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Atlas: Praga, República Tcheca

Como perder dinheiro numa viagem

Eu estava chorando e em desespero quando o Rafa me encontrou vagando pela Old Town Square, em Praga. Quando ele me perguntou o que aconteceu, respondi:

– Me dei muito mal, Rafa!

Nas mãos, eu tinha 500g em pedaços de carne de porco. No bolso, menos 20 euros. E antes que você me chame de dramática, experimente perder metade do seu orçamento em porco para ver o que é bom.

Minha história tragicômica tinha começado minutos antes. Estávamos em frente a uma feira de comidas típicas, num sábado frio e ensolarado, decidindo o que comer. Era nossa primeira tarde em Praga. O Rafa e a Naty resolveram ir no tradicional salsichão, com mostarda e pão – um cachorro-quente à leste europeu. Eu resolvi provar do famoso joelho de porco, que girava numa grelha enorme.

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 porco dinheiro gasto

Sozinha, entrei na fila e aguardei minha vez. A atendente tinha todas as características que fazem a má fama dos tchecos: que são mal-humorados e mal-educados (o que é justificado pelos anos de opressão da guerra e comunismo). O fato é que nem todos os tchecos são assim, mas essa mulher era a cara do estereótipo.

Eu apontei para o porco e pedi 100g – na placa ao lado indicava o valor por essa quantidade. Ela me respondeu rispidamente e em tcheco algo que poderia ser entre: “morra, sua turista maldita!” e “é o melhor porco do mundo!”. Fiquei com a segunda opção e confirmei com a cabeça. O companheiro dela, um sujeito de 2 metros de altura e uma faca com metade desse tamanho, começou a partir pedaços de porco como se tivesse matando alguém. Ele colocou uma montanha de porco em cima do prato para pesar: 400g e o cara foi colocar mais um pedaço. Eu disse: não!

Foi aí que a atendente começou a gritar comigo. Eu digo gritar, porque ela de fato fez um escândalo. E de repente, ela também se lembrou que falava inglês (o inglês dela só devia funcionar aos gritos, vai saber). Ela esguelava: “Eu te avisei que nós só vendemos a partir de 500g. Agora você vai ter que pagar”.

Quanto mais ela gritava, mais as pessoas olhavam para mim, sozinha e assustada na barraca. Ela continuava reclamando e o cara da faca parou do lado. Sem graça e sem saber o que fazer, eu fui pagar. O valor total era mais de 400 coroas tchecas, mais da metade de  todo o dinheiro que eu havia trocado na casa de câmbio.

Paguei, peguei meu porco e saí horrorizada. Foi aí que o Rafa me encontrou. Eu demorei ainda alguns minutos para me acalmar e conseguir provar os muitos pedaços de porco que eu tinha. Estava bem gostoso, mas não descia de jeito nenhum. Depois da tristeza, veio a raiva.

Eu só pensava em tudo o que já tinha economizado durante a viagem – quem é viajante econômico sabe o quanto dói gastar um euro a mais. Mas a raiva foi passando e dando lugar à piada. Afinal, rir pelo gasto de 20 euros em porco é melhor que chorar  pelo porco derramado.

salsichão praga

E todo viajante que se preze já perdeu dinheiro de uma forma absurda, seja um gasto besta, daqueles que a gente faz sem pensar, ou um golpe. Em Barcelona, por exemplo, a Naty e o Rafa tiveram que pagar uma conta  cara num bar que disse que o preço da cerveja era um, mas depois cobrou outro – claro que aos gritos, porque muitas vezes quem quer tirar vantagem de turista usa essa tática de gritar. Para compensar, no outro dia, a Natália achou 10 euros no chão.

Dias depois da “porcaria”, já em Berlim, numa estação de metrô, também achei 10 euros no chão. Ou esse povo europeu anda com os bolsos furados, ou foi o pagamento do Cosmos pelo porco. Prefiro acreditar na segunda opção.

