Nesse post, te contamos exatamente o que fazer em Veneza. Descubra como se locomover, quais locais visitar (no mapa!) e como organizar o seu roteiro, com dicas de 1 a 3 dias ou até mais!
A verdade é que Veneza é uma das cidades mais fotografadas do mundo, e também uma das mais mal aproveitadas. A maioria dos turistas passa algumas horas entre a Praça São Marcos e a Ponte Rialto e vai embora sem entender o que torna a cidade tão especial. É porque ao mesmo tempo que essa é uma das cidades mais românticas do mundo, também é lotada de turistas e complicada para se locomover.
Com 118 ilhas, 177 canais e mais de 400 pontes, a cidade funciona como um labirinto intencional: quanto mais você se perder, mais vai gostar. O ideal é ficar pelo menos 3 dias em Veneza. Com 1 ou 2 dias dá para ver o essencial, mas é pouco para sentir o ritmo da cidade, explorar os bairros mais tranquilos e fazer o passeio pelas ilhas de Murano e Burano. Se a ideia é fazer um roteiro mais tranquilo com 4 dias, melhor ainda.
Planeje sua viagem:
Onde ficar em Veneza: qual a melhor região para se hospedar
Veneza barata: é possível e nós contamos exatamente como!


Roteiro Veneza: Visão Geral
| Roteiro | Dica de viagem |
|---|---|
| Dia 1: Ponte Rialto • Passeio de Gôndola • Praça São Marcos • Palazzo Ducale • Castello | 👉 Tour guiado pela Basílica e Palazzo Ducale sem fila 👉 Reserve o passeio de gôndola com antecedência |
| Dia 2: Dorsoduro • Galleria dell’Accademia • Peggy Guggenheim • Santa Maria della Salute • Cannaregio | 👉 Tour Guiado em Português por Veneza |
| Dia 3: Ilhas de Murano • Burano • Torcello | 👉 Excursão guiada por Murano e Burano + Fábrica de Vidro |
| Tem Mais Dias? Faça um bate-volta na região do Vêneto ou visite outras ilhas de Veneza. | 👉 Excursão a Verona e Sirmione 👉 Excursão às Dolomitas |
Quantos dias ficar em Veneza?
O ideal é que você fique pelo menos 3 dias em Veneza. Assim, consegue aproveitar bem os diversos bairros, caminhar pelas ruas e canais labirínticos e fugir um pouco dos turistas, visitar um museu ou mais e ainda ir as ilhas vizinhas.
Se você só tiver um dia, dá para ter um gostinho da cidade. Se conseguir, chegue bem cedo ou fique até a noite: nesses horários, além da bela luz para as fotos, você verá a cidade muito mais vazia.
Dica importante: O seguro de viagem é obrigatório para a Europa. Veja como conseguir o seguro de viagem com desconto
Se você tem mais tempo, indicamos no fim do post mais ilhas, igrejas e passeios que tem para fazer na cidade!
Principais Atrações de Veneza no mapa
O Que Fazer em Veneza de 1 a 3 dias
Ficam aqui algumas sugestões de roteiro em Veneza por dia. No tópico logo abaixo, coloquei todas essas atrações explicadinhas.
Tenha em mente que por mais que os museus e palácios de Veneza possam ser interessantes, o passeio mais legal de Veneza fica ao ar livre e é de graça. E esse é um dos truques para tornar a viagem a Veneza barata.


Você pode passar uma semana por lá só perambulando pelas ruas e observando os canais da cidade. Compre uma garrafa de vinho, alguns queijos, ache um canal mais vazio e curta Veneza, sem pressa. Eu te garanto que você vai gostar.
O Que Fazer em Veneza em 1 Dia: Praça São Marcos, Palazzo Ducale e Rialto
- Ponte Rialto e Mercado de Rialto (só de manhã)
- Passeio de Gondola
- Praça São Marcos
- Basílica de São Marcos e Campanário
- Palazzo Ducale e Ponte dos Suspiros
- Sestieri Castello


