12 dicas de viagem para o Leste Europeu

Se me perguntassem qual parte da Europa gosto mais, responderia – sem sombra de dúvida – o Leste. E incluiria aí os três países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia). Além do interesse que eu tinha, antes do intercâmbio, sobre a história dos países que faziam parte da extinta URSS, afinal estudei Relações Internacionais, me apaixonei pela cultura, culinária, noite, museus, natureza, arquitetura, vodcas e cervejas dos lugares que lá visitei.

Sem contar o fato que, de modo geral, o custo de vida (e o de ser turista) da maioria de suas cidades, se comparadas às capitais do Ocidente ou Norte do velho continente, é baixo. Outra característica que sempre me é atrai na região é que grande parte das cidades ainda não se tornou  nicho de atração de turistas, tornando o dia a dia de quem as visita, em algumas ocasiões (como entrar em museus e igrejas), mais fácil.

Tive a oportunidade de visitar várias cidades quando estava fazendo intercâmbio na Finlândia. Nessa época – há aproximadamente dois anos – fui a São Petersburgo (várias vezes), Moscou, Tallin, Riga, Vilnius, Kaunas, Cracóvia, Praga e Budapeste.

Mais recentemente, no meio deste ano, viajei por dois meses na Europa e fui novamente a Praga e Budapeste, como também a lugares que não havia ido: Belgrado, Liubliana, Zagreb, Zadar, Rijeka e Bled. Mas, como nem tudo são flores, visitar países menos turísticos tem os seus percalços. Veja algumas dicas de viagem para o Leste Europeu que podem melhorar sua vida por lá.

1. Não conte com que as pessoas saibam falar inglês

Dicas de viagem para o Leste Europeu

Praça Vermelha, Moscou – Rússia

Ou mesmo que haverá menus em inglês em qualquer e todo lugar. Nas capitais já mais que habituadas e inclusive dependentes do turismo, como Praga, Budapeste e Tallinn, é comum ser abordado na rua em tal idioma por pessoas divulgando restaurantes e tours, como também achar quem saiba falá-lo com certa facilidade (principalmente, se tentar abordar alguém mais jovem).

No entanto, não o é assim em todos os grandes centros urbanos da região e muito menos em suas cidades do interior. Em lugares como Cracóvia, São Petersburgo, Moscou, Belgrado e Rijeka, tive que aprender um pouco da língua para me virar – ou simplesmente não ficar perdida – e sempre estar com um mapa na mão (e geralmente outro no smartphone). Um aplicativo muito útil é o City Maps 2 Go, que fornece download de mapas que poderão ser utilizados sem o acesso à internet, até mesmo para fazer buscas como a localização de ruas e pontos de ônibus.

2. Aprenda ao menos um pouco de cirílico e algumas frases em russo

Se você tem vontade de ir para países que usam tal alfabeto – como Rússia, Sérvia e Ucrânia -, essa habilidade será útil para se locomover nas cidades com menos dificuldade. Em Moscou, por exemplo, todas as placas de rua, sinalizações ou o metrô estão somente em cirílico e, por isso, antes de ir aprendi o som das letras que eram distintas do nosso alfabeto. Outra opção é ter em mãos (ou no smartphone) uma tabela com as correspondências de cada letra, que foi o que fiz quando estive em Belgrado no meio deste ano.

Além disso, se você pretende visitar a Rússia, ajuda bastante saber algumas palavras e frases fundamentais, como “água”, “eu não falo russo”, “saída” e “banheiro”. E ainda, apesar do rancor em relação aos tempos da Guerra Fria, muitas pessoas dos países que faziam parte da União Soviética sabem falar russo (sem, frequentemente, saber falar inglês).

Não é que não existam pessoas que saibam falar inglês no país, mas, de forma semelhante ao Brasil, a porcentagem dos que sabem é bem pequena. Aprendi isso, claro, na marra: a primeira vez que fui a São Petersburgo atravessei a fronteira da Finlândia com o país de ônibus. Passei na emigração finlandesa, cujos oficiais sabiam falar inglês (afinal, desde o primeiro dia na escola até o último, na Finlândia, há aulas do idioma).

Já no posto de imigração do lado russo, que para minha infelicidade não era coberto e aquecido, a oficial não falava inglês e muito menos sabia que brasileiros não precisam de visto para entrar como turista. Antes de chegar a brilhante ideia de ligar para alguém que soubesse dessa informação, a oficial simplesmente ficou uns bons 20 minutos falando em sua língua natal comigo (de forma bem enfática) e eu, tolamente, falando em inglês que não precisava de visto. Depois que comecei a fazer gestos e apontar para o telefone, ela – após bons minutos – jogou um papel em mim (item 9), que eu preenchi. Ela carimbou meu passaporte e me deixou ir.

3. Pesquise com antecedência como chegar ao hostel

Dicas de viagem para o Leste Europeu

Vista a partir da ilha do lago da cidade de Bled, Eslovênia

Isso vale para qualquer cidade, em qualquer país, mas no caso do Leste europeu há um agravante, pois em determinados lugares (que não são poucos) ainda existe a “máfia” de taxistas, ou falta de regulamentação/fiscalização do governo na profissão. Assim, prefira sempre o uso de transporte público e, se esse for inviável ou inexistente, peça dica ao hostel (ou mesmo para alguém que seja de lá ou já tenha visitado o lugar, tipo em blogs).

Felizmente, cidades dessa região costumam ter ótimos sistemas de transporte público e com tarifas muito baratas (se convertidas em reais ou euros). Até mesmo cidades em situação econômica difícil, como Belgrado, possuem transporte público de trilhos e ônibus, que não são modernos, mas cobrem bem a cidade.

4. Evite viajar de trem entre os países

Infelizmente, os trens no Leste, de modo geral, são lentos. Beeeem lentos. A malha ferroviária não é moderna e rápida como é no Ocidente e Norte do continente. Eu tive algumas experiências que ilustram isso, como quando fui de Budapeste a Belgrado. As duas cidades ficam a 377 km de distância uma da outra, o que demoraria por volta de 5 horas de carro, mas que de trem ficou em 9 horas!!!