Vocês também tem histórias de gastos absurdos numa viagem? Conta aí nos comentários!

 


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Luiza Antunes

Sou jornalista, tenho 30 anos e moro no Porto, Portugal, quando não estou viajando. Eu já larguei meu emprego três vezes para viajar e finalmente encontrei uma profissão que me permite "morar no aeroporto". Já tive casa em quatro países diferentes, dei a volta ao mundo e cumpri minha meta de visitar 30 países antes dos 30. Mas o mundo é muito maior e, se puder, quero conhecer cada canto dele e inspirar vocês a fazer o mesmo. Siga @afluiza no Instagram

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70 comentários sobre o texto “Como perder dinheiro numa viagem

  1. “(o inglês dela só devia funcionar aos gritos, vai saber)”
    eu passei por isso na Grécia, nossa mas me ferrei tanto, mas tanto naquele país que dá tristeza só de lembrar. Acho que encontrei só os estereótipos do pior que tinha por lá. Pelo menos as paisagens incríveis compensaram os desgostos com os vendedores/atendente 🙁

    1. Sério Daniela? Que triste! Eu fui muito, mas muito bem tratada na Grécia. Até hoje falo para todo mundo que uma das coisas que mais gostei lá foram as pessoas.

      Conta mais, onde você foi? Que tipo de golpe sofreu?

      1. Que triste vc ter essa experiência. Fui muito bem tratada na Grécia, consideraria eles um dos povos mais agradáveis e calorosos que conheci na Europa. Mas só estive em Atenas e outras cidades do continente.

  2. ótimo post! infelizmente é assim tanto em outros países quanto aqui no brasil. é preciso ficar esperto e tentar se impor para tentar inibir. no caso do porco de praga, não há um local para denunciar..tipo uma secretaria de turismo, redes sociais, por exemplo? bjs

    1. Oi Renata,

      Sim, no mundo inteiro, Brasil incluído, estamos sujeitos a esse tipo de golpe. Não é uma situação ilegal, se você for pensar. Mas é sim pensada para constranger turistas a gastar mais.

  3. Nunca vou me esquecer de ter perdido 80 reais em Moscou. Estávamos andando sei lá por onde numa parte turística e por alguns segundos me separei um pouco do meu marido, de repente ele surge todo alegre posando para fotos com umas pessoas fantasiadas com roupas de rainha, rei sei lá que raios…. me achou e pediu para tirar mais fotos e eu ja acenando com a cabeca para ele pular fora, falei que era o golpe mais batido de todos. Cobraram esse valor equivalente a 80 reais, que só depois fizemos a conversão… que ódio mortal até hoje

    1. Oi Julia,

      Minha mãe e irmãs caíram no mesmo golpe em Roma, com uns caras fantasiados de gladiadores. Morreram em 10 euros e as fotos nem ficaram boas

  4. Não só me enganaram ,mas também já enganei nessas viagens pelo mundo. Moro no Japão e aqui eletrônicos, joias, relógios ficam muito baratos quando saem de moda. Comprei um relógio Diesel por 70$ usei por um ano e em minha viagem pelo Egito um dono de uma pequena agência de turismo se encantou por ele, e começou as negociações!! Disse a ele que tinha pago 450$ e ele logo começou a pesquisa lo na internet através do número de série e encontrou o mesmo por 400$. Disse que me pagaria 250$. Acabei fechando três passeios (full day com motorista particular) mais o transfer ao aeroporto.por um relógio usado de 70$. Detalhes que lá os passeios são caros.um dia perdemos, outro dia ganhamos.👍🏻

    1. Oi Marcelo,

      Não acho que a situação é a mesma. Você negociou com o cara e ele aceitou o relógio pela metade do valor cheio. Golpe seria se o relógio fosse falso.

