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Atlas: Marrakesh, Marrocos

5 roteiros no Marrocos e guia de viagem completo

Neste texto compartilho com vocês um guia de viagem para Marrocos, bem completo! Descubra um pouco sobre a história do país, quais cidades visitar, quando ir, quanto custa a viagem, se vale a pena ou não contratar uma excursão, como chegar lá e como utilizar os meios de transporte.

Descubra o que fazer no Marrocos com 5 ideias de roteiro de viagem – e várias outras dicas sobre comida, segurança e compras.

Turismo no Marrocos? Então leia também:
Os principais pratos da comida marroquina

deserto do saara erg chebbi

Uma breve história do Marrocos

Entender as paisagens, contrastes, cores e riqueza de detalhes que você vai encontrar no Marrocos passa também por compreender um pouco da história desse país, que é uma mistura de três grandes grupos culturais: berberes (dos povos originais), árabes (os conquistadores que trouxeram o Islã) e andaluz ou mourisco (as influências da Península Ibérica).

Berberes

Os povos berberes são os habitantes originais dessa região no norte da África, desde mil anos a.C.. Eles se dividiram em diversas tribos poderosas espalhadas pelo território, construíram suas fortalezas e cidades fortificadas (kasbah e ksur) no deserto e nas montanhas. Até hoje, a questão tribal é importante para a cultura marroquina, inclusive, a língua berbere é um dos idiomas oficiais do país.

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Área dedicada às concubinas do Grão Vizir no Palácio Bahia, em Marrakech.
24 concubinas representavam cada uma das tribos da região.

Árabes

Por volta do século 7, chegaram os povos árabes, que entraram em conflito direto com os berberes. No entanto, a religião islâmica e o idioma árabe se espalharam por todo território. A população de origem berbere e religião muçulmana passou a ser conhecida como “moura”. Eventualmente, uma união entre as tribos berberes e os árabes levou ao surgimento do Marrocos como um país, por volta de 750 d.C..

Depois, foi uma sequência de dinastias (às vezes berberes, às vezes árabes) que tomaram o poder desse território que era chamado de Império por conta do conjunto de reinos (graças aos poderes tribais). Existiram, ao longo de vários séculos, quatro capitais, chamadas cidades imperiais: Fez, Marrakech, Meknes e Rabat (que hoje é a capital do país).

Conquista da Península Ibérica

O século 8, além da fundação do estado marroquino, também foi o período em que os mouros e árabes invadiram a Península Ibérica e estabeleceram novos domínios – eles foram responsáveis pela construção dos belos palácios na Andaluzia. E lá permaneceram até 1492, quando o último território sob seu domínio, Granada, foi reconquistado. Boa parte dos muçulmanos e até alguns cristãos simpatizantes (moçarabes) que lá estavam e não se converteram ao catolicismo (os chamados mouriscos) acabaram retornando para o Marrocos no período final da chamada Reconquista Cristã.

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O palácio Bahia é um excelente exemplo da mistura de tradições berbere, árabe e andaluz

Em 1660, a dinastia Alauita, de origem árabe, tomou o poder no Marrocos. Eles conseguiram reunificar praticamente todo o território do Marrocos, vencendo as pressões de invasões cristãs de Portugal e Espanha e também as investidas otomanas: o Marrocos foi o único país do mundo árabe que não foi dominado pelos turcos.

Do século 20 aos dias de hoje

No início do século 20, as pressões colonialistas europeias chegaram também ao Marrocos. O país foi dividido entre protetorados franceses e espanhóis. Não é à toa que o idioma francês é falado até hoje em todo o território. Eles também investiram em modernizar algumas cidades e na construção de uma malha ferroviária e rodoviária.

Somente em 1956 é que os marroquinos conseguiram restaurar sua independência, mas não completamente, se considerarmos que há duas cidades espanholas até hoje em seu território: Ceuta e Melilla.

Tornou-se também uma monarquia constitucional: o sultão Sidi Mohammed passou a ser Rei Mohammed V. Hoje, seu neto ocupa o trono. O governante real tem funções executivas e um parlamento eleito exerce o poder legislativo.

A primavera árabe, no início dos anos 2000, trouxe reformas importantes ao Marrocos, principalmente quanto a direitos das mulheres e avanços sociais para aumentar a escolaridade da população.

Marrocos: quando ir? Qual a melhor época?