Por isso, pesquise bem sobre qual é a melhor opção de transporte. Existem muitas companhias de ônibus que cobrem vários trechos na região, tais como a Eurolines, a Orange Ways, a Ecolines e a Simple Express. Mas há exceções, como a Rússia, onde há várias opções de preços e velocidades dos trens para os principais trechos (como São Petersburgo-Moscou).

5. Pesquise sobre companhias aéreas que voam na região

Dicas de viagem para o Leste Europeu Belgrado

Trilhos na estação de trem de Belgrado

Além do motivo relacionado à dica anterior, vários países têm dimensões maiores ou até mesmo continentais, no caso da Rússia. Estados como Polônia, Romênia e Ucrânia, se comparados a outros do continente, são grandes, o que torna o deslocamento de um a outro mais demorado.

Uma forma de superar isso é voando, que pode sair caro ou não, dependerá do trecho e também da sorte de achar uma promoção. Várias lowcosts fazem trechos na região, tais como Ryanair, Easyjet, Wizzair e Airbaltic, como também empresas locais como a Airserbia e a UIA (Ukraine International Airlines).

6. Aceite que a tecnologia não chegou em alguns setores de determinados países

Pode parecer estranho que mesmo países que fazem parte da União Europeia, como a Hungria, ainda não tenham certos setores da sua máquina estatal informatizados. Ou que mesmo quando o seja, não funcione muito bem (como é o caso de muitos sites de companhias de trem). Isso pode tornar o seu planejamento um pouco mais complicado, se – como eu – você gostar de comprar as passagens com antecedência.

Existem outros sites que também vendem passagens de tais companhias, mas pode acabar saindo bem mais caro: o trecho Budapeste-Belgrado, por exemplo, pelo site da Rail Europe custa a partir de 50 euros, enquanto adquiri no próprio guichê da estação algumas horas antes da viagem por 4.500 forints (em torno de 15 euros).

7. Fique atento às exigências para entrar no país

Dicas de Viagem para o Leste Europeu Praga

Ponte Charles em Praga

Muitos países da região não fazem parte do acordo de Schengen (e nem da União Europeia), o que torna necessário conferir se há acordo com o Brasil para entrada de turista sem visto. Para nossa felicidade, são poucos os países que ainda exigem visto da gente, pois acordos do tipo já foram feitos com a grande maioria deles (como Rússia, Turquia, Sérvia, Ucrânia e Montenegro).

Uma boa forma de obter esse tipo de informação é no Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores, mas fique atento, pois existem informações desatualizadas, mas que podem ser checadas nos próprios links das embaixadas e consulados fornecidos pelo portal. Até hoje, o único lugar da região que descobri que precisamos de visto foi a Bielorrússia, mas relações entre  países mudam com o tempo, sendo recomendável conferir antes para não “dar com a porta na cara”.  Mais informações aqui.

8. Cuide do seu papelzinho da imigração

Isso vale somente para os países que não fazem parte da União Europeia, pois em alguns deles é entregue um papel que comprova que você foi registrado na polícia ou departamento de imigração. E esse papel poderá ser exigido por policiais a todo momento em que você estiver no país ou pela imigração, no momento que sair de seu território.

No caso da Rússia, por exemplo, é preciso preencher um pequeno formulário (entregue na hora de cruzar a fronteira ou no aeroporto) que será carimbado e que deverá ser guardado por todo o período de estadia. Já na Sérvia, o próprio hostel ou hotel faz o registro dos hóspedes pela internet e entrega o comprovante.

9. Ande com uma cópia certificada do seu passaporte (e deixe o original em lugar seguro)

Dicas de viagem para o leste europeu Hungria

Parlamento em Budapeste, Hungria

Essa dica vale para qualquer viagem ao exterior, pois a possibilidade de perda, roubo ou furto existe em qualquer lugar. E quando infelizmente ocorre, ter uma cópia certificada facilita muito a vida de quem precisará adquirir um novo passaporte em um dos consulados ou representações do Brasil. Para fazer isso é só levar o documento em um cartório de registro civil.

10. Tenha sempre dinheiro em espécie da moeda local

Aprendi essa lição na marra depois de algumas situações desagradáveis, como na vez em que estava viajando da Croácia para a Eslovênia. Sou mão de vaca e tenho a mania de tentar gastar todo o dinheiro da moeda local antes de sair do país (para não perder dinheiro trocando para outra moeda).

Uma das vezes que fiz isso foi quando estava esperando o ônibus que iria de Rijeka (cidade ao norte da Croácia) a Liubliana (capital da Eslovênia). Peguei todos (e poucos) kunas que haviam sobrado, gastei TUDO na padaria ao lado da rodoviária e fui para a plataforma, que para minha felicidade não era coberta e estava chovendo.

Entrei na fila para por as malas no busão e reparei que os passageiros pagavam ao motorista antes deste por a mala no veículo. Pensei: fudeu! Eu tinha 5 minutos para achar um caixa eletrônico, tirar o dinheiro e voltar à rodoviária. O motorista não falava inglês e era bem grosso, o que não me ajudava muito, mas uma alma boa apareceu e disse que tinha um ATM bem perto. No fim, deu tudo certo, mas todo o desespero poderia ter sido evitado se eu não tivesse resolvido “tomar café da manhã” no ônibus.

11. Pergunte ao hostel (ou um conhecido) sobre onde é melhor trocar dinheiro

Dicas de viagem para o Leste Europeu Croacia

Pôr do sol em Zadar, Croácia

Dos países do leste europeu que fazem parte da União Europeia, somente a Estônia e a Eslovênia passaram a utilizar o euro. O que para nós brasileiros pode ser bom, pois a grande maioria das outras moedas na região é muito desvalorizada em relação ao real (yey!), exceto a moeda da Letônia. Mesmo assim, apesar de ter uma moeda cara, o custo de vida nesse país é relativamente baixo e comparável aos vizinhos, dado que com pouco dinheiro se faz muito.

Assim, faz parte do cotidiano dos países do leste trocar moeda e pode haver grande variação nas taxas de conversão entre as casas de câmbio, ATMs e bancos. Depois de perder muito dinheiro (o que é inevitável ao realizar transações de câmbio), cheguei a conclusão de que geralmente a melhor opção é peguntar quais lugares têm as melhores cotações a residentes da cidade – tais como guias do free walking tour, funcionários do hostel e afins -, pois eles estão acostumados a fazer esse tipo de transação.