  5. Falando do contrário, o dinheiro mais bem gasto de comida na minha vida foi em Cartagena! Todos os dias que fiquei lá comi em um restaurante diferente por preços que jamais pagaria aqui no Brasil pela mesma qualidade.

    Agora, perdi muito dinheiro na África do Sul. Estava fazendo trabalho voluntário em uma comunidade bem carente próxima à Joanesburgo, e fui a um mercado de artesanato comprar coisinhas para trazer pros parentes. Cheguei lá e não sabia o valor justo de produto nenhum, aí uma moça me ofereceu um chaveiro por 120 rands (12 dólares!!!!!) e quando eu me recusei a pagar o preço ela falou sobre como a família dela não tinha dinheiro nem para comida, fazendo uma chantagem emocional. Ainda levei um porta joia por 180 rands e dois enfeites por 140. Gastei uns 60 dólares com coisas que nunca usei e ainda saí chorando! Péssimas lembranças.

  6. Rindo bastante aqui porque eu e meu namorado passamos exatamente pela mesma situação, no mesmo local e com a mesma comida! Hahahaha. Na nossa ida à Praga nos encantamos com aquele porco no rolete e só pensávamos na delícia que deveria ser. Quando vimos o preço (igual à você, por 100g) resolvemos pedir. Dito e feito, o cara colocou meio kg de porco no prato e tivemos que pagar por aquilo. O típico lugar pega-turista.

  7. Eu como sou cara- de-pau também, fui a Uni em Madridnos e veio umas moças mudas pedirem pra eu assinar um papel, me deram um abrço e eu assinei e depois queriam me cobrar 5 euros, eu nao paguei nada, ela ficaram rispidas e riscaram meu nome do papel, achei estranho mesmo quando elas me abraçaram, muito calor humano que nao é tao comum entre pessoas desconhecidas na Europa como sabemos, bom em Paris eu ja tinha lido sobre aqueles caras que ficam tentanto te colocar uma fitinha na frente da La Basilique du Sacré Cœr e nesse dia eu tinha ido com uma camisa do Bob Marley e veio uns caras africanos tentar botar a fitinha no meu braço eu fui bem estupida mesmo e eles ficaram sem açao e dizam ,mas voce está de bob marley hermana?, eu hermana é o&%”)=(“. Muito legal os comentários tambem que a gente já sabe se for em algum desses países e esse porco ai em Pagra, se algum dia for por lá passarei longe, alias passarei perto pra ve se tem algum Brasileiro e avisar logo hahaha obrigada pelo site, leio todos os posts

      1. Em Florença não eram mudos, mas um pessoal pedindo pra você assinar um abaixo-assinado pra um abrigo/acolhimento para tratamento de viciados em drogas. Eles conversam como se fosse um pedido ao governo local e quando você lê o cabeçalho do papel tá lá: lista de doações. Os caras são bons de papo, por isso muitas vezes eu fingia não falar nada de inglês…

  8. Ótimo texto, ótimo título! Taxi em Buenos Aires é batata (já que estamos falando em vaca do porco)! O taxista inventou que a filha estava muito doente dando detalhes com a voz mais triste desse mundo. Embora a gente não tenha caído, só de pensar na possibilidade de não ser um golpe ficamos super pra baixo. De tanto ler sobre golpes, a gente os enxerga até onde não existem! Sol se pondo, eu em uma ponte sobre um dos lindos canais de Bruges, uma senhora de 70 e poucos anos me pede ajuda para descer uns degraus e embalamos no maior papo. Afinal, o que pode dar errado numa cena como esta? De repente, meu marido grita: “Cuidado!” Eu me afastei rápido da senhora, deixando a coitada falando sozinha. Era apenas um carro que se aproximava… Mas acho que gasto absurdo foi comprar água num restaurante em Paris. O garçom perguntava se eu queria “Water from the river” e eu perguntava: “You mean Tap water?” (que papo é esse de água do rio, me cheira a Tietê! rsrsrs) ele repetia a mesma coisa. eu parafraseei “Water from the faucet”. Cansei e pedi bottled water. Foi a água mais cara da minha vida. Na Toscana fui xingada numa banca de frutas porque eu só queria uma pera e uma maçã. ixi, deixa eu parar por aqui, mas que tem mais, tem..