O Marrocos é um país com uma grande diversidade climática: tem clima mediterrânico, desértico e de montanha. Isso significa que, quando for arrumar sua mala, você deve pesquisar entre as diferentes regiões que pretende ir.

As melhores épocas para viajar para o Marrocos são a primavera (de março ao início de junho) e o outono (de meados de setembro ao início de dezembro). Assim, são maiores as chances de pegar temperaturas mais amenas, com a possibilidade de noites mais fresquinhas.

kasbah no marrocos

Marrocos no início de Novembro. Kasbah Talouet

No inverno, de dezembro a fevereiro, você pode se deparar com os poucos dias que chovem no país. No alto das montanhas, encontrará neve; no deserto, bastante frio à noite.

E no verão, de junho a agosto, o calor é muito forte, principalmente nas cidades que estão mais perto do deserto. Mesmo em Marrakech, que tem clima mais ameno, no verão a temperatura média é de 38 graus.

Ramadã no Marrocos

A celebração do Ramadã acontece no nono mês no calendário islâmico: os muçulmanos fazem jejum durante todo dia e só comem ao pôr do sol. O Ramadã, tal como diversos feriados católicos, varia de data.

 

Logo, se você for viajar nesse período, tem que estar pronto para adaptar um pouco a sua viagem aos costumes locais. As restrições de alimentação não se aplicam a turistas. No entanto, é preciso ter a noção de que os horários de funcionamento de restaurantes e atrações serão afetados, assim como o humor das pessoas depois de horas sem comer. No blog Viajante Solo, a Denise conta como foi sua experiência no Marrocos durante o Ramadã.

Quanto custa uma viagem para o Marrocos

Moeda do Marrocos e câmbio

A moeda do Marrocos é o Dirham (DH). Em relação ao real, 2,25dh = R$1,00 (fevereiro de 2020)

O euro também é aceito em muitos lugares. No entanto, não indico pagar em euros porque a cotação será desvantajosa. Se você troca euros em casas de câmbio, a cotação fica em 1 euro = 11 dh. E nas ruas, restaurantes e hotéis, 1 euro = 10 dirham.

Vale a pena deixar para trocar o dinheiro lá, uma parte ainda no aeroporto e o resto numa boa casa de câmbio na primeira cidade que você visitar.

Gastos com a viagem

Fiz uma excursão de 7 dias com a agência portuguesa Marrocos.com, que custou €430. O valor incluía todas as hospedagens, transporte, guias e algumas refeições. Eu acabei gastando mais €100 euros com alimentação, entrada nas atrações, e os passeios e hospedagem nos dois dias extras que fiquei em Marrakech. Também gastei cerca de €50 com compras.

Importante dizer que as refeições que fazíamos pelo caminho, no deserto e na estrada nas montanhas, eram em restaurantes com preços fechados para turistas, de qualidade meio duvidosa.  Em geral, os pratos saiam por entre 10 a 15 euros, o que é bem mais caro do que os preços que encontrávamos por conta própria em bons restaurantes em Marrakech, onde a conta raramente passava de 100 dh.

vendedor medina marrakech viagem marrocos

Vendedor no Souk de Marrakech

Ou seja, meus custos ficaram em torno de 650 dirhams / 65 euros / 290 reais, por dia. Um preço justo para uma viagem bastante confortável, com bons hotéis e transfer com motorista e guia para todos os lugares. Lembrando que a esse valor é preciso somar a passagem (que custou 72 euros, ida e volta, saindo do Porto, Portugal) e o Seguro Viagem (que você pode comprar com desconto de até 25% com nosso parceiro).

Seguro Viagem: África
Affinity 60 Mundo (exceto EUA) Affinity 60 Mundo (exceto EUA) Assistência médica USD 60.000 Bagagem extraviada USD 1.200 (COMPLEMENTAR) R$ 29/dia*
AC 50 *COM FRANQUIA (Exceto EUA) + TELEMEDICINA AC 50 *COM FRANQUIA (Exceto EUA) + TELEMEDICINA Assistência médica USD 50.000 Bagagem extraviada USD 600 (COMPLEMENTAR) R$ 11/dia*

Mochileiros no Marrocos

Não tenho dúvidas de que uma viagem econômica independente sairia bem mais em conta, tendo em vista que os gastos com hospedagem, comida e passeios seriam reduzidos.