12. Tenha um bom aplicativo de conversor de moedas no smartphone

É muito fácil, ao viajar por vários países e trocar a todo o tempo de moeda, se perder no meio de tantas cotações distintas. Sem contar que nos acostumamos a um ambiente – graças ao Plano Real – em que a moeda não tem muitos zeros. Mas não é assim em vários lugares, como a Hungria, cuja moeda é o Forinte, sendo que 100 forintes geralmente valem em torno de 1 real.

Ou seja, 100 reais (normalmente, a quantia total que gasto por dia em uma viajem à região) fica por volta de 10000 forintes. Grandes quantidades de zero podem dar a falsa impressão de que se está gastando a mais. Como também o extremo oposto – tipo no caso da Letônia – pode dar a impressão de que se está gastando pouco. Por isso, ajuda utilizar um conversor no celular, como o aplicativo gratuito Corrency Converter .

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Gabriela Dilly

Analista internacional mais interessada em experienciar outras culturas que em analisá-las. Escreve também no blog Dupla Trip.

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74 comentários sobre o texto “12 dicas de viagem para o Leste Europeu

  1. olá! pra quem ativou notificações… sei que muitos acompanham e tem vontade de ir.. mas acabam adiando pra outro e outro ano… então ..essa mensagem é pra v6is. ESTOU INDO pro Leste Europeu.. nao vendo nada e nao sou agencia..mas conseguie bom voo dia 22 julho e volto 12 agosto..passarei por uns 7 países. add 41998604565 e darei dicas.. se alguem quiser ir junto. ja tenho alguma experiencia em viagens hehe.

  2. Adorei seu blog! Quantas informações!
    Eu já tenho 65 anos e vou realizar o sonho de conhecer a terra de minha família, a Hungria. Vou aproveitar e conhecer também Praga e Viena, além de Paris e Londres.
    Queria que vc me orientasse. É possível ir sem comprar os pacotes terrestres tipo CVC? a passagem aérea já comprei, chego em Paris dia 4/4/17 e volta por Paris dia 18/8. Não falo inglês. Me viro com espanhol.Comprei um curso de hungaro para viagem e estou relembrando algumas coisas (eu falava só hungaro até os 5 anos!!) Dá para arranjar/comprar passeios com guia em portugues/espanhol nessas cidades? Vi uma na Hungria, mas cobrava mais que a CVC!! A sua resposta vai para meu email? Já pus perguntas em blogs que nunca obtive resposta.

  3. Oi Gabriela, adorei o site. Estou indo para o Leste Europeu de 07 a 29 de Maio, já pesquisei em vários sites e a informação que é primavera e clima ameno, claro que existem variações, mas em média qtos graus e sensação térmica pois estou começando a pensar nas malas. Desde já agradeço.

  4. Olá Gabriela. Bom dia.
    Estou programando uma viagem ao leste europeu. Gostaria de saber se vale a pena alugar um carro e transitar por Munique, Praga, zagreb, Budapeste, e Veneza. A priori estou contando com essa possibilidade, você sabe se é possível?
    Aproveito para elogiar o blog com as dicas tão ricas e trocas de informações no campo de dúvidas.

  5. oi gabriela penso conhecer Budapeste nunca viajei pra outro pais rs ,como dar o primeiro passo para uma viagem tranquila , e qual moeda e mais valorizada o real ou a de Budapet,,nao falo ingles ,, somente o portugues
    ,, tenho um amigo la e nos comunicamos com tradutor no google ,,que vc acha sera que serei bem sucedida ,, qual o tempo de aviao pra se chegar la
    vou ficar na casa dele devo prestar conta sobre isso ou posso ir como turista e me hospedar na casa dele sem problema,,,, resido no Brasil Ribeirao preto ,int,sp
    Desde ja agradeco bjs

  6. Olá, Gabriela estou com viagem marcada para Romenia retorno ao Brasil por Bulgaria.
    Unicas experiencias em viagem fora do país que fiz foram aos países da América do sul(Argentina, chile, uruguai…)Gostaria se possível me ajudar com algumas dicas de como poderia fazer esse trajeto da romenia a bulgaria (sofia).Comprei apenas o aéreo, pois, meu desejo é aventurar um pouco. kk

    1. Fiz esse trecho (Bulgária-Romênia) no início do ano de trem, saindo de Bucareste para Sofia. A passagem foi relativamente barata, mas, como é usual nessa região, o trem era bem antigo e a viagem demorou mais de 9 horas! Caso esses dois fatores lhe incomodem, olharia o ônibus ou avião.

  7. Gabriela e todos! Adorei este post e também os comentários. Muitas dicas!
    Vou em 10/05/2016 e vou fazer o seguinte roteiro: Viena(3d), Budapeste(4d), Cracovia(4d), Praga(4d).
    Condordam neste itinerário? Eu queria fazer tudo de ônibus mas minha esposa fica enjoada fácil, então vamos de trem em todos esses trechos.
    Tenho algumas dúvidas:
    – a principal é: Viena vale a pena, ou vale trocar por outro? Estamos muito na dúvida se vamos gostar.
    – eu preciso levar euro para trocar para as moedas locais ou melhor sacar a respectiva moeda em cada país?
    – Melhor comprar passagens de trem antecipadamente ou existe a possibilidade de comprar mais barato na hora? Há risco de não haver vagas se fizer isso?
    – E chip de dados? melhor comprar um em cada país ou existe algum que sirva para toda a região? Apesar que, acredito que a disponibilidade de wifi gratis seja satisfatória atualmente certo?

    Abraços,

    Rogerio

    1. Oi Rogério,

      Desculpe a demora para responder, agora você já embarcou.

      De qualquer forma, eu gostei muito de Viena e espero que você tenha tido a mesma boa impressão da cidade que eu tive.

      Eu acho mais prático sacar em cada moeda, mas nem sempre é a opção mais econômica. Se você conseguiu levar euros numa boa cotação, basta achar casas de câmbio que não cobrem muitas taxas extras.

      No leste, não vi necessidade de comprar os trens com antecedência, mas fiz muito mais trechos de ônibus por conta do preço.

      infelizmente, a UE ainda não unificou o roaming, então, em cada país você precisaria de um chip diferente ou pagar a taxa de roaming (que é meio cara).

