macchu Picchu estão excluídas dessa conta).

      Para planejar, eu usei o simulador da One world: http://rtw.oneworld.com/ Fui combinando os melhores voos e conexões com os lugares que eu queria ir até montar o melhor roteiro pra mim.

      Qualquer dúvida, é só voltar!

      Abraços!

  48. Não viajei o mundo inteiro, mas no pouco tempo de viagem que tive fora, percebi coisas muito parecidas com as relatadas no post! Principalmente sobre “O Brasil é um lugar legal”.
    Além de tudo o que você falou, muita gente não percebe que, na maior parte das vezes, quando visita um país, está de FÉRIAS, ou seja, muito mais propenso a ver as coisas belas. Quando estamos em viagem tendemos a procurar o bom, o bonito e etc. Tenta sair de casa para trabalhar como se você fosse um turista – com aquele ar de surpresa e brilhos nos olhos – que tenho certeza que você vai achar o Brasil um lugar bem mais legal =)

    • Pois é, muita gente aqui tem uma noção equivocada de que o Brasil é uma aberração da sociedade que nunca vai dar certo e que o resto do mundo (leia-se América do Norte e Europa) são lugares perfeitos e sem problemas. Mas quando você vai para esses lugares e presta atenção, descobre que sim, eles tem muitas coisas que funcionam melhor, mas também que a gente não é pior em tudo. E tem muita coisa aqui que a gente deveria valorizar.

  49. Natália,

    Seu texto de alguma forma mexeu comigo e confesso que quase chorei enquanto lia. Espero um dia poder viver tudo isso que vocês puderam experimentar. Parabéns pelo texto que me fez viajar por alguns segundos mesmo estando parado em frente ao computador!

    • Nossa Paulo, seu comentário é que me deixou emocionada. Fico muito feliz de saber que um texto meu conseguiu tocar as pessoas dessa forma. Eu também espero que você possa realizar isso um dia se esse for seu sonho. Às vezes pode parecer difícil largar tudo e viajar, mas é bem menos assustador do que parece quando você começa a se movimentar para isso acontecer. E nem é preciso conseguir muito tempo de folga no trabalho: uma licença de três meses já é suficiente para uma volta ao mundo. Se algum dia você se animar mesmo ou quiser conversar mais sobre isso, estamos aí! Abraços!

  50. Muito bom o post! Nem dei a volta ao mundo, mas também aprendi algumas dessas coisas viajando. Também acho que os jovens são todos muitos parecidos e tive essa sensação de que vemos os mesmos filmes e escutamos as mesmas músicas quando morei na França.

    Outra coisa muito bacana que você falou é que nós também somos ignorantes em relação a um monte de culturas. Era uma coisa que já vinha pensando e faz muito sentido!

    • Ei Fernanda! Como vai? Pois é, isso é uma coisa que eu sempre questiono quando dizem que os gringos são burros pq acham que a amazônia ocupa o Brasil inteiro. Isso é só um estereótipo que eles têm do nosso país. Daí vc vai perguntar qualquer coisa sobre outros países para essas pessoas e elas não sabem tbm. Isso é normal. Na verdade, a maioria das pessoas que eu conheci que tinha estudado até a universidade tinham um bom conhecimento geral sobre o Brasil, mas óbvio que não eram profundas conhecedoras da nossa geografia.

    • Ei Karla, tudo de bom na sua viagem! Vai ser sensacional, você vai ver. Com certeza, em viagens pequenas também é possível vivencias essas experiências se você estiver aberto para elas. Mas em uma viagem prolongada, essas coisas se intensificam bastante. Abraços!

      • Oi, Natália! Tenho realizado meu sonho de viagem, durante esses oito anos em q tenho um relacionamento na Itália, mais precisamente em Gaeta, uma cidadezinha mto linda q faz parte da região do Lácio. Meu companheiro ama viajar, como eu e já visitei boa parte da Itália. Mas, realizei um sonho nosso, fazendo de moto, 1.700kms, viajando pela Croácia, foi inesquecível. Junto com uma amiga, fui a Grécia, Turquia onde realizei mais um sonho, passear de balão sobre a Capadócia, Berlim e Praga! Conheço tbm a Suiça, outras cidades da Alemanha, Portugal e Espanha, mas, lendo seu post, enlouqueci de desejo de fazer o mesmo, por um tempo menor. Meu grande entrave é q n falo inglês e acho q isso complica td, n? Falar italiano n significa nada. Como fazer, numa situação dessa? Bjs!

        • Ei Mara! Que legal que você se inspirou! A Europa é o máximo, mas o mundo é tão grande que é um pecado a gente ficar num lugar só. Falar inglês sem dúvida facilita, mas isso não quer dizer que seja impossível para alguém que não fala viajar. Você pode escolher países onde a comunicação seja mais fácil, como aqui na América do Sul mesmo, ou tentar se virar com mímicas, contratar guias de viagem, tentar encontrar alguém que fala inglês para ir junto com você… existem várias formas de resolver esse problema 😉

          Abraços!

    • Ei Camila! Com certeza em viagens curtas também podem causar o mesmo impacto, basta vocês estar aberto e deixar isso acontecer. =)

      Quanto a volta ao mundo, eu acho que tudo é possível com um pouco de planejamento. Até mesmo para quem tem emprego. Uma amiga minha conseguiu um acordo de ser recontratada quando voltasse e realmente foi. Eu tinha chances de ter meu emprego de volta se eu não tivesse me mudado para São Paulo depois e o Rafa conseguiu uma licença. A minha experiência é que a maioria das pessoas (inclusive chefes) acham o máximo um projeto desses e tentam ajudar como podem. Nem é preciso ficar longe tanto tempo: com três meses você faz uma volta ao mundo das boas. Tem gente tem horror só de pensar em viajar tanto tempo, mas se é o sonho de alguém, só vai se realizar se a pessoa correr atrás. =)

Deixe um comentário

RBBV - Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem
ABBV - Associação Brasileira de Blogs de Viagem

Parceiros: