Vale a pena fazer um intercâmbio da AIESEC?

Vale a pena fazer um intercâmbio da AIESEC?

Não vou mentir para você: minha primeira impressão da AIESEC não foi das melhores. Nem a segunda. Mesmo assim, não tenho como negar que um intercâmbio dessa organização mudou minha vida. Antes de te explicar o porquê, é melhor relembrar o que é e como funciona a AIESEC.

Conheci a AIESEC em 2011 e logo descobri que essa era uma das formas mais baratas de viajar e morar no exterior, muito mais em conta que fazer um intercâmbio por uma agência de viagens. Para quem não sabe, se trata de uma organização sem fins lucrativos e gerenciada por jovens, na maioria estudantes universitários, que organiza programas de intercâmbio em mais de uma centena de países.

Os programas podem ser de trabalho voluntário, em que o intercambista vai ao exterior para trabalhar numa ONG ou fundação parceira da AIESEC, ou profissional. Neste caso é trabalho mesmo, com obrigações, demandas e um salário no final do mês.

Num resumo, funciona assim: o interessado entra em contato com a AIESEC da cidade dele. Depois de uma entrevista e alguns eventos em que tudo é explicado, a pessoa é aceita (ou não). Quem pretende viajar precisa pagar uma taxa para ter acesso ao banco de dados da AIESEC, que tem vagas em todo o mundo.

Quem preferir pode trabalhar voluntariamente na cidade onde mora. Entre outras coisas, essa pessoa pode ajudar a AIESEC a trazer estudantes de outros países para programas de intercâmbio no Brasil e ter assim contato com outras culturas.

Rishikesh, Índia

Um dia normal em Rishikesh, na Índia

Meu intercâmbio profissional com a AIESEC

É como a procura de um emprego: você acha algo que te interessa, manda seu currículo (em inglês), marca uma entrevista por Skype e, se aprovado, pronto, faça as malas e prepare-se para embarcar. A AIESEC é muito forte em países em desenvolvimento, que concentram a maior parte das vagas – Índia, China e Rússia são alguns exemplos, assim como toda a América Latina. As vagas na Europa Ocidental e nos Estados Unidos existem, mas em menor número e, como era de se esperar, são muito mais concorridas.

Mas por que minha primeira impressão não foi das melhores? É que, além do preço, uma coisa que me atraiu na AIESEC foi a possibilidade de trabalhar na minha área de atuação – o jornalismo – em outro país. Meu objetivo não era só viajar, não era fazer trabalho voluntário, mas ter uma experiência que fosse útil profissionalmente e que passasse a fazer parte (e a se destacar) no meu currículo. Durante meses eu procurei por vagas assim no sistema da AIESEC. Nada.

O prazo de três meses já estava no fim e eu, Naty e Luíza, que também procuravam o mesmo tipo de vaga, não tínhamos encontrado nada que nos interessasse. As vagas para outras áreas de atuação eram muitas e interessantes, as de trabalho voluntário também, mas as de jornalismo não.

Quando estávamos para desistir – e depois de muita conversa com o pessoal da AIESEC Belo Horizonte, que sempre foi muito prestativo – achamos três vagas em uma empresa de Tecnologia da Informação de Chandigarh, da Índia. Não era exatamente o que nós queríamos, mas oferecia um desafio interessante: teríamos que escrever textos em inglês. Topamos.

Veja também: como conseguimos um emprego na Índia

Trânsito Índia

Chandigarh, Índia

Se você é leitor do 360, então já conhece essa história. Nós passamos seis meses na Índia, enfrentamos um tremendo choque cultural, viajamos por todo o país e de quebra demos uma volta ao mundo. Assim nasceu este blog, que hoje é minha única fonte de renda, o que prova o começo deste texto – um intercâmbio da AIESEC mudou minha vida. Mas quase toda a experiência que eu tive com a AIESEC Chandigarh, na Índia, passou longe de merecer um elogio. Foi um desastre.

Os membros da AIESEC indiana deveriam dar apoio aos intercambistas, ajudando na adaptação dos estrangeiros ao país. Por exemplo, eles deveriam nos buscar na rodoviária de Chandigarh, já que nem tinham nos informado o endereço da casa onde iríamos morar, mesmo com muita insistência da nossa parte – se eles não nos buscassem, ficaríamos foreveralone na rodoviária de uma cidade desconhecida e sem falar uma palavra em hindi.

Intercâmbio da Aiesec na Índia

Da varanda de casa, em Chandigarh, três simpáticas visitas

Ao contrário do combinado, eles não apareceram (mais tarde descobrimos que estavam todos numa festa da AIESEC). Depois de muita dificuldade, da ajuda de um policial e de um intercambista da Nigéria que já estava morando lá há alguns meses, descobrimos o endereço da casa, que deveria ter alguns requisitos básicos: um fogão, uma geladeira, um sistema de aquecimento de água, camas e roupas de cama, itens obrigatórios pelo contrato entregue pela própria AIESEC Chandigarh. Não tinha nada disso.

O fogão estava quebrado. A geladeira não funcionava direito. As camas eram essas aí, da foto abaixo. Os lençóis estavam imundos, assim como a casa, repleta de restos de comida, garrafas de cerveja e poeira, muita poeira. Passamos dois dias limpando tudo, pagamos para consertar o fogão, convivemos durante um mês com a geladeira estragada e, depois de muita reclamação, conseguimos um ebulidor, instrumento que colocávamos num balde cheio d´água para, com a água aquecida, tomar banho de baldinho.

E olha que chegamos no começo do inverno, quando as temperaturas começam a abaixar e podem chegar perto dos 0ºC. Vale dizer também que a hospedagem não era de graça – pagávamos cerca de 1/3 do nosso salário para a AIESEC Chandigarh, que alugava a casa e repassava o dinheiro para o proprietário.