  8. Olá, Gabriela. Esse gasto de 80/90 euros por dia é com hotel? Ou sem? Estou achando hotéis/hostels em Berlim e Viena tão caros. Costumo fazer as contas de 50-70 euros por dia, dependendo do local (sem hotel), você acha que essa estimativa é válida? Ou já está furada? Na Rússia fiz uma estimativa de 50 euros por dia (também sem hotel), ano passado, e meu dinheiro sobrou. Vou ficar 24 dias, farei Berlim-Praga-Viena-Budapeste-Cracóvia-Varsóvia-Amsterdã (esse último, só por dois dias, onde pego meu voo de volta). Desde já, obrigada!

    1. Olá Ana, tudo bem?

      Essa estimativa de 80/90 euros por dia por pessoa que propus em uma resposta a uma dúvida aqui no post foi para tudo incluindo hospedagem, mas para quem não quer ficar em hostel ou acomodações mais baratas do tipo. Viena é uma cidade mais cara mesmo, mas é possível encontrar opções mais em conta por lá, já Berlim, apesar de nunca ter ido, em uma breve busca por hosteis pela internet consegui achar preços em conta.

      Como fico em quartos coletivos em hostels, levaria uma média de 50 euros por dia para tudo (comida, hospedagem, transporte e turismo), mas isso depende muito do tipo de turista que se é. Como a maioria das cidades que vc vai são relativamente baratas (Praga, Buda, Cracóvia e Varsóvia), a “baratesa” delas compensa as cidades da zona do euro. De todas que vc vai, somente em Amsterdã que acredito que 50 euros por dia realmente não dê, principalmente se tiver a intenção de entrar em seus principais museus e pontos turísticos.

      Espero que tenha ajudado!

  9. Complicado viajar né. Se vc compra um pacote, a viagem fica engessada e vc fica mais tempo no ônibus do que passeando. Sempre digo que pacote de viagens pra Europa é “engana trouxa”. Agora, se vc vai por sua conta e faz seu roteiro, fica mais barato, vc aproveita mais, tem mais disponibilidade de tempo, gasta um pouco mais, mas vale muito a pena. É só pesquisar muito na net. Tenho vontade de conhecer o leste europeu (Polônia, Rep. Checa, Hungria e Eslováquia, dando uma fugidinha até Viena). Ano passado fiz uma viagem de 28 dias, fiz meu roteiro e valeu muito a pena. Fica aí minha opinião.

    1. Quando eu disse “gasta um pouco mais”, me referi a maior oportunidade de passear e fazer compras, fugindo para locais onde os preços são melhores e os turistas não são explorados.

  10. Oi Gabriela, adorei o site!
    Estou programando ir com mais 2 amigas p Berlim(4dias) Praga(4d) Viena(3d) Budapeste(3d) e Cracovia(2d) em abril ou junho. Sabe dizer qual mês seria melhor? Considera o tempo e a ordem nas cidades bons, ou faria diferente?
    Obrigada desde já!

    1. Olá Andrea, tudo bem?

      Escolheria abril pois os preços tendem a ser um pouco mais baixos (já que junho já é alta temporada) e as temperaturas bem amenas (não sou muito fã de calor).

      Quanto a ordem e número de dias em cada cidade me parece uma ótima escolha, talvez, tiraria uma cidade para dar tempo de conhecer melhor algumas que dedicou menos dias nessa divisão.

      1. Ah legal, qual cidade dedicaria mais tempo? Estamos flexiveis p extender se for melhor.
        Sabe que andei vendo e me parece que os valores não mudam de um mês p o outro.

        Obrigada😊

        1. Faria a seguinte reorganização de dias: Budapeste(4d) e Cracovia(3d – ou quatro se tiver a intenção de ir em Auschwitz e na Mina de Sal). A tendência é que os hostels cobrem uma diária um pouco mais cara nos meses de junho, julho e agosto, mas tem estabelecimento que não faz isso. Entrada de museu, transporte e afins realmente não faz diferença alguma. Alguns hostels em que fiquei no leste, por exemplo, cobravam 10 euros no dormitório na baixa temporada e 15 na alta.

    2. Oi Andrea.
      E aí, vocês viajaram em abril de 2017? Estou querendo fazer a mesma viagem em abril de 2018 com o meu marido.
      O que acharam do clima (temperatura/chuva)?
      Obrigada.

  11. Olá Gabriela, amei o post e suas dicas! Estou com uma viagem programada para Minsk (Bielorrúsia) em julho para visitar uma amiga, e de lá pretendo viajar para Moscou, São Petersburgo, Krakóvia, Budapeste e Praga. Em Moscou e Praga vamos ter hospedagem de graça. Quanto você acha que preciso levar de dinheiro? Tô super perdida. E quantos dias em cada local? Vou ficar 28 dias no total e ainda não decidi direito a rota que vou seguir, então tô aberta a sugestões. Agradeceria muuuito sua ajuda

    bjoos

    1. Olá Fernanda, Tudo bem?

      Levaria uma média de 50 euros por dia (para alimentação, hospedagem, turismo e transporte), mesmo com alguns dias de hospedagem gratuita incluiria esses dias na matemática pois Moscow é uma cidade mais cara e isso te daria uma folga boa.

      Quanto aos dias em cada local, nunca fui a Misk, então não tem como opinar sobre a cidade, mas quanto as outras: Moscou (5), São Petersburgo (5), Krakóvia (3\4), Budapeste (4\5) e Praga (4).

      Espero que tenha uma ótima viagem!

  12. Olá, gostaria de saber se é recomendável ir em abril para Praga e Liubliana, pois em alguns lugares dizem que neva e que chove bastante. É isso mesmo? Obrigada

    1. Olá Priscila!

      Fui nas duas cidades somente no verão e, inclusive, choveu quase todos os dias em Praga, o que não me impediu em nada de aproveitar a viagem. Fui a Riga e Tallinn em abril e estava relativamente frio e com um pouco de neve ainda, mas nada que incomodasse. Mas essa questão de temperatura e chuva é muito variável, pois pode ser que faça frio ou não, pode ser que chova ou não… o importante eh saber o seu perfil mesmo e o que te impediria de aproveitar a viagem de fato.

