Quando ir a Fernando de Noronha?

Resposta simples e direta: quando você puder. Eu, por exemplo, não escolhi a data, só aproveitei uma boa promoção de passagens aéreas. Depois de anos sonhando com a viagem e meses de planejamento, enfim desembarquei em Fernando de Noronha. Minha vontade de visitar o destino mais cobiçado do Brasil era tanta que cheguei a ter medo de ficar desapontado. É que as minhas expectativas eram grandes. Gigantes.

Foram cinco dias na ilha. De volta ao continente, garanto que Noronha não apenas entrega tudo que promete, mas consegue até mesmo ir além do que era esperado pelo sortudo visitante. Aconteceu comigo, que agora passarei o resto da vida sonhando com uma nova oportunidade de voar para lá. Quem sabe um dia, Noronha. Quem sabe um dia.

Veja também: O que fazer em Fernando de Noronha

Onde ficar em Fernando de Noronha

Praias de Fernando de Noronha: o mapa do paraíso

Quando ir a Fernando de Noronha?

No entanto, uma coisa é importante para sair de Noronha plenamente satisfeito – insatisfeito eu diria que é impossível. Você pode ter expectativas infinitivas. Para que elas sejam alcançadas, capriche no planejamento e saiba qual a melhor época para visitar Fernando de Noronha dentro daquilo que você espera da viagem.Não tem época ruim para conhecer a ilha, que é visitável o ano inteiro e atualmente sequer tem algo que possa ser considerada uma baixa temporada turística (baixa de verdade). Por conta da campanha Mais Noronha, que reduz os preços na ilha em até 30% durante os meses que atraem menos turistas, até nesse período a ilha tem ficado movimentada.

Mesmo assim, aquilo que você vai encontrar por lá varia ao longo do ano. E você pode ficar frustrado caso viaje esperando algo, mas vá numa época em que a ilha está em outra onda. Ou com outra onda, para ser mais exato.

Rodrigo, um guia que vive há nove anos em Fernando de Noronha e que me acompanhou durante um dos passeio que fiz por lá, explicou isso melhor. “Já vi surfistas desembarcarem por aqui com a expectativa de conhecer o Havaí brasileiro, mas que vêm para cá em setembro. E encontram a ilha assim, praticamente sem ondas”.

Praia do Sancho, Fernando de Noronha
E o outro lado também é verdadeiro: quem não surfa pode ter uma surpresa nem tão boa assim caso resolva dar as caras em Noronha quando a ilha veste seu manto de Havaí verde e amarelo – com direito a mar muito agitado e ondas gigantescas.

A temporada do surf

A temporada do surf começa em novembro e vai até março. Se você não sabe surfar e gostaria de aprender em Noronha, vá ou no comecinho da temporada – em novembro – ou no fim. Em janeiro cai na água quem é bom no assunto.  O point nessa época é a Praia da Cacimba do Padre. Por outro lado, o mar agitado pode atrapalhar um pouco a experiência de quem não é surfista, já que alguns passeios podem não ocorrer nessa época. Por exemplo, os passeios de barco.

Dezembro e janeiro incluem também a temporada das festas. O Réveillon em Noronha é concorridíssimo (e igualmente caro). Segundo alguns moradores com quem conversei, na virada do ano Noronha se transforma na Ibiza brasileira. O carnaval, segundo vários noronhenses, também tem se tornado mais agitado, com alguns eventos espalhados pela ilha.

surfar em Noronha

A temporada das chuvas

As chuvas começam em março e vão até julho. Essa é a chamada baixa temporada na ilha. Os hotéis ficam mais baratos, as promoções de passagens são mais frequentes e até o custo no dia a dia de Noronha pode cair. Se tiver a oportunidade de ir nesse período, pode valer a pena, apenas tenha em mente que chuvas ocasionais podem atrapalhar sua praia e que a visibilidade da água para mergulho será menor.