Cama na Índia

Você pode argumentar que a AIESEC me tirou da zona de conforto, me fez quebrar a cabeça e aprender a me virar, o que não deixaria de ser verdade. O problema é que isso ocorreu por conta da tremenda incompetência e falta de interesse que eles demonstraram. Eu sai da minha zona de conforto. Eles não.

Um mês depois, ouvimos boatos de que 20 intercambistas estavam chegando e que toda essa gente ficaria na mesma casa de dois quartos (e um banheiro) onde estávamos. Antes que nossa moradia virasse uma filial do inferno, corremos para as colinas, ou melhor, para a casa de outros estrangeiros que estavam ali por causa da AIESEC, mas que já tinham desistido de morar numa casa da organização. As coisas melhoraram. Muito. E sim, os tais 20 intercambistas realmente chegaram e passaram a morar em nossa antiga casa de dois quartos e apenas um banheiro.

Só fui conhecer a pessoa da AIESEC que deveria me dar apoio e ajudar na adaptação ao país na minha última semana por lá, depois de longos seis meses sem qualquer contato da parte dela. Nós tentamos o contato algumas vezes e, para ser justo, houve uma pessoa da AIESEC Chandigarh que até tentou nos ajudar. Mas foi só um. Nessa altura o cenário já era muito pior, com vários de intercambistas reclamando desse comitê da AIESEC em grupos do Facebook.

Conheci gente que foi para a Índia pela AIESEC, mas para cidades como Delhi e Mumbai, e teve muito apoio dos membros da organização, além de morar em casas com boa estrutura. Também ouvi relatos e reclamações parecidas com as minhas. Não conto essa história para dizer que você não deve ir, pelo contrário, mas para que você saiba o que deve esperar e estar preparado para se virar, caso a organização não funcione como o esperado.

Como fazer um turbante sikh

Eu e meu primeiro turbante sikh

Vale a pena? Muito. Eu faria de novo, numa boa, apesar dos perrengues. Fiz amigos fantásticos, tive uma experiência profissional que passou a se destacar no meu currículo, cresci profissionalmente e como pessoa. No fundo, o intercâmbio foi aquilo que tinham me prometido, antes de sair de Belo Horizonte: um divisor de águas, embora não exatamente do jeito que eu tinha imaginado.

Se você resolver fazer o mesmo, mas quiser minimizar os problemas, converse com intercambistas que já estejam na cidade onde você pretende morar. Eles podem te dar uma ideia de como são as coisas e o que você vai encontrar por lá. Além disso, essas pessoas também podem te ajudar. Foi assim comigo.

Holi, Índia

Durante o Holi, o festival das cores

Minha experiência com um intercâmbio de trabalho voluntário da AIESEC

Já publicamos aqui no 360 vários relatos de jovens brasileiros que foram viver nos mais diversos países e voltaram com relatos comoventes e encorajadores, todos por intercâmbios voluntários da AIESEC. Foi esperando uma experiência assim, que pudesse causar impacto na vida de outros, não apenas na minha, que resolvi encarar um segundo intercâmbio da AIESEC, em julho deste ano. O destino dessa vez? A Argentina.

Eu e a Naty conseguimos duas vagas em ONGs diferentes de Buenos Aires. A minha era uma fundação que trabalha com crianças e educação, enquanto ela trabalharia com sustentabilidade, construindo casas ecologicamente corretas e trabalhando numa horta.

Dessa vez, a AIESEC se mostrou presente. Eles estavam me aguardando no hostel, no dia em que cheguei em Buenos Aires. Por falar nisso, lá os intercambistas moram em hostels, que têm parcerias com a AIESEC, boa estrutura e preços fantásticos para quem viaja pela organização. O pessoal da AIESEC local também me  explicou como funcionam as coisas na cidade, isso logo na minha primeira semana na Argentina.

No meu primeiro dia de trabalho, eles me levaram na ONG. Ajudaram com tudo, estavam em comunicação constante, me convidaram para festas e eventos, enfim, recepção perfeita e o comportamento que eu esperei encontrar na Índia, um país em que isso teria sido muito mais útil que na Argentina, onde o choque cultural e as diferenças não são tão grandes.

Buenos Aires, Argentina

Centro de Buenos Aires, onde morei por seis semanas

Tudo ótimo, mas com um problema: meu trabalho na ONG era inútil. Não ajudava ninguém e não havia o que fazer, eram horas diárias perdidas no escritório. Poucas tarefas, muitos voluntários. O da Naty também não era bem o que ela esperava. Num dia, pintou uma porta da ONG, tarefa dada por um coordenador. “Eu pintei essa mesma porta na semana passada”, revelou um intercambista dos Estados Unidos. No fim, meu primeiro intercâmbio foi muito mais útil e gratificante que o segundo, embora o apoio da AIESEC tenha sido muito maior na Argentina.

Vai fazer um intercâmbio de trabalho voluntário pela AIESEC? Ótimo! Não pense que todos os relatos são como o meu. Destaco os relatos positivos que estão aqui no blog mesmo: o  texto da Tatiana de Brito, que foi para a Bolívia, e da Ângela Prestes, que morou em Moçambique.

Histórias incríveis – o tipo de coisa que eu queria viver, mas que não foi possível. Meu conselho para você é bem parecido com o do intercâmbio profissional: tente falar com alguém que já tenha trabalhado na ONG que você tem interesse e veja se o projeto é legal mesmo, ou se é desorganizado e não funciona direito.

intercâmbio da Aiesec

Puerto Madero, bairro de Buenos Aires

Se tudo der errado, lembre-se que a AIESEC é gerenciada por jovens voluntários, gente sem experiência e que já merece muitos elogios por fazer uma organização internacional funcionar, mesmo que com problemas. Para muitos estudantes, a AIESEC é a melhor – em alguns casos, a única – oportunidade de estágio e intercâmbio que vale a pena. E muita, mais muita gente mesmo, cresce por meio dessas experiências.