Se você tiver só um dia em Veneza, minha sugestão é que você comece o dia o mais cedo possível e foque no básico, que seria ir da Ponte Rialto às atrações do Sestiere San Marcos, passando pelas atrações da Praça São Marcos, como a Basílica de São Marcos e o Campanário.
Nesse dia, também dá tempo de fazer um passeio de gôndola e visitar o Palazzo Ducale.
Ponte Rialto
Comece seu dia na ponte mais famosa de Veneza: Rialto, a primeira estrutura criada para pedestres atravessarem o Grande Canal.
Foi estrategicamente construída perto do Mercado Rialto, que acabou batizando também a ponte – e isso já tem um tempinho: a primeira versão data de 1181. A ponte atual, de pedra, está ali desde 1588.


De lá para cá, a ponte já sofreu alguns acidentes, incluindo um desabamento por excesso de peso que jogou no canal a galera que estava assistindo a um desfile. Hoje é uma das mais fotografadas do mundo.
Se quiser ver o Mercado de Rialto em funcionamento, chegue antes das 12h: ele existe no local desde 1097.
Passeios de Gôndola pelo Canais de Veneza
Cento e setenta e sete: esse é o número de canais que cortam Veneza. Adicione 400 pontes e 118 ilhas e teremos a fórmula que faz de Veneza tão especial. O Grande Canal é a principal avenida da cidade: por ali circulam lanchas, táxis aquáticos, gôndolas e os vaporettos. Ele corta praticamente toda a cidade como uma gigante letra “S”.
Veja também: A incrível história dos canais de Veneza
Para aproveitar melhor os canais, muita gente sonha com uma gôndola, de preferência com música ao vivo. Se esse programa é o seu estilo, vale investir – mas atenção: reserve com antecedência, especialmente na alta temporada. O preço oficial é €90 por gôndola (até 6 pessoas, 30 minutos) durante o dia; à noite, €110.
👉 Reserve o passeio de gôndola com antecedência


Caso andar de barquinho não seja a sua praia (ou não caiba no seu bolso), sem problemas – aproveite os canais a partir do solo.
Meu passeio preferido foi andar pelas ruelas, fugindo da multidão de turistas, até achar lugares vazios. Basta ir adentrando os sestieri no contrafluxo dos pontos turísticos: Dorsoduro, Castello ou Cannaregio são boas referências.
Praça de São Marcos
Na Praça de São Marcos, em Veneza, você encontra de tudo. Para começar, uma multidão de turistas, mais gente do que em qualquer outra parte da cidade, além de muitos pombos… Se até aqui a descrição não te agradou, saiba que a Praça de São Marcos é linda. Dizem que Napoleão Bonaparte, que conquistou a cidade, chamou a praça de “sala de visitas mais elegante da Europa”.
A praça tem mais de um milênio de história – foi construída no século 9, mas nessa época era bem menor. O formato atual nasceu em 1177, feito que só foi possível com o aterramento de canais que passavam por ali. Desde então, pouca coisa mudou. Não é incrível pensar que várias gerações admiram a mesma Praça de São Marcos?


Basílica de São Marcos
A Basílica de São Marcos foi construída originalmente em 828 para abrigar as relíquias do apóstolo, trazidas de Alexandria por mercadores venezianos. O prédio atual, com as cinco cúpulas em estilo bizantino, tem cerca de 900 anos e foi inspirado em igrejas da antiga Constantinopla.


Um dos destaques são os Cavalos de São Marcos, quatro estátuas de bronze atribuídas ao escultor Lísipo, com mais de 2.000 anos.
Passaram por Roma, Constantinopla, voltaram para Veneza, foram roubadas por Napoleão para o Arco do Triunfo em Paris — e voltaram de novo depois da queda de Napoleão. Hoje os originais ficam no museu interno da Basílica, protegidos da poluição; réplicas ocupam o topo do edifício.