  9. Luiza, a nossa história foi perder dindin para um sacerdote de Brahma em Pushkar/Índia, em conluio com o guia. Aquela famosa oração que eles tomam dinheiro da gente. O %[email protected] fez a gente repetir uns mantras e quando ele falou (para que repetíssimos) – eu, de coração, estou doando mil rupias para o jantar de Brahma… Menina…paramos a tal da oração na hora. Discutimos e ainda fui assaltada em mil rupias (para mim e minhas filhas) para um jantar que o Brahma não come. Ao final, os estelionatários levaram 3 mil rupias do nosso grupo. Dispensei o guia no momento seguinte. Ele ficou louco pq sabia que queríamos comprar algumas peças de prata. Mas fui irredutível. Esse golpe nos deixou furibundos.

    1. QUE PICARETAS!

      Nossa, eu teria morrido de ódio se fosse vocês. Ná Índia, qualquer pessoa que se aproximava de mim eu já achava que era golpe.
      Pelo menos vocês mandaram esse guia picareta ir catar coquinhos.

  10. Em Istambul, depois de algumas comprinhas no Grand Bazaar, paramos pra almoçar em uma das poucas opções que tem no entorno e, obviamente, com aquela cara de turistas, se aproveitaram de nós! Todos pediram pratos que custavam em torno de 10/12 liras + 1 refrigerante genérico. E a conta foi feita de forma bem simples e igualitária: saiu 30 liras pra cada um!

    Pagamos e deixamos pra lá, afinal, como discutir em uma língua que você não conhece? Em compensação, ao vermos que duas outras turistas iriam sentar pra comer ali, fizemos um sinal de negativo e elas saíram correndo!

  11. Luiza!!!!!

    Estamos chorando e rindo até agora!!!! Isso porque achamos que éramos os únicos que tínhamos perdido dinheiro no porco de ouro!!!! Estamos em três pessoas aqui em Praga exatamente agora!!! E ontem gastamos 50 euros nesse maldito porco!!!! Exatamente do mesmo jeito que vc contou aí em cima!! E o processo de sofrimento foi exatamente o mesmo!!! Viajando por aí há mais de um ano e meio, nós contamos cada euro gasto e ontem gastamos mais da metade de nosso budget!!! Ficamos chocados, indignados e da mesma forma que foi com você, o porco tb não desceu!!!!! Estamos rachando o bico aqui!!!!

    Gde bjo

    Gabi

  12. Ahhh… creio que minha história, para minha vergonha, foi BEM MAIS amadora. Cheguei sozinha e feliz em Buenos Aires e em três horas consegui perder toda a grana, todos os cartões de crédito… furtada enquanto andava saltitante e entusiasmada por ter conhecido um conterrâneo em terras forasteiras (que, estranho, deixou o hostel na mesma noite). Sem trocadinho nem pra alugar uma toalha, chorei com fome enquanto me enxugava com o lençol, antes de me cobrir com ele. Claro que serviu de lição pra marinheira de primeira viagem! Também sigo e adoro o blog!

  13. Opa! Descobri o Blog faz umas 2 semanas, e desde então estou buscando nele várias informações sobre meus próximos destinos! Tenho que agradecer muito pelas dicas da Oktoberfest! Já consegui me organizar por causa delas 😉