E, por mais que as coisas nunca sejam perfeitas, sempre é possível tirar algo de bom de novas experiências. Comigo foi assim na Índia. Não vai ser diferente com a Argentina.

Quando criança, eu queria ser jornalista. Alcancei o objetivo, mas uma viagem de volta ao mundo me transformou em blogueiro. Já morei na Índia, na Argentina e em São Paulo. Em 2014 voltei para Belo Horizonte, onde estou perto da minha família, do meu cachorro e dos jogos do América. E a uma passagem de avião de qualquer aventura. Siga minhas viagens também no instagram, no perfil @rafael7camara no Instagram

92 comentários em Vale a pena fazer um intercâmbio da AIESEC?

  1. Olá pessoal! Me chamo Osana tenho 27 anos e estou no meu semestre final de ADM. Fiquei contente em saber que posso fz o inter. até 2 anos depois de terminado a fakul rsrs preciso ser rápida né gente?! Achei a AIESEC buscando por intercambios baratos, ou 100% grátis etc, então encontrei um site maneiro que vou deixar aqui pra vcs. Ele dá informações de muuuitos inters que rola durante todo ano, todos os anos. Este aqui:

    http://partiuintercambio.org/como-ganhar-uma-bolsa-de-estudos/

    Então, a partir deste site encontrei a AIESEC. Se vcs da área das engenharias sentem dificuldades em encontrar vagas eu tbm sinto por ser de ADM. A maior parte das vagas parece que é para exatas, mas digo exatas msm. Então a AIESEC foi uma das raras oportunidades com possibilidades p essa área. Entretanto, busquei e ainda estou buscando informações sobre a instituição. Entrei em outro site e a galera dizia horrores, falavam que era um lixo, que enganavam et, et, etc. Fiquei cabreira, poxa como não ficar sendo mulher, não é? Me cadastrei e encontrei oportunidades para dois lugares na Venezuela, uma na capital Caracas e outra em San Cristóbal. Mas gente, a Venezuela está numa crise política e economica feia, passa na TV direto. Vcs acham boa ideia ir para lá num futuro muito próximo? Alguém aqui já fez um inter na Venezuela? Ah atualmente moro em ItabunA-BA. Em quais cidades aqui na Bahia existe escritório da AIESEC? A gente sabe q qd se trata de nordeste é complicado… Também tenho interesse na Argentina, Colombia e Chile. Qro america latina primeiro. Após relato de sérios perrengues na India…dou outro lado do mundo… Aff rsrs

    Ah, não poderia deixar de parabenizar o site, mt bom. Não sei se é site ou blog isso aq rsrs Mas curti muito.

    Bj e abraço p todos!

    • Obrigado, Osana. E pode chamar de site, blog, qualquer um vale. 🙂

      Olha, também não sei se vale ir pra Venezuela nesse momento, não. E o jeito, para achar o comitê da Aiesec mais perto de você, é buscar no site da organização.

      Eu acho que pode compensar, embora seja o primeiro a concordar que a Aiesec tem um monte gigantesco de problemas. É uma pena, porque a organização tem potencial.

      Abraço.

      • Olá, Rafa! Tomei a liberdade de chamá-lo assim…pois achei mt aconchegante esse site, a gente se sente amigo do pessoal rsrs mt educados todos e na boa, a gente n vê isso mt nos “corredores da web”. Mt obg pela recíproca.

        Abraço p/ todos!

  2. Pessoal, vcs conhecem alguém que fez intercâmbio por esta organização para o Egito (Cidade do Cairo)? Queria informações sobre como foi a experiência por lá.

    • Pro Egito eu não conheço, Adriana. Procure por grupos da Aiesec só Facebook e faça essa pergunta lá. Certamente alguém te ajudará.

      Abraço.

  3. Olá,
    Estou querendo me inscrever no Talentos Globais da AIESEC.
    Teria alguma dica pra quem quer passar no processo seletivo de estágio remunerado nos países de primeiro mundo que são os mais concorridos?

    • Dominar muito bem o idioma é fundamental, Rebeca. No mais, se aplicar em várias vagas e não desistir. 🙂

      Abraço e boa sorte.

  4. Olá, adorei o post.
    você sabe de alguém que foi pra Colômbia pela AIESEC?
    estou interessada em fazer esse intercâmbio, porém, não achei ninguém pra conversar sobre o projeto (se funciona, se é organizado rs.)
    obrigada.

    • ola, eu conheço uma moça que foi para a Colômbia pela aiesec. Se você quiser, me add la no facebook que eu apresento você à ela. Meu facebook é Tiago Pacheco. Se você colocar Tiago Pacheco Itu, provavelmente eu serei o primeiro a aparecer. Até mais 😉

  5. Ei, tudo bom?

    Algumas das coisas que você apontou são justamente os motivos pelos quais parei de trabalhar na aiesec. O povo aqui no Brasil tem uma mentalidade muito de vamos dar match, dar match, chegar na meta, e ninguém liga para os intercambistas fora. Todo semestre eles falam que vão reestruturar a organização, que o foco vai ser a experiência dos intercambistas, mas isso nunca acontece. A aiesec d sua cidade era responsável por você e eles deveriam ter te ajudado. No tempo que eu trabalhei na Aiesec, a maioria das pessoas que mandei para fora foi como você: teve experiências ruins, mas isso mudou a vida delas. Válido, mas difícil de engolir quando a gente pensa que com um pouco de esforço, eles poderiam ter tido experiências boas que mudaram as vidas deles.

    • Fala, Mike. Olha, eu acho que a Aiesec é uma brilhante ideia, mas executada de forma muito ruim, infelizmente. Mudou minha vida, mas é triste dizer que boa parte dessa mudança se deu por conta das falhas da organização. Imagina como seria legal se as coisas fossem apenas razoáveis? E se fossem realmente bem feitas?

      Enfim, é uma pena. Sou grato, mesmo assim, claro, mas sei que as coisas deveriam ser bem melhores.