A visita à Basílica é gratuita para entrar pela fila comum. Para quem quer pular a fila, vale comprar o acesso prioritário online (€6). O Museu da Basílica, com o terraço e os Cavalos originais, custa €7 a mais.
👉 Ingresso sem fila para a Basílica de São Marcos
👉 Tour guiado pela Basílica e Palazzo Ducale com ingresso
Horários: segunda a sábado, das 9h30 às 17h15. Domingos, das 14h às 17h15.
Campanário (Campanile di San Marco)
Perto da Basílica fica o Campanário, a torre de 98,5 metros que marca a paisagem da Praça de São Marcos. Foi do alto do antigo Campanário que Galileu Galilei apresentou seu telescópio ao doge de Veneza.
A torre tem exatamente esse formato há 500 anos, mas a versão atual é uma reconstrução. A anterior desabou em 1902, felizmente sem vítimas. A subida custa €10 e é feita de elevador. Compre aqui o bilhete!




Torre do Relógio
Por fim, na Praça de São Marcos em Veneza fica também a Torre do Relógio, outra construção com muita história para contar e que marca as horas (e os signos do zodíaco) há 500 anos.
No alto da torre, duas esculturas, um sino e a famosa estátua do Leão, símbolo tradicional de São Marcos. É possível visitar a torre e ver de perto o relógio. Esse passeio custa 12 euros e precisa ser agendado. Mais informações no site oficial.


Palazzo Ducale e Ponte dos Suspiros
O Palazzo Ducale foi a antiga moradia e sede de governo dos doges de Veneza, construído entre os séculos 14 e 15. Por quase mil anos, foi dali que 120 doges dirigiram o destino da Sereníssima República.
O edifício combina elementos arquitetônicos bizantinos, góticos e renascentistas – e no interior há pinturas de Tiziano, Tintoretto e Veronese.


Na Sala do Maggior Consiglio, onde mais de mil pessoas chegavam a votar o destino da República, fica a obra “O Paraíso” de Tintoretto: um dos maiores quadros do mundo, com 24,6 metros de largura. O célebre Casanova fugiu da prisão do Palazzo pelo telhado em 1756, o único que conseguiu.
A visita termina com a travessia da Ponte dos Suspiros, que liga o Palazzo às antigas prisões. O nome vem da lenda de que os condenados suspiravam ao passar por ali, vendo o mundo pela última vez pelas janelas da ponte.


O ingresso básico (~€30) inclui o Palazzo e mais três museus da Praça São Marcos; reservar online evita filas de 30-60 minutos no verão.
👉 Ingresso para o Palazzo Ducale sem fila
Sestieri Castello
Para o final da tarde, sugiro que você passe um tempo explorando um dos bairros mais tranquilos e residenciais, Castello – onde acontece a Bienal de Veneza.
Uma sugestão é fazer uma caminhada entre o sestiere Castello até o palácio Ducalle pela bela avenida chamada à beira do canal, a Riva degli Schiavoni.
No Castello, a Livraria Acqua Alta é uma das mais famosas do mundo: os livros são guardados em gôndolas e banheiras para se proteger das enchentes. Uma atração em si, com entrada gratuita.
O Que Fazer em Veneza em 2 Dias: Dorsoduro e Arte
- Sestieri Dorsoduro
- Galleria dell’Accademia
- Coleção Peggy Guggenheim
- Santa Maria della Salute
- Sertieri Canareggio
O bairro de Dorsoduro fica do outro lado do Grande Canal em relação à Praça São Marcos. É menos caótico, mais ligado à arte e bastante agradável para caminhar sem rumo.
Quem vai do Rialto para cá vai cruzar a Ponte dell’Accademia, uma das vistas mais clássicas do Grande Canal.
Ponte e Galleria Della Academia
A Ponte da Academia é uma das quatro pontes que cruzam o Grande Canal. A ponte que cruzamos hoje foi inaugurada em 1933, toda de madeira, mas desde então, elementos de metal foram adicionados.
O nome da ponte vem do museu que fica em uma de suas pontas: a Galleria dell’Academia, fundada em 1750 e onde estão expostos trabalhos de importantes artistas renascentistas, incluindo os irmãos Bellini.
A entrada pode ser reservada pela internet e custa 15 euros (mais €1,50 de taxa de reserva).