    Quanto ao post, infelizmente acho que essa história é mais comum do que imaginamos… Passei pela mesma situação em dezembro do ano passado.
    Realmente essa carne de porco chama muita atenção, ainda mais quando você vê o preço pelos 100g. Na minha primeira tentativa eu pedi somente 100g e com isso começou a confusão! O vendedor falava que 100g eram muito pouco para mim, mesmo eu insistindo em somente 100g, afinal só queria provar. Ele queria me vender no mínimo 400g! Depois de bater boca um pouco, virei as costas e fui embora. Ele preferiu perder o cliente a vender somente 100g!
    Fui atrás de outra barraquinha do mesmo tipo, dessa vez ao lado do relógio astronômico. Lá o mesmo ritual se repetiu, só que dessa vez ele me convenceu a falar quando era para parar de fatiar o bicho, só no olho e não pesando como deveria ser. Parei em uma quantidade relativamente boa (pareciam 100g?!), o que deu mais ou menos umas 200g… Me dei por vencido e comprei! E é realmente muito bom!
    Simplesmente achei Praga fantástica e a considero uma das cidades mais legais que já visitei. O único problema, ao meu ver são esses “truques” dos vendedores, garçons e etc. Sempre tentando tirar uma vantagem!

    1. Oi Oscar, ficamos felizes em ajudar!

      Você fez a coisa certa, deu as costas para os golpistas. Eu queria ter feito isso, mas fiquei tão constrangida com a situação que caí no golpe.

  14. Adorei o post, ri demais! Passei por uma situação parecida no Chile recentemente; fui num restaurante com meu namorado e não pretendíamos gastar muito, então pedimos a cerveja ‘local’, sem olhar direito para o menu (graaande erro). Resultado: quando veio a conta, cada cerveja (tínhamos pedido duas) tinha saído por 11 dólares! ON-ZE! Ficamos com vergonha de pedir o menu novamente e, como estávamos com pressa, pagamos e fomos embora. O bom dessas situações é que a gente acaba aprendendo, e hoje já sou mais cara de pau nesses momentos constrangedores! hahaha

    1. Meu deus, 11 dólares numa cerveja, só se ela for feita por aqueles frades trapistas europeus! Que assalto. Mas entendo a vergonha de querer conferir – é preciso mta experiência e cada de pau para sair dessas situações =)

  15. Estou seguindo a pouco tempo o Blog de vocês e também me apaixonei, a matéria de mulheres viajando sozinhas me inspirou e encorajou.
    E lendo a matéria de como perder dinheiro me lembrei e gostaria de comentar que eu e mais três amigas passamos por isso. O valor não foi grande, mas a atitude de um taxista em Buenos Aires nos entristeceu muito.
    Estávamos indo conhecer o Cassino Puerto Madero e ao sairmos de lá gostaríamos de andar pela margem do Rio de La Plata ali mesmo no Puerto Madero, como estava de noite não sabíamos se era seguro ou não, então pegamos um taxi e antes pedimos a informação e ele nos informou que não era seguro mesmo e pedimos que nos deixasse em um ponto logo ali na frente onde pudéssemos ver e fosse seguro, entramos no carro e creio que ele não deva ter andado mais que 1km e parou.
    No taxímetro indicava $ 28,50 pesos e estávamos separando o dinheiro quando ele falou que era $ 40,00 ai começamos a argumentar pois no taxímetro não indicava este valor e ele começou a gritar falando que havia uma taxa ao sair do Cassiano e não avisou nada antes.
    Enfim para acabar com a discussão resolvemos pagar. Ficamos tão mal pela extorsão que no momento ao descer do carro nos sentimos sem rumo. Paramos em um restaurante e conversamos com o garçom que nos recebeu e ele acabou explicando que esta taxa não existe e pediu desculpas em nome dos argentinos, pois se envergonhava pela ação de um conterrâneo. Uma experiência! rss não muito agradável!
    Marli

    1. Nossa, que situação horrível Marli. Tem muitas histórias de táxistas golpista em Buenos Aires, acho que o jeito é evitar pegar táxi lá, sempre que der.

      bjs

      1. OI Luiza,

        Já levei um golpe em taxi em Buenos Aires também, saindo do porto, por onde eu e meus amigos chegamos. A corrida dava 40 pesos e ele falou que era 100, porque – pasmem – ficou muito tempo esperando na fila do porto (fila de taxi, não reservamos nada, pegamos o primeiro que apareceu). A gente discutiu e aqui em casa a gente aprendeu a não pagar nada só porque tem alguém olhando com cara feia.
        Mas ao abrirmos a carteira pra pegar o dinheiro pra pagar, ele puxou uma nota de 100 pesos e saiu correndo. Coisa mais doida que já vi.