Pela minha experiência num hostel e comparações que fiz na internet, acredito que é possível para mochileiros pensarem uma viagem pelo Marrocos gastando cerca de 40 euros / 400 dirhams / 180 reais por dia.

Excursão no Marrocos: vale a pena?

Essa foi uma das perguntas que recebi nos stories (já segue a gente? @360meridianos), na época da viagem. Eu fui ao Marrocos com uma excursão, um grupo pequeno de 15 pessoas. Decidi fazer isso porque não me senti segura o suficiente para viajar pelo país sozinha pela primeira vez. Seguem abaixo minhas impressões sobre as vantagens e as desvantagens de viajar com uma excursão no Marrocos.

Já fiz um texto bastante completo com dicas de segurança no Marrocos, onde alerto sobre possíveis golpes, explico como é o país para mulheres viajantes e dou outras dicas importantes para quem está organizando a viagem.

Vantagens de uma excursão para o Marrocos

  • Você estará menos sujeito a golpes, vendedores insistentes, assédio masculino e perrengues em geral
  • O roteiro está pronto e não dá trabalho de pesquisar
  • Chance de conhecer pessoas legais no seu grupo de viagem
  • Facilidade de locomoção: é mais fácil do que ir por conta própria ou alugar um carro
  • Possibilidade de ‘perder o medo’ de viajar por um país tão diferente
  • Ser acompanhado de um guia local o tempo todo e assim descobrir as perspectivas locais, o que você não teria se estivesse por conta própria
  • Se for mulher, possibilita se sentir mais segura para explorar o país pela primeira vez

rota dos 1000 kasbah viagem ao marrocos roteiro

Vista do Kasbah Ait Benhaddou

Desvantagens

  • Numa excursão, você vai ficar muito tempo preso numa van/ônibus
  • Nem sempre você terá o tempo que queria para ver as coisas: a viagem costuma ser bem mais corrida
  • Não ter escolha de quais restaurantes ou atrações ir
  • É um pouco mais caro do que uma viagem independente econômica
  • Numa viagem independente, você ainda pode escolher contratar guias para lugares específicos

Como ir para o Marrocos?

Voos do Brasil

Brasileiros (e portugueses) não precisam de visto para entrar no Marrocos.

Saindo do Brasil, a Royal Air Maroc faz voos diretos para Marrakech e Casablanca. Outra opção é pegar um voo de uma das companhias aéreas europeias, como TAP, Iberia ou KLM, por exemplo. Nesse caso a viagem incluirá uma escala em uma das capitais da Europa. A viagem pode custar entre 2 a 3 mil reais, dependendo da época.

Voos da Europa

Para quem já está na Europa, além das empresas aéreas tradicionais, várias lowcosts, como Ryanair, Easyjet, Transavia e Vueling, voam para o Marrocos.

Os aeroportos que recebem voos internacionais são os de Casablanca, Marrakech, Fez, Tanger, Rabat e Agadir. Além disso, alguns aeroportos menores têm voos vindos da França e da Espanha. São eles: Ouazazarte, Essaouira e Tetuan.

Meu voo, ida e volta pela Ryanair, custou 72 euros, partindo de Porto, Portugal. A Fernanda Pádua, que também escreve aqui no 360meridianos, foi de Dublin a Marrakech por 83 euros.

Ferry da Espanha para Marrocos

Também é possível ir para o Marrocos de barco, fazendo a travessia pelo Estreito de Gibraltar. Existem cinco portos de ferries na Espanha (Tarifa, Algeciras, Gibraltar, Barcelona e Málaga) e quatro no lado marroquino (Tanger, Tanger Med, Ceuta e Melilla).

A melhor rota é de Tarifa a Tanger, porque são mais viagens por dia e você já chega direto onde quer visitar. No entanto, a viagem até Tanger Med é mais barata. Os dois trajetos duram cerca de 1h. O primeiro custa a partir de €35 e o segundo a partir de €25. Também dá para ir com carro: nesse caso, a passagem sobe para cerca de 200 euros.

Para pesquisar, as principais empresas que operam as ferries são: FRS, Balearia, Transmediterranea, Intershipping, AML.