Peggy Guggenheim
A outra opção de museu de arte nessa região foca na arte moderna.
Inaugurado em 1951, esse museu exibe o acervo pessoal de Peggy Guggenheim, sobrinha de um dos maiores colecionadores de arte do século 20, Solomon R. Guggenheim.
O espaço conta com obras de artistas modernistas, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Magritte e Pollock. O museu fica no Palazzo Venier dei Leoni, onde Peggy viveu, bem a beira do Grande Canal.
Igreja de Santa Maria della Salute
A Igreja Santa Maria della Salute fica localizada na belíssima Punta della Dogana, localizada entre o Grande Canal e o Canal da Giudecca. Nem preciso dizer como as vistas ali são incríveis, né?


A igreja foi construída depois que uma epidemia de peste negra matou ⅓ da população da cidade, inclusive o doge. Durante a crise, o Arcebispo de Veneza fez uma promessa: construir uma igreja e dedicá-la à Virgem Santíssima. Dito e feito.
A construção começou em 1631, mas a Basílica Santa Maria della Salute ficou pronta só em 1681. Todos os anos, no dia 21 de novembro, há uma festa para comemorar o fim da peste.
A entrada é gratuita na igreja, inclusive para os concertos de órgão, confira o programa.
Saiba mais: Como Veneza sobreviveu à Peste Negra, a pior epidemia de todos os tempos
Sestiere Canareggio
Para a tarde, a recomendação é a mesma do dia anterior, explorar outro bairro mais calmo e residêncial de Veneza, o Cannaregio.
Cannaregio tem o Gueto Judaico de Veneza, o mais antigo do mundo, estabelecido em 1516 (a palavra “gueto” em português vem do veneziano “gheto”), e a Fondamenta della Misericordia, ótima para aperitivo.


O Que Fazer em Veneza em 3 Dias: Murano, Burano e Torcello
No terceiro dia, você pode aproveitar para fazer o passeio às ilhas nos arredores e ter um pouco mais de tempo explorando os pontos menos turísticos da cidade
- Passeio a Murano, Burano e Torcello
- Caminhada pelos canais
As Ilhas Murano, Burano e Torcello
O “bate-volta” mais famoso a partir de Veneza é ir conhecer as ilhas nos arredores. As três mais famosas são Murano, Burano e Torcello, apenas uma viagem de vaporetto de distância.
O passeio entre as três toma uma manhã ou tarde inteira.
Murano se tornou o centro da produção de vidro veneziano desde 1291, quando a República transferiu todas as fornalhas para lá — o risco de incêndio em Veneza era alto demais. As técnicas passavam de pai para filho e os artesãos não podiam sair da ilha, para proteger os segredos da produção. Vale visitar uma fábrica para ver a demonstração ao vivo do sopro de vidro (geralmente gratuito).
Burano fica a cerca de 40 minutos de vaporetto de Veneza. É a ilha das casas coloridas — cada fachada pintada numa cor diferente, tradição que remonta a quando os pescadores precisavam identificar sua casa de volta do mar. Além das fotos inevitáveis, vale procurar os ateliês de renda artesanal, uma tradição local com mais de 500 anos.
👉 Excursão guiada por Murano e Burano
Para saber mais sobre a história e o que fazer nas ilhas, leia o post completo: As ilhas de Veneza: Murano, Burano e Torcello


Caminhada pelos Canais de Veneza
Aproveite as suas últimas horas na cidade para explorar os bairros e canais com calma, ou entrar num dos museus que não teve tempo nos dias anteriores.
E claro, andar sem rumo pelas ruas labirínticas, as praças, observar as lojinhas de artes, os detalhes das casas, os canais e pontes!