    2. Se for em Liubliana, dá um pulinho até o Castelo de Predjama, em Postojna, que não é muito longe, é muito bonito o lugar. Ou uma visita a Bled, no norte, lugar incrível. Recomendo abril ou maio, por ser primavera.

  13. Olá boa tarde
    Muito bom você poder compartilhar suas experiências aqui. Eu e uma amiga estamos querendo viajar ano que vem entre final de março e início de abril (em torno de 16 dias). Como o dólar está absurdamente caro, desistimos de EUA. Você pode me dar algumas dicas de países que poderíamos ir na Europa que não utilizem euro e onde a o real não esteja tão valorizado?

    1. Olá Lívia, tudo bem?

      Se entendi sua pergunta, você quer dicas de países em que nós brasileiros temos poder de compra bom em função da nossa moeda em comparação com a do país, certo?

      Levando em consideração esse critério, dos que já fui, indico Polônia, República Tcheca, Hungria e Sérvia. A Croácia está na minha lista de favoritos e, apesar de não utilizar euros, não é um país baraaaaato para nós brasileiros, mas vale muito a pena! A Rússia é uma outra opção que pode sair super em conta, mas isso dependerá do seu estilo de viagem e a cidade que for (escolheria São Petersburgo pelas opções de turismo super pagáveis e muito boas!). Dos que não fui, indico Bósnia, Montenegro, Romênia e Bulgária, inclusive tenho viagem marcada para esses dois países ano que vem 🙂 Acho que esse número já dá um leque bom de opções de escolhas.

      Espero que tenha ajudado!

  14. Ola Grabiela

    Boa Tarde!!

    Estou com um casal que esta indo viajar para o leste Europeu em junho de 2016( Prga , Berlin, budapeste, viena) saindo aqui de salvador a unica documentação que precisa é o passaporte atualizado o seguro viagem né isso? no caso dele ele já tem cidadania espanhola , ele precisa tambem?

    como é a primeira vez lá deles eles querem ir com tudo certo passeios hoteis e etccc…
    qual seria a media de euros por dia para o casal que vc sugeria? 100 euros esta bom?

    vc acha que esse circuito é legal? ele gosta muita da historia e cultura local pricinpalmente quando se refere da segunda guerra mundial, se tiver boas dicas estarei a disposição muito obrigado

      1. Olá Mario!

        Obrigada pelo elogio 🙂

        Acredito que 8 noite para essas 4 cidades seja muito pouco. Talvez seja melhor focar em duas que eles queiram realmente conhecer primeiro 🙂

        A média por dia depende da cidade e perfil de viajante. Se eles querem ficar em hotel e ter uma viagem mais conforntável pensaria em algo em torno de 80\90 euros por dia por pessoa em Berlim e Viena, e 60\70 por dia por pessoa para Budapest e Praga. Mas se eles são mais do tipo mochileiros, diminuiria isso em uns 20\25 euros.

        1. Olá, Gabriela. Esse gasto de 80/90 euros por dia é com hotel? Ou sem? Estou achando hotéis/hostels em Berlim e Viena tão caros. Costumo fazer as contas de 50-70 euros por dia, dependendo do local (sem hotel), você acha que essa estimativa é válida? Ou já está furada? Na Rússia fiz uma estimativa de 50 euros por dia (também sem hotel), ano passado, e meu dinheiro sobrou. Vou ficar 24 dias, farei Berlim-Praga-Viena-Budapeste-Cracóvia-Varsóvia-Amsterdã (esse último, só por dois dias, onde pego meu voo de volta). Desde já, obrigada!

  15. Oi Gabriela, gostaria de saber se pode me ajudar com uma opinião. Com essa desvalorização do real está bem complicado de viajar gastando pouco, e um dos lugares que pensei ser possível é o leste europeu. Porém, meu orçamento é extremamente limitado, em torno de 3 mil reais para viver lá durante a viagem. Você acha que é possível viajar por lá com essa grana pelo menos um 10 dias ou mais? Quantos dias você acha que seria viável? Vou sozinha e quero ficar em hostel mesmo, talvez até um caochsurfing se tiver no lugar para onde vou. Quero priorizar conhecer mesmo os lugares. Tenho em mente países como República Tcheca, Hungria, Polônia, mas são só pensamentos iniciais, estsou muito perdida ainda. Quero ir no começo de março e agradeço muito se puder me dar umas dicas e opinião. Tenho a esperança de que mesmo com pouco dinheiro seja possível ir para esses lados haha. Muito obrigada!! 🙂

    1. Olá Letícia 🙂

      3 mil reais para gastos diários de turista (hostel, comida, tranporte e afins) dá sim!!!! Acredito que você consiga viajar por 15 dias com essa grana, pois daria mais ou menos 45 euros\dia. Esse dinheiro renderia ainda mais se você decidir ir somente para o leste europeu 🙂 Mesmo se quiser ir também para cidades mais caras ou que usam o euro como moeda, acredito que, se fizer um roteiro balanceando bem as cidades de custo de vida mais alto e outras de custo mais baixo, é super possível!

      Para te dar um exemplo, eu mesma farei algo do tipo em jan\fev de 2016: metade do tempo ficarei no ocidente do continente (Liboa, Roma e Holanda) e a outra metade no Leste (Bulgária e Romênia).

  16. Olá Gabriela, tudo bem?! Parabéns pelo site. Estamos planejando uma viagem no início de janeiro para esquiar na Áustria (talvez kitzbuhel) e depois fazer Viena, Budapeste e praga. Mas temos 15 dias para fazer tudo isso. O que você acha? E conhece kitzbuhel?! Tem alguma sugestão? Muito obrigada.
    Marina.

    1. Olá Marina!

      Não conheço Kitzbuhel, mas acredito ser possível fazer a viagem em 15 dias 🙂 sugiro que divida o tempo de acordo com o que mais quer investir seu tempo. Por exemplo, se não fizer questão de ficar muitos dias esquiando, dedicar mais tempo a Praga e Budapeste (por exemplo, 4 dias inteiros em cada uma) e, talvez, passar por Cesky Krumlov no caminho entre Praga e Viena. A Luiza fez um post sobre essa cidade:

      https://www.360meridianos.com/2015/09/onde-ficar-em-cesky-krumlov-na-republica-tcheca.html

  17. Oi, Gabriela!

    Parabéns pelo post, foi bem útil! Estou planejando uma viagem para o Leste no mês que vem com alguns amigos (já estamos na Inglaterra). Estou comprando os transportes entre países, e estou tendo certa dificuldade no caso de Belgrado: São os trechos Sarajevo – Belgrado e Belgrado – Budapeste. Você tem dica de alguma companhia? Estamos procurando o que for mais low cost 😛

    Obrigada!