Transporte pelo Marrocos: como se locomover

Alugar um carro no Marrocos

Se você optar por alugar um carro, saiba que muitos turistas fazem o mesmo. A notícia boa é que as estradas no Marrocos me surpreenderam: sem buracos e com o trânsito menos doido do que no Egito. Entretanto, estou falando da perspectiva de quem observou, e não de quem dirigiu.

estrada no marrocos rota dos 1000 kasbah

Motorhome na rota dos 1000 Kasbah

Minhas dicas seriam evitar pegar carro nas áreas urbanas das grandes cidades: prefira trajetos para destinos mais remotos, como no roteiro que expliquei ali em cima. E muito cuidado com a velocidade, já que há muitos postos de parada policial pelos caminhos.

As principais empresas de aluguel de carro têm escritórios no Marrocos e você pode pesquisar na RentCars quais são as melhores opções. E não só obter desconto no aluguel, como pagar em reais, sem IOF.

Trem no Marrocos

O trem é uma excelente opção para turistas que circulam entre as grandes cidades, como Marrakech, Casablanca, Tanger ou Rabat.

As ferrovias são boas e com várias opções de trens, todos os dias. Os preços também são justos. Por exemplo, o trem noturno de Marrakech para Tanger tem tarifas de MAD200 na segunda classe e MAD 300 na primeira classe.

O site para pesquisar e comprar passagens é o ONCF.

Ônibus

Há algumas empresas privadas de ônibus que fazem diversos trajetos para regiões mais remotas do país, como as citadas neste texto.

Duas principais são a CTM e a Supratours. Os transportes são confortáveis, com ar condicionado. Uma viagem de Marrakech para Ouarzazate custa 95 MAD (€9,50). No entanto, eles cobram uma tarifa extra para levar sua bagagem.

Além dessas empresas, há os ônibus locais, que são mais velhos e meio capengas, e param em qualquer lugar em que alguém der sinal. Com isso as viagens acabam sendo mais lentas. Mas são uma opção bastante barata e válida para mochileiros com experiência. Para comprar as passagens, basta chegar na rodoviária e pedir os bilhetes para seu destino.

Táxis compartilhados

Há sempre a opção de pegar um serviço de táxis compartilhados que operam entre cidades. Chamados grand táxis, eles têm uma tarifa fixada que é dividida entre os passageiros. No entanto, considere que eles colocam 6 pessoas no carro, não 4. (duas na frente, quatro atrás). Se você quiser mais espaço, tem que pagar uma quantia adicional pelos lugares vazios.

Transfer com motorista privado

É possível contratar transfers privados para fazer os trajetos pelo interior do país. O custo de um bom carro com motorista varia um pouco dependendo de onde você contratar e da sua capacidade de barganha. Nesse caso, acho mais recomendável reservar pela internet, onde você pode ler reviews sobre o motorista ou a empresa.

Sai mais barato se você contratar uma excursão para um passeio específico, estilo bate-volta.

Cidades do Marrocos: onde visitar?

Ao planejar uma viagem pelo Marrocos, é preciso ter em mente a divisão geográfica do país. As distâncias entre uma cidade e outra são grandes. Se você não planejar direitinho, vai passar mais horas dentro de um carro, ônibus ou trem do que visitando de fato o país.

Mas quais cidades do Marrocos visitar então? Segue uma listinha dos principais destinos turísticos no Marrocos, divididos por região:

  • Marrocos Mediterrâneo: Tanger, Ceuta, Chefchaouen, Tetouan, Azilah
  • Costa do Atlântico Norte e Médio Atlas: Casablanca, Rabat, Fez, Meknes, El Jadida-Marzagão, Azilal
  • Alto Atlas e Saara: Marrakech, Ait-Benhaddou, Ouarzazate, Tinghir, Merzouga, Erg Chebbi e Erg Chigaga
  • Costa do Atlântico Sul: Essauria, Agadir, Imouzzer

O que fazer no Marrocos: 5 ideias de roteiro

10 dias em Marrakech e o Deserto do Saara

Com agências de turismo, é possível fazer essa viagem de excursões com 4 a 7 dias. Contamos detalhadamente sobre essa experiência nesse texto sobre o Deserto no Marrocos.

O primeiro dia é apenas para chegada em Marrakech – passe uma noite na cidade (sugestões de hospedagem: Riad Dal El Masa para viajantes em busca de conforto ou Bed Square Hostel para viajantes econômicos).

Na manhã seguinte, siga para Ouarzazate, onde ficará duas noites. Em Ouarzazate, gaste a noite no Riad Dar Rita ou dê uma olhada em outras opções da cidade.