O Que Visitar em Veneza em 4 ou 5 dias?
Com mais tempo em Veneza dá para incluir algumas atrações em outras ilhas da cidade, ou explorar mais igrejas e pontos turísticos.
- Ilha La Giudecca
- Basílica dei Frari
- Scuola Grande di San Rocco
- Isola di San Giorgio
Ilha La Giudecca
A Ilha La Giudecca domina a vista de quem olha para o Grande Canal a partir da Praça de San Marco. Na verdade, La Giudecca é um arquipélago de 8 ilhas. Essa área, mais residencial, é bem mais tranquila para se passear.
Por ali, além da Igreja, você pode visitar antigas fábricas que hoje funcionam hotéis e museus, e palácios. Para chegar na Giudecca são 5 minutos de vaporetto.


Todos os anos, no terceiro sábado de julho, durante a Festa do Il Redentore, uma ponte de barcos é construída especialmente para que as pessoas cruzem até a ilha a fim de visitar a igreja do Santíssimo Redentor de mesmo nome.
Essa foi mais uma das igrejas construídas na época que Veneza era constantemente assolada com a doença. Essa festa já é comemorada há mais de 400 anos.
Basílica dei Frari
Localizada no bairro de San Polo, a Basílica de Santa Maria dei Frari é uma das maiores igrejas de Veneza, edificada em 1338 e depois aumentada por quase um século.
O exterior é bastante simples, mas o interior conta com obras e grandes artistas italianos e monumentos funerários de figuras importantes para a história de Veneza: artistas, doges, bispos, etc. Ou seja, depois da Basílica de San Marcos, esse é o templo mais importante da cidade.


Scuola Grande di San Rocco
Logo atrás da basílica fica a Scuola Grande di San Rocco. O local era onde, durante o período do Renascimento, era a sede de uma confraria católica de cidadãos ricos de Veneza para o São Rocco, que era considerado um protetor contra a peste.
O prédio tem uma coleção de pinturas das paredes ao teto do artista italiano Tintoreto tão impressionantes que geram comparações com a Capela Sistina em Roma.
O Salão do térreo, a Sala do Capítulo e a Sala dell’Albergo contam com afrescos de passagens da bíblia do antigo e novo testamento. Mais informações no site oficial.


Isola di San Giorgio
Para quem quer ter uma vista panorâmica de Veneza, esse é o melhor lugar. É que nessa pequena ilha fica a Igreja de San Giorgio Maggiore, que além de ter quadros do artista veneziano Tintoretto, também conta com um campanário de onde se vê a Praça de São Marcos, o Grande Canal, a Giudecca, etc, etc.
O interessante é que dali você tem uma vista ainda melhor de Veneza do que do Campanário de São Marcos . A visita a igreja e gratuita e a subida ao campanário custa 6 euros!


Além da vista e da igreja, na Ilha de São Jorge fica a Fundação Giorgio Cini, um complexo monumental dedicado a diferentes formas de arte.
Localizado num antigo monastério, a fundação oferece diferentes itinerários de visitas pelos seus corredores históricos, biblioteca, jardins (incluindo o Labirinto Borges) e exibições contemporâneas (veja as opções de tour guiados); Ainda, ali fica a Le Stanze del Vetro, um museu focado em arte feita com vidro.
Bate-voltas de Veneza
Verona
Um dos bate-voltas mais comuns de Veneza é ir visitar Verona, a cidade de Romeu e Julieta, mas que tem muito mais história e charme do que isso. É bem fácil fazer a viagem por conta própria com os trens regionais italianos. Mas você também pode contratar uma excursão, que te permite conhecer mais lugares, como essa Excursão a Verona e Sirmione, no Lago di Garda.
Se você tiver tempo, recomendamos que fique pelo menos uma noite em Verona para explorar com calma o centro histórico e atrações da cidade.
Saiba mais:
• O que fazer em Verona em 1 ou 2 dias: Roteiro Completo
• Hospedagem em Verona: descubra os melhores hotéis para todos os perfisOutras cidades fáceis de visitar:
- Região das Dolomitas
- Treviso
- Pádua
- Vicenza
Onde ficar em Veneza
Escolher hospedagem em Veneza é das tarefas mais complicadas. Com os canais e ruas labirínticas, os acessos aos hotéis não é exatamente fácil. Foi por isso que nós escrever um guia muito completo de onde ficar em Veneza, com um mapa de bairros e as explicações necessárias de qual é a opção mais indicada para você.