A temporada do snorkeling

Noronha é linda na superfície, é verdade, mas o maior atrativo da ilha está a um mergulho de distância. Observar tartarugas, arraias, golfinhos, tubarões e diversos tipos de vida marinha é uma das melhores coisas que você pode fazer por lá. Para isso, você pode mergulhar de cilindro – experiência que eu tive pela primeira vez em Noronha e recomendo com todas as forças – ou pode partir para o mergulho livre, com o bom e velho snorkeling.

Quando ir a Fernando de Noronha

Se você faz parte desse público, o período ideal para você começa em agosto e termina em outubro. E a perfeição mesmo ocorre em setembro, quando o Mar de Dentro  – a parte da ilha que é voltada para o continente – vira um piscinão de água transparente e no melhor tom verde-noronha. Nessa época a visibilidade dentro d’água pode chegar a impressionantes 60 metros.

Mas isso não quer dizer que será impossível surfar ou que o mar estará sempre calmo em setembro, já que as marés também variam de acordo com a fase da lua.

Mergulho em Fernando de Noronha

E a temporada dos cruzeiros em Noronha?

Essa não existe mais. Segundo moradores de Noronha, esse tipo de turismo não só era o que causava mais impacto negativo na ilha, mas também o que deixava menos dinheiro, já que os viajantes comiam e bebiam nos navios e não pagavam a taxa de permanência, cobrada só de quem dorme em Noronha. Por isso, nada de cruzeiros no arquipélago.

Independente da época que você resolver passar por Noronha, tente ficar pelo menos cinco dias. Se puder ficar mais, melhor. Eu gostaria de ter ficado pelo menos uma semana completa por lá. Assim, além de fazer tudo que a ilha oferece, você ainda terá tempo para relaxar e curtir a viagem.

snorkeling em fernando de noronha


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Rafael

Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014 voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura. Siga minhas viagens também no instagram, no perfil @rafael7camara no Instagram

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10 comentários sobre o texto “Quando ir a Fernando de Noronha?

  1. Meu soho desde menina é conhecer Noronha, e provavelmente terei a possibilidade de ir em Março de 2017. Mas quero fazer o mergulho de batismo, e todos os forums que li dizem que não é a época apropriada… alguem já fez o mergulho de batismo ness época? compensa? Por favor, se alguem possa me dar um dica, agradeço muito…

  2. Em final de maio de 2014, fui conhecer Fernando de Noronha. Era um sonho antigo, mantido com restrições, pelas informações de que era uma viagem cara e que na ilha tudo era super caro. Infelizmente, não era mentira, mas uma viagem desejada a nível de sonho, nem sempre é tão cara quanto o prazer de realização. Há taxas para entrar na ilha e taxa para visitar as praias. Os maiores de 65 anos não pagam essas taxas. Adorei o passeio. A chance de viajar num avião turbo hélice, por sobre o oceano, sem ver terra e a baixa altitude, observando as águas encrespadas e rindo das instruções da aeromoça, quando diz que, em caso de cair na água, para segurar o assento do banco que serve de boia, quando se, se pensar que em caso de cair o avião no mar, poucas pessoas se lembrariam desse detalhe. A ilha em si, é bastante pitoresca. Que tudo é caro,é. Porem, pode se comer a “marmitex” a um preço módico e de boa qualidade em qualquer ponto da ilha, que é entregue por um motoqueiro. O que lamentei, são dois itens, um é a poluição tomando conta de algumas praias. Por exemplo da praia conhecida como “Suleste”, onde se praticam mergulhos acompanhados por pessoas experientes. Nessa praia desemboca um riacho raso, de águas aparentemente limpas, que exala um fedor forte de esgoto, possivelmente de coleta de dejetos de algumas partes da ilha. Encontrei até algumas fezes boiando. A outra é, a pesar das regras de habitabilidade na ilha, a população fixa crescente e com planos de construção de habitações populares. Assim, a ilha em breve, estará completamente habitada e perderá sua qualidade de preservação. Acho que as autoridades do estado de PB e a própria administração da ilha, deveriam elaborar um projeto em torno de, incentivar os nativos a adquirirem moradias no continente e mandar seus filhos estudar, cursar faculdade, por exemplo em Recife, para não voltarem á ilha como moradores fixos, já que não há empregos, e nem espaço para acolher tanta gente. Limitar a população, sem ter que construir mais casas, alem das que já existem. Certas ruas da ilha, no tempo de chuvas, se tornam verdadeiros lamaçais intransitáveis e que poderiam ser urbanizadas, com pedras nativas para não descaraterizar o local. Na alimentação, as comidas que incluem peixe e frutos do mar, tem preços absurdos, já que a ilha é rodeada de mar por todos os lados e se supõe, a pesca é parte natural dos nativos da região e portanto, não justificaria preços tão altos. As diárias nas pousadas também são caras. Um inconveniente para que chega en Natal ou Recife, é a combinação de voo para FN no mesmo dia. Há que pernoitar em uma dessas cidades para seguir no dia seguinte para a ilha. O Aeroporto, por exemplo, de Natal, RN, é longe da cidade e a corrida é cara. O que mais me agradou, foi o passeio de barco em volta da ilha, as paisagens, praias exóticas de águas transparentes, parecendo ter saído do filme “Lagoa Azul”…a Baia do Sancho, baia dos Porcos e a mata nativa, ainda conservada. Os guias, que são muitos, são atenciosos com os turistas e algumas historias, como o do “Buraco da Raquel”, nos levam a época área da ilha como prisão. Três a quatro noites, são suficientes para se deleitar e sonhar na ilha. Vale a pena, a pesar dos custos, de visitar aquele pedacinho de chão no meio do Oceano Atlântico. Uma vez na vida não faz mal.