      Abraço.

      • Eu acho que a AIESEC é inconstante, é executada de forma brilhante em alguns lugares, e os membros são mega responsáveis e compromissados, meia-boca em outros, e sofrível em outros. Até entendo em lugares em que eles não tem infra-estrutura, mas nem o Brasil nem a Índia se encaixam nesse caso.

    • Interessante seu comentário. Nunca fiz parte da AEISEC mas acabei acompanhando o trabalho bem de perto quando um intercambista que veio ao brasil me pediu ajuda. Depois veio outro, e outro e mais outros. Quando percebi estava dando algum suporte para um grupo de pessoas. Onde estava AIESEC? Esses indivíduos estavam sem onde dormir, e alguns sem mesmo onde trabalhar. A proposta assinada por eles garantia um lugar para se hospedar e principalmente, um trabalho a ser realizado. Curiosamente, uma pessoa negra tinha dificuldades para encontrar um lugar para morar, e ficavam empurrando ela de uma casa para outra. Essa pessoa mudava de lugar a cada 4 dias. Já a outra, como ouvi dizerem “aquela gringa gatinha” tinha toda atenção. Que preconceito é esse?? A negra quando ficou doente e pediu informação de onde poderia receber tratamento, nem isso se quer se preocuparam em ajudar.
      Enfim, não vou me estender pois cada um que gastou dinheiro em busca de uma oportunidade, barrou em verdadeiras “crianças” brincando de trabalho de gente grande.
      A AISEC tem uma ferramenta sensacional, que poderia realmente ajudar muito aqueles que estão a procura de um experiência diferenciada, e poder oferecer e receber uma grande troca cultural social.
      Mas não foi isso que vi acontecer.
      Por uma vez, antes mesmo de saber de todos esses casos, eu me inscrevi para o programa. Recebi e li no site da AIESEC uma propaganda, dizendo dos programas sociais ao redor do mundo. Achei legal, deixavam claro que eu teria que bancar com alguns gastos como passagem, visto, e dependendo de onde for, outras coisas mais. OK por mim, estava disposto a bancar isso. Passei por todas etapas, entrevistas, apresentação, e no final eles me entregam um contrato. Beleza a coisa é organizada, ta certo. Lendo o contrato, PAGAMENTO DE ENTRADA + PARCELAS, totalizando R$1500,00 reais. O QUE!!!?? Pois é, tinha que além de custear tudo, pagar para AIESEC. Mas ate onde tinha sido apresentado a organização não tem fins lucrativos, é uma ferramenta colaborativa. Tudo bem, ninguém trabalha de graça, então eu já imaginava um custo para elaboração dessa papelada, o próprio sistema de vagas, pessoal…mas R$1500,00?? Estao ficando loucos! Por esse mesmo preço na época eu poderia fazer um intercambio de verão pela CI com trabalho remunerado em vários países.
      Pulei fora na hora.
      Pelo que li do texto, a experiência com AISEC foi ruim, e isso não pode deixar de ser destacado. Eles erraram, eles erram, eles fizeram feio!! O que o autor diz ter conseguido uma ótima experiência profissional, e tenho certeza que foi. Infelizmente não precisava da parte do perrengue, mesmo o perrengue sendo uma forma de aprendizado. Neste caso você tem capacidade para se virar nos 30, mas presenciei quem não tem e precisa de um apoio. Diz então que voltaria a fazer um intercambio com AISEC, de uma pesquisada, você vai ver que existem varias outras maneiras de fazer o mesmo. Não é só a AISEC que permite esse intercambio cultural e social.
      E conversando com intercambistas que vieram ao Brasil, poucos dele pagam pra AISEC , e quando pagam, é uma taxa quase que simbólica, bem inferior a R$1500,00.

  6. Estou vendo um intercambio para Leon- México , para o projeto reduced inequalities , para o mês de Março/17.
    Estou recendo um grande suporte da AIESEC e terei uma conversa com a responsável pelo projeto em Leon.

  7. Olá,

    estou estudando a ideia de ir morar na Índia, também pela Aiesec, pelo programa de Talentos Globais. O que me assustou muito foi quando vi os casos recorrentes de estupro na Índia e que entre as dicas dadas a mulheres está de não andar sozinha nas ruas sem um homem. Você acredita que realmente existe esse risco alto de estupro pra uma mulher que ande sozinha até durante o dia? Esse perigo de assédio é real?

    Desde já te agradeço,

    Fernanda

    • Oi, Amanda. Na época a taxa do intercâmbio era bem baixa, não dava mil reais. Além disso, teve o custo das passagens e os gastos lá, mas eu tinha um salário.

      Mas o ideal é você procurar a AIESEC para saber o valor atual.

      Abraço.

  8. Olá, gostaria muito de fazer um intercâmbio pela AIESEC, cidadão global pra ser mais exato uhashusauhsa’
    Mas tenho uma pergunta, a AIESEC para o cidadão global, disponibiliza algum dinheiro para o intercambista ou eu tenho q juntar dinheiro desde já pra fazer?
    Desde já agradeço e parabéns pelo site e pelos relatos.

  9. Olá Rafael, boa tarde!

    Tive a oportunidade de fazer parte do Cidadão Global (Intercâmbio voluntário da AIESEC) em 2012 e Maurício foi o meu destino. Me identifiquei bastante com a parte do texto que fala sobre as 20 pessoas morando em um pequeno apê, pois essa foi minha realidade lá… A diferença é que tínhamos 2 banheiros, mas nenhuma água pra tomar banho. Mas independente dos perrengues, essa viagem foi sem dúvidas umas das mais marcantes e transformadoras que já fiz e quando me perguntam sobre o programa da AIESEC sempre respondo: “Faça, mas faça de mente aberta. Não é um conto de fadas, é literalmente uma viagem”.