| Hotel | Preço | Destaque |
|---|---|---|
| 🛏️ Generator Venice | Hostel – € | ⭐ 8.1 · Hostel na Giudecca com vista para a lagoa, atmosfera animada |
| 💰 Hotel Montecarlo | Econômico – €€ | ⭐ 8.6 · A 50 metros da Praça São Marcos, ótimo custo-benefício |
| ⭐ Hotel Bel Sito e Berlino | Intermediário – €€ | ⭐ 8.9 · San Marco, atmosfera veneziana clássica, bem avaliado |
| 🏨 Al Ponte Antico Hotel | Confortável – €€€ | ⭐ 9.9 · Cannaregio, perto do Rialto, decoração veneziana com vista para o canal |
| 👑 Danieli, Four Seasons | Luxo – €€€€ | ⭐ 9.1 · Ícone de Veneza, a 100 metros da Praça São Marcos, vista para a Lagoa |
Veneza Mestre: Vale a Pena Ficar no Continente?
Mestre é o bairro continental do município de Veneza, do outro lado da ponte. Hotéis custam em média 40-60% menos do que na ilha histórica. De Mestre, o trem até a Estação Venezia Santa Lucia leva 10 minutos e sai por €1,50. O ônibus, por via similar.
Vale a pena se o orçamento for apertado ou se você estiver priorizando mobilidade para outros destinos da região. Não vale se você quer acordar e já estar em Veneza — a diferença de atmosfera é real.
Já fiz isso duas vezes: da primeira vez, num esquema mais econômico, ficamos numa casinha de boneca no Camping Rialto em Campalto.
Da segunda vez, a Luiza experimentou uma opção mais confortável: o hotel Mercure Venezia-Marghera, com 4 estrelas e transporte rápido para a ilha e as atrações turísticas.
Dicas Práticas de Veneza
Como funciona a taxa de acesso para Veneza?
Desde 2024, Veneza cobra uma taxa de entrada para visitantes de um dia que não estejam hospedados na cidade. Em 2026, a cobrança vale em 60 dias específicos — todos os fins de semana de abril a julho (sextas, sábados e domingos), das 8h30 às 16h, além de algumas datas extras próximas a feriados nacionais.
O valor é €5 por pessoa para quem paga com pelo menos 4 dias de antecedência. Quem deixar para a última hora (menos de 4 dias) paga €10. Menores de 14 anos entram sem pagar.
O pagamento é feito online no site oficial cda.ve.it, onde você recebe um QR code que pode ser solicitado por fiscais em pontos de acesso da cidade. Não há catracas — a fiscalização é aleatória, mas a multa para quem não tiver o QR code vai de €50 a €300.
Quem está isento: hóspedes de hotéis, pousadas ou qualquer tipo de acomodação dentro do município de Veneza (incluindo Mestre e Burano), trabalhadores, estudantes e moradores. Mesmo isento, é preciso se cadastrar no site e baixar um QR code de isenção para os dias de cobrança.
Atenção: a taxa vale apenas para o centro histórico da ilha. Quem for só às ilhas menores (Murano, Burano, Torcello) não precisa pagar. E quem chegar ou sair fora do horário de cobrança (antes das 8h30 ou depois das 16h) também não precisa.
Qual a melhor época para visitar Veneza?
A melhor época para visitar Veneza é abril-maio e setembro-outubro. O clima é agradável, os dias são longos e o volume de turistas – apesar de nunca ser baixo – é bem mais tolerável do que no verão.
Verão (junho a agosto): o pico da alta temporada. Multidões em todo lugar, calor intenso, cheiro dos canais nos dias mais quentes e preços de hospedagem nas alturas. Se não tiver outra opção, chegue muito cedo e explore os bairros fora do circuito turístico principal.
Carnaval (fevereiro): uma experiência única: duas semanas de festas, fantasias elaboradas e a cidade mais bonita do mundo ainda mais teatral. Mas prepare o bolso! Hospedagem chega a triplicar de preço e a cidade fica lotada.
Outono e inverno (novembro a março): Veneza mais vazia e mais barata. O contraponto é o risco de acqua alta: a subida das marés que alaga partes do centro histórico, especialmente a Praça São Marcos. Não chega a inviabilizar a visita, mas exige calçado impermeável e um pouco de paciência nos dias mais críticos.
Acqua Alta: O Que é e Como se Preparar?
A acqua alta é a subida periódica das marés que alaga partes de Veneza — especialmente a Praça São Marcos, que fica no ponto mais baixo da cidade. Acontece principalmente entre outubro e março.
Em dias de acqua alta, a Prefeitura instala passarelas elevadas pelos pontos mais afetados. Se for nessa época, leve calçado impermeável ou compre as típicas botas de borracha que as lojas locais vendem por €10-15. Não é o fim do mundo — e dá uma perspectiva única da cidade.
Como se locomover em Veneza?
Na minha opinião, a melhor forma de se locomover em Veneza é a pé. Faz parte do charme da visita ficar completamente perdido naquele labirinto que é a cidade. Hoje em dia, o Google Maps facilita bastante no quesito locomoção, mas se tiver com tempo, tente ir só com um mapa de papel e as setas que indicam o caminho.