    1. Concordo com você, Hernan. Uma baita viagem.

      Não vi essa poluição que você falou. Na realidade, fiquei feliz de ver que a população se preocupa em recolher todo e qualquer lixo que encontra pela frente. Mas tomara que isso que você falou seja resolvido. Uma pena.

      Abraço.

  3. Fui em Dezembro de 2014, e esse ano, as únicas promoções que corri atrás foi para Noronha, sem explicação para esse lugar magnífico. Consegui uma promoção de R$ 1.100,00 (com as taxas) de Curitiba até Noronha, quando vi não hesitei e comprei.
    No terceiro dia entrou um SWELL, e não podemos mais ir no Sancho e não podemos fazer a flutuação na Atalaia por questão de segurança, mas mesmo assim a viagem foi incrível.
    Era muito engraçado pois quando as pessoas me perguntavam como foi, como é Noronha, não tinha palavras para descrever o que eu vi e o que senti lá, uma paz incrível, uma forma de viver simples, o contato com o povo super acolhedor, a segurança.
    Saudade inclusive das Mabúias, hehehe.

  4. Rafael,
    Noronha é aquele sonho quase impossível para mim. Toda vez que vou ao Brasil dou uma olhada nos preços dos voos mas nunca vi uma promoção sequer. Como meu tempo aí é limitadíssimo dificulta um pouco. Mas um dia irei! E quero ver as dicas de vocês pra lá, pois sei que voces viajam num esquema economico parecido com o meu.

    1. As promoções são raras, Liliana. E ainda mais num caso igual ao seu, que procura dentro dum espaço de tempo curto. Mas um dia vai dar certo. 🙂

      Em breve os posts começam a aparecer com mais frequência aqui.

      Abraço.

  5. Isso aí Rafael, nunca mais consegui pensar em viajar sem colocar Noronha no meu Top Five… rs
    Quando fui em Julho teve algumas chuvas sim, mas sempre a noite. Mas sabemos que isso pode variar…
    O bom também é lembrar que na temporada de chuvas a ilha vai estar com a vegetação verdinha, já na outra, fica mais seca… e igualmente bela.

    1. Boas dicas, Julio. Eu já estou doido pra voltar. E topo em qualquer época – é só aparecer a promoção e eu me recuperar financeiramente dessa viagem. haha

      Abraço.

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