Quem estiver de carro pode fazer paradas para a vista do Passo Tizi n’Tichka, em meio as Montanhas do Atlas, os Kasbah Talouet e Ait Benhaddou (foto abaixo), que é patrimônio da Humanidade – ambos ficam no Vale do Rio Ounilla. 

ait benhaddou viagem ao marrocos roteiro

Com essas paradas, você provavelmente chegará à cidade no final da tarde.

Quem estiver de ônibus primeiro precisa chegar em Ouarzazate, para de lá fazer o passeio até o Kasbah Ait Benhaddou usando um serviço de táxis compartilhados, na rodoviária. Com o grand taxi cheio, a viagem fica em cerca de 30 dh por pessoa. Melhor deixar para fazer na manhã seguinte. Tenha paciência de esperar outros grupos, para não pagar mais caro. 

Na manhã do terceiro dia, siga para Merzouga. Há três formas de chegar lá: de carro, contratando um passeio de agência diretamente em Ouarzazate; ou chegando até Merzouga e seguindo de táxi ou transfer até o camping.

Se for de carro, vale parar no ponto panorâmico em Agdz para ver o Vale do Rio Dra.

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Merzouga é a cidade no deserto do Saara que fica mais próxima das dunas de Erg Chebbi. , você terá a chance de ver o pôr do sol do deserto, dormir num camping (de luxo, se preferir) em meio as areias do Saara, além de ver o sol nascer.

acampamento de luxo no deserto do saara marrocos

Nascer do sol nas dunas no camping de luxo em Erg Chebbi

As tendas em que fiquei eram chamadas Merzouga Luxury Bivouac (como eles entraram recentemente no Booking, há poucos reviews, mas todos muito positivos!).

No dia seguinte, é hora de voltar para Marrakech. Você pode seguir direto a partir de Merzouga (são mais de 10 horas de estrada), ou fazer a conexão por Ouarzazate, para ficar menos cansativo. No caminho de volta, para quem estiver de carro, vale a pena parar em Tinghir e ver as Gargantas do Todra

gargantas do todra viagem marrocos roteiro

Por fim, fique três dias em Marrakech. Não deixe de ler o nosso guia completo sobre o que fazer na cidade e também nossas dicas espertas de onde ficar hospedado lá.

8 dias nas Cidades Imperiais + Casablanca

É um roteiro pelas quatro cidades imperiais do Marrocos, mais Casablanca, a maior do país. É possível fazer ele quase inteiramente de trem, o que torna a viagem bastante confortável para quem não quer dirigir.

Comece por Marrakech, explorando por três dias a cidade. De lá, siga de trem para Casablanca, onde recomendo que fique pelo menos um dia e uma noite, para conhecer a famosa mesquita de Hassan II, que tem o minarete mais alto do mundo.

mesquita Hassan em Casablanca

Mesquita em Casablanca. Crédito: Shutterstock

Depois, vá de trem para Rabat, a capital do Marrocos. Fique lá por um dia e uma noite para ver a cidade que é Patrimônio da Humanidade, com as ruínas da mesquita de Ya’qub al-Mansur e o belo mausoléu de Mohammed V.

Depois, pegue o trem para Fez, também patrimônio da UNESCO, famosa pela sua Medina e os cortumes de tingimento (que são considerados pegadinha para turista).

curtume de couro em fez

Fez. Crédito: Shutterstock

Fique lá por três dias. Um será reservado para um bate-volta a Meknes e as ruínas romanas de Volubilis. O trajeto pode ser feito de trem, táxi compartilhado ou num tour com uma agência local:

8 dias no Norte do Marrocos

Esse é um roteiro legal para quem quer ir para o Marrocos de ferry a partir da Espanha. Você chegará por Tanger, a porta de entrada ao país, a partir do estreito de Gibraltar. Fique dois dias inteiros nessa cidade histórica.

De lá, vá de ônibus ou grand táxi até Tetuan, onde sugiro que você fique três dias, dedicando um deles a um bate-volta a Azilah. Tetuan é uma linda cidade na costa, com casinhas brancas e com centro histórico considerado patrimônio da humanidade, com influências portuguesas e espanholas na arquitetura. Azilah é uma vila praiana nos arredores.

Por fim, adentre o continente em direção a Chefchaouen, conhecida no mundo inteiro pelo clima tranquilo e as cores azuis de seus prédios. Acredito que três dias é o tempo necessário para aproveitar a cidade sem correrias.