    1. Olá Marcela!

      Obrigada pelo elogio 🙂

      Fiz uma rápida pesquisa pela internet e, pelas opções que encontrei, as melhores formas para os dois trechos são avião e ônibus, sendo o ônibus a opção (bem) mais barata 🙂

    1. Olá, pretendo ir em abril visitar alguns países do leste europeu. VC. é guia apenas em Viena? Em dúvida ainda se contrato um agÊncia ou tento economizar e viajar por conta própria nesse caso.

      Aceito dicas. Ah, se puder diga como faço pra contratar guias em outros lugares. Falo apenas inglÊs.

      GRata ;Chenia

      1. Olá,

        Eu particularmente acho que viajar só é melhor, pois fica mais livre para ir onde quiser.
        Sou guia em Viena e arredores – não faço as cidades do Leste Europeu, mas posso lhe recomendar uma agência de guias em Praga e se quiser ir a Munique posso também lhe recomendar uma excelente guia lá.
        Peço a gentileza de me contatar diretamente pelo meu email: rosangela.s[email protected] Muito obrigada.

  18. Oi Gabriela,

    Gostei muito das suas dicas, sempre tive vontade de conhecer a Europa em especial Holanda, mas nunca consegui realmente juntar dinheiro para conversão cara que iria ficar. Então acabei me candidatando para um intercambio na Russia em St Petersburgo, também estudo Relações Internacionais sou apaixonada por toda um histórico da URSS como a curiosidade de conhecer outros países próximos, da irei ir no final do ano.Estou meio insegura por causa do frio.Gostaria de saber também sobre o custo que teve na Russia, se os preços são realmente como o custo de vida em São Paulo, e como faria com o dinheiro. melhor comprar euros e fazer a troca ou consigo troca rublos direto por reais?E as roupas de frio será que arisco em comprar aqui?Ou o preço lá é acessível?

    1. Oi Jaissa! Tudo bem?

      Acredito que o frio é tranquilo se você estiver preparada. Quando fui não senti tanto impacto, mas não fico muito incomodada por esse tipo de coisa, prefiro passar frio do que calor… Uma coisa que alivia o frio é que qualquer lugar em St. Petersburgo tem aquecimento, frio mesmo só se sente ao ar livre 🙂

      Quando fiz intercâmbio na Finlândia também fui na época de frio e levei só um casaco que já tinha e deixei para comprar o restante lá. Como em St. Petersburgo tem H&M (<3) é bem tranquilo de comprar roupas e acessórios para frio de verdade a preços acessíveis e melhores que aqui 🙂

      Acho St. Petersburgo mais barata que SP capital, mas é o tipo de lugar que pode sair caro tb pois há grande variação de preço entre estabelecimentos… O truque, como em qualquer cidade grande, é perguntar os locais dicas de lugares e olhar em blogs. Para você ter noção, há 3 anos atrás conseguia comer bem em restaurantes que a população da cidade ia (e não turistas) com 150-250 rublos (o que daria em torno de 10-15 reais). A única coisa que me lembro ser cara é o aluguel mesmo, mas mais em bairros centrais.

      Acho melhor levar euro mesmo. O bom é que o euro também subiu muito em relação ao rublo, então eles renderão muitos rublos lá 🙂

  19. Olá, Gabi;
    Estou desesperada c dolar.
    chego dia 07/10 e retorno dia 22/10 Milão
    queria sugestão para
    Romênia .Eslováquia. Estônia. rep.checa. paises ainda não enlouquecidos pelo U$ e EU.
    estou fazendo roteiro e agarrei em
    Sibiu. nao consigo sair p Bratislava. ..
    quero países menos frios.
    conheco outros do leste.
    obrigada.
    Ana

    1. Olá Ana!

      Você provavelmente sabe que Estônia e Eslováquia fazem parte da Zona do Euro e, como o que importa é o poder de compra da moeda no país, isto é, o custo de vida local, é válido conferir se vale a pena ou não deixar de fato de ir em um país que use o Euro. Muitas vezes se consegue comprar muito com pouco euro, o que mesmo convertendo para reais, não sai tão caro.

      Acredito que, pelo número de dias que você tem, esses quatro países são suficientes (na verdade, ficaria só com três países). Vale a pena dar uma olhada nos posts que fiz sobre mochilão no Leste Europeu.

  20. Olá Grabriela, em julho/16 pretendo fazer uam viagem de 30 dias passando por Berlim, Munich, Praga, Budapeste Cracovia e Varsovia. Qual a ordem que vc faria este percurso? vou com minha filha de 7 anos. Vc acha viavel fazer essa viagem de trem? obrigada.

    1. Olá Daniella!

      Se for completamente por terra, faria tais cidades na seguinte ordem: Varsóvia, Cracóvia, Budapeste, Praga, Munique e Berlim. É viável sim fazer grande parte dos trechos de trem, mas faria uma pesquisa comparando tempo de viagem e preço de trem, ônibus e avião, principalmente por que você irá com sua filha e alguns trechos de trem podem demorar muito mais que outras opções.

  21. Olá Gabriela, também estudo RI e gostei muito das dicas, mas estou com uma dúvida grande. Meu cronograma está meio complicado e estou pensando em ir entre dezembro e janeiro. É suportável o frio nesse período? O acesso a alguns lugares fica mais complicado? Eu passei pela Suíça em dezembro e não me incomodei muito com a temperatura, mas não sei se mais ao leste complica

    1. Olá Leonardo!

      Acho que depende mais do quanto você detesta ou não o frio do que se é suportável. Mas como você viajou pela Suíça em dezembro e achou tranquilo, acredito que para você o Leste Europeu será tranquilo 🙂 Já tive o azar de pegar -35º Celsius em todos os dias quando fui a Moscou em fevereiro de 2012 e foi fazível, principalmente pq intercalava entre frio e aquecedor (tipo passear pela cidade a pé e museu\igreja).