        Mas depois pegamos outro taxi e o motorista foi super bacana.
        Acho que o problema são os que ficam nestes lugares turísticos, porto, aeroporto, cassino…

        1. Que safado!!

          Esse era bandido mesmo. As vezes é difícil fugir de golpe quando o cara é muito profissional. Mas você disse tudo: não dá para pagar caro por conta de cara feia, cara chorosa, ou cara que for. Paga-se o justo, sempre!

          abraço

  16. Bem isso aconteceu exatemente isso com a gente …. aqueles meninos fora o tamanha do gordura que veio …. mas eu peguei um crepe e meu namorado entro nessa fria
    praga e linda mas tem q pesquisar

  17. Eu ia falar isso: “… por isso que sou vegetariana”. MAS aí lembrei que isso poderia acontecer comigo quando eu estivesse comprando uma salada de abobrinha e rúcula em algum lugar desse mundo. LOL

  18. Que bom que eu não fui o único. Comigo aconteceu a mesma coisa, gastei 400 coroas num porco na feirinha que fica do lado da Charles Bridge, pra compensar a faca que tomei comprei 4 Pivos nas barraquinhas no valor de 28 coroas cada e fiquei bêbado no parque ao lado. Meu melhor amigo que estava comigo, quando cheguei com metade de um porco no prato começou a rir desenfreadamente. Mérito para seus comentários “começou a partir pedaços de porco como se tivesse matando alguém” e morra, sua turista maldita!” e “é o melhor porco do mundo!”. Parabéns pelo post. Muito bom.

    1. Parece que muita gente leva esse golpe, Eduardo. Espero que nossa experiência ajude os próximos visitantes de Praga a não cair na mesma pegadinha. Mas como vc disse, pelo menos a cerveja era barata! haha abs

    1. Ei Robson, que bom que você gostou do site. Olha, não sei onde você fez a conversão, mas foi esse total que deu para mim, trocando euros por coras, lá em Praga.

      bjs

  19. AHAHAH geeente, que isso! Eu ri, mas eu entendo a sua situação! Fui a Paris ano passado e em frente a Notredame umas senhoras pediram que eu assinasse uma declaração para que ensinassem libras nas escolas francesas, eu disse que não era de lá, que era de outro país e que não iria assinar. Ela fez uma cara triste, ficou me enchendo o saco por uns 10 minutos, ai eu assinei, juntaram umas 5 pra me cobrar 20 euros por isso!!!!!!!!!!!!!!!!! Onde já se viu, isso é um absurdo! Dei 5 euros com muita raiva e sai correndo, eu heim!

    Beijos

    1. Depois que passa, é para rir mesmo! Essas mulheres pedindo para assinar papel é um golpe bem clássico na Europa. E elas são muito insistentes, é um saco!

      bjs

  20. Nossa, que vaca essa mulher do porco! (desculpa o trocadilho, mas não resisti, rs). Essa é uma das situações que só servem pra testar a nossa paciência durante a viagem, mesmo. E ainda bem que agora você consegue rir com isso! 😉

    Eu passei por uma roubada há bem poucos dias. Estava no meu primeiro dia em Buenos Aires, morrendo de sede e em frente ao Zoológico de Palermo. Havia umas barraquinhas com água e lanches por lá e pedi duas águas. Total da conta: 40 pesos. Achei meio caro mas, como eu ainda não tinha parâmetro pros gastos lá, pensei que fosse o preço normal. Mal sabia eu que, depois, podia embolsar 1/3 desse preço por 2 garrafas! Deu vontade de voltar na barraquinha e puxar o mullet do FDP que se aproveitou da minha cara de gringa, rs.