Chefchaouen-Por Vixit

Ruas azuis de Chefchauen. Crédito: Shutterstock

Roteiro de 20 dias no Marrocos

Siga os passos dos roteiros do Deserto, seguido das Cidades Imperiais.

Depois de passar os dias em Fez, embarque para Chefchaouen e siga o roteiro pelo Norte do Marrocos na ordem inversa, terminando a viagem em Ceuta ou Tanger. Aí você pode decidir seguir de ferry para Espanha, pegar um voo para seu próximo destino, ou voltar de trem para Marrakech ou Casablanca para vir de volta ao Brasil.

30 dias no Marrocos

Com 30 dias, você pode acrescentar passeios pelas cidades da Costa do Atlântico Sul. Pode também aproveitar para conhecer as vistas e aldeias das Montanhas do Médio Atlas, como Azilal.

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Estrada em meio as montanhas Atlas

Roteiro Marrocos e Egito

Uma ideia de viagem bem interessante é combinar o Marrocos com o Egito. Vale a pena, para quem sai do Brasil e tem mais tempo, pensar uma viagem de 15 a 30 dias pelos dois países.

Dá uma olhada nas dicas que temos sobre o Egito, para ajudar a montar seu roteiro no Norte da África:

– Turismo no Egito: todas as dicas para viajar pelo país
– Onde ficar no Cairo: dicas de hotéis e melhores bairros
– Como visitar as Pirâmides do Egito e todo o complexo da Necrópole de Gizé
– As maravilhas de Aswan e o Templo de Philae, no Egito
– Alexandria, Egito: a história da Biblioteca e da cidade de Alexandre, o Grande

Compras no Marrocos: suvenires e artesanato

O Marrocos é um excelente país para fazer compras, desde que você tenha jogo de cintura para lidar com o assédio dos vendedores nos mercados das cidades e seja bom em barganhar. A verdade é que raramente algum produto tem o preço fixo. Abaixo, uma lista dos produtos típicos do artesanato marroquino, que você pode considerar levar na mala.

  • Tapetes: feitos à mão, de lã ou fibra de plantas. Melhor comprar em cooperativas nas cidades menores. Não é barato: um verdadeiro, pequeno, dificilmente custará menos de 500 dh.
  • Cerâmicas: pratos, tagines, copos de cerâmica, pintados à mão. Muito comuns nos mercados.
  • Peças de couro e palha: bolsas, mochilas e babuchas, sapatinhos típicos. Cuidado com falsificações, melhor focar nos souks de couro. Preços não são baixos, mas são bem mais baratos do que numa boutique chique no Brasil ou Europa.

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Souk de Marrakech

  • Lamparinas: feitas de ferro ou alumínio e com vidro colorido, são uma bela peça de decoração.
  • Echarpes: feitas de tecidos especiais (pashmina, cashmira, etc) e tingidas com tintas naturais. Se for muito barato, há o risco de ser produto da China.
  • Óleo de Argan: tente comprar de cooperativas – é um pouco mais caro, mas tem mais garantia de não ser falsificado. Fique de olho na cor, que deve ser amarela, no cheiro de castanha e na textura, que não é pegajosa e é facilmente absorvida pela pele. Paguei 150 dirhams em 50 ml.
  • Óleos cosméticos e perfumes: almíscar, âmbar, óleo de rosas ou flor de laranjeira são alguns dos cosméticos e perfumes encontrados. É preciso tomar cuidado com falsificações, busque em ervanários ou cooperativas de confiança
  • Especiarias e temperos: misturas de temperos marroquinos ou separados como paprica, açafrão, cominhos, cúrcuma, etc. Busque o souk das especiarias ou tente ir fora da área turística, para pagar mais barato.


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Luiza Antunes

Sou jornalista, tenho 30 anos e moro no Porto, Portugal, quando não estou viajando. Eu já larguei meu emprego três vezes para viajar e finalmente encontrei uma profissão que me permite "morar no aeroporto". Já tive casa em quatro países diferentes, dei a volta ao mundo e cumpri minha meta de visitar 30 países antes dos 30. Mas o mundo é muito maior e, se puder, quero conhecer cada canto dele e inspirar vocês a fazer o mesmo. Siga @afluiza no Instagram

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2 comentários sobre o texto “5 roteiros no Marrocos e guia de viagem completo

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