      De qualquer forma, dezembro geralmente ainda não acumulou neve o suficiente para ficar muito frio, mas nunca se sabe…

      Espero que tenha sido útil!

  22. Boa noite, Gabriela,

    Gostei muito de suas dicas mas há uma que ainda não consegui nenhuma resposta: em julho farei uma viagem a Moscou, S.Petersburgo, Praga, Estonia, Lituania, Varsóvia,e terminaremos em Viena. Sobre a temperatura, vi que Moscou estará um clima parecido +ou- com o de São Paulo, em julho. É verdade? Que roupas básicas devo levar?
    Fico no aguardo de suas dicas.
    Obrigada!
    Cicléia

    1. Olá Cicleia!

      Espero que esteja respondendo antes da viagem!

      Em todas essas cidades citadas, há verão com temperaturas típicas de verão na Europa (o que varia entre friozinho bom em torno de 18 graus e calor mesmo de mais de 30 graus Celsius). Como é impossível prever como estará o tempo, viajo na Europa no verão sempre com uma mala pequena com roupas mais leves (camisetas, vestidos e shorts) e pelo menos uma jaqueta, uma meia calça, uma calça, um cardigan e um lenço ou cachecol para os dias mais frios.

      1. Oi Gabriela!
        Obrigada pelas dicas. Realmente eu andei pesquisando sobre o assunto e realmente batem com o que você falou.
        Um abraço.

        Cicléia

  23. Olá, gostaria de saber qual é a época do ano com preços mais acessíveis, visto que pretendo me organizar bem antes, então queria escolher o melhor em relação ao custo.

    Obrigada!

    1. Olá Natália!

      Reparei diferenças nos preços principalmente quando viajava no inferno, época que tende a ser mais barata de viajar. Mas acredito que haja de fato diferença de preço (para mais) no verão (junho, julho e agosto), quando é a alta temporada na Europa. Vale a pena fazer simulações em sites de reserva de hotéis, hostels e afins para ver a diferença.

      Espero que tenha sido útil responta! E mil desculpas pela demora!

  24. Ola, Gabi, Obrigado por compartilhar sua experiência.
    Gostaria de perguntar 2 coisas:
    1- Das cidades do leste europeu que vc conheceu, quais tinham a vida noturna mais animada. Só conheço na região S.peters e Moscou.
    2- Voce acha que e possível fazer de carro a costa da Croacia ate a Atenas de carro? Pelo mapa parece possível! rs

    1. Olá João!

      Em relação à pergunta 1: acho que de todas as cidades da região que já fui (sem contar St. Pete, que vc já foi), Budapeste era a mais agitada à noite. Lembrando que gosto de sair para lugares mais alternativos, gostei muito da noite de Praga, Budapeste, Riga e Cracóvia. Lembro que Praga, Tallinn e Buda tem balada, balada mesmo (além dos inferninhos e afins). Em Belgrado, fui em alguns bares também e achei bem legal porque alguns eram em barcos! Temos posts sobre bares e baladas em algumas dessas cidades:

      https://www.360meridianos.com/2014/10/pubs-em-ruinas-de-budapeste.html

      https://www.360meridianos.com/2014/09/7-lugares-para-comer-beber-e-dancar-em-praga.html

      https://www.360meridianos.com/2014/06/9-lugares-para-comer-beber-baltico.html

      https://www.360meridianos.com/2014/06/historia-distrito-judeu-cracovia-polonia.html

      Quanto a segunda pergunta, sinceramente nem carteira tenho! E também nunca fui a Grécia. Mas acredito que seja fazível, principalmente se vc for aos poucos, parando para conhecer as cidades no caminho (como as da costa de Montenegro). Só não indico que passe por dentro da Albânia – que fica entre Montenegro e Grécia. Uma vez em Montenegro, seguiria a viagem pela Sérvia, Macedônia e depois Grécia 🙂

        1. Essa era, na verdade, a dica do pessoal que trabalhava nos hostels dos países perto da Albânia aos quais já fui; afirmavam que não é seguro e afins. Como estava com minha mãe da última vez que fui ao Leste, preferi evitar e acreditar na dica. Mas no fundo pode ser que seja exagero alheio, coisa que só se pode saber ao certo indo lá 🙂

          Depois fala para gente como foi a Albânia 😛

          1. Ei, Gabriela! Acabei indo para a Albânia no verão do ano passado e curti demais o país! Parece q ele parou no tempo e suas praias lindas estão sendo mais descobertas agora.
            Não tinha muita gente que sabia falar inglês e não é fácil conseguir informações de lá. Mas no final deu tudo certo! Fui com uma amiga e lá alugamos um carro para poder rodar bem. Não me senti insegura lá não.
            Fiz um post no meu blog com as dicas de lá: http://fuigosteicontei.com.br/e-ai-a-albania-e-tudo-isso-mesmo-sim-inclua-a-riviera-albanesa-no-seu-verao-europeu-ja/
            Acho que logo logo a Albânia vai explodir, tipo a Croácia. A hora de aproveitar é agora, que ainda é barato e não está lotado 😉
            Beijao!!!!

  25. Ola Gabriela,
    Sua visão de viagem é muito próxima à minha… Gostei bastante das dicas!!! Mas tenho uma dúvida que não sei como resolver: pretendo viajar no verão (junho/julho) pelo Leste Europeu com minha família (seremos provavelmente 6 adultos) e pelo que vi, usar o trem não é uma opção interessante… Meu roteiro começa em Praga e termina em Liubliana. Pretendemos passar por 12 cidades e o roteiro teria aproximadamente 2500 km… O que acha do carro, usando o Airbnb para acomodação? Não pretendo entrar na Russia.Outra pergunta: o alemão ajuda nestas localidades?
    Abraço.