    Cheguei no seu blog, pois estou pensando seriamente em fazer o Talentos Globais, e devo dizer que sua descrição foi bem reveladora. Mas se tratando de um intercâmbio de longa duração, bate um certo medinho, ainda mais que terei que largar um emprego bom pra me aventurar por aí. Me virar, bom eu consigo, mas a minha maior preocupação é se o valor da bolsa é o suficiente para se manter. O valor que ganhou durante o seu projeto foi o suficiente para se manter?

    Obrigada!

  10. Oi Rafael, tudo bem com você? Estou mandando este recado parar saber do trabalho voluntário, tenho 18 anos e queria saber se posso me cadastrar no site da Aiesec, sou do interior de São Paulo. Abraços.

  11. Oi rafael, tudo bem

    Gostaria de saber mais sobre a Delhi public school mehsana
    minha filha entrou em contato com a aiesec de sao paulo usp e esta enteressada em ir para india nesta escola.Voce poderia dar algumas dicas deste lugar?

    • Oi, Julyana

      Tentei achar e perguntei pra Naty, mas não lembramos o nome. Continuarei pesquisando, ok? De qualquer forma, ela não recomenda a experiência nessa ONG não.

      Abraço

  12. Olá Rafael, tudo bem?
    Vi seu relato e gostei bastante da sinceridade porque quando procuramos um intercâmbio queremos que tudo dê certo, apesar do aprendizado que temos nos perrengues.
    Eu encontrei a AIESEC e a princípio me pareceu uma excelente oportunidade, entretanto estou com várias dúvidas a cerca de como se dá o processo.
    Vi em alguns locais falando que eu tenho que ser voluntária na agência da minha cidade, passar por um processo seletivo ou pagar uma taxa pra ter acesso ao banco de dados de oportunidades. Eu tenho interesse primeiramente em um estágio fora. Faço Engenharia Química e tenho receio de não encontrar oportunidades nessa área.
    Como funciona o processo de conseguir esse intercâmbio?
    Desde já agradeço e aguardo sua resposta.

    • Thaís, não sou o Rafael mas posso te ajudar. Você não precisa pagar taxa pra ter acesso ao banco de dados, ele é aberto a todo mundo. Você precisa pagar taxa caso seja aceita em alguma oportunidade. Engenharia Química e Engenharias no geral são muito difíceis de conseguir: cada país tem uma legislação diferente e nem sempre rola. Por isso a AIESEC Trabalha com subprodutos no intercâmbio profissional de longa duração: gestão, educacional, marketing e TI. Às vezes é normal que surja uma vaga ou outra na plataforma mas elas são difíceis de conseguir. Vagas na Europa/EUA também são difíceis, o visto é o maior rolê, as vagas são concorridíssimas e eles tendem a dar preferência a cidadãos europeus. Alguns lugares dão sim muito perrengue (Argentina, Índia e Chile costumam dar muito mais perrengue que qualquer outro lugar) mas normalmente os intercambistas têm uma experiência muito boa. O segredo é encher muito o saco do pessoal e pedir pra falar com muitas pessoas, pessoas que já viajaram pela AIESEC, pessoas que foram pra mesma cidade, pro mesmo projeto… Boa sorte! 🙂

      • A propósito: o banco de vagas da AIESEC é opportunities.aiesec.org Volunteer Abroad são as vagas disponíveis para o social e Intern Abroad para o profissional. Beijas!

  13. Olá Rafael,

    Gostei bastante do seu relato. E por incrível que pareça, me sinto mais empolgada com relatos em que é nítido o quanto o aprendizado das pessoas que passam por perrengues e dificuldades com a gestão da AIESEC se torna tão diferenciado. Sou do tipo de pessoa que tenta ver muito mais o lado bom do que o ruim das coisas, então eu notei que no final, para quem está preparado realmente para os altos e baixos, são os “baixos” e os perrengues que te tornam uma pessoa mais madura e talvez até acrescentam mais do que as atividades que vc já está esperando realizar.

    Enfim, na verdade a minha pergunta é com relação a proficiência da língua estrangeira. Sou formada em curso de inglês, porém totalmente enferrujada por falta de prática. Mas de fato, me considero nível avançado, não fluente.

    Cada vaga está especificando o nível que vc deve ter para a função ou só citam “a partir do intermediário”, como está no site da AIESEC? A maioria das vagas de intercâmbio profissional exigem nível fluente? Não preciso realizar alguma prova que prova a proficiência?

    E para os trabalhos voluntários na Argentina, por exemplo, foi preciso espanhol avançado ou fluente?

    Muito obrigada!

    • Oi, Thabata. Não, não fiz prova de idiomas nem para a Índia e nem para a Argentina. O que pode acontecer é que você faça uma entrevista por Skype com a pessoa da empresa/ONG, que já avalia seu idioma ali.

      Sobre a AIESEC, concordo que dificuldades ajudam o intercambista a crescer, mas isso não torna perdoável o desempenho da diretoria da organização não. Se as coisas fossem só um pouquinho mais bem feitas, o proveito seria muito maior. É uma pena.

      Abraço.

  14. BOA TARDE, ALGUEM SABE ME FALAR DE ALGUEM JA FEZ INTERCAMBIO PARA ROMENIA, NA CIDADE CRAIOVA, MINHA FILHA CONSEGUIU UMA VAGA E GOSTARIA DE TER INFORMAÇÕES SOBRE A AIESEC DE LÁ??? PQ SINCERAMENTE FIQUEI UM POUCO ASSUSTADA COM ALGUNS DEPOIMENTOS, ELA ESTARIA INDO P DAR AULAS DE INGLES P CRIANÇAS DE 06 A 08 ANOS!!! ALGUEM SABE ME DAR ALGUMA INFORMAÇÃO SOBRE O A AISEC DESSE PAIS????

  15. Existe a aiesec no Rio de janeiro ?Ja procurei mas não encontrei nada, então entrei em contato com a aiesec de Curitiba e eles me responderam dizendo que iriam passar meus dados para o Rio , mas até agora não recebi nenhuma resposta e ja vai fazer um mês… Achei bem interessante a ideia do trabalho voluntario e gostaria de saber mais informações.