Dito isso, vamos às outras formas de se locomover em Veneza, considerando que na parte central da ilha de Veneza, não cruzam carros, só barcos:
- Vaporetto: É igual um ônibus, mas é um barco. Há várias linhas, que levam não só pela ilha de Veneza, mas às vizinhas também, como Burano, La Giudecca, etc. O preço unitário é mais alto: são €9,50 (válido por 75 minutos). Mas é possível comprar um passe chamado Venezia Unica, que permite circular livremente, de 1 a 7 dias (a partir de 20 até 60 euros).
- Táxi aquático: funciona igual um táxi normal, mas é uma lancha. É bastante caro: o trajeto da rodoviária para a praça São Marcos pode sair por mais de 60-100 euros. O benefício é que consegue te levar na porta ou o mais próximo possível do seu destino. Útil para quem vai circular com malas.
- Traghetto: são gôndolas que fazem trajetos de uma margem para a outro no Grande Canal. Custam só 2 euros e o trajeto é bem curtinho. Há seis pontos ao longo do canal. Tenha em mente que eles funcionam em horários específicos e alguns não circulam nos finais de semana.
- Ônibus e Trams: Transporte público comum que chegam e saem da Piazzalle Roma. Quem está hospedado no continente (em Mestre, Maghera, etc) ou quem vem ou vai para o aeroporto, vai utilizar os ônibus comuns. O bilhete unitário custa €1,50 (com validade de 75 minutos) e você pode usar as duas modalidades.
Como Chegar em Veneza?
De trem: a Estação Venezia Santa Lucia fica dentro da ilha histórica, conectada a toda a Itália. De Milão, cerca de 2h30; de Roma, 4h. Reserve pelo Omio ou diretamente pelo site da Trenitalia.
De avião: o Aeroporto Marco Polo (VCE) fica a 8 km da cidade. As opções de transfer são: ônibus ACTV Linha 5 até Piazzale Roma (€8, 30 minutos) ou táxi aquático diretamente até o canal mais próximo do hotel (€100-150, 1h, muito mais bonito).
De carro: não tem como entrar com carro na ilha histórica. O estacionamento em Piazzale Roma é caro e inconveniente. Quem vai de carro geralmente deixa em Mestre e pega o trem ou ônibus.
Onde Comer em Veneza
Veneza tem uma tradição culinária forte, mas os restaurantes em volta da Praça São Marcos são quase todos mediocres e caros. A dica é sair em direção a Cannaregio, Dorsoduro ou San Polo.
Os cicchetti são a resposta local para o aperitivo: petiscos pequenos servidos nos bacari, os bares venezianos tradicionais. Combinam bem com um ombra (copinho de vinho) e custam €1-3 cada. O Campo Santa Margherita, em Dorsoduro, é bom para isso — mais frequentado por estudantes e locais do que por turistas.
Pratos locais para pedir: sarde in saor (sardinha marinada com cebola, passas e pinhões), baccalà mantecato (bacalhau cremoso sobre polenta), risi e bisi (arroz com ervilha).
ola..qual a melhor maneira de ir do aeroporto para meu hotel que fica perto da praça San Marco???