    1. hahahahah, Mari, a mulher do porco é uma vaca e esse cara da água é um porco chauvinista!

      Tenho muita raiva dessas pessoas aproveitadoras. Meu momento zen é pensar que elas são muito infelizes e invejosas para querer sacanear com todo mundo desse jeito!

      bj

  21. Eu perdi dinheiro uma vez no Panamá de maneira muito besta. Estava na rodoviária de uma cidade procurando o guichê da cia que fazia o trajeto pra capital e resolvi pedir ajuda a um local. O cara me levou até o guichê e ficou ao meu lado. Comprei a passagem e paguei cerca de 30 dólares. Como era uma viagem longa, cerca de 12h, achei o preço até justo, porque aqui no Brasil as passagens são muito caras. Quando entrei no ônibus, que estava bem cheio, estranhei que o único lugar vazio era ao meu lado. Peguei a passagem para mostrar ao cobrador e aí vi a besteira: tinha comprado 2 passagens. Provavelmente a moça do guichê pensou que eu estava acompanhada do panamenho. Aí resolvi relaxar e largar pra lá, o ônibus já tinha saído e não tinha mais o que fazer.

    1. Marcelo, não acho que sejam necessários extremos. Da viagem inteira, em 40 dias, essa foi a única situação chata que passei. Nos demais lugares que provei comidas típicas, fui bem atendida e paguei um preço justo. Infelizmente, essas coisas acontecem em viagem, a gente só tem que ficar esperto e ter paciência caso algo chato aconteça.

  22. Bah passei pela mesma situação, no mesmo lugar. Foi tenso, a mulher não falou que eles só vendiam acima de 300g quando eu pedi (só falou depois, quando tava fazendo um escândalo comigo, e uma outra senhora perguntou). O pior foi que eu nem tinha coroas suficientes pra pagar o absurdo que foi (umas 350 coroas) e tava sozinha, no fim tive que dar euros tbm.
    Isso é super pega turista, porque eles não informam em lugar nenhum que só vendem a partir de 300g/400g, daí se tu considera o preço de 100g é baratinho, parece bom e tal, mas quando o cara pesa, vem a facada no teu bolso. Ok, a comida é boa, mas não vale o stress e as centenas de coroas

    1. Nossa Luísa, você só me confirmou que era golpe mesmo. Eu fiquei pensando que não era possível que aquilo só aconteceu comigo.

      Que raiva desse pessoal!

  23. Acontece sempre!

    Esse ano em Pisa eu vi uma barraquinha cheia de doces e quitutes maravilhosos! Dai pedi um de cada q gostei, deu 5.. imaginei que daria por volta de 5 euros NO MAXIMO.

    Qdo ele me disse q deu 11 eu qse pra tras, mas fiquei com receio de pedir pra voltar, ja q ele pegou com a mao e paguei.

    PRa ajudar, os doces nao era gostosos qto pareciam.

    1. Isso é bem desesperador mesmo. E a gente fica com vergonha de devolver.

      Na loja da MMs, em Nova York, eu gastei 12 dólares em balas porque fui pegando de várias cores e não me dei conta de o quilo seria super caro. Comi bala por uns 2 meses depois, hahaah

  24. Sempre tem dessas!
    Pô, os turistas são sua fonte de sustento, da onde você tira seu ganha pão (ou seja lá o que o povo come em cada lugar) e você ao invés de dar graças á Deus (Buda, Alá, Moisés, etc) trata-os com essa rispidez? Com uma falta de educação que até parece que tá fazendo um favor?
    Morro de ódio com essas situações. Acho que eu ainda infarto durante uma viagem porqe é um negocio que me tira do sério.
    Parece que tem gente que veio ao mundo pra tentar acabar com a viagem dos outros hahahhaa só pode.
    Se fosse eu tacava o prato de porco na cara dela e xingava ela EM PORTUGUES pra deixa-la bem nervosa e sem entender a quantidade e a gravidade dos palavrões que eu to dizendo.
    HAHAHA
    Que você cruze com pessoas menos FDP da proxima! haha 😀

    1. hahahaah, depois que o susto passou, minha vontade foi voltar lá e jogar o porco na cara dela, mas aí eu lembrei do cara com a faca.