    • Oi Rafael, também sou do RJ e existe aiesec aqui sim! Eu entrei em contato com eles e no dia seguinte já me mandaram email/ligaram perguntando a disponibilidade que eu tinha pra ir lá conversar com eles. O endereço deles é: ​U​FRJ – FACC, Sala 217, Campus da Praia Vermelha, Av. Pasteur, 250

      E foi através desse site que eu entrei em contato com eles: http://aiesec.org.br/

      Espero ter ajudado 🙂

  16. Olá galera!
    me chamo Felipe, estou morando aqui na austrtalia – sydney. Eu gostaria de saber se tem possibilidade de fazer um intercamibio na espanha pela AIESEC ? Existe outros paises da europa?

    • Sim, é possível, Felipe. Mas tenha em mente que a maior parte das vagas da Aiesec está nos países em desenvolvimento, não na Europa Ocidental.

      Mas não custa tentar.

      Abraço e boa sorte.

  17. Oi Rafael, sou pós-graduanda, mas não posso me ausentar da pós para participar do programa. Quando eu terminar o mestrado, já vou ter 2 anos de formada. Você sabe se isso seria um impedimento para participar?

    • Eu acho que a própria formatura na sua pós conta e faz esse prazo de dois anos recomeçar, mas é preciso checar com a Aiesec.

      Tomara que dê certo. 🙂

  18. Obrigada pelo depoimento! Foi muito bom saber que não estou sozinha (também estou passando por muitos perrengues graves por conta da falta de assistência da AIESEC). Antes de viajar, pesquisei depoimentos sobre a instituição na internet e só encontrei comentários positivos. Tem muita coisa por baixo dos panos que precisa ser divulgada. O que aconselho aos novos intercambistas que estão partindo agora é: façam amigos nas cidades para onde estão indo, de preferência antes de viajar. Provavelmente eles é quem serão o seu braço direito na hora de resolver os problemas.

    • Oi Bianca! Pra onde você foi? Então, a culpa nem é da AIESEC em si, mas sim do comitê da cidade (como eu disse no meu post abaixo). Passei por muitos problemas também e nisso tive que adiantar minha passagem (com o dinheiro do meu bolso, claro). Mas a minha situação só não foi pior porque encontrei muita gente aqui que me ajudou bastante. Se dependesse do comitê eu estava lascado, rs.

      • Oi Bruno! Estou aqui em Gurgaon, apesar de ter aplicado para uma vaga em Delhi (quando o match aconteceu a galera da AIESEC Brasil me explicou que Gurgaon é uma parte de Delhi, mas não é verdade. É outra cidade mesmo). Acho que me expressei mal quando falei da AIESEC de uma forma geral. Não nego que o atendimento da AIESEC Brasil deixou a desejar, mas quando peço ajuda eles sempre me respondem. A AIESEC Delhi, além de ter me mandado para uma acomodação ilegal me deixou completamente desamparada desde que eu cheguei aqui, inclusive quando fui mandada pra fora desse alojamento pela própria polícia. Tive que arranjar um lugar novo pra morar e me mudar em questão de horas e o PG em que eu morava foi multado. E as coisas não param por aí: quando fui pedir o meu dinheiro de volta (pra quem não sabe, a gente faz o pagamento adiantado quando vai morar em um PG, ou seja: eu paguei dois meses de aluguel assim que cheguei) o dono não quis devolver porque ficou com raiva do alojamento ter sido multado por “minha causa”. A AIESEC Delhi, ciente da situação, além de ter me feito passar por tudo isso não está movendo uma palha pra me ajudar. Para a minha sorte, tenho amigos aqui, mas se tivesse vindo sozinha certamente teria tido uma experiência traumática, pois posso fazer uma lista enorme do número de problemas que tive que poderiam facilmente ter sido evitados.

        • Olha, a Aiesec Índia é absolutamente incompetente. Eu tinha a impressão que eles só queriam beber e ir pra festas, francamente. Faziam muito pouco pelos intercambistas que estavam lá.

          Ainda assim, a Índia em si, apesar da quase inexistência da Aiesec Índia para te apoiar, vale a pena.

          Boa sorte aí 🙂

    • Pois é, Bianca. Às vezes eu tenho a impressão que a Aiesec acha que a viagem vale pela viagem e ponto final. Não importa muito se o projeto que você se interessou não existe de fato – se você vai chegar lá e ser inútil, não ajudar de forma alguma. O que importa, no fim das contas, é que você vai viver outras experiências e crescer. E sim, isso é verdade. Mas é uma pena que a Aiesec não consiga se organizar um pouquinho mais para evitar esse monte de intercâmbios em ONGs que na realidade não têm muita razão pra existir ou que não envolvem o apoio real do comitê local. Continuo achando que vale muito fazer parte da Aiesec, mas é preciso pensar bem e estudar bastante, de forma a evitar a frustração.

      Abraço

  19. Realmente é o que você disse. Se você não pesquisar bem o comitê, você pode ter uma decepção e foi o que aconteceu comigo. Eu estou agora fazendo um intercâmbio pela AIESEC- Sincelejo na Colômbia. Houve diversas divergências de informações, meu projeto demorou 2 semanas pra começar e vai acabar 1 semana antes, demorei para ter um host. Tive que adiantar minha passagem. Fora também a falta de informações prestadas. Se me arrependo? De forma alguma. Conheci vários lugares desse país maravilhoso e estou montando um blog sobre os lugares que visitei e para ser sincero nem quero ir embora,rs. Ainda penso em fazer algum intercâmbio pela AIESEC de novo para tirar essa má impressão que tive. Ah, parabéns pelo site, sempre acompanho! Abraços!

