Vale a pena comprar o Granada Card?

Vale a pena comprar o Granada Card?

O Granada Card é um cartão turístico que oferece entrada aos principais monumentos e atrações de Granada – incluindo a Alhambra-, além de acesso ao transporte público da cidade. Mas, como qualquer outro serviço do tipo, é preciso colocar os gastos na ponta do lápis para saber se vale mesmo a pena o investimento, que não é barato: o cartão de três dias vale 37 euros, já o de cinco sai a 40.

Muita gente passa apenas um dia em Granada, só para ver a Alhambra e a Catedral mesmo e ir embora explorar o resto da Andaluzia. Se esse for o seu caso, já aviso que o Granada Card não é pra você. Melhor comprar as entradas separadas das atrações. O passe começa a valer a pena se você for ficar três dias ou mais na cidade e pretenda visitar um grande número de lugares. Por isso, antes de fazer o investimento, compensa dar uma olhada na lista de atrações que você quer ver e checar o valor das entradas individuais de cada uma delas.

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Quando estive em Granada, no final do ano passado, acabei optando por comprar o cartão. Não porque eu tivesse interesse em visitar muitas atrações, mas porque não me planejei direito e, quando fui comprar o ingresso para a Alhambra, já não havia mais horários disponíveis para os dias da minha viagem.

Essa é outra vantagem do Granada Card: a Alhambra só se visita com hora marcada, mas caso você coma mosca que nem eu, ao comprar o cartão terá uma plataforma de acesso diferente das entradas gerais e com isso há mais chances de conseguir uma vaga de última hora. Para mim deu certo e eu acabei aproveitando a oportunidade para conhecer algumas atrações da cidade que eu normalmente não pagaria para entrar, como o Parque de las Ciências.

O Granada Card vale a pena?

Atrações incluídas no Granada Card

Alhambra General (Generalife, Alcazaba y Palacios Nazaríes)
Catedral
Capilla Real
Monasterio de Cartuja
Monasterio de San Jerónimo
Parque de las Ciencias
Museo CajaGranada
Casa de Zafra
Cuarto Real
Abadía del Sacromonte

O cartão de três dias inclui cinco viagens de ônibus coletivo (com direito a baldeações em até 60 minutos). Já o de cinco dias inclui nove viagens de ônibus coletivo e uma viagem no trem turístico.

A validade do cartão começa a contar a partir da data escolhida por você na hora da compra. O dia conta como datas consecutivas e não como um período de 24h. Isso quer dizer que mesmo que você use o cartão as 10 da noite no primeiro dia, quando passar da meia noite já terá contado como um dia de utilização.

As visitas à Abadía del Sacromonte são guiadas e precisam ser reservadas previamente no telefone (34) 958 221 445.

Como utilizar o Granada Card

No momento da compra, seja pela internet ou em um dos postos de venda espalhados pela cidade, você deverá escolher a data de início da validade do seu cartão e agendar o horário de visita à Alhambra. Por isso, é importante se planejar bem, porque não dá para usar o cartão antes da data de início informada e nem entrar na fortaleza fora do horário marcado.

Todos os demais monumentos, exceto a Abadía de Sacromonte, que também precisa de reserva (como informado acima), podem ser visitados em qualquer dia e horário enquanto o seu cartão estiver valendo. Você não terá que enfrentar filas de bilheteria para entrar nas atrações. Basta apresentar seu Granada Card na entrada.

Se você comprar pela internet, deverá retirar o seu cartão em um dos postos de venda (há uma lista deles aqui). No site diz que você precisa levar o comprovante de compra com o localizador impresso, mas eu levei no celular mesmo e consegui retirar (não estou garantindo que isso vai acontecer com você também). Mas então, vale a pena comprar pela internet? Se for para garantir o horário na Alhaambra uns dias antes de chegar à cidade, vale sim. O Granada Card está à venda no site oficial.

Já chamei de casa a Cidade do Cabo, Chandigarh, Buenos Aires e Barcelona, mas acabo sempre voltando pra minha querida BH. Gosto de literatura, cervejas, música e artigos de papelaria, mas minha grande paixão é contar histórias. Por isso, desde 2011 viajo o mundo e escrevo sobre o que vi. Também estou no blog sobre escrita criativa Oxford Comma.

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