O que fazer em Bogotá: roteiro de 4 dias e outras dicas

Uma das maiores metrópoles da América Latina, a capital colombiana oferece uma mistura ideal de história, gastronomia, música, arte e a alegria típica dos habitantes dali que torna muito fácil escolher o que fazer em Bogotá: tem atração pra todo mundo. Antiga porta de entrada para o continente desde a colonização, a cidade sempre foi um lugar de encontro de povos vindos de várias partes da América do Sul, no qual florescia a vida cultural.

Nos últimos anos, a Colômbia voltou a se estabelecer como um destino turístico popular e cada vez recebe mais brasileiros, que têm em Bogotá a principal porta de entrada para desbravar as maravilhas do país. Já não é preciso se preocupar mais com a violência mais que em qualquer outro destino latino-americano. Quem ainda tem aquela imagem da Colômbia nos anos 1990 pode se surpreender ao encontrar uma capital cheia de vida para dar.

Veja agora uma lista com o que fazer em Bogotá e uma sugestão de roteiro de quatro dias na cidade.

Leia também: 4 museus em Bogotá que valem a pena visitar

O que fazer em Bogotá: Chorro de Quevedo

A Praça Chorro de Quevedo é o marco de fundação da cidade

O que fazer em Bogotá: as principais atrações

  • Subir o Cerro Monserrate e ver a cidade lá de cima
  • Passear pelas ruas do bairro histórico da Candelária
  • Visitar o Museu do Ouro de Bogotá
  • Tomar um chocolate com queijo e pão em uma das padarias tradicionais da cidade
  • Curtir a vida noturna na Zona T
  • Aprender sobre a história da Colômbia no Museu Nacional
  • Bate-volta até a Catedral del Sal
  • Se divertir em uma partida de Tejo, o esporte nacional da Colômbia
  • Comprar artesanato nas feiras locais

Roteiro de 4 dias em Bogotá

Dia 1

Como nosso corpo precisa de um tempo para se acostumar com a altitude de Bogotá, tire a manhã do primeiro dia para fazer uma visita tranquila pelo Museu del Oro de Bogotá (Parque de Santander, carrera 5ª com calle 16), no centro da cidade, um dos mais interessantes da capital colombiana. Reserve algumas horas para estar ali dentro, já que a coleção que reúne artigos em ouros de diversas culturas que habitam a Colômbia há séculos é enorme. Entre as peças está a “Balsa de Muisca”, a representação de um ritual indígena que provavelmente deu início à lenda de El Dorado. O ingresso custa 4.000 COP (R$5), aos domingos é grátis.

Ali do lado do museu fica o bairro da Candelária, uma das vizinhanças mais legais da cidade. Foi lá que a cidade foi fundada e suas estreitas ruas de paralelepípedos e casinhas coloridas ainda preservam o ar histórico do período colonial. Hoje, o bairro concentra a maior parte da vida cultural da cidade e agrega mais de 500 instituições artísticas, além dos principais museus  e algumas universidades. Isso faz da Candelária, além de charmosa, um lugar descolado e vibrante, repleto de cafés, hostels e bares onde os estudantes bogotanos se reúnem. Encontre um lugar para almoçar por ali enquanto perambula pela região e descobre a os belos grafites que a tornam ainda mais coloridas. Não deixe de passar pela Iglesia de la Candelaria, uma das construções mais importantes do bairro, e a Plaza Chorro de Quevedo, o local onde nasceu Bogotá, hoje uma pracinha cheia de restaurantes e vida noturna.

O que fazer em Bogotá: Candelária

As casas coloniais do bairro Candelária são hoje tomadas pela arte de rua

O que fazer em Bogotá: Igreja da Candelária

O que fazer em Bogotá: Igreja da Candelária

Descendo a região da Candelária está a Plaza Bolívar, centro social e político de Bogotá, ao redor do qual estão alguns prédios importantes: o Palácio da Justiça, o Palácio Liévano, o Capitólio Nacional e a Catedral de Bogotá. É ali que os colombianos se reúnem para manifestações políticas. Se tiver tempo e interesse, outro museu importante nessa região é o Museu Botero (Calle 11, no 4-4, entrada gratuita), que reúne obras do famoso artista colombiano.

No fim da tarde, caminhe até a Cafeteria La Florida (Cra. 7 #21-46), uma das mais tradicionais da cidade, e termine o dia tomando chocolate com queijo e pão, um lanche da tarde típico dos bogotanos. Não se esqueça que o queijo vai dentro do chocolate.

Dia 2

Comece a manhã do segundo dia subindo o Cerro Montserrate, o mais alto de Bogotá e também um dos principais pontos turísticos da cidade. Localizado a 3.200 metros acima do nível do mar, o cerro é também um importante ponto de peregrinação católica, já que lá no alto se encontra a Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate. Há também um mirante, uma pequena feirinha de artesanato e um bonito parque. A entrada no cerro é gratuita, mas a funicular que leva até o topo custa 20.000 COP ida e volta, o que equivale a R$27.