    • Obrigado, Bruno. Há bons intercâmbios na Aiesec e há aqueles que só existem no papel. O jeito é pesquisar muito antes de escolher.

      Abraço.

      • Realmente, Rafael. Fiquei sabendo do caso de um grupo que veio pra cá pela AIESEC fazer trabalho voluntário e acabou que por algum motivo que ninguém sabe qual é esse projeto não rolou e essa galera tá aqui sem ter o que fazer. Tem coisas que são muito graves mesmo. Mesmo com todas as dificuldades ainda não me arrependo de ter vindo pra cá, pois como você mesmo disse, também estou quebrando a cabeça e aprendendo a me virar sozinha. O problema é que isso está acontecendo por conta da tremenda incompetência de uma instituição para a qual paguei para me providenciar assistência. Como eu disse pro Bruno, a pessoa que vier pra cá sob a dependência desse comitê sozinha provavelmente vai ter uma experiência traumática, infelizmente.

  20. Não canso de ler o relato de vocês.Encoraja bem.
    Ajudou na escolha da AIESEC pros dois cidadão global que fiz, e agora está ajudando escolher o talentos globais. Eu tive otima experiencia com a AIESEC pros dois voluntariados, mas claro, sendo na Europa digamos, não é lá tão dificil. Vamos ver se consigo coragem para quebrar mais barreiras e ir mais longe e mais fora da zona de conforto 🙂 Quero também experimentar um talentos globais na Ásia!

  21. Olá Rafael
    Descobri a AIESEC faz pouco tempo e fui selecionada para fazer o intercabio para trabalhar em startup. Aqui mesmo na América Latina,estou entrando em contato com pessoas que fizeram o intercambio pela AIESEC para tirar algumas dúvidas.
    Então, gostaria de saber se poderia entrar em contato comigo pelo email ([email protected])?
    Obrigada, e parabéns pelo blog. Me ajudou bastante.

    • Oi, Katiane, tudo bom?

      Topo te ajudar, sem dúvida. 🙂 Mas por conta da quantidade de contatos e e-mails que chegam, nós só respondemos dúvidas pelos comentários aqui no blog.

      Se tiver alguma dúvida especifica, basta postar aqui. Eu respondo 100% dos comentários, normalmente em 24 horas.

      Espero que entenda.

      Abraço.

  22. Oi Rafa, primeiramente parabéns pelo site, faz alguns meses que já acompanho.
    Entrei em contato com a Aiesec aqui de Manaus e planejo um intercâmbio em janeiro, não sei se está muito perto, mas creio que há tempo possível. Pretendo escolher um local na América, especificamente ao sul do Chile e Argentina, se possível. Queria saber saber se você conhece alguma ONG ou poderia me ajudar de alguma forma.

    Abraços 🙂

    • Oi, Roberto. Infelizmente não conheço – a ONG onde eu trabalhei, em Buenos Aires, não foi uma boa escolha, como eu expliquei no post.

      Você terá acesso ao banco de dados da AIESEC. Leia bem sobre todas as vagas e pesquise bastante antes de fechar.

      Abraço.

  23. Adorei o relato!
    Descobri a AIESEC faz pouco tempo e gostaria de realizar um intercâmbio.
    Rafael, sabes me dizer quanto tempo depois de ter feito a inscrição no site, eles entram em contato?
    Obrigada, e parabéns pelo blog, sempre com relatos inspiradores e dicas valiosas.
    Abraços

    • Oi, Rafaela.

      Obrigado pelos elogios ao blog. 🙂 Não sei te falar quando tempo eles demoram pra responder, infelizmente. Isso varia. Se demorarem muito, tente contatá-los de outra forma, procurando algum conhecido na sua cidade ou universidade, por exemplo.

      Abraço.

  24. Oi Rafael, para fazer um intercambio com a AIESEC é necessário ser estudante universitário e ter menos de 50 anos (ponto de interrogação porque não achei a tecla no computador).
    Super obrigada!

  25. Então,vou cursar a faculdade de jornalismo aqui em Brasília e pretendo fazer intercâmbio com a Aiesec de Délhi. Bom, eu falo hindi, porém não consegui encontrar ninguém dessa filiação. Se souber de alg contato via Facebook ficarei super feliz. Obrigada

    • Oi, Kamile. O meu da Argentina foi o Andes Way, mas não recomendo, francamente.

      A questão do quarto é relativa. Depende de cada intercâmbio. Em alguns você fica em casas de famílias, outros num casa alugada por intercambistas e gerenciada pela Aiesec. E tem os que ficam em hostels, normalmente em quarto coletivo.

      Você sempre pode negociar também. Nós fizemos isso e conseguimos um quarto privativo. Saiu mais caro, mas valeu a pena.

  26. Esperei muito por esse post! haha. Me lembro de ter comentado aqui há um tempão perguntando da experiência de vocês quanto ao intercâmbio propriamente dito, por também ser jornalista e ter pensado em fazer um intercâmbio profissional pela Aiesec… De lá pra cá, conheci muita gente que viajou pela organização e nunca ouvi, dessas pessoas mais próximas, um relato que fosse 100% positivo. Uma amiga fez quatro intercâmbios com eles, mas desde o primeiro percebeu as falhas – ela foi também pra Buenos Aires e se deparou com uma situação igual à de vocês: boa recepção, mas nenhum trabalho útil pra fazer. No caso dela, os voluntários se juntaram, listaram as habilidades que tinham (design, texto etc…) e montaram um plano de marketing pra ONG, o que acabou sendo muito mais útil do que ficar varrendo o chão, como haviam sido solicitados. Em outros países, o trabalho dela consistia em falar sobre o Brasil e sobre liderança pra crianças, mas sem treinamento específico e até sem saber a idade das crianças até chegar na sala de aula. Outra pessoa que conheci foi atuar no combate ao trabalho escravo, mas também sem nenhum treinamento… Outros estiveram envolvidos na organização aqui no Recife, em Salvador, em Budapeste e em Valladolid e também se queixaram de que no dia a dia é muito blablablá pra pouca ação. Sem contar as histórias mais desastrosas mesmo, de gente que chegou no lugar e na verdade não tinha trabalho, ou encontrou uma casa no nível da de vocês. Enfim: claramente há muitos pontos a trabalhar pra que esses intercâmbios cumpram de fato o que prometem, tanto pra quem viaja quanto pras organizações supostamente beneficiadas. Maaaas não tou escrevendo esse comentário enorme pra “gongar” a Aiesec hehe. Até porque não posso falar por experiência própria 🙂 O que queria dizer era mais ou menos o que você já disse aí: que apesar de tudo, eu consideraria fazer um intercâmbio pela organização, sob determinadas circunstâncias (principalmente, tendo informações de pessoas que fizeram o mesmo programa, na mesma cidade). Aquela minha primeira amiga que mencionei, por exemplo, achou problemas desde o início, mas ainda assim repetiu a dose outras três vezes 😛 No fim das contas, acaba sendo mesmo uma forma barata de viajar e, com sorte e informação, viver experiências enriquecedoras, né? ^^ Boa sorte pra vocês nos próximos passos por aí!