Olá. Sou meia parecida com você. Museus e igrejas só pelo lado de fora já me bastam…o que vc recomenda em Veneza ao ar livre? Onde comprar vinho e queijos fora do agito da praça São Marco?
Eu tenho um questionamento, o passeio de Gôndola oferecido no ticketbar, nesse link
https://360meridianos.rgi.ticketbar.eu/pt/ticketbar-venice/passeio-de-gondola/
para duas pessoas dará 62,00 euros. Gostaria de saber se nesse passeio, só irá as duas pessoas, no caso eu e minha noiva, ou a Gôndola levará mais pessoas além de nós?
Vou passar 3 dias em Milão, sera que consigo ir ate veneza de bate volta, so pra passar o dia mesmo, queria ir de trem e no outro dia ir ate verona, é possivel, nao esquento se for so corrido, pois ja to acostumada . abraços.
Olá Luzia Natália e Rafael, boa tarde,
Farei bodas de prata em 14/02/2017
Muita neve pela Europa,…
Como fica um passeio de gôndola em Veneza? E outros lugares já que pretendemos passar uma semana por lá,
Reginaldo da Rosicleia
Obrigado…
Rafael, por favor diga-me qual a maneira mais fácil de duas senhoras irem do aeroporto para um hotel que fica perto da igreja da saúde (dorsoduro).
Conheço restaurantes para uma refeição quente baratos?
Obrigada
Oi Rafael, estou indo a Veneza nesse sábado e o tempo que ficarei lá é curto. Gostaria de saber quanto tempo dura o passeio a Murano e Burano. E se é possível fazer o passeio de forma independente e ficar em cada ilha o tempo desejável. Saberia me dar essa informacao? Obrigado desde já!!!
Oi, tudo bom? Fiz esse passeio a pouco tempo e acho que posso te ajudar.
Se você tiver uma manhã ou uma tarde livre você pode conhecer Murano, Burano e Torcello. Você pode comprar o ingresso diário do vaporetto (20 euros) tendo a liberdade para administrar seu tempo em cada ilha. Você deve levar em média de 4h a 5h para conhecer as 3 ilhas. Se seu tempo for realmente apertado (apenas 2h) aconselho a ir apenas a Burano que é um chaaaarme (daí você compra os bilhetes individuais ida e volta que saem por 7 euros o trecho).
Se optar pelas 3 ilhas, certamente você passará a maior parte do tempo em Burano. Em Murano, você só passará mais tempo se visitar uma fábrica de vidros e em Torcello você vê tudo rapidinho porque é uma ilha bem pequenininha. Caso ainda tenha mais tempo livre(e pernas!), com esse mesmo bilhete, você poderá visitar a Lido de Veneza (praia) e/ou a Igreja Santa Maria della Salute. Só tome cuidado com o número do vaporetto que você vai pegar para cada ilha para não pegar o vaporetto errado.
Esse blog é maravilhoso! Vou pra Veneza em Janeiro e estou lendo e amando tudo aqui! Parabéns, e muuito obrigado!
Adorei! Ótimas dicas para uma primeira visita à Veneza. Só achei que faltou vocês comentarem sobre os passes únicos de igrejas e museus, que acho que valem bem a pena. Abraço!
Parabéns, texto bem escrito, objetivo, claro e muito informativo!
Adoramos e está sendo muito ùtil em nossa viagem. Um abraço agradecido de todos nós. Josi