O que fazer em Bogota: Cerro Monserrate

Dá para fazer o trajeto até o topo à pé, mas moradores de Bogotá me recomendaram pegar o funicular durante a semana, já que há chances de assalto pelo caminho. Nos fins de semana e feriados, quando as trilhas estão mais cheias, essa volta a ser uma opção. Mas não invente de fazer o trajeto à pé se você acabou de chegar à Colômbia: a altitude pode cobrar seu preço e tornar a subida um martírio. Por via das dúvidas, leve umas balinhas de coca no bolso e, se sentir necessidade há barraquinhas que vendem o chá da planta lá em cima. Eu não senti nenhum efeito colateral da altitude, mas subi de funicular.

Seja qual for a sua escolha, leve um casaco com você. Ainda que o dia esteja quente em Bogotá (o que não é tão comum), o clima muda muito o tempo inteiro e a altitude do Cerro faz com que o termômetro baixe alguns graus. A estação de metrô mais próxima da entrada do centro é a Universidades, mas também dá para pegar um táxi ou Uber. O melhor é fazer esse passeio em um dia claro, para aproveitar a vista.

Na volta, pegue um táxi ou caminhe até o Museu Nacional da Colômbia (Carrera 7, no 28-66, La Merced – 4.000 COP), o mais antigo do país, que conta com cerca de 20 mil objetos e 17 salas de exposição. As exposições vão tecendo a história do país desde os primeiros agrupamentos humanos, passando pelas grandes civilizações pré-colombianas, pela colonização, independência e república.

De noite, a pedida é ir jantar na Zona Gastronômica da cidade, que está ao redor do Museu Nacional, na calle 30, entre as carreras 5 e 7. Ali há diversos restaurantes que servem comidas típicas da Colômbia e da América do Sul. Se ainda sobrar energia, vá ver um pouco da vida noturna na Zona T ( na Calle 82, entre as Carreras 12 e 13), uma região dentro da Zona Rosa com trânsito fechado para pedestres que concentra os bares mais famosos da cidade.

Chocolate com queijo e pão em Bogotá

Chocolate com queijo e pão é um lanche da tarde típico de Bogotá. Foto: Shutterstock

Dia 3

Dia de fazer um bate-volta até o município Zipaquirá para ver a Catedral de Sal, uma igreja construída através de escavações em uma mina de sal que imita um templo construído no passado pelos trabalhadores que extraiam o mineral ali. Como esse tipo de escavação não obedecia a padrões de segurança, essa nova igreja foi construída obedecendo ao estilo empregado pelos mineiros e passou a ser considerada uma das principais atrações turísticas do país. Para chegar lá a alternativa mais simples é alugar um carro, mas também dá para chegar de ônibus público, pegando a linha Zipaquira (ou apenas Zipa) na plataforma de ônibus intermunicipais do Portal Norte (a linha B74 te deixa lá, saindo do centro). Peça ao motorista para te deixar na Catedral de Sal. Será preciso caminhar ainda 20 minutos até a bilheteria.

Catedral de Sal, Colômbia

Catedral de Sal. Foto: Shutterstock, por Fotos593

Para saber mais sobre como é essa visita, veja esse post do Ideias na Mala.

Dia 4

Se você estiver em Bogotá em um domingo, uma boa ideia é visitar a feira de Usaquén, que além de artesanato local oferece também diversas opções de comida típica da Colômbia, tudo isso entre as charmosas ruas de estilo colonial. Também no domingo, diversas outras feirinhas se espalham pelos diferentes bairros da cidade. Mas se você, como eu, não der sorte de estar na cidade durante o fim de semana, há mais o que fazer em Bogotá nesse dia: uma boa opção é sair de bicicleta e passear pelas ciclorutas espalhadas pela cidade. Para isso, você pode contratar um bike tour ou alugar sua bici e criar sua própria rota.

No fim da tarde, vá ao Club de Tejo de la 76 (carrera 24, no. 76-56) para se divertir um pouco com o explosivo esporte nacional da Colômbia.

Leia também: Tejo, o explosivo esporte nacional da Colômbia

Onde ficar em Bogotá

Gostou das nossas sugestões de o que fazer em Bogotá? Para aproveitar melhor sua estadia, é preciso também encontrar uma hospedagem bem localizada, já que a cidade é grande e, como várias outras metrópoles do continente, sofre com engarrafamentos e a ausência de um sistema de transporte público muito eficiente. A principal forma de deslocamento é o Transmilênio, um ônibus que circula por corredores livres, mas que ainda assim pode agarrar (e lotar bastante) em hora de pico.

Por sua localização central e charme, a Candelária é uma boa opção perto das principais atrações turísticas e que conta com hotéis e hostels para todos os bolsos e gostos. Quem preferir ficar próximo às baladas e restaurantes, pode procurar hotéis na região de Chapinero, em especial na sub-região da Zona Rona. Para saber mais sobre os melhores bairros, leia nosso guia de Onde ficar em Bogotá.

Encontre hotéis em Bogotá


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Natália Becattini

Já chamei de casa a Cidade do Cabo, Chandigarh, Buenos Aires e Barcelona, mas acabo sempre voltando pra minha querida BH. Gosto de literatura, cervejas, música e artigos de papelaria, mas minha grande paixão é contar histórias. Por isso, desde 2011 viajo o mundo e escrevo sobre o que vi. Também estou no blog sobre escrita criativa Oxford Comma e compartilho minhas impressões de mundo também no instagram @natybecattini e no twitter.

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