    1. Olá Fabio!

      Obrigada pelo o elogio!! Sinceramente nunca viajei de carro pela Europa (afinal, nem carteira de motorista tenho, rs), mas tenho amigos que já fizeram isso sim no Leste Europeu e foi bem tranquilo. Já viajei por vários deles de ônibus e gosto de reparar na qualidade das estradas, as quais são muitos boas nos países que fazem parte da União Européia. O trem não foi uma opção interessante para mim, pois não sou das pessoas mais pacientes, mas já o ônibus achei confortável, relativamente rápido e bem barato. Talvez valha a pena vc comparar preços, tempo de viagem e possibilidades de trechos (realizados pelas cias de trem e ônibus) para descobrir qual é a melhor opção para você. Já em relação ao airbnb, como você irá viajar com sua família, talvez seja o mais viável financeiramente e confortável.

      Além da Áustria – Viena fica no caminho de Praga para Budapeste – não acredito que o Alemão seja útil, afinal, os países da região faziam parte da URSS… Mas nunca se sabe quem iremos encontrar no caminho, haha. De qualquer forma, se você souber se virar bem no inglês, provavelmente não terá dificuldades 🙂

    2. ô, eu conhecia uma menina da Rep. Tcheca que falava alemão e disse que muita gente da cidade dela aprendia o idioma na escola. Então, talvez ajude sim

  26. Olá Gabriela , tenho um período razoável de 60 dias para viajar a partir de julho e gostaria de explorar ao máximo o leste europeu. Seria pedir muito se você me orientasse a quantidade de dias para ficar em cada pais e otimizar o máximo de lugares possíveis . Gostaria de visitar lugares não tão explorados também ,ou seja, caso você tenha dicas,serão muito bem-vindas . Grato . Luciano

    1. Olá Luciano! Sinceramente, acredito que o número de dias em cada cidade depende para cada um, tem gente que – como eu – aproveita o máximo possível de cada hora do dia e outros que preferem fazer turismo com mais tempo. Mas posso sim falar quanto tempo acredito ser suficiente em cada cidade 🙂 É só por por aq mesmo no post para quais vc planeja ir 🙂 e colocarei também dicas que ainda não há no 360 de acordo com as cidades que vc irá!

      Abraços!

  27. Bom dia! Estou iniciando o planejamento para uma viagem em julho próximo, a qual será 05.07 a 25.07.2015. Pretendo conhecer um pouco do Leste da Europa. Já conheço França, Inglaterra, Irlanda, Dinamarca, Suécia. O que você recomendaria para o período mencionado? Ouvi de algumas pessoas que o leste europeu é um pouco perigoso, que existem algumas máfias e as pessoas são meio grosseiras, mal-educadas. Isso é verdade?
    Falo razoavelmente bem Inglês e Francês, seria suficiente para a comunicação nessa região?
    obrigado

    1. Bom dia (mais para boa noite…) Geovany! Acredito que a escolha dos destinos depende muito dos seu gosto e de que tipo de lugar queira conhecer e visitar. Geralmente, brasileiros que nunca foram ao Leste Europeu começam com os lugares mais visitados – como Praga, Budapeste e Cracóvia, mas sinceramente depende do seu interesse mesmo. Como você irá no verão, a probabilidade é que todos os países do Continente estejam com clima típico de tal estação, o que pode ser bom ou ruim (depende se gosta de sol e calor ou não). Mas já tive a sorte de ver, no mês de Julho, clima ameno (entre 15 e 20 graus celsius) em alguns lugares como na Eslovênia e Sérvia.

      Nunca passei por qualquer situação em tais países que achasse que estava em perigo ou algo do tipo e inclusive, em alguns – como a Eslovênia, primeiro país da região a se tornar desenvolvido -, me senti em um ambiente muito mais seguro que qualquer país do Ocidente Europeu. Mas é claro que é bom sempre estar ciente e cuidar dos seus pertences, evitar os famosos batedores de carteira (eles existem em qualquer cidade grande da Europa), andar com a cópia certificada do passaporte no bolso (ao invés do original), evitar pegar táxis e pesquisar sobre o país antes de visitá-lo.

      Quanto a serem grosseiros ou não: gente mal amada existe em qualquer lugar do mundo, haha. O que reparei, na verdade, de um modo geral, foi simpatia e pessoas prestativas – e não só em lugares que dependem muito do turismo!!! Uma vez, por exemplo, tinha acabado de chegar de ônibus na cidade de Riga e estava super perdida, cansada e sem a menor paciência de decifrar as direções que tinha em um papel para chegar ao hostel. Já era tarde (depois das 22) e pedi ajuda a uma menina na rua, que simplesmente parou o que estava a fazer para me levar até o hostel!!! <3 É claro que o jeito deles é diferente, afinal, são culturas diferentes, mas é isso que também enriquece a viagem…

      A única língua que falo bem além de português é inglês e até hoje nunca tive problemas. Mas sempre pesquiso sobre o lugar antes (depois do perrenhe que passei na primeira vez que fui a Rússia) para descobrir se só o inglês será suficiente ou não. O que percebi é que pessoas mais jovens tendem a saber falar pelo menos um pouco da língua inglesa nos países da região e em alguns deles, como na Sérvia, a língua é – atualmente, claro, haha – obrigatória no ensino de base.

      Espero que tenha esclarecido suas dúvidas!!!

    1. Olá Thêmis! Em todos os países na região para os quais fui existem caixas eletrônicos como nos países ocidentais, e que funcionam normalmente, inclusive com a opção de usá-los em inglês.

  28. Boas dicas Gabriela. Obrigado !
    Vejo que realmente planejar um roteiro no leste europeu é bem mais complicado, pois não se pode confiar em contar com nenhum instrumento tecnológico por lá né. Quais os meios de acesso a tecnologia que você utilizava quando necessário?
    Existem alguns países que eu achava que era necessário visto e envolvido pelo post descobri que não é necessário, o que me alegrou bastante pois tenho vontade de conhecer essa região, enquanto ela ainda tem estas características.
    Abraços e boas viagens !

    1. Obrigado pelo elogio Romulo. É possível contar com instrumentos tecnológicos sim. Quando planejei minhas viagens, fiz quase tudo – reservas, descobrir pontos turísticos, compras de passagens, etc. – pela internet. Achei, inclusive, mais fácil de encontrar wifi gratuito “na rua” nesses países do que nos ocidentais. Foram poucas as coisas que não pude fazer pela Internet, ou que precisei de alguém para me ajudar a ler (pois não havia versão em inglês).

      Espero que a resposta tenha sido útil 🙂

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