    • Oi, Luísa.

      Este post estava previsto há um tempão, mas preferimos esperar a segunda experiência para escrevê-lo. A primeira foi na Índia né, então era complicado separar o que era erro da Aiesec e o que era choque cultural e contexto indiano.

      No caso da Índia, foi uma experiência incrível. Já o intercâmbio da Argentina eu me arrependi de ter feito: era melhor ter viajado para fazer um curso de espanhol, por exemplo. Teria sido mais útil.

      Mas, enfim, há muitas coisas legais na organização. Quem sabe com o tempo esses erros não são minimizados.

      Abraço.

  27. Oi, Rafa, como é que vc está?

    Tenho uma questão. Estou fazendo intercâmbio na Irlanda (República) e ficarei mais 8 meses aqui (inteirando um ano). Para pessoas como eu, que estão legais na Europa, fica menos complicado de tentar engatar um trabalho voluntário (ou não) pela AIESEC? Terei 6 meses de férias escolares aqui, então pensei em engatar algo, para a República Tcheca, por exemplo. Ou outro local.

    Abração!!!! 🙂

    • Oi Ligia.

      Desculpa a demora na resposta. Sim, acho que facilita, afinal você já está aí, o que pode ser um diferencial na hora de uma entrevista de intercâmbio, por exemplo.

      Você precisa entrar em contato com alguém da AIESEC Brasil, que fará o meio de campo, mesmo com você longe. Essa pode ser a parte mais complicada. Vi que você tentou contato no grupo da AIESEC. Teve retorno?

      Abraço.

          • Na verdade não fechei direto com a escola, preferi ir por agência de intercâmbio, pois foi minha primeira viagem ao exterior. A escola em que estudei é maravilhosa. Nome: “CES-Centre of English Studies”. Fica bem no centro de Dublin, na rua da Trinity College. Entre no site se quiser informações mais a fundo sobre preço, acomodação quando chegar etc, o pessoal que trabalha lá é um amor.

            Sobre gastos, fica difícil pra eu te dizer, pois depende muito de:
            1- com quem vai morar
            2- se vai querer quarto compartilhado ou single
            3- localização (centro/norte/sul de Dublin)

            Em janeiro agora entrou em vigor a lei que cobra água dos irlandeses. Então é mais uma conta a pagar, além de internet, eletricidade, lixo e gás. Há mercados bem baratos na Irlanda (Lidl, Tesco), mas não se iluda. Posso dizer com total certeza que os preços são os mesmos do Brasil, só que em euro. Essa ideia que normalmente vemos em vídeos de intercambistas de que “Ah, é Tesco é barato, compra tudo que sai em conta” é furada. Sai em conta pra quem já arrumou trampo e está ganhando em euro, diferentemente de quem ainda tá “torrando” os reais.

      • Oi, Kariny!

        Eu estou num intercâmbio de um ano. Estudei inglês 6 meses em Dublin, mas não trabalhei. Agora estou voluntariando estilo “workaway” em Wicklow, nas montanhas. Fico aqui até meu visto acabar (em 5 meses).
        Eu guardei dinheiro antes de vir pra cá e agora com o workaway eu não gasto com quase nada. Embora eu não tenha precisado ir atrás de emprego, te digo uma coisa: se você vier com foco, consegue arrumar emprego, sim! Isso eu te garanto, pois vejo os meus amigos aqui: foram atrás e conseguiram.
        Ah, uma dica: não escute muito o que o povo fala de negativo sobre conseguir trabalho e moradia. Vêm com foco que vc arrasa.

        Bjo bjo

          • Eu vim pela STB, devido ao reconhecimento mundial dessa agência. Apesar de eu ter passado alguns perrengues terríveis faltando poucos dias para embarcar, no final deu tudo certo. Se você for fechar por agência, te dou um conselho de ouro: não deixe sua viagem na mão de sua agente. Fique de cima, saiba TODOS os detalhes, fique no pescoço mesmo! Tenha tudo preparado com pelo menos duas semanas antes do embarque. Embora agentes de viagens sejam pagas para aprontar tudo, não é bem assim que foi para mim. Resumo da ópera: quase não embarco.

  28. Boa tarde Rafael, você tem ideia o custo para conseguir um intercâmbio profissional (como o seu caso na Índia)? Terei gastos com passagem aérea, aluguel casa, refeições? Como funciona?

    Sei que varia muito de país para país e as oportunidades. Mas na média, quanto eu teria que ter de dinheiro?

    Muito obrigado.

    P.S.: adoro os posts deste blog.

  29. Bom dia Luiza vc ainda esta na argentina, tenho vontade de fazer um intercambio voluntario ai. Depois se puder me enviar mais dica de ONGs e lugares de intercambio voluntário agradeço.

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