      Tem gente muito de mal com a vida e que parece odiar lidar com o público, não entendo realmente porque continuam trabalhando com o que detestam tanto, sinceramente.

      bjs

  25. ñ foi alimentação, mas quase que ñ fui nas gondolas de veneza pq era 80 euros 2 pessoas!
    quase ñ comi em paris, por causa dos valores tb!
    comi uma pizza 1/2 boca, e ainda fiquei c/ fome, então fui num kebab e pedi um lanchinho no menu turístico…o egispcio fez um sanduiche + 1/2 boa ainda do que a pizza, e ficou quase no valor da primeira refeição…uma bosta!

  26. Bom, eu estava morando em Alcalá de Henares, próximo a Madrid, fazia uns 20 dias e ainda não tinha me acostumado muito ao sistema de “Zonas” dos bilhetes de trem. Num fim de semana, fomos passear em MADRID, minha esposa, eu, minha filha mais outro casal de brasileiros, com a filha, que também estavam lá com a gente. Tinha comprado um bilhete de 10 viagens para usar com minha esposa, já que minha filha estava com 5 anos e não pagava o trem. Pois bem, quando fomos sair da estação de ATOCHA, ao tentar passar o bilhete na catraca, deu “pau”. Tentei outra, nada. Pensei: não gosto de coisas erradas! Procurei um fiscal, expliquei a situação e aí veio a frase que me gelou a alma: “Cavalheiro, o Sr.cometeu uma infração. Esse bilhete é para as zonas 5 e 6. O Sr. está na zona 1”. Eu tinha comprado o bilhete durante a semana, mas na Zona 5 e não tinha selecionado como destino final MADRID, e sim Alcalá, que era mais perto. Imaginem, com todas aquelas histórias de brasileiros barrados na Europa, e principalmente na minha condição de militar a serviço da Força Aérea, o medo que correu na minha espinha. Na sequência, ele disse: “Para sair, são 20 euros o casal. A criança não vou cobrar”. Ou seja, paguei mais caro a multa do que o próprio bilhete de 10 viagens. Depois do susto, nunca mais comprei o bilhete errado…rssss.

    1. Oi Sérgio,

      Esses bilhetes na Europa são super confusos mesmo, ainda mais quando estamos lá a pouco tempo. Passamos alguns apertos em Berlim e Bolonha porque, apesar de estarmos com o bilhete certo, a máquina não estava funcionando para validá-los. Mas felizmente deu tudo certo.

      Mas pelo menos para você, foi só uma multa chata e não um problema maior.

      bjs

  27. Comecei à ler o blog esses dias e estou completamente apaixonada! Já recomendei para uns três amigos, e fico fascinada cada vez que leio as histórias (algumas boas, outras ruins, mas faz parte né hahaha). Fiquei meio decepcionada ao ler sobre a Tailândia (mas vou pra lá um dia, juro) e me encantei pela Índia. Vocês merecem todo reconhecimento, fazem um “trabalho” incrível, encantador e mais, fazendo aquilo que vocês mais gostam. Parabéns de verdade, a vontade que rodar o mundo só aumenta a cada história que leio aqui!

    1. Oi Vitória,

      Muito obrigada pelos elogios. Fico muito feliz em saber que você gosta das nossas histórias e se inspira pelos lugares que descrevemos.

      bjs

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